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Higienização CME
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Higienização CME
Tipos de detergentes
- Detergentes alcalinos - precisam de uma temperatura de 60 e 70 °C para ter uma ótima ação. Ajudam a tirar manchas dos materiais e renovam seu brilho natural.
- Detergentes neutros sem adição de enzimas - próprios para limpeza de produtos para saúde. Recomendado para limpeza de materiais oftamológicos, e para limpeza de materiais (não críticos e superfícies) com pouca quantidade de matéria orgânica
- Detergentes neutros enzimáticos - recomendados para limpeza de artigos porque possuem enzimas catalisadoras que facilitam a quebra de proteínas, lípides e carboidratos dependendo de sua formulação, o que favorece a remoção de matéria orgânica e a diminuição da carga microbiana. A mistura de produtos diminui a eficácia e aumenta o risco de doenças ocupacionais.
- Detergente enzimático - remove a matéria orgânica em um curto período de tempo através da ação de enzimas que decompõem o sangue e fluídos corporais aderidos aos artigos, facilitando sua remoção, mas os produtos não podem ficar expostos a esse produto por um tempo prolongado; facilita a limpeza de locais difíceis, de lúmens; seu uso não substitui a fricção no processo de limpeza; após o uso, os produtos para a saúde devem ser muito bem enxaquados
Soluções desinfectantes
- Ortoftalaldeído (OPA) - age pela interação com aminoácidos e proteínas dos microrganismos, sendo seu tempo para a desinfecção de alto nível aprovado para uso de 12 minutos em uma temperatura de 20 °C. Possui atividade contra cepas de microbactérias resistentes ao glutaraldeído; possui estabilidade em grande margem de pH (3 a 9); odor pouco ativo; tem uma formulação que não precisa de ativação; é menos irritante para olhos ou mucosas respiratórias do que o glutaraldeído e; tem excelente compatibilidade com produtos e equipamentos. Desvantagens: a baixa ação contra esporos; causar a formação de manchas acinzentadas nos materiais por reação a proteínas, decorrentes de sujidade residual, manchas essas que também podem ocorrer nas mãos quando manuseado sem luvas e também na região perioral de pacientes quando as ópticas flexíveis endoscópicas de introdução oral não são enxaguados de forma adequada
- Glutaraldeído 2% - desinfecção de alto nível. Ele causa irritação na garganta e no sistema respiratório, dispneia, asma, sangramento nasal, ardor nos olhos e conjuntivite, dermatites, náuseas, dor de cabeça e alteração na cor das mãos; apesar de ser nocivo à saúde, ainda é utilizado pois não causa danos aos materiais
- Ácido Peracético - substitui o glutaraldeído. Possui baixa toxicidade para pacientes e proficionais, porém, danifica os materiais.
- Peróxido de hidrogênio - essa solução estabilizada de peróxido de hidrogênio a 7% apresenta ação esporicida com 6 horas de exposição, microbactericida em 20 minutos, fungicida e virucida em 5 minutos e bactericida em 3 minutos
- Álcool - desinfectante de nível intermediário. Ele possui rápida atividade germicida; baixo custo e baixa toxicidade; e não é recomendado para borrachas, acrílico, plásticos e cimento de lentes
- Fenólicos - desinfectante de nível intermediário. Devido a sua alta toxicidade residual, ele é contraindicado para produtos que entram em contato com vias respiratórias e alimentos, objetos de borracha, látex e acrílico.
- Cloro - composto mais usado para desinfecção de nível intermediário de produtos e para descontaminação de superfícies. Ele apresenta alto poder germicida; custo reduzido e baixa toxicidade. Desvantagens: é inativado pela luz, calor e matéria orgânica; não possui recursos para mensurar a concentração da solução para os subsequentes reuso e; não pode ser usado em produtos com componentes metálicos por causa da sua atividade corrosiva.
- Quaternários de Amônia - comumente usado junto com outras soluções. Possui baixa toxicidade; não tem ação microbactericida. Os compostos de quaternários de amônia são usados para a desinfecção de baixo nível, em superfícies, equipamentos e áreas onde são manipulados alimentos, unidades de neonatologia e berçários
Tipos de teste utilizados no CME
- Indicadores Químicos (IQs)
- Testes químicos podem indicar uma possível falha ciclo de esterilização pela mudança na cor dos indicadores ou por outros mecanismos. Alguns testes avaliam a temperatura atingida pelo equipamento sem sofrer alteração com o tempo de exposição, outros respondem ao resultado de integração de todos os parâmetros essenciais no processo de esterilização
- Classe 1 - indicadores de processo, que são tintas termocrômicas (fitas zebradas) impregnadas em fitas adesivas, em embalagens. Ele têm a função de identificar os produtos para saúde que foram processados corretamente e os que não foram
- Classe 2 – indicadores em testes específicos. O teste de Bowie-Dick testa a remoção do ar nas autoclaves com pré-vácuo para verificar que a penetração esteja ocorrendo de forma uniforme do vapor nos materiais; seu uso é diário, antes do primeiro uso do dia, o tempo do teste é de 4 minutos.
- Classe 3 – indicadores de parâmetro único. Testa um parâmetro específico da máquina, exemplo: temperatura, entre outros
- Classe 4 – indicadores multiparamétricos. Testa dois ou mais parâmetros da máquina
- Classe 5 – indicadores integradores. Reagem como todos os parâmetros de um ciclo de esterilização, sua qualidade é comparada com as dos testes biológicos.
- Classe 6 – mesmas funções da classe 5, exceto o fato de que atende a um ciclo específico que não o 134 ºC - 3 minutos ou 121 ºC - 15 minutos.
- Testes químicos podem indicar uma possível falha ciclo de esterilização pela mudança na cor dos indicadores ou por outros mecanismos. Alguns testes avaliam a temperatura atingida pelo equipamento sem sofrer alteração com o tempo de exposição, outros respondem ao resultado de integração de todos os parâmetros essenciais no processo de esterilização
- Indicadores Biológicos (IBs)
- Testes biológicos controlam ciclos de esterilização através de preparações padronizadas de esporos bacterianos resistentes ao método que devem avaliar; os esporos bacterianos são usados serem altamente resistentes, muito mais do que bactérias em sua forma vegetativa. Deve ser realizada diariamente
- Indicadores de primeira geração – são tiras ou discos de suporte com esporos, em um envelope de embalagem compatível com o método de esterilização. Quando são utilizados, devem ser enviados para o laboratório fazer a leitura definitiva do teste que ocorre depois de 7 dias ou de 168 horas de incubação;
- Indicadores de segunda geração – estes são autocontidos, onde um suporte impregnado com os esporos é colocado no fundo de um frasco, separado do meio de cultura contido em uma ampola de vidro facilmente quebrável, com indicador colorimétrico para mudança do pH do meio (cor violeta transparente para amarelo turvo). A ampola deve ser quebrada após o teste para o meio de cultura entrar em contato com o suporte onde os esporos foram impregnados, sendo então incubado no por 48 horas à temperatura de 37º C ou 56 ºC .
- Indicadores de terceira geração – também são indicadores biológicos autocontidos, a diferença é seu método para detectar o crescimento bacteriano, que baseia-se na interação de uma enzima, a alfa-D-glicosidase, que é associada à germinação do esporo bacteriano sobrevivente, com um substrato fluorescente presente no meio de cultura. O indicador biológico deve ser colocado em incubadora específica para essa geração de indicador biológico, após o a realização do teste, por 1 a 3 horas à temperatura de 37º C a 56º C.
- Testes biológicos controlam ciclos de esterilização através de preparações padronizadas de esporos bacterianos resistentes ao método que devem avaliar; os esporos bacterianos são usados serem altamente resistentes, muito mais do que bactérias em sua forma vegetativa. Deve ser realizada diariamente
- Indicadores Químicos (IQs)
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- Mind Map on Higienização CME, created by Daiana Magno on 30/10/2021.
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- Daiana Magno
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