Flashcards
Sepse e choque séptico no adulto, na emergência
Cards in this deck (13)
- 1Rastreio de sepse: Quick-SOFA:Se o paciente tem 2 ou mais dos critérios, há maior alerta para probabilidade de sepse: taquicardia (FC>22), hipotensão (PAS<100) e redução do sensório. Quando há suspeita, monitorar o paciente e iniciar tratamento.
- 2Sepse (Sepsis-3, de 2016): definição pelo Escore SOFA (Sequential Organ Failure Assessment)Sepse quando escore SOFA >2: hipotensão (PAS<90, PAM<70), PaO2/FiO2 <300, diurese <0,5ml/kg/hr (em 2hs) e/ou creatinina >2mg/dL, bilirrubina total >2mg/dL, RNI <1,5 ou TTPa >60seg, plaquetas <100.000/mm3 ou queda de 50% ou mais em 72hs), agitação psicomotora/confusão mental/rebaixamento do nível de consciência/delirium. (10% de mortalidade)
- 3Choque séptico (Sepsis-3, 2016):Sepse (SOFA>2) + hipotensão refratária (precisando de vasopressor para manter PAM>65) + lactato aumentado (>2mmol/L). Paciente tem 40% de mortalidade.
- 4Fatores que aumentam o risco de sepse:> 65 anos com sintomas de infecção, 2 ou + comorbidades (DM, HAS, DRC, Ca, IC, imunossupressão), trauma/cirurgia recente, uso de cateteres venosos, descontinuidades da pele, estado geral muito comprometido, alteração do estado de consciência, PAS <100, necessidade de oxigênio suplementar.
- 5Base do manejo da sepse:O tratamento da sepse é baseado em 4 pilares principais: (1) Reconhecimento precoce (2) Ressuscitação (3)
ATB precoce (4) Controle do foco. - 6Realizar na 1° hora, após chegar na triagem da emergência ou momento da suspeita de sepse:Medir o nível de lactato (repetir se der >2mmol/L.), obter hemocultura antes do ATB, administrar ATB de amplo espectro, iniciar ressuscitação (30mL/kg de cristaloide) para hipotensão ou lactato >=4 mmol/L., usar vasopressores se hipotenso durante/após ressuscitação volêmica (manter PAM >= 65 mmHg, com Norepinefrina como 1° escolha)
- 7LactatoAcidose láctica por hipóxia tecidual, mas também ocorre na deficiência de tiamina, cetoacidose, disfunção hepática, uso de epinefrina etc. Dosar no tempo zero, 2hs, e depois a cada 6hs. Nos pacientes em que o lactato não reduz em até 48hrs, a mortalidade é 100%.
- 8Reposição volêmica na sepseComeçar no tempo zero se hipotensão ou lactato >=4 mmol/L. Utilizar 30 mL/kg de cristaloide (SF 0,9% ou Ringer lactato). Nos com IC, fazer bolus menores (dividir a quantidade total [30 mL/kg] e dividir em vários bolus menores) e reavaliar constantemente.
- 9AntibioticoterapiaSugere-se o uso de terapia empírica combinada (pelo menos 2 antibióticos de classes diferentes) no manejo inicial, tendo como alvo as bactérias mais prováveis pelo foco infeccioso. O foco pode ser viral e se apresentar da mesma maneira que as bacterianas, lembrar de antivirais (influenza).
- 10Aminas vasoativasPreferir Norepinefrina a Dopamina (induz arritmias). Acrescentar vasopressina se necessário (hipotensão mesmo com Nora em doses >20mcg/min). O objetivo é manter a PAM >65, porém nos pacientes com HAS, é indicado manter PAM >80mmHg.
- 11Identificação e manejo do focoFocos comuns: genitourinário e pulmonar. O foco da pele/subcutâneo requer controle urgente; se em dispositivos, considerar remover/trocar os dispositivos. Lembrar das infecções virais. O foco no SNC é raro (pode fazer punção lombar após ATB). Se foco abdominal, pedir avaliação da cirurgia geral.
- 12Propedeutica: pedir após iniciar ATBHemograma, perfil metabólico,, lactato, urina, urocultura, hemocultura, RX tórax, imagens de acordo com a suspeita. Se foco urinário, pedir imagem (ver obstrução). Se não achar o foco, considerar TC de abdome.
- 13Prevenção de sepseOrientar o paciente a procurar atenção médica nos sinais precoces de infecção, orientar o paciente a tratar adequadamente doenças crônicas (para prevenir sepse e diminuir mortalidade), encorajar higiene das mãos e vacinação.