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Da Subjetividade da Linguagem
Benveniste
- Falar de instrumento, é por em oposição o homem e a natureza
- A linguagem não é fabricada, ela faz parte da natureza humana
Nunca foi encontrado o homem reduzido a si mesmo buscando conceber a existência do outro
Encontramos o homem falando com outro homem.
A linguagem prestando-se, assim, para ensinar a própria definição de homem
Palavra:
Para uma palavra assegurar a comunicação é preciso que ela esteja habilitada pela linguagem.
É na linguagem que devemos procurar essa aptidão
É na linguagem e da linguagem que o homem se constitui como sujeito, porque só a linguagem fundamenta na realidade, na sua realidade que é a do ser, o conceito de "ego".
Subjetividade:
Capacidade de se propor como sujeito
Soma das experiências vividas que reúne e assegura a permanência da consciência
É o fundamento da subjetividade que se determina pelo status linguístico da "pessoa"
A consciência de si mesmo só é possível se experimentada por contraste
Eu = Emprego quando me dirijo à alguém, tu.
Condição de diálogo é constitutiva da pessoa, implicando em reciprocidade
Eu -> Tu
Tu <- Eu
Na linguagem cada locutor se apresenta como sujeito (Eu)
Eu = exterior a mim torna-se meu eco
Polaridade não significa simetria: Ego tem posição de transcendência quanto a tu.
Eu, Tu = impossível conceber um termo sem o outro
oposição "interior/exterior" o mesmo tempo reversíveis.
Não existe paralelo para isso, só existe na linguagem do homem.
Uma língua sem expressão da pessoa é inconcebível.
Não existe língua sem pronomes pessoais
Eu = Ato de discurso individual em que é pronunciado e designa o locutor identificado no discurso
O locutor toma conta da língua toda ao se designar como eu
Indicadores Deíxis
demonstrativos, advérbios e adjetivos.
São responsáveis por organizar as relações espaciais e temporais em torno do sujeito
EX: ISTO, AQUI, AGORA
Definem a relação da instância de discurso em que são produzidos, sob a dependência do EU que se enuncia ai
Tempos:
Uma língua sempre diferencia tempos - Passado e futuro-
A marca temporal do presente só de ser interior ao discurso
A temporalidade humana com todo o seu aparato linguístico revela a subjetividade inerente ao próprio exercício da linguagem
A instalação da subjetividade na linguagem cria na linguagem e fora dela a categoria pessoa
A terceira pessoa (ele) não remete a nenhuma pessoa, porque se refere a um objeto colocado fora de locução
Só se caracteriza em oposição à pessoa Eu o locutor
A forma ELE só tem valor por fazer parte de um discurso enunciado por Eu.
É a subjetividade do discurso que torna possível o sentindo do verbo
Uma consequência do fato de que a própria instância de discurso que contém o verbo apresenta o ato, ao mesmo tempo que fundamenta o sujeito
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- Flowchart on Untitled, created by Mirella Borba on 04/10/2021.
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- Mirella Borba
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