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Lukas Breno Araujo de Souza Portuguese

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  1. Atenção Primária à Saúde

  2. Níveis de atenção a saúde

  3. Os Estabelecimentos de Saúde Pública ou Unidades de Atenção Primária à Saúde (APS), muitas vezes referidos como Postos de Saúde, oferecem uma gama de serviços e programas voltados para a promoção e prevenção da saúde. Essas unidades oferecem exames e consultas de rotina com profissionais especializados e equipes multidisciplinares, dedicadas a garantir a saúde integral da comunidade.

  4. Na APS, as equipes profissionais estão divididas da seguinte maneira: Saúde da Família (47.627), Saúde da Família Ribeirinhas (202), Prisionais (316), Consultório na Rua (156), Atenção Primária (3.869), Saúde Bucal (27.041), dentre outras estratégias. Atualmente, são 48.161 UBS espalhadas por todo o Brasil.

  5. A atenção básica tem capacidade para atender em média 564.232 indivíduos diariamente. Em quase todas as circunstâncias, os indivíduos podem procurar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência, exceto nos casos em que há risco de fatalidade. Nesses casos, é imprescindível buscar ajuda em Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h), hospitais gerais ou serviços qualificados de média e alta complexidade. Isso nos leva ao próximo tópico.

  6. Atenção Especializada

  7. O setor de saúde é dividido em dois componentes principais: cuidados secundários e terciários. A primeira, também conhecida como média complexidade, abrange tanto a atenção ambulatorial quanto a hospitalar especializada. Este nível de atendimento envolve uma gama de serviços especializados encontrados em hospitais e ambulatórios, incluindo, entre outros, pediatria, ortopedia, cardiologia, oncologia, neurologia, psiquiatria, ginecologia e oftalmologia.

  8. As Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) se encaixam aqui e concentram os atendimentos de saúde de complexidade intermediária, com capacidade de atendimento de 150 a 450 pacientes por dia.

    Além disso, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), que tem como objetivo chegar precocemente à vítima após alguma situação de urgência ou emergência que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à morte, cobre 85,89% da população nacional (179.077.162 pessoas), com 190 centrais de regulação, 18 aeromédicos, 13 ambulanchas, 253 motolâncias, 3.630 ambulâncias de suporte avançado e 2.971 ambulâncias de suporte básico.

  9. A atenção básica também envolve outras iniciativas, como: as Equipes de Consultórios de Rua, que atendem pessoas em situação de rua; o Programa Melhor em Casa, de atendimento domiciliar; o Programa Brasil Sorridente, de saúde bucal; o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), que busca alternativas para melhorar as condições de saúde de suas comunidades etc.

  10. Distintos, porém interligados

  11. Alta complexidade

  12. Os profissionais do SAMU 192 atendem urgências e emergências de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras em residências, locais de trabalho e vias públicas.

  13. A atenção altamente especializada abrange hospitais gerais de grande porte, hospitais universitários, Santas Casas e unidades de ensino e pesquisa. Essas instalações oferecem tecnologia de ponta, grandes e elaborados centros cirúrgicos e leitos de terapia intensiva. Procedimentos especializados como oncologia, cardiovascular, transplantes e partos de alto risco exigem custos mais elevados e tecnologia avançada.

    Os especialistas nesta área são especializados no tratamento de casos complexos e únicos que não podem ser tratados em cuidados especializados primários ou de nível médio. Eles atendem a questões complexas como distúrbios genéticos, condições hereditárias, cirurgias reconstrutivas e processos de reprodução assistida, entre outros procedimentos médicos menos comuns.

  14. A integração entre os dois níveis de atenção em saúde compõe uma rede organizada em conjunto com a atenção primária, atenção hospitalar, atenção domiciliar e o SAMU 192. É geralmente o acolhimento na atenção primária que encaminha, quando necessário, os pacientes para atenção especializada de média complexidade.

    O exemplo mais claro do atendimento de média complexidade é a UPA 24h. As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem atender grande parte das urgências e emergências. É lá que ocorre o primeiro atendimento de casos cirúrgicos e de trauma, estabilizando os pacientes e fazendo a investigação diagnóstica inicial, como forma de definir a conduta necessária para cada caso e garantir o referenciamento dos pacientes que precisam de atendimento mais complexo.

    Policlínicas, hospitais e centros de atendimento com equipamentos para exames mais avançados, como ecocardiogramas e endoscopias, também integram a média complexidade da atenção especializada. É onde são tratados, por exemplo, casos de febre alta (acima de 39º C), fraturas e cortes com pouco sangramento, infarto e derrame (atendimento inicial), queda com torção, dor intensa ou fratura, cólicas renais, falta de ar intensa, crises convulsivas, dores no peito, vômito constante, entre outros.

    Casos não resolvidos ou não estabilizados neste nível têm a garantia de continuidade do tratamento com internação e intervenção médico-hospitalar mais complexa, por meio de regulação do acesso assistencial.

  15. São locais com leitos de UTI, centros cirúrgicos grandes e complexos. Também envolve procedimentos que demandam tecnologia de ponta e custos maiores, como os oncológicos, cardiovasculares, transplantes e partos de alto risco.

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Flowchart on Untitled, created by Lukas Breno Araujo de Souza on 16/04/2023.
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