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Hanseníase

LUCAS TOURINHO CORREA Medicina English

Mapa mental sobre Hanseníase: epidemiologia, fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico e tratamento

Mapa mental: Hanseníase

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Hanseníase

  1. Epidemiologia

    • Estratégia Global Aprimorada para Redução Adicional da Carga da Hanseníase - OMS
    • 1º maior incidência Índia
      • ~60% do total
    • 2º maior incidência Brasil
      • ~15% do total
      • Queda de >70% nos últimos 20 anos
      • No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, (ex-ceto Rio Grande do Norte e Distrito Federal) ainda há coeficientes elevados, sobretudo nos estados do Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Rondônia e Pará.
      • Campanha Nacional de Hanseníase, Geohelmintíases e Tracoma
        • Foco em crianças <15 anos
          • Focos de infecção e transmissão
    • Taxa de incidência lentamente caindo
      • BCG
      • Desenvovimento Econômico
      • Boas práticas
    • Prevalência já reduzida
      • Poliquimioterapia
    • Similar em sexo e idade, exceto raro em crianças <5 anos
  2. Fisiopatologia

    • Bacilo de Hansen
      • Mycobacterium leprae
      • BAAR
      • intracelular obrigatório
      • prefere temperaturas baixas
      • Forma globias
      • Multiplicação lenta (2-5 anos de progressão)
      • Parte profunda da derme
    • O Homem é o único reservatório natural
      • Também relatos de tatus, macacos como reservatórios
      • Portadores sadios existem
    • Inoculação principalmente por vias aéreas superiores
      • Também pode ocorrer por lesões de continuidade na pele
      • Posteriormente em células de Schwann e pele
        • Disseminação a outros tecidos em formas graves
    • Predisposição genérica
      • HLA-DR2 e HLA-DR3 à forma paucibacilar
      • HLA-DQ-1 à forma multibacilar
    • Imunidade celular
      • TNF-alfa e IFN-gama
    • Th1 em paucibacilar
    • Th2 em multibacilar
    • ALTA infectividade
    • BAIXA patogenicidade
  3. Quadro Clínico

    • Máculas hipocrômicas anestésicas
    • Placas
    • Nódulos
    • Tubérculos
    • Específico
      • Hanseníase Indeterminada
        • Pouco número de manchas hipocrômicas anestésicas e anidróticas
        • Sem comprometimento de troncos nervosos
        • Manifestação inicial
          • Evolução natural para cura ou outra forma
            • Ainda assim tratar
        • HIstopatologia com infiltrado perivascular e perineural
        • Bordas imprecisas
        • Paucibacilar
          • Baciloscopia negativa
      • Hanseníase Tuberculoide
        • Máculas que evoluem para placas com bordas papulosas e áeas eritematosas ou hipocrômicas
        • Evolui da indeterminada
        • Lesões bem-delimitadas
        • Atrofia nas lesões
        • Possível aspecto tricofitoide com descamação
        • Paucibacilar
        • Espessamento do tronco nervoso e dano neural precoce e grave
          • Sinal da raquete
          • Anomalias musculares
      • Hanseníase Virchowiana
        • Multibacilar
        • Baixa resistência
        • Infiltração progressiva e difusa da pele, mucosas, olhos, testículos, nervos, possívelmente linfonodos, fígado e baço
        • Máculas, pápulas, nódulos e tubérculos
        • Madarose
        • Fácies leonina
        • Comprometimento tardio tanto dos ramúsculos como do tronco nervoso
          • Obstrução nasal, rinorreia srossanguinolenta e edema de membros inferiores como sinais precoces
        • Maior reservatório da doença
      • Hanseníase Dimorfa or Borderline
        • Instabilidade imunológica
        • Borderline Tuberculoide (BT)
          • Placas ou manchas eritematosas, por vezes anulares. de maior extensão, distribuição assimétrica, pouco numerosas ou com lesões satélite. A baciloscopia é negativa ou discretamente positiva.
        • Borderline Borderline (BB)
          • Lesões bizarras, semelhantes ao "queijo suíço", também descritas como anulares ou foveolares, com limite interno nítido e limites externos imprecisos, com bordos de cor ferruginosa. As lesões são mais numerosas que a BT, mas de distribuição assimétrica. A baciloscopia geralmente é moderadamente positiva.
        • Borderline Virchowiana (BV)
          • Múltiplas lesões elevadas eritematoinfiltradas, algumas de aspecto anular. A baci- loscopia é francamente positiva (tal como na hanseniase virchowiana).
      • Hanseníase Reacional
        • Surtos agudos inseridos na hanseníase
        • Fatores desencadeantes
          • infecções intercorrentes, vacinação, gravidez e puerpério, medicamentos iodados, estresse fisico e emocional.
        • Reação Tipo 1 (Reversa)
          • É considerada reação mediada pela imunidade celular. Caracteriza-se pela exacerbação das lesões pré-existentes, que se tornam edemaciadas, eritematosas, brilhantes, semelhante à erisipela; podem surgir novas lesões, embora pouco numerosas
          • Tende a surgir mais cedo (2º - 6º mês de tratamento)
          • Sem comprometimento sistêmico
        • Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico)
          • Tende a surgir mais tarde (>6º mês)
          • Paniculite lobular acompanhada de vasculite, por depósito de imunocomplexos. Se caracteriza por lesões eritematosas, dolorosas, de tamanhos variados incluindo pápulas e nódulos localizados em qualquer região da pele. Os nódulos evoluem para ulceração, e é chamado de eritema nodoso necrotizante
          • Comprometimento sistêmico
    • Graus de incapacidade
      • 0: Nenhuma
      • 1: Não visível em Mãos e Pés
      • 2: Visível
  4. Classificações

    • Madrid
      • Virchowiano x Tuberculoide
      • Indeterminado x dimorfo
    • Ridley e Jopling
      • Tuberculoide (TT)
      • Dimorfo-tuberculoide (DT)
      • Dimorfo-dimorfo (DD)
      • Dimorfo-virchowiano (DV)
      • Virchowiano-subpolar (VVs)
      • Virchowiano (VV)
    • Operacional
      • Paucibacilar (<=5 lesões)
      • Multibacilar (>5 lesões)
  5. Diagnóstico

    • Diferencial (ALTERAÇÃO DE SENSIBILIDADE)
      • Pitiríase versicolor
      • Vitiligo
      • Pinta
      • Leucodermia gutata
      • Nevo acrômico
      • Nevo anêmico
      • Hipomelanose idiopática
    • Essencialmente Clínico e Epidemiológico
      • Notificação Compulsória (SINAN)
      • Déficits motores/sensitivos
      • Espessamento dos troncos nervosos
      • 2 tubos de ensaio - s. térmica
      • agulha - s. dolorosa
      • algodão - s. tátil
    • Complementares
      • Baciloscopia (mais importante)
        • 5 amostras (lóbulas das orelhas e cotovelos direitos/esquedos+local afetado)
        • Ziehl-Neelsen
        • Escala 0-6+
      • Testes de histamina e pilocarpina
    • Determinar prognóstico
      • Reação de Mitsuda
        • Resultado tardio
  6. Tratamento

    • PB
      • Adulto
        • RFM 600mg 1x por mês
        • DDS dose mensal de 100mg e dose diária de 100mg
      • Criança
        • RFM 450mg 1x por mês
        • DDS dose mensal de 50mg e dose diária de 50mg
      • 6 doses (até 9 meses)
    • Doses mensais são supervisionadas
    • MB
      • Adulto
        • RFM 2 cápsulas de 300mg 1x por mês
        • DDS dose mensal de 100mg e dose diária de 100mg
        • CFZ 300mg 1x ao mês e dose diária de 50mg
      • Criança
        • RFM 450mg 1x por mês
        • DDS dose mensal de 50mg e dose diária de 50mg
        • CFZ 150mg 1x ao mês e dose a cada DOIS DIAS de 50mg
      • 12 doses (até 18 meses)
    • Reavaliar ao final
    • Reações Hansênicas
      • Reversa
        • Cortlcosteroides- prednisona 1,Oa 1,5 mg/kg/dia
      • Eritema nodoso
        • Talidomida: 100 a 400 mg/dia. Na impossibilidade de uso da talidomlda, corticosteroides 1,Oa 1,5 mg/kg/dia.
      • Reavaliar a cada 30 dias
  7. Amauer Hansen

  8. Lepra

    • Estigma

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Medicina Mind Map on Hanseníase, created by LUCAS TOURINHO CORREA on 13/10/2020.
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  • Created by LUCAS TOURINHO CORREA · Oct 13, 2020
  • Copied by LUCAS TOURINHO CORREA · Oct 13, 2020
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