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Mapa mental

TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO

E Lucas Frazao Medicina Portugués

Contenido del mapa

TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO

  1. EPIDEMIOLOGIA

    • 50% das mortes associadas ao trauma
    • Sexo masculino; Jovens (15 - 24 anos
    • Traumas relacionados às atividades de transporte
  2. AVALIAÇÃO

    • Avaliação Primária
      • A: Vias Aéreas
      • B: Ventilação/Respiração
      • C: Circulação
        • *[OBS]: Choque Hipovolêmico
          • O choque hipovolêmico nos pacientes com TCE não é decorrente de sangramento intracraniano. Via de regra esta perda sanguínea não é volumosa; e o choque, quando presente, é ocasionado por hemorragia em outro compartimento corporal.
      • D: Avaliação Neurológica
      • E: Exposição (lesões no corpo) / Temperatura
    • Avaliação Neurológica
      • Nível de Consciência
        • Escala de Coma de Glasgow
      • Avaliação da Função Pupilar
        • Assimetrias
          • Qualquer assimetria maior que 1 mm deve ser considerada indicativa de acometimento cerebral.
          • Midríase
      • Síndrome de Kernohan
        • Em poucos casos, a lesão de massa empurra o lado oposto do mesencéfalo contra a tenda do cerebelo, comprimindo a via motora contralateral à lesão expansiva. - Hemiplegia no mesmo lado do hematoma. - O III par contralateral à lesão expansiva não é afetado.
        • Hemiplegia ipsilateral à lesão expansiva
        • Midriase ipsilateral à lesão expansiva
      • Herniação do Uncus
        • Midríase ipsilateral à lesão expansiva
          • Aumento da pressão intracraniana fazem com que a parte medial do lobo temporal (UNCUS) sofra herniação através da tenda do cerebelo e comprima o III par craniano (OCULOMOTOR). Este fenômeno ocasiona MIDRÍASE  (e perda da resposta à luz) ipsilateral à lesão do III par e, portanto, ipsilateral à lesão expansiva.
        • Hemiplegia contralateral
  3. CLASSIFICAÇÃO E CONDUTA

    • TCE LEVE
      • Glasgow (15 - 13)
      • 80% dos casos
      • CONDUTA
        • TC de Crânio (INDICAÇÕES)
          • Não em todos os casos, somente se indicações.
          • Glasgow < 15 2h após lesão
          • Fratura de crânio aberta ou afundamento (SUSPEITA)
          • Sinal de fratura de base de crânio
            • - Hemotimpano - Sinal do Guaxinim (equimose periorbitária) - Sinal de Battle (equimose retroauricular)
          • + de 2 episódios de vômito
          • Mais de 65 anos
          • Perda de consciência > 5 min
          • Amnésia retrógrada (> 30min antes do impacto)
          • Mecanismo perigoso de trauma
            • - Ejeção para fora do veículo - Atropelamento - Queda de altura (&gt; 5 degraus ou &gt; 0,9 metro)
        • Alterações na TC ou Persistência dos Sintomas
          • Avaliação por neurocirurgião
          • Permanecer no hospital
        • Assintomáticos e Alertas
          • Observados por mais algumas horas e reexaminado
            • O ideal é que permaneça aos cuidados de um acompanhante durante as próximas 24h. O surgimento de cefaleia, declínio do estado mental ou aparecimento de déficit neurológico indicam retorno imediato à sala de emergência.
      • Quadro Clínico
        • Confusos/Sonolentos
        • Ou déficit neurológico focal
    • TCE MODERADO
      • Glasgow (12 - 9)
      • 10% dos casos
      • CONDUTA
        • Estabilização cardiopulmonar
          • Antes da avaliação neurológica
        • TC obrigatória
        • Avaliação do Neurocirurgião
        • Hospitalização e observação rigorosa
          • UTI ou Unidade semelhante
        • Exames neurológicos frequentes nas próximas 12-24h
        • REPETIR TC
          • Se TC inicial anormal ou Deterioração neurológica
    • TCE GRAVE
      • Um dos seguintes achados
        • Glasgow (8 - 3)
        • Queda > 3 pontos ECG independente da pontuação inicial
        • Pupilas assimétricas
        • Assimetria motora
        • Fratura aberta de crânio
          • Com perda de líquor ou exposição do tecido cerebral
        • Fratura de crânio com afundamento
      • CONDUTA
        • Estabilização cardiopulmonar
        • Saturação de O2 > 98%
        • PaCO2 de 35 mmHg
        • Se Hipotensão
          • Ressuscitar com infusão de volume e/ou derivados de sangue
            • Ringer Lactato Manter o paciente normovolêmico.
            • Se não houver resposta
              • Isto é, PA Sistólica &lt;= 100 mmHg Instabilidade hemodinâmica atrapalha a avaliação neurológica.
              • Pesquisar fontes de sangramentos
              • FAST ou LPD
              • Laparotomia Exploratória
        • Monitorização da PIC (< 20 mmHg)
          • - Indivíduo normal: PIC aproximadamente de 10 mmHg. - Manter PIC &lt; 20 mmHg
          • Monitorização por meio de cateter de monitorização dentro dos ventrículos (venticulostomia) é o método mais confiável. Em pacientes monitorados, é comum observar-se a PIC de repouso ser interrompida por ondas em "plateau", que representam aumento súbito do fluxo sanguíneo cerebral (por conta da autorregulação cerebral perdida).
          • Se HIPERTENSÃO INTRACRANIANA
            • PIC &gt; 20 mmHg por mais de 5min.
            • 4 - Hiperventilação
              • PaCO2 &lt; 32 mmHg Deve ser utilizada com cautela, indicada quando presença de deterioração neurológica.
              • A permanência de PIC elevada mesmo com o uso de Manitol, a HIPERVENTILAÇÃO poderá ser realizada com cuidado até a realização de outras medidas.
              • *[OBS]: "A hiperventilação é uma faca de dois gumes"
                • A reduzir a PaCO2 diminui-se a PIC pela vasoconstrição das artérias cerebrais. Por outro lado, Por outro lado, a redução do fluxo sanguíneo cerebral diminui a Pressão de Perfusão Cerebral (PPC) e Isquemia do encéfalo.
            • 1 - Drenagem Liquórica
            • 2 - Bloqueio Neuromuscular e Sedação
            • 3 - Manitol ou Outro Diurético
            • 5 - Anticonvulsivantes (Fenitoína e Carbamazepina)
              • Forma profilática na prevenção de convulsões pós-traumáticas precoces.
            • 6 - Hipotermia Leve (34 - 35°C)
              • Medida de proteção cerebral no paciente crítico. Esta medida faz com que o cérebro tolete a isquemia por mais tempo sem apresentar lesão neuronal.
        • Monitorização da PPC (>= 70 mmHg)
          • Pressão de Perfusão Cerebral PPC = PAM - PIC
          • Quanto menor a PIC, mais fácil manter uma perfusão adequada do encéfalo.
        • Saturação de Oxigênio no Sangue Venoso Jugular (Sjvo2)
          • Manter em torno de 50 mmHg. O cérebro isquêmico extrai mais oxigênio do que o normal. A Sjvo2 diminua, ou seja, o oxigênio no sangue que retorna do cérebro diminua.
  4. TIPOS DE TRAUMA

    • FRATURAS DE CRÂNIO
      • Frequentes
        • Não há relação OBRIGATÓRIA com quadro clínico adverso.
      • Risco maior de hematomas intracranianos
        • Por isso alguns autores preconizam internação hospitalar mesmo para pacientes pouco ou assintomáticos.
      • GRUPOS DE FRATURAS
        • 1- Fraturas Lineares Simples
          • Não necessitam de tratamento cirúrgico. Observar a linha de fratura e a probabilidade de hematomas intracranianos.
        • 2 - Fraturas com Afundamento
          • Tratamento dirigido para a lesão cerebral subjacente. Fixação quando a depressão supera a espessura da calota craniana.
        • 3 - Fraturas Abertas
          • Quando há o rompimento da dura-máter e comunicação entre o meio externo e o parênquima cerebral. Desbridamento e sutura das lacerações.
        • 4 - Fraturas da Base do Crânio
          • Rinorreia (líquor)
          • Otorreia (líquor)
          • Sinal de Battle
            • Equimose mastoidea
          • Sinal do Guaxinim
            • Equimose periorbitária
          • Paralisia facial (VII par)
          • Perda da audição (VIII par)
    • LESÕES CEREBRAIS DIFUSAS
      • Aceleração e Desaceleração Súbita
      • Interrupção da função cerebral
        • Temporária
        • Definitiva
      • TIPOS DE LESÕES
        • 1 - Concussão Cerebral
          • Temporária
          • Amnésia ou Confusão
          • Amnésia retrógrada
          • Classificação
            • Leve
              • Sem perda da consciência, mas com distúrbio temporário da função neurológica.
            • Clássica
              • Perda temporária da consciência por período inferior a 6 horas.
        • 2 - Lesão Axonal Difusa (LAD)
          • Ruptura de axônios
            • Lesão por cisalhamento (tangencial). Desde o momento do trauma.
          • Coma > 6h
          • *[OBS]: Acometimento de estruturas
            • Apesar de ser difusa, a LAD costuma acometer com maior frequência estruturas inter-hemisféricas (corpo caloso) e porção dorsolateral do mesencéfalo.
          • Classificação
            • Leve
              • Coma > 6h < 24h
            • Moderada
              • Coma > 24h
            • Grave
              • Coma > 24h
              • Postura de decorticação ou descerebração
                • Sinais de envolvimento do tronco encefálico.
          • Diagnóstico
            • TC de Crânio
              • Infelizmente, somente em metade dos casos as lesões sugestivas (discretos pontos de hemorragias no corpo caloso e centro semioval) são observadas na TC
          • Tratamento
            • Suporte Clínico
            • Sem indicação cirúrgica
    • LESÕES FOCAIS
      • Restritas a determinada área do cérebro
      • Se volume significativo
        • Efeito de massa
        • Desvio da linha média
        • Hipertensão Intracraniana
      • TIPOS DE LESÕES
        • 1 - Hematoma Subdural Agudo
          • Mais frequente
          • Causa mais comum de efeito de massa
          • Lesões de pequenas veias
          • Unilateral em 80% dos casos
            • Região frontotemporal
          • Quadro Clínico
            • Alteração no nível da consciência
            • Déficits lateralizados
            • Anisocoria
            • Posturas patológicas
            • Arritmias respiratórias
            • Efeito de massa significativo
              • Pode ocorrer dependendo do tamanho do hematoma.
              • SÍNDROME DE HIPERTENSÃO INTRACRANIANA
                • TRÍADE DE CUSHING
                  • Hipertensão Arterial
                  • Bradicardia
                  • Bradipneia
          • Diagnóstico
            • TC de Crânio
              • Imagem hiperdensa que acompanha a convexidade cerebral.
          • Tratamento
            • Desvio de linha média >= 5 mm
              • Abordagem cirúrgica
        • 2 - Hematoma Epidural
          • Bem menos frequente que o subdural
          • Origem arterial frequente
            • Ramos da artéria meníngea média que cruzam o osso temporal.
            • Localizações temporal e frontotemporoparietal são mais frequentes.
            • Instalação imediata
              • Embora decorrente de TCE grave, o hematoma epidural não costuma vir acompanhado de grande dano ao córtex cerebral subjacente.
              • O hematoma descola a dura-máter do osso. Alcançando grandes volumes em breve intervalo de tempo, aumenta-se a PIC e pode desenvolver hipertensão intracraniana e herniação do uncus como complicações.
          • Quadro Clínico
            • Evolução peculiar
              • a. Concussão cerebral e perda da consciência
              • b. Antes de 6h recobra a consciência
              • c. INTERVALO LÚCIDO
                • Enquanto o sangue se acumula até atingir grande volume
              • d. Piora neurológica súbita
                • Herniação do Uncus
                  • Midríase homolateral + Paresia dos membros contralateral
          • Diagnóstico
            • RX Simples
              • Achar fraturas de crânio cruzando o trajeto dos ramos da artéria meníngea média ou seios sagitais.
            • TC de Crânio
              • Método de escolha para o diagnóstico. Lesão hiperdensa biconvexa. JANELA PARA OSSO: Identifica-se a fratura.
          • Tratamento Cirúrgico (INDICAÇÕES)
            • Sintomáticos
              • Desvios de linha média >= 5mm
            • Assintomáticos
              • Desvios de linha média >= 15mm
        • 3 - Contusão e Hematomas Intracerebrais
          • Comprometimento da superfície do cérebro
            • Córtex e Subcórtex
            • Hemorragia petequial
            • Edema
            • Destruição tecidual
          • Lobos frontal e parietal
          • Causado por "golpe e contragolpe"
            • Desaceleração que o encéfalo sofre sobre o crânio (a caixa craniana "para" e o cérebro "continua").
          • Avaliação
            • TC de Crânio
              • Todos os pacientes com contusão cerebral devem ter sua TC de crânio repetida em 24h, para que seja identificada uma possível mudança no padrão do exame.
          • Tratamento
            • Se efeito de massa grande
              • Abordagem cirúgica
    • LESÕES DOS PARES CRANIANOS
      • 1 - Olfatório (N I)
        • Anosmia
          • Ou perda da sensibilidade gustativa para sabores aromáticos.
        • Fratura do osso frontal
      • 2 - Óptico (N II)
        • Amaurose unilateral
          • Ou diminuição importante da acuidade visual.
        • Fraturas do osso esfenoide
        • Pupila não reativa
          • Porém, o&nbsp;reflexo consensual encontra-se preservado.
      • 3 - Troclear (N IV)
        • Diplopia na mirada para baixo
        • Fraturas da asa menor do esfenoide
        • Clínica após alguns dias do trauma
      • 4 - Facial (N VII)
        • Paralisia facial
        • Fraturas de base de crânio
        • 5-7 das após o trauma
      • 5 - Vestibulococlear (N VIII)
        • Perda da audição
        • Vertigem
        • Nistagmo
        • Logo após o tauma
        • Fratura do osso petroso

Información

Descripción
(CIRURGIA / TRAUMA / URGÊNCIA E EMERGÊNCIA) Medicina Mapa Mental sobre TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO, creado por E Lucas Frazao el 16/02/2018.
Creado por
E Lucas Frazao
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