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P1 geotectonica

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Estrutura interna e Composição da Terra
TIPOS DE ONDA:
1. ONDAS QUE PENETRAM NO INTERIOR DA TERRA
• Ondas P (primárias): longitudinais ou de compressão. Deformação elástica, compressão / dilatação. Oscilação de partículas paralelamente à direção da onda. Propagam-se em meio sólido, líquido e gasoso. Chegam primeiro no sismógrafo.
Particle motion horizontal
Mais veloz que S (1,7 vezes)
• Ondas S (secundárias): de cisalhamento ou transversais. Deformação elástica por cisalhamento. Partículas das rochas de deslocam perpendicularmente à direção da onda. Propagam-se em meio sólido e chegam depois da P. São as mais destrutivas.
particle motion vertical
2. ONDAS DE SUPERFÍCIE (velocidade mais baixa que as ondas de corpo.)
• Love: Movimento na horizontal, partículas vibram na direção de propagação, (cobra rastejando), ondas de cisalhamento com polarização horizontal.
• Rayleigh: Partículas se movem em padrões circulares na direção oposta de propagação.
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REGIME COMPRESSIVO E BORDA CONVERGENTE
REGIME COMPRESSIVO E BORDA CONVERGENTE
Os movimentos das placas tectônicas podem ser convergentes, divergentes ou transformantes. Os movimentos convergentes podem gerar a formação de cadeias de montanhas, fossas e dobras
Borda Convergente: ocorre quando existe a colisão de placas. Se a colisão for entre uma placa oceânica e uma continental, a oceânica (devido a sua maior densidade) afunda sob a continental, ocorrendo em geral nas zonas de subducção, com formação de cadeias de montanhas (Cadeia do Andes). Quando há a colisão de duas placas continentais, a subducção é mais difícil de acontecer devido a densidade das placas serem semelhantes, portanto neste caso temos a colisão continental, formando também grandes sistemas de cadeias de montanhas (Cadeia do Himalaia, entre outras).
O regime compressivo é um regime tectônico que se caracteriza por compressão, empurrão, cavalgamento, contração ou encurtamento
regime compressivo gera falha compressiva.
Falha compressiva = falha de cavalgamento ou falha inversa
Falha inversa= sigma1 e sigma2 horizontais e sigma3 vertical (alto ângulo)
ESTRUTURAS =
leque imbricado (?)
falha de cavalgamento(baixo ângulo)
falhas contracionais
dobras de deslocamento
duplexes
Estruturas:
Descolamento
Rampa
Quilha (pop up)
back thrusts (retroempurrão)
falha cega
janela
kipple
nappe
embasamento
TIPOS DE ORÓGENOS
Dominados por subducção
Intraoceânica
Cordilheriana
Nas zonas de subducção:
Colisionais
Arco X continente
Continente X Continente
Nas zonas de colisão
Litosfera Oceânica X Litosfera Oceânica
Zona de alta sismicidade, sismos rasos a profundos
Japão
ambiente dividido entre
arco vulcânico
antearco
Retroarco
Litosfera Continental X Litosfera Oceânica
Andes
1 Fossa
2 Prisma acrescionário
3 domínio ante arco
4 Domínio de arco continental
5 Domínio bacia retroarco
6 Assoalho oceânico
Litosfera Continental x Litosfera Continental
Antepaís Thick-skin (muito espessa) embassamento afetado = deformação complexa
Além-país Thin-skin (pouco espessa) = duplex e imbricação clássica
(Rampas, cavalgamentos e dobras Cavalgamentos em sequência permitem que a zona de deformação contracional se expanda em direção ao antepaís, o que é consistente com o progressivo alargamento das zonas colisionais ativas
Falhas de cavalgamento que não seguem um padrão sistemático de expansão são chamadas de fora de sequência)

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BORDAS TRANSFORMANTES E REGIME TRANSCORRENTE
As bordas transformantes são limites entre duas placas tectônicas que deslizam horizontalmente uma em relação à outra, provocando rachaduras na crosta terrestre
A falha transcorrente – também chamada de falha horizontal – acontece quando há deslocamento no plano horizontal entre os dois blocos, sendo mais comum em zonas de encontro entre duas placas tectônicas, quando essas também se movimentam horizontalmente.
a1e a3 horizontal e a2 vertical
Nas margens de placas transformantes uma nova litosfera oceânica é criada em cadeias mesoceânicas e a litosfera oceânica é consumida em zonas de subducção
Existem 3 nomenclaturas de falhas para o regime transcorrente (falhas direcionais)
As falhas direcionais, também conhecidas como falhas de rejeito direcional, são um tipo de falha geológica que se caracteriza por ter o movimento dos blocos paralelo à direção do plano de falha
Falhas de transferência (ou rasgamento) – transferem o deslocamento de uma falha (ou fratura) para outra
-Transferem o deslocamento de duas falhas extensionais ou contracionais por meio de movimentos direcionais
-Estão ligadas e não podem crescer livremente
As falhas de transferência se dividem em regime extensivo e regime compressivo
-Regime extensivo = Transferem o deslocamento de duas falhas em rifts continentais
- O movimento não precisa ser exclusivamente direcional
- Não precisam ser hemi-grabens com mergulhos opostos
Regime compressivo= Transferem o deslocamento de duas falhas de inversas e/ou cavalgamento
Muito frequentemente associadas às nappes
Semelhante ao que acontece no extensiona
Em escala regional, estruturas de transferência podem ocorrer como ampla zonas de falha ou de cisalhamento
Exemplo – flancos do continente indiano
Falhas transformantes – seccionam o assoalho oceânico (partindo da cadeia meso-oceânica). Conectam zona de subducção / colisão
Movimento Dextral (horário)
Acomodam movimento das placas tectônicas ("nascem" e “morrem” nos limites de placa). Várias configurações são possíveis
Formam-se a partir da cadeia meso-oceânica (extensão)
• Podem formar limites de placas
• Podem ser muito longas e evoluir para o continente (Falha St Andreas)
• Configurações possíveis para as falhas transformantes
• Estes exemplos são simplificados. Posição do limite pode ser obliqua
Falhas transcorrentes – falhas direcionais de dimensão regional. Extremidades “livres” (não se associam a outras falhas como nos exemplos acima)
-Termo preferencialmente utilizado para denominar falhas direcionais, subverticais, que ocorrem na crosta continental e apresentam as terminações “livres”, isto é não são limitadas por outras estruturas
-Terminações livres significa: a extensão da falha em mapa aumenta com o acumulo de deslocamento
-Então, quanto “maior” a falha, maior o deslocamento (St Andreas ~ 1200 km comprimento e ~300 km de deslocamento)
-Não quer dizer que F. Transcorrentes nunca encontram obstáculos ou complicações durante a evolução. Elas podem interagir com outras estruturas (falhas p. ex.). Todavia elas não tem papel especial na cinemática das F. Transcorrentes
-São intraplaca
-movimento sinistral(anti-horário)
Falhas de Riedel
SISTEMAS TRANSCORRENTES - GEOMETRIA
Falhas e/ou zonas de cisalhamento direcionais, verticais a sub-verticais
Feições associadas:
• Estruturas de encurtamento e estiramento • Desnivelamento de blocos com a formação de bacias e altos (estiramento e encurtamento) • Pouco ou nenhum magmatismo • Fraco ou nenhum metamorfismo. Mitos geológicos! • Dobras e falhas com cinemática diversa
• Transpressão / Transtração (Podem ser gerados localmente pela variação da orientação do plano de falha em relação ao plano principal de cisalhamento. Arcos discutidos nos exemplos anteriores)
Transpressão= encurtamento horiontal. + estiramento vertical (vert. uplift). Contração Oblato
Transtração= estiramento horizontal + formação de bacia Extensão. Prolato
Nas falhas direcionais podem apresentar irregularidades geométricas (arcos convergentes e arcos divergentes)
Arcos convergentes=
Estruturas contracionais: Estilolitos, dobras, foliação, falhas inversas, duplex contracional. Formam altos (pop-ups). Ocorrem quando falhas direcionais sinistrais curvam para a direita (vice-Versa)
Flor positiva
Arcos Divergentes=
Estruturas extensionais: Falhas normais, fraturas de extensão, duplex extensionais. Formam baixos ( pull-apart). Ocorrem quando falhas direcionais sinistrais curvam para a esquerda( vice-Versa)
Exemplos Death valley: Estruturas associadas e Bacia pull-part e Mar Morto
Flor negativa
PARTIÇÃO DA DEFORMAÇÃO
• Rochas naturais são anisotrópicas e heterogêneas • Portanto, a deformação se distribui irregularmente ao longo do volume de rocha deformado • Tal fenômeno é chamado de partição de deformação • Muito importante em limites de placas (exemplos no final da apresentação) É a decomposição da deformação geral em zonas ou domínios com diferentes estilos de deformação no interior do corpo deformado. ex. Deformação em zonas de colisão pode ser particionada em falhas direcionais Alguns blocos vivenciam apenas cisalhamento simples, enquanto outros são dominados por cisalhamento puro. Em porções rasas da crosta, o cisalhamento simples é acomodado por poucas, ou até mesmo uma, falha.

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Regimes extensionais e Bordas Divergentes
O regime extensional é um estado de tectonismo que ocorre quando uma parte ou camada da crosta terrestre se alonga e adelgaça. A extensão é causada por tensões, ao contrário da compressão, que provoca encurtamento
As bordas divergentes são limites entre placas tectônicas que se afastam uma das outras, gerando uma nova crosta oceânica
No Regime extensional e bordas divergentes ocorre as falhas extensionais
São falhas que causam extensão da crosta
(falha inversa pode ter características extensionais em casos extremos)
ESTRUTURAS EXTENSIONAIS
podem ser divididas em 3 grupos principais:
1. Que compõem as placas (não acontece muita coisa)
-Intracontinental / Cratônico
-Intraoceânico
2. Limites de placas (muita coisa acontece)
Convergente
divergente
transformante
3. Regime especial, com característica própria
Hotspots
Modelo dominó rígido
• O modelo descreve rotação de uma série de blocos rígidos de falha • Rotação simultânea e uniforme • Não há deformação interna nos blocos • Falhas terminam com o mesmo rejeito (constante ao longo das falhas) • Camadas e falhas planas • Blocos rotacionados ao mesmo tempo e a uma mesma Taxa
Modelo Dominó soft
• Permite deformação no interior dos blocos falhados
• Considera acumulação da deformação interna no blocos falhados
Por que forma-se dominó?
• Zona de fraqueza de baixo ângulo
• Falhas lístricas
-Superfície curva. Há rotação (dobramento)
-Horizontaliza-se em profundidade
• Horizontes menos competentes: sal, argila, etc
-Novo conjunto de falhas pode ser gerado devido há rotação dos blocos (múltiplas falhas)
GEOMETRIA=
Rampa - patamar= nos cavaleiros na parte de cima gera leque imbricado,
nos cavalos na parte de baixo gera duplex extensional
geometria gera estruturas importantes
1. leque imbricado
2. Falha de base
3. Duplex extensional
RIFTEAMENTO
• Rifte se forma quando a crosta é estirada
• Ativo / passivo: plumas e manto vs. Esforços tectônicos e litosfera
• Fases pré-, sin- e pós-rifte: sedimentação pré extensão, sedimentação continental e sedimentação ocieânica
• Modelos de formação: cisalhamento puro vs. cisalhamento simples
• Modelos matemáticos: modelagem matemática, geoquímica e geofísica
• Riftes simétricos são raros
• Falhas precisam se conectar
• Zonas de transferência
Extensão e colapso de orógeno
• Extensão pode ocorrer em diversos ambientes tectônicos • Extensão no back arc.
• Extensão em cunha instável de sedimento
• Falhas normais no modelo de fluxo canalizado
• Colapso de platô / extensional
• Colapso extensional é causado pela gravidade, quando a crosta se torna muito espessa e pouco resistente, não suportando o próprio peso
Riftes
• Depressão ou bacia alongada delimitada por falhas normais, produzida por extensão e adelgaçamento da crosta/litosfera.
Sequência ideal possível: 1. Domeamento regional; 2. Vulcanismo; 3. Falhamento e subsidência do substrato; 5. Início de invasão do mar (golfo); 6. Expansão do assoalho oceânico 7. Subsidência ao longo da margem do rifte;
(OBS: Alguns destes itens podem estar ausentes)
Classificação de rifts continentais = os riftes continentais podem ser estreitos ou amplos
Riftes estreitos (<100 km):
• Litosfera fria, espessa, resistente • Bacias assimétricas delimitadas por falhas normais (falha de borda = principal, mais longa)
• Sedimentação e vulcanismo (normalmente, não sempre)
• Bipolaridade de hemigrabens, zonas de transferência
• Adelgaçamento crustal localizado, por magmatismo sob o eixo do rifte
• Underplating (acúmulo de "partial melt" na base da crosta) quando riftes são vulcânicos (ex: Etiópia)
• Anomalias Bouguer positivas
• Sismissidade rasa e esforço tracional regional
• Ex: Leste Africano, Baikal, gráben do Reno
Riftes amplos (>100 km): • Litosfera quente, delgada, menos resistente
• Deformação distribuída ao longo de grande área
• Forma bacia sem rompimento da litosfera (não tem formação de crosta oceânica)
• Falhamentos normais de diferentes magnitudes
• Baixo ângulo
• Núcleos de complexos metamórficos
• Depende da espessura crustal pré-rifteamento
• Anomalias Bouguer negativas
• Manto litosférico delgado (fluxo de calor elevado)
• Alçamento regional das isotermas
• Ex: Basin and Range (250-300 km extensão em 16ma.), Mar Egeu.
Evolução de riftes para margens passivas
Os 4 estágios (fases) de desenvolvimento de uma típica margem passiva:
(1) rifte VALLEY: formação da bacia rifte antes da ruptura continental. Pode ser associado com domeamento. Exemplo: rifte Valley Africano.
(2) JOVEM: atua 50 my após o início da expansão do assoalho oceânico, enquanto os efeitos termais dominam. Caracterizado por rápida subsidência regional. Exemplo: Mar Vermelho
(3) MATURO: estágio em que pode ocorrer mais subsidência regional. Exemplo: margem continental atlântica
(4) FRATURA começa a subducção e termina a história da margem continental
O mecanismo da tectônica de placas
-Para viscosidades compatíveis com a Terra, a placa (slab) se "destaca “e afunda
-A placa subductante pode também se romper Delaminação= afundamento
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GEODINÂMICA
GEODINÂMICA: REOLOGIA, FLUXO DE CALOR E MOTORDA TECTÔNICA DE PLACAS
• Reologia: é o estudo da deformação e do fluxo de materiais sobre a influência de um esforço aplicado
• A reologia e a mecânica do contínuo descrevem o fluxo das rochas, ao passo que a mecânica das rochas trata fundamentalmente como o modo como as rochas respondem aos esforços por meio de falhamento e fraturamento
Reologia da crosta e do manto
• Onde a temperatura (e pressão) é baixa: rochas tendem a romper ao longo de superfícies discretas
• Onde a temperatura (e pressão) é alta: rochas (sólidos) tender a se deformar por fluxo (dúctil / plástico)
• Os materiais podem reagir ao esforços de 3 maneiras: por deformação elástica, viscosa e plástica
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Perguntas
Com base nos conceitos sobre rift e magens passivas
Braço abortado de um rift= aulacógeno
Plumas, hot-spot e manto= rift ativo
Esforços tectonicos e litosfera= rift passivo
Zonas estreitas,Leste africano= Litosfera espessa e fria
Zonas largas Prov Basin and Range = litosfera fina e quente
Sedimentação continental antes do movimento extensional = fase pré rift
sedimentos depositados em grabens e semi-grabens, influencia de falhas = fase rift
sedimentação marinha = fase drift
cizalhamento puro = Modelo de Makenzie
cizalhamento simples = Modelo de Wernicke
falha cega= não atinge a superfície
indonésia= arco vulcânico
Bacia do acre= Bacia de Foreland
falha reversa= alto ângulo de mergulho
Surgem da camada D = Modelo de plumas mantélicas
Com base nos conceitos sobre limites transformantes associe
Seccionam o assoalho oceânico=falha transformante
plano vertical, rejeito horizontal= falha trancorrente
push-up (deformação/esforço) = Transpressão
rejeito horizontal= falha direcional
acomoda o movimento de falhas = falha de transferência
Não há consumo ou geração da crosta = limites transformantes
estrutura tipo flor positiva = arco convergente
estrutura tipo flor negativa = arcos divergentes
pull apart(def/esforço) = transtração
platô tibetano, modelo de identificação = artição da deformação
Estruturas distensivas são bastante frequentes nos limites de borda construtivo e estruturas compressivas são frequentes em bordas destrutivas?
Information
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- 3º ano Geotectonica Note on P1 geotectonica, created by Giovanna Marchesin Nodari on 23/09/2024.
- Created by
- Giovanna Marchesin Nodari
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