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Cefaleias

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Cefaleias
Comprometimento de estruturas intra ou extracranianas (com inervação dolorosa). A inflamação, irritação, deslocamentos, tração, dilatação ou destruição de estruturas sensíveis à dor desencadeiam fenômenos dolorosos. 99% das mulheres já tiveram quadros de cefaleia, e cerca de 93% dos homens também, porém é mais comum as mulheres.
Segundo a 3° ed. da IHS, existem três tipos de cefaleias
- Cefaleias primárias
- Por definição não tem causa cliníca que a justifique, é a doença em si. A dor é sintoma obrigatório
- 1) Tensional: Tipo mais comum de cefaleia cotidiana, há desconforto bilateral / holocraniano: Sensação de uma “faixa apertando a cabeça”. De intensidade leve a moderada. Com duração: de 30min a 7 dias. Geralmente: paciente apresenta apenas cefaleia isolada (sem outros sinais ou sintomas associados) Pode ser: Episódicas Crônicas (presente > 15 dias por mês). Sem aura, pode ter fotofobia ou fonofobia, naúsea leve ou vômitos. Não agravada por atividade física e tem relação com estresse. O tratamento pode ser analgésicos simples (Dipirona 500mg e Paracetamol 500mg); AINEs. Uso de técnicas de relaxamento; e em CTT crônica usa-se Amitriptilina 75mg.
- 2) Migrânea: é a segunda causa mais comum de cefaleia. Comumente gera incapacidade neurológica relacionada a cefaleia, mais comum em mulheres (cerca de 15% das mulheres apresentam migrânea) Tem duração: de 4h a 72h, características: moderada a intensa, unilateral, latejante/pulsante, associada a náuseas e/ou vômitos, foto e/ou fonofobia.
- Clássica (aura) x Comum (sem aura). - A aura na migrânea tem duração de 5 a 60min; é mais comum: aura visual (flashes luminosos ou linhas em zigue-zague que se movem ao longo do campo visual)
- Gatilhos: alimentação/jejum; distúrbios emocionais; padrão de sono; estímulos sensoriais; ácool;
- Diagnóstico: 05 crises com os critérios. Dor de 4-72h sem outra causa e exame físico normal.
- Pelo menos 2: dor unilateral, dor latejante, agrava por movimento, de intensidade moderada ou grave. Além de opelo menos 1: Náuseas/ vômitos, fotofobia e fonofobia.
- No tratamento não-farmacológico: Mudanças de estilo de vida; evitar “gatilhos”; prática de atividade física; diminuição do estresse. Tratamento farmacológico: Das crises agudas fazemos tratamento abortivo; 1) dor < 72h: Controle dos sintomas: Náuseas - Dimenidrato EV (Dramin) Dipirona 1g EV + Cetoprofeno 100mg EV Sumatriptano VO ou SC (se disponível) Alternativa: dexametasona ou clorpromazina. 2) dor > 72h status migranoso o tratamento pode ser um pouco mais agressivo SF 0,9% 500 mL EV (expansão volêmica) Dipirona 1g EV + Cetoprofeno 100mg EV + Dexametasona 10mg EV Sumatriptano VO ou SC. Alternativa: Clorpromazina IM ; Na prevenção das crises fazemos o tratamento profilático: Principal indicação: >= 3 crises no mês Sempre avaliar cada caso: efeitos adversos e contraindicações Beta-bloqueadores: Propranolol, Metoprolol Anticonvulsivantes: Topiramato, Valproato, Lamotrigina Antidepressivos: Amitriptilina e duais (Velafaxina e Duloxetina) Outros: Flunarizina, Riboflavina, Candesartana.
- Não usar opióides, pois gera vício e piora o mec. de dor
- 3) Trigemenoautonômicas: Quadros caracterizados por: Crises de cefaleia (relativamente curtas) Associadas a sinais e sintomas autonômicos cranianos: - Lacrimejamento / - Hiperemia conjuntival / - Congestão nasal
- Hemicrania Contínua:
- 2) Hemicrania Paroxística: Prevalência igual entre os sexos (H = M) (algumas referências trazem prevalência feminino > masculino). Quadro muito semelhante à cefaleia em salvas: dor lancinante unilateral, associada a sintomas autonômicos (lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, hiperemia conjuntival) ipsilaterais. Duração menor do que a cefaleia em salvas: cerca de 2 a 30min Principal tratamento e profilaxia: indometacina 50mg
- 1) Cefaleia em salvas: Chamada de “cluster headache”. Atinge o sexo masculino (85%). Evolui em surtos, de 1 a 3 meses de duração (“salvas”), com 1 a 8 crises por dia; episódios de duração limitada (entre 15min a 180min) É comum: despertar noturno pela dor. Sintomas: unilaterais->Todos ipsilaterais à dor! Dor excruciante, retro-orbitária, flutuante e explosiva. Alterações autonômicas: lacrimejamento, hiperemia conjuntival, congestão nasal e ocular, rinorreia, edema palpebral, rubor facial, miose e ptose palpebral. Paciente típico: homem de meia idade (30 a 50 anos), inquieto e agitado, se movimentando pelo local, balançando e esfregando a cabeça, e podem se apresentar agressivos. Período entre as crises: assintomáticos.
- Tratamento para as dores agudas: Oxigênio a 100% 10 – 12L/min por 20min Máscara não-reinalante. Em associação ao O2 a 100%: Sumatriptano 6mg via SC*. Analgésicos e opioides: não devem ser utilizados! Evitar fatores desencadeantes Bebidas alcoólicas! Tratamento preventivo: Verapamil 80mg, Lítio, Topiramato ou Prednisona.
- Cefaleias secundárias
- Por definição é secundária a uma doença de base, é um sintoma opcional da doença de base
- Podem representar quadros de EMERGÊNCIA! (Importante reconhecer os fatores de risco)
- "Red Flags” para cefaleias secundárias:
- A presença desses sinais devem levar à suspeita de cefaleia SECUNDÁRIA, devendo-se realizar uma investigação mais aprofundada (ex: exames de imagem, coleta de LCR, internação em UTI.
- Por definição é secundária a uma doença de base, é um sintoma opcional da doença de base
- Neuralgias cranianas: lesões dolorosas dos nervos cranianos e outras dores faciais
- Cefaleias primárias
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- Mind Map on Cefaleias, created by TALITA OLIVEIRA SOUSA on 13/03/2024.
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- TALITA OLIVEIRA SOUSA
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