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Fluxograma: Doença de Graves
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Mulher, 27 anos, sem história médica pregressa significativa. Não usa medicamento oral; não tem vida sexual ativa no momento; não bebe álcool, fuma ou usa drogas ilícitas
Nervosismo progressivo
Fadiga
Palpitações
Desenvolvimento recente de um tremor das mãos em repouso
Dificuldade de concentração no trabalho
Irritabilidade
Perda de peso não intencional (4,5kg)
Insônia
Amenorreia nos últimos 2 meses
Erupção eritematosa nas duas canelas
Afebril
Pulso: 70 - 110 bpm
Inquietude e ansiedade
Pele quente e úmida
Evidências de exoftalmia e retração palpebral bilateral
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
EXAME FÍSICO
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
Doença de Graves
Patologia que causa hiperplasia e hiperfunção da tireoide, desencadeadas pela produção, pelos linfócitos B, de imunoglobulinas estimuladoras da tireoide, auto anticorpos aos receptores de TSH.
O QUE É?
SINTOMAS
Sintomas da Hiperfunção Tireoidiana
Hipersensibilidade ao calor
Aumento da sudorese corporal
Perda de peso
Nervosismo
Irritabilidade
Ansiedade
Insônia
Tremores
choro fácil
Hiperexcitabilidade
Sistema cardiovascular:
Taquicardia
Palpitações
Dispneia de esforço
Ritmo irregular devido a fibrilação atrial
Pressão diferencial aumentada: aumento da pressão arterial sistólica e queda na diastólica
produzidos pela ação direta dos hormônios em excesso nas fibras cardíacas
Sistema Digestório
Aumento do número de dejeções diárias ou diarreia
Sistema Genital
Alterações menstruais: oligomenorreia, amenorreia ou polimenorreia
Sistema Locomotor
Fraqueza muscular
Pele
Pele fina, sedosa, úmida e quente
intenso catabolismo e consequente atrofia muscular
Sinais Específicos da Doença de Graves
Bócio difuso tóxico
aumento global da tireoide com sintomatologia de hipertireoidismo. Ao exame, tireoide com consistência firme, elástica e com a superfície lisa. Percebe-se frêmito e sopro sistólico sobre a glândula, sinais de hipervascularização
Oftalmopatia: retração palpebral e exoftalmia
decorre do expessamento dos músculos extraoculares e aumento da gordura retrobulbar
Mixedema pré-tibial Dermopatia
espessamento da pele devido ao acúmulo de glicosaminoglicanos
FISIOPATOLOGIA
COMPLICAÇÕES
Crise tireotóxica : condição clínica grave, resultante da súbita liberação exacerbada de hormônios tireoidianos. Grave risco à saúde.
Miocardiopatia tireotóxica: quando o hipertireoidismo é intenso e de longa duração e há lesões nas microfiblilas. Características clínicas semelhantes às de outras miocardiopatias.
SINTOMAS
- febre
- taquicardia
- disfunções gastrointestinais
- anormalidades neurológicas
- hipertensão seguida de hipotensão
- choque
A imunoglobulina estimulante de tireoide se encaixa no receptor de TSH e estimula a liberação aumentada do hormônio tireóideo. Como consequência, a liberação de TSH é diminuída.
- Aumento do metabolismo basal causado pelo excesso de hormônio tireoidiano
- Sintomas produzidos pela ação direta dos hormônios sobre o sistema nervoso
ETIOLOGIA
É uma doença poligênica multifatorial. Resulta de relação entre predisposição genética e fatores ambientais e endógenos.
Estariam envolvidos polimorfismos em genes imunomoduladores e genes específicos da tireoide.
danos à tireoide, por radiação ou injeção de etanol
FATORES GENÉTICOS
FATORES AMBIENTAIS
tratamento com Iodo Radioativo para bócio multinodular e injeção de etanol para cura de bócios nodulares.
Estresse, tabagismo e algumas infecções podem ser fatores desencadeantes para a doença.
FATORES ENDÓGENOS
pode ocorrer por:
DIAGNÓSTICO
CLÍNICO
Hipertireoidismo, bócio difuso e oftalmopatia são fortes indicativos de DG. O diagnóstico clínico pode ser feito pela observação da presença dessas manifestações.
qualquer paciente com bócio difuso têm DG até que se prove o contrário [5]
o achado de exoftalmia praticamente confirma o diagnóstico de DG [5]
LABORATORIAL
EXAMES BIOQUÍMICOS E HORMONAIS
Dosagem Hormonal
Deve-se observar:
- Níveis baixos ou indetectáveis de DG
- Níveis altos de T4 e T3
Resultados fora do padrão de DG
T3-toxicose: elevação dos níveis apenas de T3 associada com diminuição de TSH - mais comum na fase inicial da doença
Hipertireoidismo subclínico: níveis baixos de TSH com T3 e T4 normais (não aparenta ser o caso da paciente)
Dosagem de TRAb
- Consiste na dosagem de anticorpos estimuladores e bloqueadores.
- Exame altamente específico para DG
- Não é obrigatória em pacientes com bócio difuso e manifestações clássicas de DG
EXAMES DE IMAGEM
Captação do iodo radioativo nas 24 horas (RAIU/24h)
- Essa captação é elevada em quase 100% dos casos de DG
- Indicada em caso de necessidade de diferenciação de DG de outras patologias devido à sintomatologia clínica inespecífica. (não é o caso da paciente)
- Outra alternativa seria dosagem de TRAb.
Ultrassonografia
- Sensibilidade semelhante à RAIU/24h
- Sem a necessidade de exposição à radiação
- Maior precisão na detecção de eventuais nódulos tireoidianos
Cintilografia tireoidiana
- Deve ser realizada em pacientes hipertireoidianos com nódulos identificados por US
- Na DG, observa-se hiperatividade difusa da tireoide
TRATAMENTO
Uso de drogas antitireoidianas/tioamidas
- Agem interferindo na síntese de novos hormônios da tireoide e diminuição dos níveis de TRAb.
- Remissão em cerca de 50% dos pacientes
- Duração de 12 a 18 meses para adultos - caso os níveis de TRAb estejam altos no momento de interrupção, manter o tratamento por mais 12 meses ou submeter o paciente a tratamento definitivo.
pode ser associado com:
Betabloqueadores
Indicados para pacientes idosos, com doenças cardiovasculares coexistentes ou pulso em repouso > 90bpm
Úteis no início do tratamento para alívio de sintomas relacionados ao sistema nervoso
Vantagens:
Não ablativos
Se administrados corretamente, não causam hipotireoidismo
Desvantagens:
Potencial para não adesão
Possíveis reações adversas:
epigastralgia, cãibras, dores musculares, edema, fadiga geral, queda ou pigmentação anormal dos cabelos e alteração do paladar
Dosagem excessiva pode causar hipotireoidismo
Destruição da tireoide com RAI
- Controla o hipertireoidismo tornando o paciente hipotireoidio
- O hipotireoidismo pode ser transitório
- Administrado em capsulas por via oral
- Taxa de sucesso depende da dose administrada, é em média 86%
- Transição para hipotireoidismo ocorre entre 2 a 6 meses
- Segunda dose é recomendada em pacientes que permanecem hipertireoidios 6 meses após a administração da primeira dose
Vantagens
Taxa de sucesso alta
Baixo custo (melhor custo benefício)
Desvantagens
Em uma pequena taxa dos pacientes, piora a oftalmopatia
Provável necessidade de reposição hormonal devido ao hipotireoidismo
Remoção cirúrgica da tireoide
Método definitivo
Possíveis complicações cirúrgicas
Mais caro
Indicado em caso de contraindicação para o tratamento com Iodo Radioativo (gravidez ou oftalmopatia grave) ou em casos de nódulos associados
Taxa de cura em torno de 100%
Vantagens:
Método definitivo
Desvantagens
Possíveis complicações cirúrgicas
Mais caro
REFERÊNCIAS
1 - Doenças da tireóide: avaliação do hormônio tireoestimulante (TSH). Revista da Associação Médica Brasileira [online]. 2006, v. 52, n. 4
2 - Maciel LMZ. Crise tireotóxica. Medicina (Ribeirão Preto) [Internet]. 30 de dezembro de 2003
3 - Celeno, P. C. Semiologia Médica, 8ª edição. Barueri, São Paulo: Grupo GEN, 2019.
4 - SILBERNAGL, S.; LANG, F. Fisiopatologia. Grupo A, 2016
5 - V.L.(. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020
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- Flowchart on Untitled, created by Ana Luiza Montibeller on 19/09/2021.
- Created by
- Ana Luiza Montibeller
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