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O Luteranismo na Alemanha Martinho Lutero, alemão, monge agostiniano e professor da Universidade de Wittenberg, iniciou sua luta reformista em 1517, quando fixou na porta da catedral daquela cidade as suas 95 teses, nas quais denunciava os abusos do clero e condenava a venda de indulgências. Por esse motivo, Lutero foi excomungado e convocado a comparecer a uma Assembléia de Príncipes para ser julgado por heresia. Lutero rasgou publicamente a carta de excomungação e foi absolvido pelos príncipes, que apoiavam suas idéias, notadamente as que defendiam a tomada das terras da Igreja pela nobreza. O monge foi responsável pela primeira tradução da Bíblia para o alemão. Com a intenção de permitir o luteranismo onde ele já existisse, porém evitar a sua propagação, Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, propôs um acordo que foi protestado por cinco principados, dando origem ao termo protestantismo. Carlos V convocou a Dieta de Augsburg, com o objetivo de estabelecer um acordo entre protestantes e cristãos. Como o concílio era impossível, Carlos V e os príncipes católicos optaram pelas condenações, a fim de cessar o protestantismo luterano. Somente em 1555, houve a vitória dos príncipes protestantes, e o foi assinado o acordo de paz, libertando a religião do Santo Império. Em 1546 Lutero morreu, porém o seu nome continuou sendo uma grande inspiração para a Reforma. No processo de propagação das idéias luteranas, na Alemanha, ocorreram algumas lutas armadas como a Revolta da Pequena Nobreza (1522-1523) e a Revolta dos Camponeses (1524-1525). Conclusão sobre Reforma A Reforma Religiosa foi um movimento espiritual motivado pelas condições econômicas, sociais, políticas e intelectuais que caracterizava o século XVI. Esse movimento trouxe consequências para praticamente todas essas áreas, por exemplo, no campo social a reforma contribuiu para o desenvolvimento de guerras camponesas; economicamente proporcionou um considerável crescimento comercial; e politicamente o protestantismo afetou toda a conjuntura internacional européia, causando as guerras de religião. Mudanças econômicas O surgimento do capitalismo fez surgir, logo de início, uma das principais características de tal sistema: a economia passando pelo controle estatal. Nesse fase, mercantilista, este traço foi marcante. A troca comercial era valorizada, pois tratava-se de sinônimo dos enriquecimentos. Assim, nesse período, o capitalismo era visto como pré-capitalismo, ainda marcado por trocas de mercadorias. A moeda era recém chegada nesse processo. As principais características: monopólios comerciais, acumulação de metais, medidas para proteger as nações em termos de alfandegas, balanças comerciais que priorizavam mais vendas dos produtos do que importações. Assim, mantinha-se o famoso superávit. A contra-reforma Era necessário combater a propagação do protestantismo e reafirmar os dogmas católicos, negados pelos protestantes. Por isso, tornou-se urgente a reformulação moral, política e econômica da igreja católica. Foi criado o chamado “soldados de Cristo” eram jesuítas destinados reconstituir o clero e diminuir o crescimento do protestantismo. Para o sucesso da Contra-Reforma, muito contribuíram a ação de alguns papas reformistas como Paulo III, o apoio dado à Igreja por algumas ordens religiosas como a Companhia de Jesus e o Tribunal do Santo Ofício. O papa Paulo III foi o organizador do Concílio de Trento, onde foi reafirmada a doutrina católica. Itália: berço do Renascimento A Itália acabou sendo o berço do Renascimento, com difusão e expansão das idéias que iam contaminando outras pessoas e regiões. Como as cidades estavam se desenvolvendo no comércio, muitos cidadãos acabaram tendo mais condições de patrocinar artistas, escritores e pessoas envolvidas com a arte. A esses “protetores” da produção artística deu-se o nome de mecenas. Um mecena sempre era respeitado e conhecido em sua região. Sendo um incentivador do universo artístico, o mecena acabava divulgando sua própria marca e ganhando credibilidade junto às sociedades. O progresso era uma marca desse período. Por parte dos monarcas, especialmente os príncipes, também havia interesse de se aproximar dos humanistas e renascentistas. Assim, propagavam suas idéias e atos da monarquia a partir da produção artística de tais pessoas. Como o mecena tinha prestígio, alguns interesses sociais passaram a ser observados. Assim, aspectos econômicos e políticos também impactaram para o avanço do Renascimento. As produções artísticas foram favorecidas pelo constante equilíbrio observado entre a força do Papado e dos imperadores. Na Itália, sempre havia muitas disputas políticas. O humanismo italiano Durante o renascimento aconteceu uma revolução intelectual, na qual pode ser definida pelo termo Humanismo. Os humanistas eram formados pelos eclesiásticos e professores universitários burgueses, que recebiam a proteção dos ricos e dos príncipes. As características marcantes dos humanistas eram: – o pensamento individualista, – as preocupações espirituais, – o universalismo cultural, – o refinamento intelectual. Seus interesses estavam direcionados à Antiguidade Clássica, e rejeitavam a cultura gótica medieval. Com o surgimento da imprensa, o desenvolvimento intelectual deu uma arrancada neste período, a leitura tornou-se acessível para as pessoas, e com isso os conhecimentos e as idéias eram mais divulgados. Humanismo francês O rei Francisco I criou o Colégio da França em 1529, garantindo a dignidade do humanismo entre os franceses, para compensar a oposição da Universidade de Paris que resistia a liberdade intelectual dos humanistas. A maior expressão da poesia renascentista francesa veio com Ronsard. Rabelais, autor de Gargantua e Pantegruel, e Montaigne, escritor de Ensaios, foram destaques na prosa.
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- Note on Untitled, created by ANDRE RAPHAEL CARNIEL CAPELIN on 02/12/2020.
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