LÍNGUA PORTUGUESA 1b
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- 2 O levantamento é assinado pelo Centro de
- Pesquisas da Petrobras (Cenpes), em parceria
- com 70 profissionais de empresas e universidade
- fluminenses. A primeira fase da “Avaliação
- ambiental da Baía de Guanabara”, como o projeto
- foi batizado, rendeu o mais extenso diagnóstico do
- ecossistema. São 1.500 páginas de análises de
- sedimentos, identificação de compostos químicos
- despejados na água, inventário ecológico e
- análise de costões e manguezais, entre outros.
- 3 Até o início do projeto que, agora, entra
- em uma nova etapa , os trabalhos sobre a baía
- eram dispersos e pontuais. A análise do Cenpes
- ratificou estudos mais antigos e aprofundou
- discussões. Um dos enigmas destacados é por
- que aquele ecossistema, embora tão atacado,
- permanece vivo. A resposta está no intercâmbio
- mantido entre ele e o Oceano Atlântico. A cada 11
- dias, metade da água da baía é “trocada”: sai dali
- rumo ao mar aberto, sendo prontamente
- substituída por outras correntes.
- Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
- A VIDA NO LIXO
- Estudo revela biodiversidade surpreendente na Baía de Guanabara.
- 1 Em 1818,quando se dedicava à descoberta de novas espécies no Rio de Janeiro, o naturalista francês Joseph Paul Gaimard
- confidenciou a amigos que não gostava de trabalhar na Baía de Guanabara. Tinha medo de que as muitas baleias que nadavam por ali afundassem o seu barco. Hoje, a baía ainda provoca temor não devido aos cetáceos, há muito desaparecidos.O que afasta boa parte das 8 milhões de pessoas vizinhas desse ecossistema é a poluição. Em certas regiões, como a mais próxima à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), qualquer forma de vida parece impraticável, tamanha é a quantidade de lixo. Mas uma nova pesquisa mostra que a baía, apesar das 20 toneladas diárias de esgoto ali espejadas, abriga uma biodiversidade exuberante.
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- 3 Até o início do projeto que, agora, entra em uma nova etapa , os trabalhos sobre a baía eram dispersos e pontuais. A análise do Cenpes ratificou estudos mais antigos e aprofundou discussões. Um dos enigmas destacados é por que aquele ecossistema, embora tão atacado, permanece vivo. A resposta está no intercâmbio mantido entre ele e o Oceano Atlântico. A cada 11
- dias, metade da água da baía é “trocada”: sai dali rumo ao mar aberto, sendo prontamente substituída por outras correntes.
- 4 A baía é um estuário tropical. A água salgada entra diariamente pela força das marés, por baixo, e a corrente que já estava lá é expulsa por cima explica Marcelo Vianna, professor do Departamento de Biologia Marinha da UFRJ e participante do projeto do Cenpes. Por isso, encontramos espécies oceânicas no meio da baía, como bagre africano e tilápia.
- 5 Amudança de águas transforma a baía em um berçário natural. Corvinas, linguados e camarões crescem ali e só após adultos buscam o Atlântico. A maioria concentra-se logo na abertura
- do golfo, até a altura de Paquetá. Trata-se da região mais funda chega aos 55 metros de profundidade e mais influenciada pelas
- correntes oceânicas. Até o tubarão-anjo, que atinge pouco mais de um metro de comprimento, encontra ali as suas presas.
- 6 O fundo da baía, porém, tem seus habitantes, a maioria concentrada na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim. A região, ao nordeste da baía, conserva formações originais de mangue. Esta vegetação repleta de raízes serve de proteção para peixes e siris jovens, entre outros animais, impedindo que se tornem alvos fáceis.
- 7 A baía que se revela nos estudos é mais plural do que julgam os seus vizinhos. Vendo-a do litoral, é difícil acreditar que, em seu centro, há regiões onde a profundidade pouco passa de 5 metros. Parece impossível que ali cheguem rios ainda limpos – eles existem, embora venham de áreas rurais. Soa impossível a afirmação de
- pesquisas de que as praias banhadas pela baía, em geral, têm areia mais limpa do que suas vizinhas oceânicas – o dado, porém, é
- comprovado por diversas análises. E é justamente o pequeno número de banhistas nas praias da Baía de Guanabara que explica como elas conseguem ser mais preservadas.
- 8 Também foi impressionante constatar como não há registro de espécie extinta entre as que habitavam a baía ressalta Vianna. Há, sim, algumas cuja população está diminuindo. É o caso dos botos, que se envolvem em acidentes com redes e ingerem muitos poluentes.
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- 9 O cetáceo é um retrato da Baía de Guanabara mais lembrada: aquela comparada a uma lixeira, e não a berçários. O ambientalista
- Mário Moscatelli, que sobrevoa a Baía de Guanabara há 13 anos, reconhece avanços no programa de saneamento básico implementado pelo governo estadual, mas reivindica novos
- investimentos.
- 10 O poder público não fez nada em quatro décadas. Agora, será obrigado a compensar essa ausência nos próximos cinco anos, até as Olimpíadas decreta. A ocupação desordenada e a ausência de políticas de habitação contribuíram para o despejo de lixo na baía. O Caju, onde deságuam os rios Jacaré, Irajá, São João de Mer i t i , Sarapuí e Iguaçu, é particularmente crítico. As melhorias no
- saneamento farão diferença a médio e longo prazo. Agora precisamos de anúncios de medidas mais imediatas.
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- (GRANDELLE, Renato. O Globo – Planeta Terra.
- Janeiro/2011, p. 5. Fragmento.)
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- Prova de Técnico de apoio especializado em informática PMSG | TO7 V Matéria Língua portuguesa
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