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Mind map

PÓS- OPERATÓRIO

Danilo Lopes Habilidades Médicas III Portuguese

Mapa mental sobre pós-operatório: definição, divisão, cuidados pós-operatórios e principais alterações

Mapa mental: pós-operatório

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PÓS- OPERATÓRIO

  1. DEFINIÇÃO

    • período entre o fim da cirurgia e a plena recuperação clínica do paciente relativa às alterações determinadas pela própria cirurgia
  2. DIVISÃO

    • imediato
      • até o 3º dia de PO
    • mediato
      • precoce
        • 3º ao 30º dia de PO
      • tardio
        • a partir do 31º dia
  3. CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS

    • recuperação pós anestésica
      • remoção do paciente para sala de recuperação até que esteja fora de risco
        • perfeita estabilização cardiorrespiratória
    • UTI
      • encaminhar pacientes que fizeram cirurgia de tórax ou que estejam instáveis, em choque etc.
    • controles do paciente
      • monitores em sala de recuperação
        • PA, PVC, temperatura, ventilação, diurese e drenagens
        • situação metabólica e eletrolítica
      • em emfermaria
        • sinais vitais, cuidados com cateteres sondas e drenos, imobilização se necessária e mobilização precoce
    • hidratação e eletrólitos
      • repor perda normal de água com 2mL/Kg/h de SF
      • repor perda anormal com base no quadro 14.9 do livro
        • avaliar resposta de acordo com quadro 14.14
      • não administrar K nas primeiras 24h
        • exceto se hipopotassemia significativa
      • administrar metade das necessidades diárias de Na (Î reabsorção)
      • diurese mínima aceitável de 0,5mL/Kg/h
      • se complicação digestiva
        • hidratação endovenosa e alimentação parenteral
      • transfusão
        • de acordo com a Hb e o Ht do paciente
    • nutrição
      • realimentação oral não é feita no imediato, sendo jejum bem tolerado
        • menos peristalse
      • administrar SG 5% a 2mL/Kg/h (máx 200g de glicose)
        • evita cetose do jejum e reduz catabolismo
      • se até 5º dia de PO a dieta VO não for tolerada, realizar via enteral ou parenteral
      • calcular necessidades basais conforme a idade com acréscimos de 75% em cirurgias eletivas (pode ser mais)
    • antibioticoterapia
      • não indicar profilaxia antibiótica em cirurgias de pequeno/médio portes não contaminadas (hérnia, varicocele, fimose, varizes etc.)
      • indicar quando houver abcessos, quando houver contaminação inadvertida da cav. peritonial e em ressecções intestinais
    • hipertermia
      • após o 1º ou 2º dia de PO em função do hipermetabolismo
        • Î 1 a 1,5ºC
          • se elevação maior ou prolongada, INFECÇÃO!
            • atb + antipirético
      • hipertermia maligna
        • resposta transoperatória hipermetabólica a anestésico inalatório ou relaxante muscular
          • contratura exacerbada com rabdomiólise e mioglobinúria, sequentes aumento de CO2 e lactato, faz taquipneia e taquicardia e, tardiamente, aumento da temperatura
        • interromper anestésico, administrar DANTROLENE, resfriar o paciente, O2 a 100%, controle de acidose, arritmia e proteção renal
    • curativos
      • examinar a ferida operatória diariamente, manipulando-a para busca de flutuações e secreções
        • retirar secreção e tec. mortos por compressão, drenagem ou punção
      • realização de curativo estéril
      • deiscências pequenas cicatrizam por segunda intenção e grandes requerem ressutura após a resolução da infecção
      • retirada de fios inabsorvíveis varia conforme o fio, a localização anatômica e o estado de recuperação da ferida
  4. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

    • equilíbrio hidroeletrolítico
      • calcular líquido sequestrado em edema traumático através do estado hemodinâmico do paciente
      • calcular volume retido em cavidades por punção ou Rx
      • calcular perdas extrarrenais através de sondagens
      • excesso de hidratação
        • edemas pulmonar e cerebral
        • hemodiluição
          • hiponatremia dilucional, hipocoagulabilidade, diminuição da capacidade de transporte de O2, Î DC, diminuição da capacidade tampão da Hb
        • apenas perdas basais devem ser repostas com solução hidrossalina
          • perdas para o 3º espaço devem ser repostas com hemoderivados
        • atentar para a produção de água endógena (0,12ml a cada Kcal)
          • subtrair do valor total de reposição necessária
      • diurese
        • oligúria no imediato pela ação do ADH
        • Î a partir do 3º ou 4º dia
          • reduzir oferta de sódio a níveis de reposição
      • potássio sérico e urinário aumentados no PO imediato por causa da lesão tecidual
    • metabolismo orgânico
      • fase catabólica (2º ao 5º PO)
        • balanço nitrogenado negativo, hiperglicemia e intolerância à glicose, Î produção de água endógena, queda da osmolaridade, maior retenção de sódio no rim e excreção de potássio
      • fase de equilíbrio (5º ao 8º PO)
        • melhora do quadro clínico, com menor retenção de Na, diminuição do balanço negativo de potássio e maior retenção de nitrogênio, com recuperação de peso
        • diurese profusa pela eliminação de Na e água de edemas e desaparecimento da hiperglicemia pela menor ação de catecolaminas e corticosteroides
      • fase de anabolismo proteico (9º dia à 3ª semana PO)
        • reabilitação orgânica progressiva com balanço nitrogenado positivo (ação do GH e insulina?) até que se recuperem as perdas iniciais
      • fase de anabolismo lipídico (3ª semana em diante)
        • ingestão calórica ultrapassa os gastos orgânicos após a normalização do metabolismo do nitrogênio
    • aparelho respiratório
      • insuficiência respiratória causada por dor pós-op., distensão gastrointestinal, ausência de cuidados na ventilação e anestesia, incisões torácicas ou de abdome superior
      • obesidade, pneumopatia prévia , idade, caquexia são FR
    • sistema cardiovascular
      • principais complicações: arritmias, IAM e sd do baixo débito cardíaco
    • trato gastrointestinal
      • problemas mais frequentes: hemorragia, distensão , obstrução e infecção peritonial
    • SNC
      • excesso de anestésicos, hipóxia cerebral prolongada, hipovolemia, hipotensão, doenças obstrutivas vasculares e embolia cerebral são as principais origens de complicação
    • choque
      • mais frequente é o hipovolêmico
    • infecção
      • suspeitar em febres de aparecimento tardio

Information

Description
Fonte: MAGALHAES HP. Técnica cirúrgica e cirurgia experimental. Ed Sarvier. 1996 Cap 16
Created by
Danilo Lopes
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