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REPÚBLICA PLATÃO

Antonio Barros Darin Cursos Portuguese

REPÚBLICA PLATÃO

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REPÚBLICA PLATÃO

  • Res-publica, tradução do latim de Cícero. Em grego: Politeia.Logo, o que mais importava era a melhor ou pior organização da cidade mesma!
  1. 2

    • Contrariando enormemente a lógica etnica de Atenas, para Sócrates é preciso ser COSMOPOLITA para ser justo.
      • para além da família e do clã. 
    • e um homem justo jamais faria dano fosse a um inimigo fosse a qualquer um.
      • logo, não se trata da política mesquinha sobre coisas escassas, que podem faltar a um para servir a outro.
        • trata-se de coisas mentais
    • Trasímaco
      • justo é o que for proveitoso ao mais forte; o egoismo
        • Sócrates: Justiça > Lei Trasímaco: Lei > Justiça
          • mandatário não se equivoca, ou não é mandatário. segue o argumento do artesão: se cura é médico, se não cura não é médico (ao invés de médico que errou)
            • recordar os sofistas como "educadores"
            • Tomando o argumento do artesão, Sócrates pondera que toda arte está voltada para uma realização e não para o bem pessoal
              • Trasímaco para então para "o mundo real" e o exemplo do Pastor como governante. Conclui invertendo toda a discussão: "o justo perde para o injusto".
                • questão no fundo semântica, visto q o ponto original é "q tipo de vida é melhor?" Justo ou injusto não é o ponto.
      • Retórica sofista X dialética socrática
  2. 1

    • convite por um escravo, debate na casa de Céfalo (o pai), busca pela idéia de justiça
      • "tem dinheiro o suficiente para não cometer injustiça": i.e, para não atrapalhar o funcionamento de sua vida
      • virtude como ARETE: características para um bom funcionamento
        • Justiça então como essa arete, para o bom funcionamento da própria vida humana
          • 1° questão socrática: romper a relação direta entre o justo e o legal.
            • é então que o pai se ausenta e deixa o filho em lugar
              • Céfalo: pagar o que se deve
              • Polemarco: fazer bem aos amigos e mal aos inimigos
                • dar o que querem aos amigos, e negar o que querem aos inimigos
              • Sócrates: justiça como algum tipo de conhecimento
                • questão de artesania: qual a arte da justiça?
                  • ñ técnica: filosofia
                    • logo,uma sociedade justa é aquela em que os artesãos são governados pelos filósofos
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    • resposta socrática diferenciando artes: mandatário X mercenário; poder cuidar dos demais ao passo q tb cuida de si, ao invés de só cuidar de si.
      • logo, conflito entre Artes
        • afinal, a justiça é boa ou ruim??
          • pq é mal ser tirano??
          • Sócrates então questiona a suposta virtude da injustiça advogada pelo sofista. Depois, defende ele mesmo a justiça como virtude, pq justamente mantém o bom funcionamento das coisas.
            • discussão enfim culmina como questão de organização, da cidade ou de indivíduo, para o bom estado de coisas
              • mas então o princípio é idêntico para os dois? ser homem justo conduz a uma cidade justa?
  4. 4

    • começo do Livro2
      • saem os interlocutores antigos, ficam Glauco e Adiemante
        • irmãos de Platão. Um questiona pela invisibilidade, o outro pela representação
        • Glauco: se ñ há deuses para punir a vida injustiça, qual seria o motivo para ser justo?
          • recordar a acusação contra Sócrates de não acreditar nos deuses
          • Afinal, é a justiça algo BOM POR NATUREZA ou por simples convenção humana?
            • então a história do ANEL DE GIGES: qdo invísivel e sem deuses o que será proibido?
              • Darin compara o anel com a própria linguagem e sua capacidade de transformar o injusto em justo
        • Adiemante: justiça não pelo próprio bem, mas pelo o que atrai, não por ela mesma senão por recompensas. Contudo, o injusto munido de retórica tb a poderia conquistar.
          • Questão então passa a ser justo por ela mesma ou pela reputação de ser justo?
            • Logo, como poderia ser a justiça a sua própria recompensa, um fim ao invés de meio?
        • Sócrates então deixa a discussão por silogismos, e convida à aventura de fundar uma cidade. O raciocínio é que aquilo que for bom para a cidade deve ser tb para o homem, do contrário haveria conflito de interesses entre o bem geral e o bem individual
          • especialização e divisão do trabalho, em uma cidade só para as necessidades básicas
            • segue-se então a incorporação de qualidades para além da subsistência e do básico. Agora entre o bom e o mau.
              • essa cidade começa então com um ato de injustiça como expropriação de terras, e a formação de uma classe de guerreiros
                • ñ se trata de novo trabalho, mas vdd de nova classe social, distintas da artesania. Esta estava voltada para a conservação de vida, a nova é indiferente à vida. É a contraposição de uma irascibilidade contra a classe dos desejos.
  5. 5

    • 2 esferas da alma humana correspondentes as duas classes cidadãs estipuladas: a apetitiva (trabalhadores artesãos) e a irascível (guerreiros)
      • logo estrutura tripartida da alma, e da cidade
        • cordeiros (artesãos e apetites)
        • cachorro (guerreros e valores)
        • pastor (filósofos e razão)
      • a capacidade de se indignar é o que sobrepõe a nova classe, já em nada motivada pelos desejos dos apetites. mas por valores, sendo assim se faz necessário longo cuidado sobre sua educação.
        • música e ginástica: KALON, beleza física e espiritual
          • então o começo do problema com a literatura da época: não retratam devidamente os deuses e os valores mais altos. Contra a mímese e a favor da narrativa documental
            • imitação se converte em identificação
            • poucas cordas, e contra instrumentos de sopro
          • exercícios físicos e dieta austera
          • se chega a ser moralmente bom não por raciocínios, mas por habituação.
            • no que Aristóteles concordará. E no que se reflete a idéia de que é a arte que opera a identidade.
            • educação prática!
  6. 6

    • na sequencia da educação da classe guerreira, aqueles que se sobressaem tornam-se guardiões, uma terceira e restrita classe de elite da cidade
      • segue então a necessidade de forjar uma IDENTIDADE entre interesse públicos e privados, de forma que cada qual faça a sua tarefa por gosto e convicção.
        • a MENTIRA NOBRE
          • aceitável, se expõe a própria verdade.
          • tudo o que os cidadãos lembram de sua infância é como um sonho
            • nascidos da Mãe Terra, logo Atenas como pátria e concidadãos como irmãos
              • porém, apesar de todos serem irmãos, cada qual tem diferentes habilidades conforme o tipo de metal que lhe foi misturado durante a gestação na terra
                • Ouro, Prata e Bronze
                  • aqui Platão joga com várias referências, desde a teogonia de Hesíodo, até as premiações dos Jogos Olímpicos.
                • naturaliza o natural
              • naturaliza o não natural
          • fazer a hierarquia social corresponder as virtudes dos indivíduos, e da alma
            • ver as "3 almas" homéricas
        • sem propriedade privada para os guerreiros, tudo comunal
          • inclusive os filhos e as mulheres.
          • do contrário, há o estímulo a parte apetitiva da alma
          • ante o questionamento de que estes não seriam felizes, Sócrates responde que não procurariam a felicidade particular, mas a da totalidade
    • 4 virtudes: sabedoria, coragem, temperança, e justiça
      • a justiça então deixa de ser pensada como atividade, para ser um estado interior, como um estado de saúde
  7. 7

    • passamos do Livro 4
      • segue Sócrates para a questão da Injustiça
        • os interlocutores, porém, querem a questão da realidade prática dessa República e sua considerável reforma social
          • 3 Grandes Ondas a superar
            • 1. igualdade total entre sexos
              • até na nudez dos ginásios. Sócrates quer politizar o erótico: a idéia é apagar a diferença entre o público e o privado. 
              • a descodificação erótica põe em perigo a política
                • interessante notar como daqui bebe Zeno na sua Cosmópolis regido por Eros. Da mesma forma como parece que Epicuro estanca a discussão social na primeira concepção de cidade voltada apenas para as necessidades básicas.
            • 2. posse comum de mulheres e filhos
              • amplia a noção de família ao nível total do socius da cidade
              • acaba com o conflito entre as obrigações públicas e privadas
                • novamente, abrindo mão totalmente das questões produzidas pelos corpos
            • 3. filósofos/reis
              • ainda na questão erótica: pois quem ama alguma coisa, o ama todo. e assim é o filósofo, amante da sabedoria
                • o que enfim acarreta a discussão da natureza da sabedoria, e o todo da construção metafísica platônica
                  • precisamente, constituindo uma erótica contra o corpo
                    • amante da sabedoria gera episteme
                      • ideias
                    • amante dos espetáculos gera doxa
                      • fenômenos sensoriais
  8. 8

    • o BARCO DO ESTADO
      • a má reputação do filósofo se deve à própria sociedade, que o mal emprega e que o corrompe.
    • a Ideia por encima de todas as Ideias: a IDEIA DE BEM
      • o que faz o retorno à questão do viver bem
      • Mas Sócrates msm nunca determina esse Bem, que como Ideia só pode ser alcançado dialeticamente.
  9. 9

    • O que é o BEM?
      • nem a busca por prazer, nem o conhecimento.
      • O SOL, o Bem é como o Sol.
        • o Bem é para o mundo inteligível tal qual o Sol para o mundo sensível
          • Derrida se divertia lembrando que não podemos ver o Sol se olharmos diretamente para ele.
          • 1. Só onde há luz se pode ver as coisas sensíveis; só onde há idéias se pode conhecer as coisas inteligíveis
          • 2. O Sol dá vida e faz crescer; o Bem sustenta o Ser
          • 3. Não só o Sol dá a ver as coisas, mas a ele tb. O Bem dá a conhecer as Ideias e torna inteligível a própria Ideia de Bem
          • 4. Sol é fonte de crescimento do mundo, mas não em si mesmo, não é ele mesmo esses processos. Logo, o Bem não é ele mesmo o Ser, mas a Ideia superior incluso ao Ser.
      • 2 Analogias
        • 2. MITO DA CAVERNA
          • vida como cinema antigo
        • 1. LINHA DIVIDIDA
          • ñ se trata de ponto final de um processo de raciocínio, mas de transformação da psique com que se recupera a visão sinóptica da ordem divina: um KOSMOS
      • Consequências finais
        • 1. rechaço à democracia
        • 2. começar do Zero, com educação dominadora dos jovens
        • cidade apenas ideal, mas cujo projeto retorna ao problema inicial: como ser UM homem justo.

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Darin Cursos Mind Map on REPÚBLICA PLATÃO, created by Antonio Barros on 06/09/2017.
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