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- José Martiniano de Alencar nasceu em 1º de maio de 1829 na cidade de Messejana, no Ceará. Com apenas 1 ano de idade, sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, que na época era capital do Império do Brasil,estudou no Colégio de Instrução Elementar e, em 1846, com 17 anos, Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na capital paulista, formando-se em 1850. Durante esses anos na Universidade, criou a revista intitulada “Ensaios Literários”.
- José de Alencar foi uma figura multifacetada, exerceu sua profissão de advogado e atuou na política elegendo-se Deputado Estadual do Ceará (1861). Foi também chefe da Secretaria do Ministério da Justiça (1859) e Ministro da Justiça (1868-1870).José de Alencar foi uma figura multifacetada, exerceu sua profissão de advogado e atuou na política elegendo-se Deputado Estadual do Ceará (1861). Foi também chefe da Secretaria do Ministério da Justiça (1859) e Ministro da Justiça (1868-1870).
- Ainda em 1856, publicou o seu primeiro romance conhecido: Cinco minutos. Em 1857, revelou-se um escritor mais maduro com a publicação, em folhetins, de O Guarani, que lhe granjeou grande popularidade daí para frente escreveu romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poemas de natureza lendária, obras teatrais, poesias, crônicas, ensaios e polêmicas literárias, escritos políticos e estudos filológicos.
- A parte de ficção histórica, testemunho da sua busca de tema nacional para o romance, concretizou-se em duas direções: os romances de temas propriamente históricos e os de lendas indígenas. Por estes últimos, José de Alencar incorporou-se no movimento do Indianismo na literatura brasileira do século XIX, em que a fórmula nacionalista consistia na apropriação da tradição indígena na ficção, a exemplo do que fez Gonçalves Dias na poesia.
- Em 1866, Machado de Assis, em artigo no Diário do Rio de Janeiro, elogiou calorosamente o romance Iracema, publicado no ano anterior. José de Alencar confessou a alegria que lhe proporcionou essa crítica em Como e por que sou romancista, onde apresentou também a sua doutrina estética e poética, dando um testemunho de quão consciente era a sua atitude em face do fenômeno literário. Machado de Assis sempre teve José de Alencar na mais alta conta e, ao fundar-se a Academia Brasileira de Letras, em 1897, escolheu-o como patrono de sua cadeira.
- Sua obra é da mais alta significação nas letras brasileiras, não só pela seriedade, ciência e consciência técnica e artesanal com que a escreveu, mas também pelas sugestões e soluções que ofereceu, facilitando a tarefa da nacionalização da literatura no Brasil e da consolidação do romance brasileiro, do qual foi o verdadeiro criador. Sendo a primeira figura das nossas letras, foi chamado “o patriarca da literatura brasileira”.
- Sua imensa obra causa admiração não só pela qualidade, como pelo volume, se considerarmos o pouco tempo que José de Alencar pôde dedicar-lhe numa vida curta. Faleceu no Rio de Janeiro, de tuberculose, aos 48 anos de idade.
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- Um pouco sobre algumas obras
- -Iracema (1865)
- Na história, Iracema, índia tabajara, se apaixona por Martim, português inimigo da tribo. Por amor, ela abandona seu grupo e se une com o homem branco. Da relação nasce o filho Moacir, enquanto Martim está lutando em outras regiões. Ao voltar, ele encontra Iracema prestes a morrer e parte com o menino, já órfão, para Portugal. Mais tarde, volta ao Brasil para disseminar o cristianismo e ir até o local onde Iracema foi enterrada, chamado de Ceará.
- -Encarnação (1877)
- Encarnação é um dos romances do escritor brasileiro José de Alencar. Aqui, entretanto, não há ironia nem farsa, trata-se de um romance de clima, em que o tema fundamental da superação das dificuldades pelo verdadeiro amor, que anima toda a ficção citadina de Alencar.
- - Cinco Minutos (1856)
- Cinco Minutos conta a história do casamento do autor com Carlota. No entanto, para o leitor, parece que está escutando uma história que não é para ele, já que Alencar dirige seu texto a uma prima. O leitor aqui é uma terceira pessoa, um “voyer” que fica entre José de Alencar e sua prima.
- Ao mesmo tempo em que tenta levar o leitor a pensar que tudo é imaginário e faz parte das fantasias do autor, José de Alencar faz questão de narrar fatos verídicos da época, acontecimentos reais que marcaram o Rio de Janeiro no início do século. É tão minucioso nesse aspecto que até narra datas e horários etc.
- -Diva (1864)
- Diva é um romance urbano de José de Alencar. Nele a heroína Emília, bela e rica filha mimada de um capitalista carioca fica dividida e confusa frente ao amor de Augusto. Augusto (médico, salvou sua vida quando ela era só uma pré-adolescente feia) e Emília ficam assim presos em jogos de amor, amizade e desprezo que são por vezes infantis e outras humilhantes. Augusto se declara, Emília diz não o amar.
- Por fim Augusto renega seu amor, Emília declara também amar, Augusto percebe ainda amar e eles vivem felizes para sempre, num romance que segue ao pé da letra o estilo folhetim: heróis perfeitos, um obstáculo para o amor (a dúvida de Emília) e um final feliz no último instante. (Meio que desimportante dizer isto, mas a declaração final de amor de Emília deve ser a epígrafe do Manifesto Machista.)
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- PRINCIPAIS OBRAS :
- -IRACEMA
- -GUARANI
- - CINCO MINUTOS
- TODAS AS SUAS OBRAS :
- Cinco Minutos (1856)
- A Viuvinha (1857)
- O Guarani (1857)
- Lucíola (1862)
- Diva (1864)
- Iracema (1865)
- O Gaúcho (1870)
- O Tronco do Ipê (1871)
- Sonhos D'ouro (1872)
- Alfarrábios (1873)
- Ubirajara (1874)
- O Sertanejo (1875)
- Senhora (1875)
- Encarnação (1877)
Information
- Description
- Slide Set on Untitled, created by Skyss FPS on 16/07/2020.
- Created by
- Skyss FPS · Jul 2020
- Updated
- Jul 17, 2020
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