Flashcards
Suporte vida no adulto: parada cardiorrespiratória
Cards in this deck (17)
- 1Parada cardiorrespiratória (PCR)Situação de emergência médica.
Novo conceito de PCR: ausência de pulso carotídeo, ausência de gasping, ausência de atividade mecânica cardíaca, paciente não reativo, em apneia ou respiração agônica/ofegante. - 2Importância do tempoApós o 1° minuto da parada, o sucesso da desfibrilação diminui 7-10% para cada minuto de atraso. A desfibrilação deve ser realizada em até 3-5 minutos para taxas de sucesso maiores. Com 20 minutos de parada até a desfibrilação, a sobrevida é de 10%.
- 3Cadeira de sobrevivência (5 elos)Sequencia de procedimentos para o salvamento considerando o paciente com colapso súbito. Os pontos chaves são: reconhecimento de uma PCR, iniciar RCP com ênfase em compressões torácicas de qualidade, evitar interrupções e fazer a desfibrilação precoce.
- 41° ELO: reconhecimento de uma PCRFazer em até 10 segundos: avaliar responsividade, respiração e pulso carotídeo. Se em ambiente extra-hospitalar: Ligue 192 + solicite DEA. Se ambiente intra-hospitalar: solicitar ajuda + carrinho de emergência.
- 52° ELO: Ressuscitação cardiopulmonar precoce (RCP) COMPRESSÕESFazer se respiração ausente/gasping e pulso ausente/não identificável. Posicionar a direita do paciente, ajoelhado, com as mãos entrelaçadas apoiando a eminencia hipotenar no 1/3 inferior do esterno; braços retos e perpendiculares ao paciente. Profundidade: 5-6cm, com retorno do tórax. Ritmo 30 compr.:2 vent. Frequência: 2 compr./seg. (100-120/min). Revezamento: após 5 ciclos (2 min).
- 62° ELO: Ressuscitação cardiopulmonar precoce (RCP) VENTILAÇÕESFazer se respiração ausente/com gasping e pulso presente: Abrir a via aérea inclinando a cabeça para trás e elevando o queixo, ou elevando o ângulo da mandíbula (se trauma). Ventilar com dispositivo de barreira (bolsa-válvula-máscara ou máscara de bolso).
- 73º ELO: Desfibrilação.Ritmos cardíacos chocáveis: fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso. Se não-chocável (Assistolia ou Atividade Elétrica sem pulso), continuar compressões.
- 83º ELO: Desfibrilação precoce com Desfibrilador Externo Automático [DEA]Fazer o uso do DEA assim que disponível na ausência de pulso. Se for 1 socorrista, interromper a RCP para posicionar o DEA. Se 2 socorristas: um faz as RCP enquanto o outro instala. Parar compressões quando o aparelho estiver pronto para analisar o ritmo. Seguir orientações do aparelho.
- 94° ELO: suporte avançado de vida e transporte adequado para o PS pelo SAMUInterromper compressões quando o suporte chegar ou se a vitima movimentar.
- 105° ELO: cuidados pós-PCR no pronto socorro ORGANIZAÇÃO DA EQUIPEPosicionamento da equipe de RCP: (1) LIDER: uma pessoa posicionada no pe do doente para coordenar; (2) VENTILAÇÃO: uma pessoa na cabeceira; (3) ACESSO+MEDICAÇÕES: uma pessoa na lateral esquerda; (4) COMPRESSOES: uma pessoa na lateral direita, trocando a cada 2 minutos; (5) DESFIBRILAÇÃO: uma pessoa na lateral direita (6) ULTRASSOM Point of care: uma pessoa na lateral.
- 115° ELO: cuidados pós-PCR no pronto socorro DESFIBRILAÇÃO MANUALO reconhecimento do ritmo é feito pelo ECG, interpretação e acionamento das pás de
desfibrilação são manuais. Fazer desfibrilação em 200 (desfibrilador bifásico) ou 360J. (desfibrilador monofásico) se ritmos chocáveis. Após cada choque, reiniciar RCP em ritmo 30:2. - 125° ELO: cuidados pós-PCR no pronto socorro PROCEDIMENTOS NO RITMO CHOCÁVEL1°choque= preparar acesso venoso e continuar RCP por 2 min. 2° choque= Adrenalina 1mg IV seguido de flush IV de 20ml de solução fisiológica (SF). Avaliar via aérea avançada. 3° choque= Amiodarona 300mg; Lidocaína 1-1,5mg/kg, seguido de flush de 20ml de SF; ou Sulfato de Magnésio 1-2g diluído em 20mL de SG5% (para Torsades de pointes). Avaliar causas reversíveis. 4° choque= Adrenalina 1mg seguida de flush de 20mL de SF. 5° choque=Amiodarona 150mg ou Lidocaína 0,5-0,75mg/kg, seguida de flush de 20mL de SF.. 6° CHOQUE= Adrenalina 1mg, seguida de 20mL de SF (intervalos de 3-5 min.).
- 135° ELO: cuidados pós-PCR no pronto socorro PROCEDIMENTOS NO RITMO NÃO-CHOCÁVELContinuar compressões e ventilações.. Após 1° ciclo: adm Adrenalina IV 1mg, seguida de flush de 20mL de solução fisiológica (repetir a cada 3-5 minutos). 2° ciclo: considerar causas reversíveis e via aérea avançada.
- 145° ELO: cuidados pós-PCR no pronto socorro CAUSAS REVERSÍVEIS DE PCR E TRATAMENTOSHipoxia (adm oxigênio); hipovolemia (adm volume); acidose (adm bicarbonato de sódio); hiper/hipocalemia (adm bicarbonato/repor potássio); hipotermia (aquecer); tóxicos (antagonista específico); tamponamento cardíaco (punção pericárdica); pneumotórax hipertensivo (punção de alívio/drenagem); trombose coronária (IAM= hemodinâmica) e tromboembolismo pulmonar (trombólise).
- 155° ELO: cuidados pós-PCR no pronto socorro VIA AÉREA BÁSICAVentilar com oxigênio a 100% Na Bolsa-válvula-máscara, usar manobras de vedação (fixar segurando a máscara na mandíbula) e usar 400-600mL, ventilar em 30:2. Ou usar cânula orofaríngea (pacientes não-responsivos ou com reflexo de vomito ausente). Realizar checagem clínica e secundária (Capnografia quantitativa).
- 165° ELO: cuidados pós-PCR no pronto socorro VIA AÉREA AVANÇADAVentilar com oxigênio a 100%. Fazer intubação orotraqueal ou dispositivos extraglóticos (máscara laríngea ou tubo esofágico traqueal). Realizar checagem clínica e secundária (Capnografia quantitativa), fixar dispositivo de via aérea. Fazer 1 ventilação a cada 6 segundos, compressões contínuas.
- 175° ELO: cuidados pós-PCR no pronto socorro RETORNO DA CIRCULAÇÃO ESPONTÂNEA (RCE)(1) Manter o antiarrítmico usado em dose de manutenção: Amiodarona (1mg/min, por 6 hs; após, 0,5mg/min por mais 18 hs); Lidocaína (2-4 mg/min) e Sulfato de Magnésio (1-2g/hora).
(2) Tratar a hipotensao (bolus de SF 0,9%, infusão de vasopressor) e otimizar oxigenação e ventilação (manter SatO2 >=94%, manter PaO2 aprox. 100mmHg, não hiperventilar, manter PaCO2 40-45mmHg). (3) Se não obedecer a comandos, considerar fazer hipotermia induzida. Se obedecer, pensar em IAM com supra ou alta suspeita de síndrome coronariana aguda e fazer Cineangiocoronariografia.