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João Belchior Marques Goulart
(1961-1964)
Conhecido como Jango, João Goulart assumiu a presidência diante de um cenário de grande crise política, após a renúncia de Jânio Quadros. A crise deu início no dia 25 de agosto de 1961, e intensificou-se com os problemas econômicos herdados do governo JK (Juscelino Kubitschek), com a dívida externa e, sobretudo, a inflação. O governo de Goulart foi dividido em duas diferentes fases: parlamentarista e presidencialista. Durante o período parlamentarista, houve um aumento da inflação e do desemprego, e redução nas taxas de crescimento, problemas que haviam provocado inúmeras greves em 1962. Após o dilema que instaurou-se na população entre a defesa do parlamentarismo ou do presidencialismo, no dia 6 de janeiro de 1963, o retorno ao presidencialismo foi aprovado com 82% dos votos, fato que permitiu o encaminhamento de reformas base. É de extrema importância sabermos que o governo de Jango foi marcado por um maior envolvimento da população com a política, crescimento econômico e urbanização, assim sendo considerado como a primeira experiência democrática do Brasil.
A política adotada por Jango naquela época era de caráter nacionalista e propunha uma ampla reforma dos sistemas tributários, bancário e eleitoral, a regulamentação dos investimentos estrangeiros e da remessa de lucro ao exterior, além da reforma agrária e de maiores investimentos na educação e na saúde. Na política externa ele deu continuidade na política independente de seu antecessor, defendendo uma terceira via que não obrigasse o Brasil a unir-se com norte-americanos ou com soviéticos. O mandato de João Goulart foi marcado por conspirações militares, desajuste econômico com altíssima inflação, aproximação com as esquerdas, entre outros. É importante sabermos que durante esse período o cenário mundial encontrava-se em grande expansão e havia um excesso de liquidez no mercado internacional de crédito, havendo uma profunda queda das taxas de juros, bem como um alongamento dos prazos.
Período Militar
(1964-1985)
Após a saída de João Goulart do poder, deu-se início ao regime militar no país (1° de abril de 1964) que era estruturado em um governo ditatorial. A economia do Brasil era dada pelo 43º PIB do mundo capitalista e possuía uma dívida externa de 3,7 bilhões de dólares. O parque industrial cresceu de forma significativa e a infraestrutura nos setores de transportes, energia e telecomunicações se modernizou. Embora os indicadores econômicos tenham evoluído positivamente, as desigualdades sociais se agravaram durante esse período. O regime militar funcionava como uma forma de governo em que o poder do Estado estava concentrado nas forças militares do país. Ao longo desse comando destacou-se um tempo que foi denominado de ¨milagre econômico¨ (1968-1973), em que a economia brasileira evoluiu de forma acelerada (acontecimento que foi sustentado por investimentos governamentais que promoveram grande expansão na oferta de alguns serviços prestados por empresas estatais).
O aumento da inflação não era integralmente repassado aos salários, assim ampliando a taxa de lucro dos empresários devido a diminuição do poder aquisitivo dos operários. Por meio da realidade que o Brasil se encontrava, onde sofreu uma redução nos investimentos do seu desenvolvimento, além se responsabilizar pelo pagamento crescente dos juros da dívida externa, contraída em taxas flutuantes, a solução foi dada na frase: ¨Exportar o que importa¨. O fim desse regime político deu-se no ano de 1985, principalmente devido a realização de inúmeras manifestações de massas nas principais cidades brasileiras solicitando a realização de eleições diretas para presidente d República. É importante destacar o nome de alguns ditadores como: Castelo Branco (1964-1967), Costa e Silva (1967-1969), Emílio Médici (1969-1974), Ernesto Geisel (1974-1979) e Figueiredo (1979-1985).
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- Flowchart on Untitled, created by Thainá Pâmela on 17/05/2021.
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- Thainá Pâmela
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