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Guerra de Capacetes

Amanda Carrias Portuguese

Guerra de Capacetes

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Guerra de Capacetes

  1. Paciente 25 a

    • Palidez, hipotensão e agitação.
      • Exame Físico: Escoriações nas pernas e equimose na região epigástrica e hipocôndrio direito, abdome muito doloroso e tenso à palpação.
  2. Paciente 30 a

    • Dor abdominal
      • Levado imediatamente p/ laparotomia
  3. Fatores de risco para óbito no trauma abdominal fechado

    • Epidemiologia
      • Maioria homens jovens
      • Mecanismo do Trauma: Automobilístico>Acidentes com motociclistas>Atropelamento
      • Principal causa de morte: Hemorragia>Choque hipovolêmico;
    • Quadro Clínico
      • Choque hemorrágico s/ causa aparente,dor e sinais de peritonite
    • Conduta
      • Laparotomia
        • Instabilidade hemodinâmica
        • Múltiplas lesões intra-abdominais
        • Lesões graves associadas à trauma cranioencefálico; trauma grave de tórax; fraturas pélvicas ou de fêmur
        • Cirurgia de controle de danos
        • Índice de trauma baixo
      • Conservador
        • Lesão de víscera maciça
    • Fatores de bom prognóstico
      • Trauma abdominal direto
      • Dor ou peritonite: como indicação cirúrgica
      • Lesão de víscera oca isolada no intraoperatório (bexiga ou intestino)
  4. Ultrassonografia no trauma agudo

    • Conceito
      • FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) Avaliação Focalizada com Sonografia para Trauma
    • Indicações
      • Trauma de abdome, fechado, conhecido ou suspeito paciente politraumatizado, especialmente se instável
    • Vantagem
      • Rápido, portátil, não invasivo, seguro, reprodutível e bem aceito pelo paciente consciente. Integra-se às manobras de ressuscitação Cardiopulmonar; isento de radiação, pode ser realizado em gestantes
    • Limitações
      • Depende do operador, Gás (intestino e subcutâneo) e obesidade dificultam o exame, Pouco sensível para lesões de diafragma, intestino ou pâncreas.
    • Incorporado pelo ATLS® e suportado pelo nível I de evidência (ACS 2008).É padrão ouro, usado como exame na rotina de atendimento do trauma fechado de abdome onde ocupa papel central na decisão sobre o encaminhamento urgente do paciente ao centro cirúrgico
    • Técnica
      • Paciente em DD, usa-se sonda convexa; Frequência habitual de 3,5 a 5,0 MHz; Realizada normalmente em 30 seg.
        • + Quando houver líquido em qualquer uma das 4 aquisições
          • QSD, longitudinal, na linha hemiaxilar direita na altura da 11ª a 12ª costelas, visualizando o lobo direito do fígado, o rim direito e o espaço de Morison
          • Janela cardíaca subxifoide, p/ buscar derrame pericárdico
          • QSE, longitudinal, na linha hemiaxilar posterior entre o 10º e o 11º arcos costais, para visualizar o baço, o rim esquerdo e o espaço entre estes
          • Suprapúbica, com o transdutor longitudinal acima da sínfise púbica, devendo o exame ser realizado antes da inserção do cateter para esvaziamento vesical.
  5. Tratamento não-operatório no abdômen agudo perfurativo

    • É uma opção quando a cirurgia não é segura
    • Atualmente o TNO é considerado a primeira opção na condução dos pacientes com lesões das vísceras maciças.
    • Necessário uma equipe treinada, coesa e competente
    • Tem 80% de segurança segundo estudos.
    • Condições essenciais para o TNO
      • Coordenação de cirurgião do trauma experiente
      • Local para observar e monitorizar o paciente
      • Equipe de trauma de plantão físico
      • Bloco cirúrgico, exames laboratoriais e de imagem disponíveis por 24 horas
      • Serviço de hemodinâmica e endoscopia digestiva de fácil acesso
      • Protocolo bem fundamentando
    • Critérios de inclusão
      • Estabilidade hemodinâmica; S/ de sinais de irritação peritonial; Realização de TC
  6. ABORDAGEM GERAL TRAUMA ABDOMINAL

    • Avaliar
      • O mecanismo de trauma, a localização da lesão e o estado hemodinâmico do paciente
        • Ferimentos penetrantes por arma de fogo
          • O tipo de arma; Calibre; Distância de disparo; Número de lesões; Locais do corpo atingidos; Exame dos orifícios de entrada e/ou saída dos projéteis
        • Ferimentos penetrantes por arma branca
          • O sexo do agressor; Número de lesões; O lado e posição do corpo atingido; Tipo de arma (tamanho e diâmetro).
        • Quedas
          • Altura envolvida; Superfície onde ocorreu; Possíveis anteparos de trauma antes de atingir o solo; Parte do corpo que primeiramente sofreu o impacto.
        • Colisões motociclísticas
          • Uso e tipo de capacete da vítima; Superfície onde ocorreu o trauma; Ejeção e atropelamento.
        • Colisões automobilísticas
          • O tipo de colisão (frontal, lateral, traseira, angular e capotamento); Localização e intensidade da deformação externa do veículo; Presença de vítimas ejetadas; Morte de um dos ocupantes do veículo; Uso de dispositivos de segurança veicular (cinto de segurança, air-bag); Grau de deformação do espaço interno do veículo ocupado pelas vítimas; Posicionamento das mesmas dentro do veículo.
    • Cavidade intraperitoneal, a cavidade torácica, o espaço retroperitoneal (fraturas de bacia) e as fraturas de ossos longos, locais do organismo que comportam sangramentos capazes de levar à morte por choque hemorrágico
    • Sinais e Sintomas
      • Presença de escoriações, contusões, hematomas localizados e ferimentos abertos são sugestivos de trauma
      • Ruídos Hidroaéreos: Presente/Ausente
      • Percussão do abdome pode demonstrar som timpânico devido à dilatação gástrica no quadrante superior esquerdo ou macicez difusa - hemoperitônio está presente
      • Peritonite estabelecida pelo extravasamento de sangue ou conteúdo gastrintestinal
      • Rigidez involuntária da musculatura abdominal - sinal de irritação peritoneal
      • Presença de fratura pélvica em pacientes com trauma contuso do tronco: Movimentação anormal e dor óssea
      • Choque hemorrágico sem causa aparente
      • Paciente politraumatizado: presença de sangue na luz retal, fragmentos de ossos pélvicos que penetram o reto, a crepitação da parede posterior do reto (retropneumoperitôneo), a atonia esfincteriana (lesão medular) e a posição alta da próstata (lesão uretral
    • Diagnóstico
      • Anamnese
      • Exame Físico
      • Exames de Imagem
        • Raio-x
          • Abdome
            • Trauma Contuso
              • Presença de ar livre na cavidade peritoneal (pneumoperitôneo); Pneumorretroperitônio; apagamento do psoas em lesões retroperitoneais; Integridade das cúpulas diafragmáticas
            • Trauma Penetrante
              • Identificar projétil; presença de hemotórax ou pneumotórax (ferimentos de transição toracoabdominal e pneumorretroperitônio).
          • Tórax
            • Rotura de víscera oca ou hérnia diafragmática
          • Pelve
            • Politraumatizado, escala de Glagow < 12, falta de resposta ao estímulo doloroso.
          • Contrastado
            • Uretrocistografia injetora; Cistografia
        • USG de Abdome
          • Identificar lesões; Hemoperitôneo; Hemorragia intra-abdominal
        • TC: Em pacientes hemodinamicamente estáveis
      • Lavado Peritoneal Diagnóstico ou o FAST
        • (1) Vítimas de contusão abdominal, para as quais o exame físico não é confiável devido a rebaixamento do nível de consciência. (2) Circunstâncias em que o abdome pode ser uma das possíveis fontes de hemorragia (pacientes politraumatizados com contusão abdominal e fraturas pélvicas). (3) Hipotensão ou choque no politrauma sem causa aparente.
      • Toracotomia
        • 1- tratamento do hemotórax retido; 2- tratamento do pneumotórax persistente; 3- avaliação do diafragma nas lesões tóraco-abdominais penetrantes; 4- tratamento de coleções infectadas do espaço pleural; 5- diagnóstico e tto do sangramento contínuo em paciente hemodinamicamente estável.
      • Auxiliares do Exame Abdominal
        • SNG: Descomprimir o estômago (prevenir aspiração); Observar a sangramento (TGI superior).
          • Contraindicada
            • fratura de face média e de base de crânio. Então usa-se sonda orogástrica.
        • Sonda Vesical: Controle do débito urinário; Presença de hematúria
          • Contraindicada
            • Uretrorragia, hematoma de bolsa escrotal ou períneo, próstata em posição elevada no toque retal e pacientes do sexo masculino
    • Tratamento
      • Não Cirúrgico: Ficar sob observação na terapia intensiva com monitorização contínua dos sinais vitais, exame físico repetidos, jejum pelo menos 12 hrs, repouso absoluto no leite, dosagens hematimétricas seriadas.
      • Cirúrgico
        • Laparotomia exploradora imediata
          • Pacientes instáveis hemodinamicamente; LPD francamente positivo em vítima de trauma fechado abdominal com hipotensão; Sinais evidentes de irritação peritoneal na admissão ou na evolução em pacientes com ferimentos penetrantes; Empalamento no abdome; Sangramento do estômago e reto em ferimentos penetrantes pós FAB ou FAF; Pneumoperitôneo no Raio x de tórax com cúpulas ou de abdome; Lesão diafragmática ao RX.; Lesão víscera oca revelada pela TC.
        • Lesão nos exames radiológicos contratados: Extravasamento intra peritoneal em lesões de bexiga; Extravasamento de contraste em lesões de uretra; Extravasamento de contraste em lesões esofágicas, gástricas ou duodenais.
  7. Grupo 1: AMANDA CARRIAS; ANA GABRIELA F. BORGES; DAUANA MECENAS; DANDARA GADELHA; DRYELLE FONTENELE; EDUARDA RÊGO; EMILIANO ESTEVES; JÚLIA CAROBA; MYRCIA NOGUEIRA

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Mind Map on Guerra de Capacetes, created by Amanda Carrias on 30/06/2020.
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