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VIVIAN FERNANDES Portuguese

Fluxograma sobre hidrogel e Prontosan gel em feridas: composição, indicação, mecanismo de ação e modo de usar

Fluxograma: hidrogel e Prontosan gel em feridas

Flowchart content

  1. Hidrogel

  2. Composição

  3. Gel transparente, incolor, composto por: água (77,7%), carboximetilcelulose (CMC-2,3%) e propilenoglicol (PPG-20%).

  4. Indicação

  5. Feridas superficiais moderada ou baixa exsudação. Remover as crostas, fibrinas, tecidos desvitalizados ou necrosados

  6. Mecanismo de ação

  7. Amolece e remove tecido desvitalizado através de desbridamento autolítico. A água mantém o meio úmido, o CMC facilita a re-hidratação celular e o desbridamento. O PPG estimula a liberação de exsudato.

  8. Tipo de ferida

  9. Pele íntegra;

    Feridas operatórias fechadas;

    Feridas muito exsudativas;

    Fístulas.

  10. Modo de usar

  11. Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% preferencialmente morno, utilizando o método de irrigação em jato

  12. Aplicar fina camada do gel sobre a ferida ou introduzir na cavidade assepticamente;

  13. Ocluir a ferida com cobertura secundária estéril.

  14. Recomenda-se umedecer levemente a gaze quando esta for utilizada como cobertura secundária.

  15. Contraindicação

  16. Pele íntegra e incisões cirúrgicas fechadas.

  17. Periodicidade de troca

  18. Quando utilizado com gaze como cobertura troca a cada 24hs. Pode permanecer por até 7 dias quando associado com algumas coberturas como por exemplo hidrocolóide ou hidrofibra.

  19. Feridas infectadas troca no máximo a cada 24hs.

  20. Feridas com necrose troca no máximo cada 72hs

  21. Prontosan Gel

  22. Composição

  23. Composto por 0,1% de undecilaminopropil betaína, 0,1% de polihexanida, glicerol, hidroxietilcelulose, água purificada.

  24. Indicação

  25. Indicado para limpeza, descontaminação e umidificação do leito da feridas agudas ou crónicas, principalmente cavitárias. Pode ser usado em feridas colonizadas, criticamente colonizadas e infectadas, bem como em queimaduras de grau I e II. Remove revestimentos, biofilmes, prepara o leito da ferida para receber curativo.

  26. Mecanismo de ação

  27. Composto por 0,1% de undecilaminopropil betaína, que auxilia no efeito de limpeza, 0,1% de polihexanida (biguanida), um conservante com alta tolerância tissular glicerol, que propicia a hidratação hidroxietilcelulose, um agente de gelificação e água purificada, assim, proporcionando limpeza e hidratação de lesões cutâneas.

  28. Tipo de ferida

  29. É indicado tratamento de feridas de espessura parcial a total, úlceras por pressão de estágio I a IV, úlceras arteriais, venosas e mistas, úlceras póscirúrgicas, queimaduras de 1º e 2º graus, áreas doadoras de enxerto, úlceras infectadas ou não.

  30. Modo de usar

  31. Higienize a ferida com solução fisiológica ou qualquer outro produto indicado para limpeza de feridas;

  32. Aplicar Prontosan Gel diretamente sobre a ferida, se a troca do curativo for diária (24 horas) colocar uma camada de pelo menos 3mm, já em intervalos maiores que 24 horas colocar uma camada de 3 a 5 mm;

  33. Cobrir o mesmo com um curativo secundário de escolha.

  34. Contraindicação

  35. Queimaduras grau III e IV;

    Aplicação em cartilagem hialina.

  36. Periodicidade de troca

  37. O curativo na composição gel é substituído em média a cada período de 12 horas. E dependendo também do leito da ferida.

  38. Papaína

  39. Composição​​

  40. Enzimas proteolíticas e peroxidase originadas do mamão

  41. Indicação

  42. Desbridante químico, facilitador do processo cicatricial, coadjuvante da antibioticoterapia sistêmica de ferida infectada

  43. Mecanismo de Ação

  44. Atua como desbridante químico, facilitando o processo cicatricial. Tem ação bacteriostática e anti-inflamatória, proporciona alinhamento das fibras de colágeno, promovendo crescimento tecidual uniforme.

  45. Tipos de Feridas

  46. Úlcera por pressão

  47. Modo de usar

  48. Contraindicação

  49. Em pacientes com sensibilidades a substância ou a outro componente da composição

  50. Periodicidade de Troca

  51. A troca do curativo é indicada, em média, a cada 12 horas.

  52. Aplicar topicamente sobre o ferimento 1 a 3 vezes ao dia.

  53. Sulfadiazina de prata

  54. Composição

  55. Sulfadiazina de Parta a 1% hidrofílica (véiculo)

  56. Indicação

  57. Indicada em casos de infecções por bactérias, fungos e úlceras dérmicas em quadros de queimadura. Ainda é empregada na prevenção e tratamento de feridas com grande potencial de sepse: queimaduras, úlceras varicosas, escaras de decúbito e feridas cirúrgicas infectadas.

  58. Mecanismo de ação

  59. O íon de prata causa precipitação de proteínas e age diretamente na membrana citoplasmática da célula bacteriana, exercendo ação bacteriana imediata e ação bacteriostática residual pela liberação de pequenas quantidades de prata iônica.

  60. Tipos de feridas

  61. Feridas causadas por queimaduras;

    Úlceras de membros inferiores;

    Úlceras de pressão;

    Feridas cirúrgicas

  62. Modo de usar

  63. Após a limpeza da lesão, aplicar uma camada de Sulfadiazina de Prata (substância ativa) creme uma vez ao dia. Fazer um curativo com gaze. Caso a lesão seja muito exsudativa, aplicar o creme uma segunda vez ao dia, posteriormente o excesso pode ser retirado com uma compressa de gaze ou algodão.

    Utilizar Sulfadiazina de Prata (substância ativa) até a cicatrização da ferida. Não deve ser aplicado na região dos olhos.

  64. Contraindicação

  65. Hipersensibilidade a sulfas ou demais componentes da formulação.

    Crianças com menos de dois meses de vida, pela possibilidade aumentada de Kernicterus.

    Gestantes nos últimos três meses de gestação, pela possibilidade aumentada de Kernicterus.

    Mulheres que estejam amamentando, pela existência de poucos dados sobre sua passagem pelo leite materno.

  66. Periodicidade de troca

  67. No máximo a cada 12 horas ou quando a cobertura secundária estiver saturada.

  68. Bandagem de algodão puro ou misto impregnada com óxido de zinco, glicerina, óleo de castor ou mineral.

  69. Composição

  70. Bota de Unna

  71. Indicação

  72. Úlceras Venosas de MMII

  73. Mecanismo de ação

  74. Possui atividade cicatrizante e reepitelizante, atuando na contenção de edema ao auxiliar no melhor retorno venoso e redução de exsudato.

  75. Tipo de ferida

  76. Feridas decorrente de insuficiência venosa

  77. Modo de Usar

  78. Aplicar preferencialmente no período da manhã, Solicitar ao paciente manter os membros afetados elevados acima do nível do corpo por no mínimo 15 minutos, antes do procedimento, na primeira aplicação e sempre que necessário na presença de edema.

  79. Avaliar a ferida e a necessidade de associação com outra cobertura primária, realizar o curativo.

  80. Iniciar o enfaixamento da bandagem pelos artelhos, aplicando progressivamente até a tuberosidade tibial.

  81. Na presença de muito exsudato, principalmente nas primeiras trocas, colocar gaze ou chumaço por cima da bota no local da lesão e enfaixar com atadura de crepe sobre a bota de unna.

  82. Contraindicação

  83. Hipersensibilidade aos componentes do produto.

  84. Bota de Unna é contraindicada para úlcera arterial. No caso de úlcera mista encaminhar para avaliação médica.

  85. Periodicidade de troca

  86. Após 1ª colocação, avaliação clínica em 24hs ou 48hs e 1ª troca em 4 dias. Após controle do exsudato deve permanecer até 7 dias. Trocar a cobertura secundária sempre que saturada.

  87. Colagenase

  88. Composição

  89. colagenase clostridiopeptidase A e enzimas proteolíticas.

  90. Indicação

  91. Mecanismo de ação

  92. Feridas com tecido desvitalizado.

  93. Age degradando o colágeno nativo da ferida.

  94. Tipo de ferida

  95. Feridas, úlceras e lesões necróticas, em geral.

  96. Contraindicação

  97. É contraindicada às pessoas com hipersensibilidade à colagenase ou a qualquer outro componente da formulação. Este medicamento não pode ser utilizado por mulheres grávidas em orientação médica.

  98. Modo de usar

  99. Aplicar a pomada sobre a área a ser tratada.

  100. Colocar gaze de contato úmida. Cobrir com gaze de cobertura seca e fixar.

  101. Periodicidade de troca

  102. A cada 24 horas

  103. Feridas com cicatrização por primeira intenção.

  104. Carvão Ativado

  105. Composto

  106. Indicação

  107. Mecanismo de ação

  108. Tipo de ferida

  109. Modo de usar

  110. Tecido carbonizado e impregnado com nitrato de prata a 0,15%, envolto por camada de tecido sem carvão ativado.

  111. Feridas fétidas, infectadas e exsudativas.

  112. O carvão ativado absorve o exsudato e filtra o odor. A prata exerce ação bactericida.

  113. Feridas altamente colonizadas ou infectadas, neoplásicas, pé diabético, crônicas ou agudas.

  114. Remover o exsudato e o tecido desvitalizado.

  115. Colocar o curativo de carvão ativado sobre a ferida. E oclui-la com cobertura secundária estéril.

  116. Contraindicação

  117. Feridas limpas e lesões de queimaduras

  118. Periodicidade de troca

  119. A cada 1-4 dias, dependendo da quantidade de exsudação.

  120. Membranas ou Filme transparente semipermeável

  121. Composição

  122. Indicação

  123. Mecanismo de ação

  124. Tipo de ferida

  125. Modo de usar

  126. Contraindicação

  127. Periodicidade de tempo

  128. Filme de poliuretano, transparente, elástico, semipermeável, aderente a superfícies secas.

  129. Fixação de cateteres vasculares;

    Proteção de pele íntegra;

    Prevenção de ulcera de pressão;

    Cobertura de incisões cirúrgicas limpas com pouco ou nenhum exsudato.

  130. Proporciona ambiente úmido, favorável a cicatrização;

    Possui permeabilidade seletiva, permitindo a difusão gasosa e evaporação de água;

    Impermeável a fluidos e microrganismo.

  131. Incisões cirúrgicas e Inserções de cateteres vasculares.

  132. Limpar a pele, ferida ou inserção do cateter com gaze e SF 0,9% e ou álcool a 70% e secar com gaze;

  133. Escolher o Filme Transparente do tamanho adequado, com diâmetro que ultrapasse a borda. Aplicar o Filme Transparente sobre a ferida.

  134. Datar.

  135. Feridas com muito exsudato e Feridas infectadas.

  136. Trocar quando perder a transparência, descolar da pele ou se houver sinais de infecção.

  137. Hidropolímero

  138. Composição

  139. Indicação

  140. Mecanismo de ação

  141. Tipo de ferida

  142. Modo de usar

  143. Almofada de espuma composta de camadas sobrepostas de não tecido e hidropolímero e revestida por poliuretano.

  144. Feridas sem infecção com exsudato moderado a intenso.

    Feridas abertas com tecido vitalizado ou desvitalizado.

  145. Proporciona um ambiente úmido e estimula o desbridamento autolítico. Absorve o exsudato e expande-se à medida que a absorção se faz.

  146. Queimaduras de 1º grau.

    Abrasão superficial.

    Úlceras de pressão.

    Úlceras arteriais e venosas.

  147. Posicionar o curativo sobre o local de forma que a almofada de espuma cubra a ferida e a parte central lisa fique sobre ela.

  148. Contraindicação

  149. Feridas infectadas ou com tecidos necrosados.

  150. Periodicidade de troca

  151. Trocar o curativo sempre que houver presença de fluído nas bordas da almofada de espuma ou, no máximo, a cada 7 dias.

  152. Ácidos graxos essenciais (AGE)

  153. Composição

  154. Indicação

  155. Mecanismo de ação

  156. Tipo de ferida

  157. Modo de usar

  158. Contraindicação

  159. Periodicidade de troca

  160. Óleo vegetal composto de ácido linoleico, ácido caprílico, ácido cáprico, vitamina A, E e lecitina de soja.

  161. Tratar feridas abertas vitalizadas, não infectadas, em fases de granulação e epitelização (com ou sem exsudato).

    Proteção da pele peri-lesão.

    Prevenção de úlcera por Pressão

  162. Protege a ferida preservando o tecido vitalizado e mantendo meio úmido proporcionando nutrição celular local. Acelera o processo de granulação tecidual. Evita a aderência ao leito da lesão e em lesões exsudativas atua como proteção de borda da lesão.

  163. Feridas agudas ou crônicas com perda de tecido superficial ou parcial.

  164. Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% preferencialmente morno, utilizando o método de irrigação em jato;

  165. Aplicar o AGE topicamente sob a lesão;

  166. Ocluir com cobertura secundária de gaze, chumaço ou compressa, fixar com atadura, fita hipoalergênica ou esparadrapo.

  167. Tecido desvitalizados, hipergranulação, lesões infectadas, feridas oncológicas.

  168. O curativo deve ser trocado toda vez que estiver saturado com a secreção ou, no máximo, a cada 24 horas.

  169. Hidrocolóide em Placa

  170. Composição

  171. Indicação

  172. Mecanismo de ação

  173. Tipo de ferida

  174. Modo de usar

  175. Contraindicação

  176. Periodicidade de troca

  177. Curativo estéril recortável composto internamente por no mínimo carboximetilcelulose. Camada externa composta por espuma ou filme de poliuretano, impermeável.

  178. Tratamento de feridas abertas não infectadas com leve a moderada exsudação.

  179. As partículas de celulose se expandem ao absorver líquidos e criam um ambiente úmido, que permite às células do microambiente da úlcera fornecer um desbridamento autolítico. Esta condição estimula a angiogênese, tecido de granulação e protege as terminações nervosas. Ele mantém o ambiente úmido, enquanto protege as células de traumas, da contaminação bacteriana, e mantém também o isolamento térmico.

  180. Lesões vitalizadas ou com necrose com pouco/médio exsudato. Ex: escoriações, queimaduras de 1º e 2º grau e skin tears (lesões por fricção e pequenos traumas em pele).

    Prevenção ou tratamento de úlceras por pressão não infectadas.

  181. Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% preferencialmente morno, utilizando o método de irrigação em jato;

  182. Recortar o hidrocolóide com diâmetro que ultrapasse a borda da lesão pelo menos 2 a 3 centímetros;

  183. Aquecer o hidrocolóide entre as mãos, retirar o papel protetor e aplicar o hidrocolóide segurando-o pelas bordas da placa;

  184. Pressionar firmemente as bordas e massagear a placa, para perfeita aderência. Se necessário, reforçar as bordas com fita hipoalergênica.

  185. Realizar escarificação em tecido necrótico, antes de aplicar.

  186. Lesões infectadas e queimaduras de 3º ou 4º grau.

  187. A cada sete dias ou quando saturado. Em caso de necrose a troca deverá ser realizada em até 3 dias.

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