GoConqr has a new look! Let us know what you think.

Flowchart

Untitled

Mirella Borba Portuguese

Flowchart content

  1. Michel Pêcheux

    O discurso: estrutura ou acontecimento

  2. Publicado em 1983, último livro de Pêcheux, apresenta as noções de estrutura e acontecimento no discurso

  3. Embasado nas teorias marxistas de Althusser, Pêcheux busca compreender como o acontecimento de determinado enunciado, bem como a estrutura

  4. Existe uma discussão vigente na AD brasileira sobre a tradução do título. Estrutura ou acontecimento ou Estrutura e acontecimento?

  5. On a gagné

  6. Em cima do enunciado "On a gagné" Pêcheux busca nas condições materiais de produção do discurso como o enunciado se atualiza em 10 de maio de 1981.

  7. "On a gagné" é atualizado pelo momento político, deixando de ser um enunciado utilizado no meio esportivo para entrar no meio político

  8. Portanto, tem-se aí um acontecimento histórico, a eleição presidencial, que dará origem ao acontecimento discursivo

  9. Nesse ponto, Pêcheux argumenta que o enunciado é uma memória atualizada pelo discurso, criando assim um acontecimento discursivo

  10. O autor analisa ainda que a relação entre acontecimento e estrutura, visto que um mesmo acontecimento histórico pode dar origem a enunciados distintos, construindo acontecimentos discursivos distintos.

  11. Pêcheux segue o texto argumentando sobre a opacidade da língua. Uma vez que um mesmo enunciado pode ter significados diferentes de acordo os acontecimentos em que surgem

  12. Ele afirma que o enunciado sobre a eleição de F. Mitterand é logicamente estabilizado pois não se pode dizer que ele tenha ganhado e não ganhado a eleição. Nesse ponto, não é questionado a quem se refere o verbo “ganhar”, pois só pode se referir a Mitterand no acontecimento em questão.

  13. Criando assim o questionamento

    "Quem ganhou?"

  14. Que sujeito é esse?

  15. A partícula on é um pronome indefinido, sendo assim, como saber quem ganhou?

  16. Os militantes do partido de esquerda?

    O povo da França?

  17. Pêcheux esclarece que sabe-se quem ganhou por causa memória construída em torno do acontecimento

  18. O enunciado trabalha com as oposições em torno do enunciado.

    Os militantes do partido de esquerda? o povo da França? de quem apoiou a perspectiva do Programa Comum?

  19. II. CIÊNCIA, ESTRUTURA E II. CIÊNCIA, ESTRUTURA E ESCOLÁSTICA

  20. Acontecimento é quando uma memória encontra com uma atualidade

  21. No segundo capítulo do livro, Pêcheux vai tratar da relação existente entre a ciência, a escolástica e a estrutura

  22. O Autor trata a questão do real e da independência que há entre o objeto no mundo e o discurso

  23. Buscado o real da psicanálise, Pêcheux afirma que o real não é apreensível, pois é impossível descobrir o real, nós apenas nos deparamos com ele.

  24. "trata-se de encontrar, com ou sem a ajuda das ciências da natureza, os meios de obter um resultado que tire partido da forma a mais eficaz possível" (p. 30)

  25. Espaços logicamente estabilizados:

  26. Segundo Pêcheux, esses espaços negam o equivoco, pois supõem que todos sabem do que se fala, como se todos partissem de uma mesma posição.

  27. Sendo assim, os enunciados logicamente estabilizados não aceitam múltiplas interpretações, podendo ser atribuído a eles apenas um valor

  28. Pêcheux, ainda, analisa a dependência com as coisas-a-saber, ou seja, conhecimentos acumulados, máquinas-desaber

  29. III - Ler, descrever e interpretar

  30. Neste capítulo, Pêcheux se dedica a trabalhar com o real do universo logicamente estabilizado

  31. Pêcheux discuti sobre estruturalismo desenvolvido na França na década de 1960, sendo uma tentativa anti-positivista de levar em conta esse real.

  32. "É supor que – entendendo-se o “real” em vários sentidos – possam existir um outro tipo de real diferente dos que acabam de ser evocados, e também um outro tipo de saber, que não se reduz à ordem das “coisas-a-saber” ou a um tecido de tais coisas" (p.43)

  33. "uma tentativa antipositivista visando a levar em conta este tipo de real, sobre o qual o pensamento vem dar, no entrecruzamento da linguagem e da história" (p. 44)

  34. A tentativa de análise da estrutura e do acontecimento produziu novas práticas de leitura, que usavam a interpretação para dar conta dos seus estudos, visto que todo fato já é uma interpretação do real.

  35. “todo fato é uma interpretação”

  36. As abordagens estruturalistas manifestavam assim sua recusa de se constituir em “ciência régia” da estrutura do real.

  37. Pêcheux argumenta que se pode separar a descrição da interpretação, pois funcionam como um batimento, ao contrário dos estruturalistas, que abordavam a materialidade e esqueciam a história.

  38. O autor também mostra como o apagamento do sujeito no enunciado produz um sentido de discurso sem sujeito, negando a interpretação aos discursos logicamente estabilizados.

  39. Sobre a descrição, Pêcheux diz que ela está exposta ao equívoco, já que que todo enunciado é intrinsecamente possível de se tornar outro e seu sentido derivar discursivamente para outro

  40. É preciso compreender que toda descrição se transforma em uma interpretação, coloca em jogo como espaço de leitura as múltiplas formas; a interpretação dos fatos, dos acontecimentos é feita por sujeitos que mobilizam várias memórias, de acordo com suas relações sociais, produzindo novas significações.

Information

Description
Flowchart on Untitled, created by Mirella Borba on 27/10/2021.
Created by
Mirella Borba
Views
1
Rating

Feedback

What is it about?

What do you think of the new look?

How do you like it?