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Notes

Terapia tranfusional

Agda Mesquita Hematologia Unidade II Portuguese 7 pages

Terapia tranfusional

Content of the notes (7)

Page 1

Não se faz mais transfusão de sangue total.

Terapia tranfusional

Hemocomponentes: derivados do sangue total; hemácias, concentrado de plaquetas e plasma.

Hemoderivados: derivados do plasma.

- Imunoglobulinas: púrpura e doença de Kawasaki

- Albumina: pct grave, síndrome nefrótica e descompensação em dosagem de Ig.

- Fatores de coagulação

VANTAGENS DA TRANSFUSÃO

Repor fatores (Hb, plaquetas, fatores de coagulação)

Melhora da oxigenação dos tecidos, de concentrado de hemácias (CH).

Controle de sangramentos, se plasma ou plaquetas.

Imunomodulação.

Agda Mesquita

MedUESPI35

2018.2

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Modalidades de transfusão

Classificação em relação à velocidade de liberação

Programada: reserva de sangue por agendamento; ex: pré-operatório.

Rotina: ex pct oncológico em quimioterapia (7-10 dias após sessão recebida).

Urgência: atendido em até 3h.

Emergência: bolsa será liberada independente da conclusão dos testes pré-transfusionais.

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Testes pré-transfusionais

Vão demorar pelo menos 50min

Identificação ABO direta e reversa

Identificação RH

Pesquisa de Ac irregulares (PAI): feito no sangue do paciente receptor; se a pesquisa for positiva significa que o paciente é aloimunizado, ou seja, desenvolveu Ac muito provavelmente por causa de uma transfusão pregressa.

Prova cruzada: agrega sangue do receptor e do doador e vê se aglutina.

EM NEONATOLOGIA:

Paciente não tem tipo sanguíneo definido. ABO pode ter expressão fraca até os 4 meses de idade.

PAI é feita preferencialmente com o soro da mãe; caso ela esteja ausente, no do RN.

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Reações transfusionais

REAÇÕES IMEDIATAS (acontecem nas primeiras 24h)

Febre: mais frequente; pode ocorrer durante a transfusão, sendo acompanhada de tremores e calafrios; facilmente controlada por antitérmicos comuns.

Alergia e anafilaxia: manejo com anti-histamínicos e corticoterapia, podendo ser necessária adrenalina.

Contaminação bacteriana.

Alterações pressóricas.

Lesão pulmonar relacionada à transfusão (TRALi)

Hemólise aguda não imune

Sobrecarga volêmica: necessário revisar a técnica de transfusão utilizada; em pct com repercussão cardiovascular e/ou resporatória, respeitar tempo de infusão de 2-4h; se risco puder ser previsto -> furosemida ou outro diurético antes da transfusão.

REAÇÕES TARDIAS (após 24h)

Reação hemolítica tardia: ere 5º-14º dias após a transfusão; pode ser assintomática; se necessário, prescrever corticoide.

HBV, HBC, HIV, HTLC, malária, Chagas, sífilis e zika: risco baixíssimo.

Doença do enxerto contra o hospedeiro/GVHD.

Aloimunização

Hemossiderose: sobrecarga de ferro

MANEJO INICIAL DAS REAÇÕES TRANSFUSIONAIS

Interromper imediatamente a transfusão.

Manter acesso venoso com solução para se for necessário fazer medicação e/ou volemia.

Conferir a identificação do paciente (nome e tipo sanguíneo) e da bolsa e a prescrição médica.

Observar SSVV (FC, FR, PA e temperatura).

Devolução da bolsa para a unidade transfusional, caso ela não tenha sido transfundida totalmente.

Coletar amostras do pct e da bolsa para análise.

Notificar agência transfusional.

Registrar informação no prontuário.

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Concentrado de Hemácias (CH)

Validade média de 42 dias após doação.

INDICAÇÕES DE CH CONFORME NÍVEIS DE Hb:

Acima de 10g/dl: quase nunca precisa de CH,

Entre 7 e 10 g/dl: indicação conforme avaliação clínica.

Abaixo de 7g/dl: quase sempre vai precisar de CH.

Sempre avaliar clínica do paciente. Não há indicação para paciente assintomático e compensado.

Terapia tranfusional

INDICAÇÕES DE CH EM SITUAÇÕES ESPECIAIS:

Hb entre 8-10g/dl se cardiopata crônico, pneumopata crônico (ambos com meta de Hb>10g/dl), insuficiência renal crônica e choque séptico.

Anemia hemolítica autoimune (AHAI): lembrar que o rendimento será diminuído porque as Hb transfundidas também serão destruídas pelos auto-Ac (rendimento quase nulo); rendimento otimizado se terapia imunossupressora específica já tiver sido instituída.

Hemorragias agudas conforme avaliação clínica.

RENDIMENTO ESPERADO DA TRANSFUSÃO DE CH

1 bolsa = 1 ponto na Hb e 3% no hematócrito.

Nas crianças, infundir 10-20ml/kg independente do valor de Hb.

ORIENTAÇÕES PARA O MOMENTO DA INFUSÃO

No adulto, tempo de transfusão médio entre 1 e 2h, nunca ultrapassando 4h (aumenta risco de infecção).

Na criança, tempo de 20-30ml/kg/h.

Se risco de sobrecarga, fazer transfusão mais lenta (máximo de 4h).

Não ordenhar a bolsa! (ordenha -> hemólise -> menor rendimento).

Não usar hemocomponente como expansor volêmico.

CH MODIFICADOS

LAVADOS

Submetidos a uma solução salina que retira o excesso de leucócitos.

Indicações: paciente com reação alérgica/anafilática pregressa (+ anti-histamínico antes da transfusão) e hipercalemia.

Há queda no rendimento da bolsa.

Não há lavado de outros hemocomponentes.

DELECOTIZADOS OU FILTRADOS

Filtro a beira do leito que retém leucócitos.

Idicações: após 2º episódio de reação febril, politransfundidos (para evitar reação febril) e aloimunizados.

Há concentrada de plaquetas e plasma filtrados.

IRRADIADOS

Submetido a dosagem baixa de radiação que inativa linfócitos.

Indicações: candidatos a transplantes, pós-transplantados, imunodeficientes e RN com peso < 1.200g.

Diminui ataque a enxertos.

Não é disponível no SUS.

FENOTIPADOS

Indicações: PAI positivo e profilaxia em politransfundidos (talassemia, doença falciforme, tto oncológico prolongado e leucemias agudas).

Costuma-se pedir a dupla: filtrado e fenotipado.

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Concentrado de Plaquetas (CP)

Validade média de 5 dias após a doação.

Volume a ser infundido no adulto: 1 unidade para cada 7-10kg/peso, independente da contagem de plaquetas.

Volume a ser infundido na criança: 5-10ml/kg independente da contagem de plaquetas (1 bolsa = 70ml).

Tempo de infusão no adulto: gotejamento aberto, no máximo em 30 minutos (evitar agregação).

Tempo de infusão na criança: 20-30ml/kg/hora.

Previsão de rendimento de difícil determinação.

MODALIDADES DE SOLICITAÇÃO

Plaquetas randomizadas: extraídas do sangue total; sensibiliza a mais antígenos porque cada bolsa veio de um doador diferente.

Plaquetas por aférese: coletas de doador único; 1 plaqueta por aférese corresponde a, em média, 7 randomizadas separadas.

INDICAÇÕES PROFILÁTICAS DE PLAQUETAS (guia de hemocomponentes do MS)

Plaquetas < 10.000

Plaquetas < 30.000 em paciente com falha da produção

Plaquetas < 50.000 em pré-operatório de grandes cirurgias

Plaquetas < 100.000 em pré-operatório de SNC e/ou oftalmológica

Podem haver protocolos mais restritivos para diminuir risco de rejeição em candidatos a transplante para medula, por exemplo.

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS DE CP

Plaquetas < 50.000 em paciente com sangramento atípico.

Plaquetas <100.000 em paciente com sangramento em SNC e/ou olho

Disfunção plaquetária que prejudica adesão e agregação, mas não contagem; caso em vigência de sintomas. São elas: Glazmann e Bernard-Soulier.

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Plasma Fresco Congelado (PFC)

Volume de infusão: 10-20ml/kg.

Tempo de infusão < 1h.

Rico em fatores de coagulação.

Provoca reações mais graves e mais comumente que nas outras transfusões.

Possui proteínas altamente sensibilizantes (reações alérgicas).

INDICAÇÕES DO PFC

Sagramento de deficiência de múltiplos fatores: CIVD e hepatopatia.

Pré-procedimento invasivo.

Reverter toxicidade para paciente que usa varfarina ou outros anti-coagulantes orais.

Hemorragia neonatal (RN ainda não sintetiza os fatores de coagulação dependentes de vit K).

CONTRAINDICAÇÕES DO PFC

Expansão volêmica.

Reposição de proteínas em pct queimado, desnutrido e/ou em sepse -> usar albumina.

Correção de alterações em exames laboratoriais sem sangramento ativo.

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Unidade II Hematologia Note on Terapia tranfusional, created by Agda Mesquita on 12/12/2018.
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Agda Mesquita
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