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GESTALT-TERAPIA

Denise Vieira Portuguese

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GESTALT-TERAPIA

  1. Ansiedade

    • Contato
      • Ocorre através da Awareness
        • Definição de Self: o experiência de contato com o mundo no aqui e agora, através da fronteira, momento a momento
          • Auto-regulação organísmica
            • Apesar da auto-regulação organísmica ser um processo natural de busca de equilíbrio, o movimento de assimilação de um novo elemento apresenta-se sob a influência da ansiedade. O problema surge quando o nível de ansiedade compromete o contato.
              • O indivíduo não consegue, espontaneamente, eleger o objeto hierarquicamente mais importante, no aqui e agora
                • “a ansiedade é o vácuo entre o agora e o depois. Se você estiver no agora não pode estar ansioso, porque a excitação flui imediatamente em atividade espontânea”
                  • O transtorno se agrava quando se transforma em um círculo vicioso
                    • Ciclo do Contato -> interrupções -> relacionam-se com fenômeno da ansiedade.
    • A ansiedade, na ótica gestáltica, é entendida como a interrupção da excitação.
      • Excitação (GT) = Libido (Freud)
      • Em situações nas quais as excitações não são expressas, ou seja, quando não se transformam em atividades, com a mobilização muscular via sistema motor, o resultado é o surgimento da ansiedade.
        • Há contenção e estreitamento de aspectos fisiológicos, como também do sistema sensorial
          • Construção de uma “realidade” à parte
            • Ex: alucinações, fobia social, claustrofobia, gagueira
              • redução espaço-temporal
    • Mecanismos de interação resistente
      • Confluência: o organismo não consegue distinguir o que é seu e o que é do outro
      • Projeção: atribui aos outros as responsabilidades, fracassos e dificuldades que são dele próprio.
      • Introjeção: obedece e aceita opiniões arbitrárias, normas e valores que pertencem a outros. Administra os níveis de ansiedade em patamares suportáveis.
      • Retroflexão: faz consigo o que gostaria de fazer aos outros
    • A experiência, a peculiar forma em que o indivíduo vivencia o mundo, no aqui e agora, constitui-se na estratégia terapêutica fundamental da Gestalt-terapia frente à ansiedade.
      • Lidar terapêutico em cinco perguntas: “O que você está fazendo?”, “O que você sente?”, “O que você quer?”, “O que você evita?”, e “O que você espera?”
        • Relação de confiança e de aceitação do cliente; região do “entre”
          • os momentos de interrupção do contato devem ser especialmente acolhidos pelo terapeuta
            • O diálogo como mundo pode ser expresso de diversas formas, tais como, a fala, a proposição de exercícios respiratórios, o desenho livre, a expressão do sorriso, do choro, do silêncio, dos gestos, da escrita, da dramatização de cenas significativas, etc.
              • Viver no aqui e agora é viver sem ansiedade patológica.
  2. Psicodiagnóstico

    • O texto aborda um estudo de caso
      • Solange, Jovem advogada
        • Vômito como mecanismo de defesa contra aprendizagens introjetivas e confluentes
          • Organização; controle rigoroso do ambiente
            • Qndo algo afeta o cronograma, sente-se perturbada, insegura e tem crises de choro
              • Experiência educacional muito formal e religiosa
                • Bulimia -> insatisfação com a fome psicológica
                  • Lembranças de ser intimidada na infância (introjeção)
                    • Estudos para ser juiza
                      • Ambiente em casa cheio de brigas
                        • Aos poucos, Solange estava eliminando da sua vida o prazer de comer e aumentando a necessidade de alimento psicológico
                          • Confluência com mãe; afetos + e -; identificações
                            • Hábitos alimentares da família são irregulares
                              • Promove um papel retroflexivo auto-agredindo-se por meio das provocações de vômito, da fachada de boazinha e de mediadora de conflitos
                                • A dinâmica do distúrbio e a intervenção
                                  • Polaridade organização-desorganização
                                    • Projeção: imagens de como se comportar adequadamente (perfeição); decodificação do organismo em rejeição da rigidez
                                      • Conflitos: 2 orientações e ñ sabe qual seguir
                                        • Recorre ao vômito como forma material e simbólica de alimentos (orgânicos) psicológicos e afetivos inadequados
                                          • Tarefa terapêutica: conscientização; exercícios respiratórios; relaxamento muscular; mordidas na frente do espelho; experimentos com argila; socar almofadas -> descarrega sentimentos de agressividade inibidos
                                            • Entendimentos da origem do transtorno e estratégia vivencial (chutar almofadas)
                                              • Avaliação conjunta com psiquiatra (prescrição de antidepressivo e e orientações para os pais
                                                • 2ª fase: polaridade vazia-cheia (amor e ódio); afastamento dos pais
                                                  • Abuso sexual sofrido por primo
                                                    • Busca de crescimento e de auto-individualização
  3. Pensamento diagnóstico processual

    • Déc. 60: Gt rejeitou a ideia de diagnóstico, por ser despersonalizante e um rótulo limitante
      • Ausência de diagnóstico ou mal feito traz consequências sérias
        • Autor do texto concorda apenas parcialmente com a ideia inicial, q considerava apenas critérios diagnósticos
          • DSM e CID são importantes, pois fornecem uma linguagem comum no trabalho interdisciplinar
            • Ex. Todos os psicóticos tem características em comum e individuais
              • Toda classificação tem a função de verificar aquilo q é comum e critérios diagnósticos tem a função de verificar as características comuns a perda de mecanismos normais de funcionamento
                • O q traz a pessoa a terapia é a falta de algo: gestalt incompleta
                  • O aqui e agora inclui o passado
                    • Compreender a relação figura/queixa e o fundo p/ entender o sentido da figura
                      • Os critérios diagnósticos nos oferecem comunalidade, mas lhes falta singularidade; cada ser humano é único
                        • Falta compreensão mais aprimorada do funcionamento psíquico de cada indivíduo em sua singularidade existencial
                          • Comunalidade + singularidade=compreensão
                            • Diagnóstico se dá na relação daqui q o cliente traz e daquilo q o terapeuta percebe
                              • O intuito do diagnóstico é compreender o q se passa com aquele indivíduo único a fim de discriminar a melhor forma de possibilitar q a gestalt inacabada se complete
                                • Pensamento (reflexão do terapeuta)
                                • Diagnóstico (conhecimento)
                                • Processual (deve acompanhar o processo terapêutico)
                                • Não ter nenhuma ideia apriorística em mente
                                  • Atentar p/ o impacto, a omissão, as associações, as repetições, os sintomas
                                    • Conceito de normalidade é ligado ao ajustamento criativo, q pode se tornar disfuncional

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Mind Map on GESTALT-TERAPIA, created by Denise Vieira on 30/08/2018.
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Denise Vieira
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