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Insuficiência venosa crônica

Lunna Pamplona Portuguese

Insuficiência venosa crônica

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Insuficiência venosa crônica

  1. sistema venoso: tem por função retornar o sangue para o coração.

    • Os principais fatores determinantes do retorno venoso incluem
      • Valvas venosas
        • permitem o fluxo unidirecional evitando o refluxo sanguíneo.
      • Volume sanguíneo
      • Ciclo respiratório e cardíaco
      • Função bomba dos músculos da panturrilha
    • dividido em três segmentos
      • Veias do sistema superficial: se localizam entre as lâminas da bainha superficial da coxa, tendo sua maior veia a safena magna.
      • Veias do sistema profundo: veias que acompanham as artérias de mesmo nome e são responsáveis pela maior parte da drenagem do MMII. Tem como componentes as veias tibiais, veia fibular, veia sural, veia poplítea, veia femoral superficial e a veia profunda.
      • Veias do sistema perfurante: os dois sistemas (superficial e profundo) se comunicam através das veias perfurantes que atravessam a fáscia profunda da perna que envolve os vasos profundos.
  2. representada por varizes em MMII

    • Varizes: são tortuosidades ou dilatações das veias do sistema venoso superficial e/ou perfurante
      • mecanismos
        • Incompetência valvular
        • Alterações definitivas na parede das veias
        • Aumento patológico da pressão nas veias dos MMII
      • Podem ser encontradas difusamente pelos membros inferiores, podem ser únicas, ou se apresentar em grupos isolados.
      • podem acometer vasos tronculares (safenas, colaterais maiores, menores e/ou ramos minúsculos e periféricos).
      • varizes
        • primárias: incompetência valvar superficial
          • insuficiência valvular, o refluxo do sangue ocorre tanto na contração quanto no repouso
            • hipertensão venosa crônica
              • acúmulo de líquido intersticial, causando edema e dilatação venosa progressiva (se manifesta através da telangectasia e das varizes).
                • extravasamento de macromoléculas (citocinas, fibrinogênio e bradicinina) e células (hemácias, neutrófilos e macrófagos) que vão levar a uma resposta inflamatória local e modificações estruturais na parede das veias e na pele.
        • secundárias: doenças que elevam a pressão venosa com compressão vascular e fístulas arteriovenosas traumáticas
    • Fatores de risco
      • Idade >50 anos
      • Sexo feminino
      • Hormônios sexuais femininos
      • Hereditariedade
      • Postura durante atividade profissional
      • TVP
      • Tumores pélvicos
      • tabagismo
    • Manifestações clínicas
      • Geralmente é assintomático ou oligossintomático.
      • Alterações estéticas
      • Dor
      • Sensação de peso
      • Desconforto nos MMII
      • Úlcera: complicação grave da IVC
        • representa estase venosa em seu grau mais avançado
        • Localiza-se somente em áreas do MI que apresentam condições tróficas
        • terço inferior da perna, um pouco acima do maléolo medial
        • única e circunscrita e apresenta bordos pouco elevados, com fundo plano, cianótico e secretante (lesão úmida)
      • edema
        • pode gerar um edema vigoroso que causa uma hiperpigmentação em região de tornozelo e parte inferior da perna
          • hiperpigmentação: causada pelo extravasamento de sangue e do depósito de hemossiderina nos tecidos
      • lipodermatoesclerose
        • resultante de uma proliferação capilar, necrose gordurosa e fibrose da pele e dos tecidos subcutâneos
    • diagnóstico e avaliação
      • Anamnese: duração da doença, intensidade dos sintomas, tto prévios realizados, antecedentes de TVP ou trauma, história familiar, gestações anteriores e, no caso de dor, fatores que melhoram ou pioram a dor.
      • Exame físico: buscar evidências de insuficiência venosa, presença de veia varicosas, hiperpigmentação cutânea, edema depressível e úlceras.
        • classificação de CEAP
        • escala de gravidade clínica venosa
      • Exame complementar: USG com doppler (mapeamento duplex ou duplex scan) tem como finalidade determinar o grau de acometimento do sistema venoso, bem como o local afetado e estabelece a existência ou não de patência do sistema venoso profundo.
        • Flebografia
          • ascendente: avalia parede, aspecto das válvulas e o lúmen venoso
          • descendente: caracteriza aspectos funcionais, como o refluxo venoso
    • IVC: quadro crônico devido a insuficiência venosa presente nas varizes
    • tratamento
      • alívio dos sintomas e melhora estética
      • Tratamento clínico ou conservador
        • o uso de meias elásticas de compressão graduada, que oferecem compressão entre 20-30mmHg
        • elevação das pernas pelo menos duas vezes ao dia e a deambular.
        • úlceras ativas são recomendados curativos compressivos (40mmHg) que podem ser realizados com bandagens elásticas ou inelásticas (bota Unna que utiliza óxido de zinco, gelatina e glicerina) deve ser feita avaliação e supervisão constante do curativo
        • injeção de substancias esclerosantes em varizes, geralmente empregada na presença de veias reticulares e telangiectasias (CEAP C1).
      • Tratamento cirúrgico
        • indicações
          • questões estéticas
          • sintomas refratários ao tto clínico
          • sangramento proveniente de uma variz
          • lipodermatofibrose
          • tromboflebite superficial
          • úlcera de estase venosa com sinais de infecção (desbidramento)
        • técnicas
          • Safenectomia
          • Valvuloplastia
          • Retirada de microvarizes
          • Termoablação Endovenosa com Laser (TEVL)
        • tratamento de acordo com CEAP
          • C1: escleroterapia estética consiste em injeção de substância esclerosante no interior do vaso, promovendo lesão endotelial e subsequente trombose, impedindo o reenchimento da veia doente. Em casos específicos, o laser transdérmico pode ser uma alternativa. Devem ser associados ao tto conservador
          • C2: tratamento cirúrgico e associação ao uso de meias de compressão acima de 20mmHg para o pós-cirúrgico.
          • C3: meias elásticas de compressão graduada acima de 35mmHg, medicamentos venoativos (diosmina, dobestilato de cálcio, rutina e extrato de casatanha da índia) são usados como terapia complementar. A correção cirúrgica pode ser benéfica.
          • C4: meias elásticas de compressão graduada acima de 35mmHg, correção cirúrgica da insuficiência venosas superficial através da ligadura de veia perfurante.
          • C5: indicação de cirurgia e uso de meias elásticas de compressão graduada de pelo menos 40mmHg são eficazes na prevenção de recorrência.
          • C6: meias e bandagens elásticas e medidas comportamentais. ATBterapia somente em casos de infecção sistêmica. Presença de refluxo em junção safeno-femoral ou safeno-poplítea deve-se operar.
  3. Secretária: Lunna Pamplona. Alunos: Ana Karla, Luarlla, Iago Camberimba, Thaynan, Jéssica Luisa, Eline, Raina Bulhões e Clara Bueno

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Mind Map on Insuficiência venosa crônica, created by Lunna Pamplona on 12/03/2022.
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