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Psicose

Malu Moura Portuguese

Mapa mental sobre Psicose: recalque, foraclusão, conflito entre eu e ID e perda da realidade

Mapa mental: Psicose

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Psicose

  1. Dificuldade de mediação entre representação incompatível e o eu. Conflito entre eu e ID.

    • Na neurose, conflitos INTERIORES do indivíduo, que remetem a conflitos infantis recalcados.
    • Recusa do eu em atender solicitação pulsional do ID - recalca.
      • Neurótico permanece fiel à realidade e tenta silenciar id.
        • No psicótico, eu se deixa dominar pelo id e se desprende da realidade.
      • Caso SCHREBER: Freud não o viu, apenas leu seus livros.
        • Deus se comunica com ele, e quer transformá-lo em mulher.
          • Tem fantasias homossexuais de desejo e, como defesa, estabeleceu negação que explica a gênese do delírio.
            • Delírio como tentativa de reconstruir o mundo, establizar
  2. Defesa da neurose: RECALQUE. Material não é extinto por definitivo, continua pressionando para retornar. Não há total obliteração

    • Ideia que um dia passou pela mente, realidade já foi aceita em algum nível
  3. Defesa da psicose: mais poderosa. Eu RECUSA a representação junto com seu afeto e se comporta como se nunca tivesse existido.

    • Verwerfung - Foraclusão: mecanismo específico das psicoses
      • Repúdio, rejeição, desestima. Rejeita reconhecer verdades penosas.
      • Realidade nunca é afirmada ou admitida. É foracluída.
      • Se origina em Freud e tem desfecho com Lacan, como mecanismo indutor das organizações psicóticas
      • Com a rejeição, eu se separa da representação (que está sempre associada a fragmento da realidade) - se separa também da realidade
        • Para LACAN, abolição do significante Nome do pai - que deveria substituir significante originário desejo da mãe - pode explicar indução dos processos psicóticos.
          • FORACLUSÃO DO NOME DO PAI
          • Metáfora paterna fracassa, compromete castração simbólica, faz falhar função paterna
            • Ordem simbólica é afetada, pois o elemento que a ancora é foracluído
              • É PAI SIMBÓLICO! Pai vivo e presente não garante a existência do Nome do pai e pai morto não garante que não tenha.
                • Não passa pelo estádio do espelho
          • O pai simbólico tem função estruturante, se coloca entre mãe e filho, proibde, impede, frustra. Separa a criança da mãe, proibe o gozo e isso cria o desejo.
            • Separação mãe-criança é intolerável, relação bem fusional, que não dá lugar a uma intercessão mediadora.
              • Criança sem objeto de desejos próprios, cujo papel é preencher vazio materno. Destinada a preencher falta da mãe.
                • Permanece ASSUJEITADO em relação arcaica com a mãe, se constituindo como seu único objeto de desejo, seu falo.
                  • Falo não é simbolizado - ausência de significação fálica
                    • Não deseja pois não há falta
          • TRACOS ESTRUTURAIS
            • ALUCINAÇÃO: Pode estar presente em outras, mas a CERTEZA é característica da psicose, dúvida não é
            • TRANSTORNOS DA LINGUAGEM: psicótico tem relação própria com a linguagem - não é estruturada da mesma forma. Se sente possuído por língua que vem de fora, como se ideias fossem postas por algo.
              • Não há laço com a linguagem, há ponto de parada, não há deslizamento de significantes, não há uso da dimensão simbólica da linguagem.
                • Inabilidade para criar metáforas, frases interrompidas e neologismos. É HABITADO pela linguagem
                  • Inconsciente é estruturado como linguagem.
                    • TRATAMENTO
                      • Para Freud, não teria: pois o sujeito não tem investimentos no objeto no mundo externo, não poderia fazer a transferencia.
                        • Para Lacan, tem como ajudar, mas não modificar sua estrutura.
                          • Ser alguém disponível a ouvir, tomá-lo como sujeito capaz de dar resposta.
                            • Secretário do alienado: dar crédito à fala!
                              • Facilitar laço social que é tão difícil, restaurar inserção do sujeito no simbólico
                                • Trivialização: cotidiano; criação artística.
                            • Acolhimento da fala permite que ele vá se relacionando de forma a se sentir menos invadido.
                              • Delimitar e pacificar o gozo que invade sujeito.
            • Falta de controle das pulsões; feminização
              • Invasão do gozo: pulsões não são hierarquizadas no corpo, exceto por imitação.
                • Falta de pergunta, de movimento em seus pensamentos e interesses. Inércia
                  • Predomínio das relações imaginárias: fenômeno da perseguição, se sente invadido - não consegue deixar outro entrar na relação (conflito com exterior).
  4. Na psicose, conflitos entre o sujeito e a realidade externa.

    • Eu cria, onipotentemente, um novo mundo interno e externo, conforme desejos do ID.
      • Realidade impõe obstáculos à satisfação do desejo, que são vistos como intoleráveis.
  5. Freud tentou achar mecanismo para diferenciar neurose e psicose.

    • Perda da realidade e reconstrução delirante, clivagem do eu… não foi satisfatório
      • Não chegou a promover sua etiologia e esse mecanismo, foi Lacan.
  6. Inconsciente à céu aberto

    • Perda da realidade e criação de pseudorealidade
      • Psicótico renega realidade.
        • Psicose providencia percepções em sintonia com a nova realidade, pelas alucinacoes e delírios.
    • Psicótico revela roupa suja, neurótico esconde.

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Mind Map on Psicose, created by Malu Moura on 02/09/2022.
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Malu Moura
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