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BRUCELOSE BOVINA

Bárbara Figueiredo Veterinária Portugués

Contenido del mapa

BRUCELOSE BOVINA

  1. ZOONOSE

  2. Bactéria

    • Brucella abortus
      • Bovinos e Bubalinos
        • eutanásia
      • Brucella spp.
        • Multiplos animais
          • EXÓTICA: Brucella melitensis* (acomente ovinos e caprinos, exótica no Brasil; evitar que ela entre).
            • PREVALENTE: Brucella suis; B. Canis; B. ovis
        • Cocobacilo Gram-negativo
          • Parasita intracelular facultativo que sobrevive no interior de macrófagos por longos períodos
            • Proteção contra a ação do complemento e de anticorpos específicos.
  3. Infecção GENERALIZADA e CRÔNICA

  4. Polissacarídeo O

    • Formação LISA
      • Brucella abortus;
        • Brucella suis
          • Brucella melitensis;
            • Requerem notificação IMEDIATA de CASO SUSPEITO ou diagnóstico laboratorial
            • Não foi diagnosticada no Brasil até hoje
        • Requer notificação IMEDIATA de qualquer CASO CONFIRMADO
    • Formação RUGOSA
      • Brucella canis
        • Brucella ovis
          • Requer notificação MENSAL de qualquer CASO CONFIRMADO.
  5. PATOGENIA

    • Porta de Entrada:
      • DIGESTIVA, RESPIRATÓRIA
        • - conjuntiva ocular (mucosas) - genital - pele lesada
        • LINFONODO REGIONAL
          • DISSEMINAÇÃO
            • Hemática e Linfática
              • Linfonodos Baço e Fígado, SISTEMA REPRODUTIVO, Úbere e Articulações
                • Instalação: articulações + exigidas => lesões HIGROMAS, que podem supurar.
            • FÊMEA INFECTADA:
              • Restos de aborto ou placentários, secreção vaginal, uterina e leite: CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL
                • Animal Susceptível
                  • Ingestão e Inalação: Contato com mucosa
              • MACHO INFECTADO:
                • Fêmea Susceptível
                  • Inseminação Artificial
          • Permanece por meses
      • Via de Eliminação:
        • restos de aborto ou placentários, secreção vaginal e uterina, sêmen e leite
    • DOENÇA NA FÊMEA:
      • o tropismo será significativamente aumentado pelo útero gestante e placenta
        • PLACENTITE NECROTICA
          • IINFECÇÃO FETAL
            • Retenção de placenta; Endometrite; Infertilidade
          • Aborto; Bezerros fracos; Natimortos
            • Aborto é mais comum no 1º parto pós infecção
    • DOENÇA NO MACHO:
      • inflamação aguda do sistema reprodutivo
        • Testículo; Epidídimo; Vesículas seminais; Ampolas seminais
          • Orquite uni ou bilateral (pus, fibrose ou necrose), Epididimite; Vesiculite; Infertilidade
          • Cronificação (assintomática)
  6. P. Incubação:

    • Qt > gestação, < P. de incubação.
  7. TRANSMISSÃO:

    • Água, pastagem, fômites contaminados, sêmen, leite e derivados crus
  8. Imunoglobulinas presentes no soro:

    • Maioria de classe G (IgG1 e IgG2), seguidas das classes M (IgM) e A (IgA)
      • Animais infectados permanecem com títulos de anticorpos mais elevados
  9. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

    • PERDAS DIRETAS:
      • ✓ Aborto ✓ Orquite ✓Baixos índices reprodutivos ✓Aumento do intervalo entre partos
    • PERDAS INDIRETAS:
      • ✓Infecções humanas ✓ Desvalorização comercial ✓Barreiras comerciais internacionais
  10. DIAGNÓSTICO

    • MÉTODO DIRETO
      • Isolamento e a identificação do agente, imunohistoquímica, e métodos de detecção de ácidos nucleicos, principalmente PCR
        • Material de aborto (feto, conteúdo estomacal de feto, placenta) ou de secreções: apresentam resultados muito bons
          • IHQ: pode ser procedida em material de aborto após a fixação em formol e permite tanto a identificação do agente como a visualização de aspectos microscópicos do tecido examinado.
            • PCR detecta um segmento de DNA específico da B. abortus em material de aborto, em secreções e excreções.
          • Riscos de contaminação!
    • MÉTODO INDIRETO ou SOROLÓGICO
      • Detecção de anticorpos contra B. abortus
    • PNCEBT
      • 1. Antígeno acidificado tamponado (AAT) 2. Anel em leite 3. (2-ME) e soroaglutinação em tubos 4. FC 5. Polarização fluorescente
        • TRIAGEM/ ROTINA
          • CONFIRMATÓRIO
      • Outros métodos
        • 1. ELISA indireto 2. Elisa competitivo 3. Isolamento 4. IHQ 5. PCR
    • DIAGNÓSTICO OFICIAL
      • PNCEBT – Métodos Indiretos
        • 1) Antígeno acidificado tamponado (AAT)
          • 2) Anel do leite
            • 3) 2 - M e soroaglutinação em tubos
              • 4) Fixação do complemento
                • 5) Polarização fluorescente
            • M. V. HABILITADO
              • Rebanho
          • M. V. HABILITADO
            • Rotina
        • FALSO-POSITIVO
          • Primeiro, a reação pode ocorrer devido à presença de anticorpos não específicos presentes nas infecções por outras bactérias, como Yersinia enterocolitica O:9, Salmonella sp, Escherichia coli O:157, ou Pseudomonas sp.
          • Segundo, podem decorrer como resultado da RESPOSTA VACINAL
    • MEDIDAS DE CONTROLE
      • Vacinação massal de fêmeas; Diagnóstico; Sacrifício/Destruição
      • MEDIDAS COMPLEMENTARES
        • Controle de trânsito, Desinfecção; Piquete de parição
  11. PNCEBT

    • Classificação das UFs
      • Procedimentos de defesa sanitária animal conforme classificação
        • População alvo
          • Execução
            • Veterinários habilitados e cadastrados; Rede Nacional de Lab.; Agropecuários do SUASA
            • Educação, monitoramento e fiscalização
    • M.V CADASTRADO
      • Setor PRIVADO, cadastrado no SVE.
        • Executa a VACINAÇÃO contra Brucelose
      • REQUISITOS P/ CADASTRAMENTO
        • ✓ Estar inscrito no CRMV da(s) UF(s) de atuação; Cadastro gratuito
          • ✓Emitir receita para aquisição de vacinas ✓Emitir atestado de vacinação
            • ✓ Responsável técnico pela vacinação e marcação de animais vacinados (auxiliares)
    • M.V HABILITADO
      • Atua no SETOR PRIVADO e que, aprovado em Curso de Treinamento em Métodos de Diagnóstico, sob a supervisão do SVO; Responsável pela certificação
        • Pode realizar acompanhamento de exames com finalidades oficiais (validação de condição sanitária e saneamento)
      • REQUISITOS P/ HABILITAÇÃO
        • ✓ Estar inscrito no CRMV da(s) UF(s) de atuação; ✓ Solicitar Unidade Local do serviço de defesa sanitária animal do(s) Estado(s) onde irá atuar e ser habilitado pela SFA; ✓SDSA: certificado registrado de participação e aprovação em cursos e seminários reconhecidos pelo Departamento de Saúde Animal; ✓ Dispor de infraestrutura e material adequados à execução dos testes.
          • Infraestrutura para Diagnóstico de Brucelose:
            • ✓ Placa de vidro para soroaglutinação ✓ Material para colheita de sangue ✓ Formulários para emissão de atestados ✓ Ferros para marcação de animais reagentes positivos
              • 5 Pessoas: PODEM DIVIDIR instalaçoões e equipamentos
            • Teste do Anel do leite
              • 1. Tubos de 10mm X 75mm ou 10mm X 100mm
                • 2. Grade para tubos
                  • 3. Pipetas
                    • 4. Estufa ou banho-maria a 37°C
        • M.V. que decidir encaminhar amostras p/ diagnóstico:
          • Fica IMPEDIDO de adquirir antígenos e realizar testes de diagnóstico para brucelose
            • DEVERÁ emitir atestado de realização do teste, anexando o resultado do exame emitido pelo laboratório credenciado
          • Laboratórios credenciados, ou laboratórios oficiais credenciados:Ferro para marcar positivos; Material para coleta de sangue
      • OBRIGAÇOÕES DO M.V HABILITADO
        • 1. Cumprir o Regulamento Técnico do PNCEBT e normas complementares;
          • 2. Atender às convocações do serviço oficial.
            • 3. Apresentar uma via dos atestados de realização com periodicidade mensal, até o 5o dia do mês subseqüente;
              • 4. Apresentar relatório de utilização de antígenos e tuberculinas, com periodicidade mensal, até o 5o dia do mês subseqüente,
                • 5. Registrar as informações dos testes de tuberculose em formulário próprio, que poderá ser solicitado a qualquer momento pelo serviço oficial de defesa sanitária animal
                  • 6. Proceder à marcação dos animais positivos com a letra “P”
                    • 7. Notificar os resultados positivos em até 1 (um) dia útil
        • DESCUMPRIMENTO:
          • CANCELAMENTO DA HABILITAÇÃO
            • Requerimento p/ nova Habilitaçaão: após 1 ano
    • SERVIÇO VETERINÁRIO OFICIAL
      • Responsável pelas ações de vigilância e atenção veterinária em um ou mais municípios
      • ATRIBUIÇÕES
        • CADASTRAR e HABILITAR médicos veterinários que atuam no setor privado e CREDENCIAR laboratórios que não pertencem à rede do MAPA
          • Monitorar e fiscalizar (vacinas, distribuição de antígenos, atuação dos veterinários)
            • Pode assumir a responsabilidade técnica ou mesmo a execução da vacinação.
              • Controlar a distribuição de antígenos
                • Fiscalizar a destruição de animais/ Realizar eutanásia
      • ✓ O M. V. Oficial poderá, em qualquer momento e sem ônus p/ o proprietário, colher material biológico p/ testes de diagnóstico p/ brucelose e acompanhar ou realizar testes de diagnóstico p/ tuberculose, com o objetivo de verificar e validar a condição sanitária do estabelecimento de criação certificado, ou em certificação
      • Serviço de Inspeção Oficial
        • 1. acompanhar o abate sanitário de animais positivos, cumprindo os procedimentos higiênico-sanitários e fazendo o julgamento e destinação de carcaças e vísceras;
          • 2. colher e encaminhar material para vigilância de tuberculose e brucelose;
            • 3. comunicar ao SSA achados post mortem sugestivos de tuberculose e de brucelose.
  12. VACINAÇÃO:

    • Vacina B-19
      • Vacina VIVA ATENUADA LIOFILIZADA
        • Possui cadeia "O"
      • RESPONSÁVEL: Médico veterinário Cadastrado ou SVO
      • Animais vacinados apresentam queda considerável no título de anticorpos 12 meses após a vacinação com B-19
        • Para induzir imunidade ou proteção contra a doença e diminuir a prevalência da brucelose bovina e bubalina.
          • Dose: ÚNICA
            • TODAS as fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 a 8 meses de idade
              • PROIBDA a vacinação em MACHOS e fêmeas com idade superior a 8 meses
              • obrigatório o uso da vacina com amostra B19.
              • Exceto: Estados classificados como A
            • Algarismo final do ano
    • Vacina RB-51
      • Dose: depende da estratégia (qualquer idade)
        • MARCAÇÃO: "V" no rosto lado esquerdo
      • A vacina é elaborada com uma amostra de B. abortus rugosa atenuada
        • originada da amostra mutante lisa virulenta de B. abortus 2308
          • não pode ser utilizada em fêmeas bubalinas
            • SOMENTE EM FÊMEAS BOVINAS
      • NÃO possui a cadeia de polissacarídeo O.
      • Substituir a B-19
    • População Alvo a ser Testada Contra Brucelose
      • Fêmeas testadas no intervalo de 15 dias antes até 15 dias depois do parto ou aborto, cujos resultados sejam negativos, deverão ser retestadas entre 30-60 dias pós parto ou aborto

Información

Descripción
Veterinária Mapa Mental sobre BRUCELOSE BOVINA, creado por Bárbara Figueiredo el 17/04/2019.
Creado por
Bárbara Figueiredo · abr 2019
Actualizado
22 abr 2019
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