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Eletroterapia

joao paulo Fisioterapia Portuguese

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Eletroterapia

  1. Na eletroterapia utiliza-se uma corrente elétrica, modificada por um equipamento, com objetivo terapêutico.

    • Os principais usos da estimulação elétrica são analgesia, estimulação muscular, órteses funcionais, reparação tecidual (em especial, cicatrização de feridas),tratamento de disfunção do assoalho pélvico, estimulação transcraniana.
      • Conceitos básicos da corrente elétrica
        • Corrente Elétrica: quantidade de carga ,elétrons ou íons, que flui, por segundo, em um condutor, em determinada direção
        • Carga Elétrica: Dada pela soma do número de partículas com carga positiva (prótons) ou negativa (elétrons).
        • Resistência Elétrica: o quanto o tecido biológico resiste à passagem de corrente
        • Voltagem: diferença de concentração de elétrons entre dois pontos
        • Tipos de Correntes
          • Corrente Direta: O fluxo de sua corrente é unidirecional, ou seja, os elétrons migram em um único sentido. Ela atualmente é mais utilizada para iontoforese.
          • Corrente Alternada: Nessa corrente há uma mudança constante da direção do fluxo de elétrons, que é continuo , ou seja , nele não há pausas ( intervalos) na passagem de elétrons. Corrente não polarizada, sendo comumente usada para a para contração de músculos cujo sistema neuromuscular esteja preservado, e para estimulação sensorial.
            • Modos de Estimulação
              • Sincrônico: canais são ativados simultaneamente
              • Assincrônico: canais são ativados de maneira intercalada, e os estímulos de frequências são mais baixos em cada um.
              • Sequencial: são usados para separar vários músculos sinergistas, dessa forma os pulsos são enviados aos canais de forma sequencial, permitindo que as unidades motoras destes músculos repousem no momento em que o músculo não está ativo.
              • Recíproco:canais são ativados um de cada vez
          • Corrente Pulsada ▸ corrente que seja o fluxo de elétrons unidirecional ou bidirecional onde existe uma pausa na corrente que está sendo transmitida aos tecidos. Essa corrente entrega menos energia para os tecidos comparada às correntes direta ou alternada com a mesma amplitude
          • Polaridade das Correntes
            • Correntes Não Polarizadas: Fluxo de elétrons bidirecional
              • EX; Correntes alternadas e correntes pulsadas bifásicas
            • Correntes Polarizadas: Fluxo de elétrons unidirecional , e os efeitos fisiológicos podem gerar resultados diferentes no polo positivo (ânodo) e no polo negativo (cátodo).São sempre monofásicas
              • ex: Correntes contínuas e correntes pulsadas monofásicas
          • Características dos Pulsos Elétricos
            • Amplitude das Correntes: É a magnitude da corrente (normalmente em mA), que passa pelos eletrodos para atingir o tecido biológico estimulado, normalmente nos aparelhos como “dose” ou “intensidade”. É ajustado ao início da aplicação mas sofre ajustes ao longo do tempo de exposição. Quanto maior a amplitude, maiores são os efeitos fisiológicos e terapêuticos da corrente como maior a ativação de motoneurônios, geração de força e de ativação da área
            • Duração do Pulso: Tempo para que o pulso saia da linha de base e retorne novamente a ela, sendo que quanto maior a duração de pulso, maiores os efeitos da corrente. Quando maior a duração de pulso, menor é a amplitude da corrente que é considerada como a máxima tolerável.
            • Frequência dos Pulsos: Quantidade de pulsos produzidos por segundo, sendo dada em hertz (hz).Para estimulação elétrica neuromuscular utiliza-se de 30 a 50 hz , já para analgesia se utiliza 4hz a frequências superiores a 10 hz.
            • Fase do Pulso : Se refere à direção do fluxo elétrico.Se o fluxo ocorre em somente uma direção, a onda é monofásica , agora se o fluxo ocorre em duas direções, a onda é bifásica. No grafico, só haverá a parte positiva da onda em caso de monofasico e em caso de bifasico haverá a parte positiva e a negativa da onda.
  2. CORRENTE INTERFERENCIAL

    • A iontoforese consiste na Introdução de medicamentos ou íons ativos através da pele com a utilização de uma corrente contínua, sendo ela direta.
      • VANTAGENS: Aplicação local, não invasivo, menos doloroso e sem risco de infecções quando comparado a administração por de injeções, não promove sobrecarga no fígado, rins e trato gastrointestinal, por fim evita os efeitos sistêmicos adversos dos medicamentos.
      • DESVANTAGENS: Restrita aos tecidos superficiais, o que torna o procedimento limitado em caso de lesões profundas, uma necessidade da presença de um profissional para a realização do procedimento, aumentando assim o custo da terapia quando comparada à via oral, e utilização da corrente contínua oferece risco de queimadura eletroquímica da pele
      • TÉCNICA DE APLICAÇÃO
        • ELETRODO ATIVO: O Eletrodo que contém o princípio ativo em um material absorvente, no caso , gaze, algodão ou esponja, e dever ser colocado na área a ser tratada, chamada de área-alvo.
        • ELETRODO PASSIVO: Deve ser acoplado na pele do paciente a 10-15 cm de distância do eletrodo ativo , com água de torneira ou solução cinesiológica para fechar o circuito elétrico.
    • INDICAÇÃO: Como indicação temos analgesia local, efeitos anti-inflamatório e antiedematoso, relaxamento muscular, cicatrização (tratamentos na área da estética), controle do pH e rejuvenescimento cutâneo.
    • CONTRAINDICAÇÃO: Como contraindicação temos lesões na pele, alteração de sensibilidade, História de reação alérgica ao medicamento, situações em que a substância seja contraindicada como por exemplo corticosteroides na gravidez, restrições ao uso da corrente elétrica contínua, como: região abdominal, pélvica ou lombar de grávidas, presença de metais na área a ser tratada, marca-passo cardíaco, sobre tumores malignos, áreas infectadas, presença de trombose ou tromboflebites, sobre o seio carotídeo.
  3. TENS

    • Aplicação de correntes elétricas na superfície da pele por meio de eletrodos com o intuito de estimular fibras nervosas a produzirem efeitos fisiológicos. O tens é um método não farmacológico, de custo acessível, seguro, não invasivo e de manuseio simples para o controle da dor não sendo um equipamento ou uma corrente elétrica específica mas um método de ativação de fibras nervosas por meio de impulsos elétricos para modular a dor. Os equipamentos que se utilizam dessa terminologia emitem, tradicionalmente, dois tipos de corrente elétrica que são a corrente pulsada bifásica simétrica retangular e a corrente pulsada bifásica assimétrica balanceada
      • Parâmetros
        • AMPLITUDE: magnitude da corrente ou tensão.
        • DURAÇÃO DO PULSO: intervalo de tempo de duração do TENS
        • FREQUENCIA: número de pulsos gerados por segundo
    • Modalidades
      • TENS Convencional: Modo mais frequentemente usado de TENS, utiliza alta frequencia e baixa intensidade. Tem efeito efeito prioritariamente sensorial.
      • TENS Breve e Intenso: Maior intensidade suportada pelo paciente por um curto período. Utilizada para analgesia durante procedimentos dolorosos como troca de curativos, punção venosa e remoção de suturas, não sendo no entanto, por conta do desconforto, a primeira escolha.
      • TENS Acupuntura: Apresenta baixa frequência e alta intensidade, sendo o suficiente para evocar contrações musculares visíveis em miótomos relacionados à área de dor.Ocorre em nível motor.
      • TENS em Trens de Pulso ou Burst: Combinação do modo convencional com o modo acupuntura, sendo considerado por alguns pacientes o modo de aplicação mais confortável na produção de contração muscular quando comparado ao TENS acupuntura.
      • Mecanismo Analgésico e TENS: Teoria mais utilizada é a Teoria das Comportas da Dor , onde ela fala que , a estimulação de fibras nervosas aferentes de grande diâmetro propicia a inibição da atividade das fibras nociceptivas (pequeno diâmetro) no corno dorsal da medula.
        • Precauções: Dor sem diagnostico, epífise ativa, doenças de pele como eczema ou psoríase, região anterior do tronco ou inferior do abdome, pele frágil ou com lesões,
        • Contraindicações: Trombose venosa profunda ou tromboflebite, seio carotídeo, convulsão, regiões internas do corpo, área cardíaca ou região torácica e alterações sensitivas, de cognição ou comunicação
  4. ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA PARA CONTRAÇÃO MUSCULAR

    • Comumente é realizada para dois objetivos: Aumento ou prevenção de perda de força muscular (EENM) e Facilitação do desempenho em atividades funcionais durante a reabilitação (FES )
      • ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NEUROMUSCULAR (EENM)
        • O uso da eletroestimulação para promover ganhos de força muscular, prevenir a perda de força e massa muscular, ou seja, prevenir a atrofia.
          • EENM é mais indicada nas primeiras semanas após a cirurgia ou lesão, quando fatores extrínsecos (neurais) constituem a base da incapacidade de ativação muscular de forma voluntária e adequada para permitir a realização de um programa de exercícios para aumento de força muscular
            • EENM é mais indicada quando o paciente é incapaz de contrair o músculo voluntariamente em um nível adequado para aumento de força muscular.
        • Tipos de correntes
          • Corrente Pulsada Bifásica Simétrica: Para cada pulso, há um tempo de subida quase instantâneo, ou seja, o pico de amplitude de pulso é alcançado muito rapidamente. Em formato de quadrado, o pico de amplitude é mantido durante toda a duração de pulso, sem diminuição da amplitude de pico.
          • VMS (Variable Muscle Stimulator): Também é uma corrente pulsada bifásica simétrica de forma quadrada ou retangular, mas no entanto , a característica única da forma de onda do VMS é a incorporação de um intervalo interfase fixo de 100 μs
          • Corrente Russa e Corrente Aussie: Correntes alternadas moduladas em burst: Contração – repouso – contração
        • PARAMETROS
          • Frequência de pulso: Frequência de pulso desejada para aumentar a força com a estimulação elétrica deva estar entre 50 e 80 Hz. Quando é menor que 50 hz pode não provocar a contração muscular intensa suficiente para gerar ganho de força muscular e quando maior que 80 hz pode levar a uma fadiga mais precoce e uma frequência.
            • Duração do Pulso :Para a mesma amplitude de pulso, uma maior duração de pulso fornecerá mais energia elétrica ao tecido. Recomenda-se usar uma duração de pulso maior.
              • Amplitude ou dose: força muscular induzida eletricamente geralmente é proporcional à intensidade da corrente elétrica aplicada.
          • Local de aplicação
            • Devem ser posicionados sobre os pontos motores
              • A localização do eletrodo que provoca a melhor resposta motora pode ser considerada a área do ponto motor funcional e representa a localização do eletrodo para otimizar a NMES.
      • Estimulação elétrica funcional (Functional Electrical Stimulation – FES)
        • É usada para promover contrações musculares que facilitem ou auxiliem no desempenho de algum tipo de atividade funcional. Tem como objetivo promover a função motora pela substituição ou auxílio a uma capacidade voluntária de um paciente para executar ou controlar as funções prejudicadas, como apertar a mão. Existem duas formas de FES : Unidades maiores alimentadas por fios (rede elétrica) e unidades menores, portáteis, à bateria.
          • A FES difere da NMES na medida em que geralmente é usada para facilitar ou auxiliar no desempenho ou execução de atividades ou tarefas “funcionais”, enquanto o objetivo principal da NMES é aumentar a força muscular ou prevenir a atrofia muscular. A FES está mais especificamente relacionada com atividades ou tarefas que são assistidas pela contração muscular induzida pela corrente elétrica. Todas as formas de ondas que podem ser usadas na NMES também podem ser usadas na FES.
            • EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DA FES: contração do músculo tibial anterior para auxiliar na dorsiflexão durante a fase de balanço na marcha, facilitação da preensão palmar funcional em paciente com espasticidade em membros superiores e redução de subluxação glenoumeral após AVE ( acidente vascular encefálico )
            • PARAMETROS
              • Frequência de Pulso: É indicado que a frequência de pulso seja a mais baixa possível, porém que seja capaz de provocar a contração muscular, uma vez que a frequência de pulso mais alta resulta em fadiga muscular mais precoce e pacientes que necessitam da FES demonstrem fraqueza e resistência muscular reduzida.
              • Duração do Pulso : Na FES, a geração de força máxima geralmente não é necessária, onde uma maior duração do pulso também resultará em fadiga precoce, então é recomendado uma duração de pulso que gere uma contração muscular adequada para atingir a atividade funcional desejada.
              • Amplitude de Pulso: Como na frequência e duração do pulso, a amplitude do estímulo da FES deve-se concentrar na realização adequada da atividade funcional, onde mais uma vez , amplitudes de pulso maiores que as necessárias também têm maior probabilidade de resultar em desconforto e fadiga muscular precoce.
              • Tempos on-off : Devem ser selecionados para corresponder ou replicar a sequência do tempo que normalmente seria vista no padrão de ativação muscular, onde a rampa de subida merece maior consideração do que em relação à NMES.

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Fisioterapia Mind Map on Eletroterapia, created by joao paulo on 04/04/2022.
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  • Created by joao paulo · Mar 29, 2022
  • Copied by joao paulo · Apr 4, 2022
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