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INTRODUÇÃO
Conforme LEOPOLDT (1999), Corona canis é um vírus RNA de fita simples, envelopado, conhecido pela doença que o mesmo causa a Corona virose canina. É de distribuição cosmopolita e se apresenta de forma endêmica, a infecção é sintomática e assintomática, resultando dificuldades para obter o diagnostico correto.
Foi detectado pela primeira vez na Alemanha em 1971, a partir das fezes de cães com enterite e desde então cães de todas as idades e clinicamente saudáveis são susceptíveis a ter a doença que provoca vômitos, diarreia e desidratação. Considerada uma doença grave e constantemente causa morte, principalmente quando o cão é filhote (FLORES, 2012).
2. ETIOLOGIA
O agente responsável é o Corona vírus, um vírus com RNA, envoltório exterior e um suporte superficial. São frágeis a solventes orgânicos e se multiplicam no citoplasma. (LIEBERMANN, 1999). É correlacionado com o vírus da gastroenterite suína, que é uma doença gastroenterica que remete suíno e provoca diarreia, quando o cão é infectado com esse vírus por via oral, ele adoece, liberando o vírus em suas fezes (SEFFNER, 1999).
Desde sempre o cão foi conhecido por obter anticorpos neutralizantes do vírus da Gastroenterite contagiosa suína (GCS), porém foram encontrados os mesmo anticorpos em cães que nunca obtiveram contato com suínos. (LEOPOLDT, 1999)
LEOPOLDT afirma também que cães contaminados com o vírus da GCS não demonstram sinais clínicos, mas suínos contaminados com as fezes dos cães que apresentam os anticorpos neutralizantes, manifestam sinais. Suspeitam a partir disso a existência do Corona vírus canino.
3. EPIDEMIOLOGIA
Após resultados sorológicos, LEOPOLDT (1999) afirma que os anticorpos aumentam conforme o animal fica mais velho, porém cães de todas as idades são afetados. Local de habitação do animal não interfere diretamente, seja área rural ou urbana, mostra-se diferença somente em canis e criações intensivas que resultam em uma evolução rápida semelhante a da GCS.
Segundo FLORES (2012), filhotes são mais vulneráveis e representam o maior índice de mortalidade entre os cães. Ocorrendo em maiores concentrações em canis, abrigos e locais com grandes quantidades de cães, sendo assim o vírus é considerado muito contagioso e de rápida disseminação.
A ocorrência da infecção junto a outro vírus tende a ser mais agressiva e com maior porcentagem de fatalidade, em casos de estresse pode ocorrer o agravamento dos sinais clínicos. A regressão dos sinais clínicos pode ocasionar a recuperação até uma semana após a infecção (FLORES, 1999).
A infecção é acometida através das fezes infectadas, o cão portador libera o vírus em suas fezes por até nove dias, e a eliminação inconstante pode acontecer durante meses (QUINN, 2007).
4. PATOGENIA
É uma doença que pode ser facilmente confundida com a GCS. O vírus introito pela boca do animal realiza após sua ingressão a destruição das vilosidades do intestino delgado, iniciando no duodeno e aumentando a agressividade ate chegar no íleo, provocando consecutivamente diarreia de origem osmótica (LEOPOLDT, 1999).
O Corona vírus canis é resistente ao meio acido do estomago, sendo assim, a infecção se difunde de forma rápida. O animal que apresenta diarreia, consequentemente perde a capacidade digestiva e absortiva (QUINN, 2007).
Pinto. L.D cita Nelson e Couto (2006) e Morais e Costa (2012), que afirmar que cães das raças Doberman, Labrador, Pastor Alemão, Pit Bull e Rottwailler desenvolvem a doença de forma mais agressiva quando infectados pelo vírus, pode vir a óbito mais rápido.
PROFILAXIA
Vacinas inativas estão disponíveis no mercado, usadas para reforçar a imunidade, principalmente a imunidade colostral em cadelas prenhas, porém o grau de eficácia é desconhecido (QUINN, 2007).
QUINN (2007) ressalta também a importância em manter os animais longe do contato com fezes de outros animais e animais infectados, e usar métodos para desinfecções em instalações e utensílios que tiveram junção com a infecção.
9. CONCLUSÃO
O Corona vírus canino tem extrema importância no mundo todo, por se tratar de uma doença infecciosa viral que acomete cães de todas idades e raças. Sua infecção acontece de forma mais transparente quando ocorre a aglomeração de animais, principalmente quando já é existente a infecção no local.
Quando identificada e tratada inicialmente, a recuperação se torna menos badal, animais que não são tratados de forma rápida, tendem vir a óbito. O principal sintoma é a diarreia, podendo ser agressiva e debilitando o animal.
Portanto, a profilaxia e frequência no Medico Veterinário é de extrema importância. Todas as precauções são necessárias, evitando principalmente o contato com fezes e cães infectados, diminuindo assim a disseminação da doença.
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- Note on Untitled, created by gabriela savegnago on 29/10/2019.
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