Flashcards
Noções básicas de Lógica

Cards in this deck (18)
- 1Segundo o dicionário "Aulete DIGITAL", o que é ideia?"(i. dei.a)
sf.
1. Representação de algo pelo pensamento; CONCEITO: a ideia do bem.
2. Conhecimento, noção: Não tem a menor ideia sobre física.
3. Plano, propósito, intenção: A ideia é construir mais moradias.
4. Modo de ver; OPINIÃO: Mudou de ideia sobre o caso.
5. Imaginação, invenção: um romance rico de ideias.
6. Mente, pensamento: A derrota não lhe sai da ideia.
7. Recurso, expediente: Ocorreu-lhe então uma ideia brilhante.
8. Lembrança, recordação, memória: Não tenho ideia de ter feito isso.
9. Juízo, discernimento, tino.
10. Bras. Pop. Cabeça.
[F.: Do lat. idea, do gr . idéa. Hom./Par.: ideia (sf.), ideia (fl. de idear).]"
[http://www.aulete.com.br/ideia]
- 2Segundo o professor José Antonio Tobias, o que é ideia?"A idéia, última subdivisão do raciocínio, constitui por isso o ponto de partida da Lógica Formal; também chamada conceito, é a simples representação intelectual de uma coisa. Simples, porque a idéia representa uma coisa, sem nada afirmar ou negar; é tão somente representação. Diz-se ainda de a idéia ser representação intelectual, para a distinguir da imagem. A idéia é universal porque se aplica a muitos, é imaterial, enquanto que a imagem é de um só, é singular e cercada de condições materiais. Por exemplo, 'homem' é uma idéia; de Pedro, tenho imagem." (Tobias, José Antonio. Iniciação à Filosofia/José Antonio Tobias. 7ª ed. revista e ampliada. Presidente Prudente: Editora da UNOESTE, 1986; pág. 30)


- 3O professor Fábio Ulhoa Coelho, em seu livro "Roteiro de Lógica Jurídica", define o que é ideia?Não, o professor Fábio Ulhoa Coelho, em seu livro "Roteiro de Lógica Jurídica", não define o que é ideia. Contudo, o aludido professor cita alguns exemplos de ideias simples, conforme segue abaixo:
"Os homens podem ter despertadas em sua consciência idéias
isoladas, simples, como por exemplo 'choveu!', 'que desagradável
essa atitude', 'estou com fome', 'o quadrado da hipotenusa é igual
à soma dos quadrados dos catetos'. Na intimidade cerebral de cada
um, essas idéias, despertadas por emoções, sensações, lembranças
ou compreensão racional, surgem desvinculadas de quaisquer outras
idéias. Não há pensamento propriamente dito, pois este resulta de
uma conjugação de idéias." (Coelho, Fábio Ulhoa / Roteiro de lógica jurídica / Fábio Ulhoa Coelho. — 5. ed. rev. e
atual. — São Paulo: Saraiva, 2004. Pág. 4)
- 4Sobre exteriorização de ideias, o que diz o professor Fábio Ulhoa Coelho?"Note-se bem que, até aqui, estamos nos referindo a surgimento de idéia, concatenação de pensamento, desenvolvimento de raciocínio,
ou seja, a fatos que dizem respeito à intimidade cerebral das pessoas. Quando se dá a exteriorização de idéias, ou seja, se elas são comunicadas a outras pessoas (por escrito, oralmente ou por qualquer outro meio), costumam-se adotar expressões diversas: proposição ou enunciado. Estas não se confundem, no plano conceitual, com a sua formulação lingüística propriamente dita.
Com efeito, é necessário ter-se clara a distinção entre proposição e sentença. Nas frases “Pedro ama Carolina” e “Carolina é amada por Pedro”, temos duas sentenças, mas apenas uma proposição, ou um único enunciado." (Coelho, Fábio Ulhoa / Roteiro de lógica jurídica / Fábio Ulhoa Coelho. — 5. ed. rev. e
atual. — São Paulo: Saraiva, 2004. Pág. 7)
- 5Segundo o professor José Antônio Tobias, o que vem a ser termo?"Termo é a expressão verbal (o sinal) da idéia; é diferente de palavra; por exemplo, o termo "alguns homens" é composto de duas palavras. O termo é o revelador exterior, o sinal que manifesta a idéia, assim como a idéia por sua vez é o revelador, o meio pelo qual se conhece a essência das coisas exteriores. Do mesmo modo que a bandeira é sinal da pátria, o termo é sinal da idéia.
O termo é sinal convencional, pois se desde o começo tivesse, por exemplo, dado à palavra 'livro' o nome 'elefante' ninguém sorriria ao se chamar o 'livro' de 'elefante' e vice-versa. Todavia, é convencional apenas o fato de o homem dar tal nome a tal coisa, mas não a tendência que o homem possui de se servir de termos para manifestar os conceitos de seu espírito, o que é natural." (Tobias, José Antonio. Iniciação à Filosofia/José Antonio Tobias. 7ª ed. revista e ampliada. Presidente Prudente: Editora da UNOESTE, 1986; pág. 30) - 6De acordo com professor Fábio Ulhoa Coelho, qual o conceito de proposição ou enunciado?"Quando se dá a exteriorização de idéias, ou seja, se elas são comunicadas a outras pessoas (por escrito, oralmente ou por qualquer outro meio), costumam-se adotar expressões diversas:
proposição ou enunciado." (Coelho, Fábio Ulhoa / Roteiro de lógica jurídica / Fábio Ulhoa Coelho. — 5. ed. rev. e
atual. — São Paulo: Saraiva, 2004. Pág. 7)
- 7Sobre proposição, juízo, termo, ideia e sua exteriorização, o ensinamento dos professores Coelho e Tobias coincide?No que diz respeito à proposição, juízo, termo, ideia e sua exteriorização, existe não só uma diferença terminológica, mas também conceitual, nas obras dos renomados autores (apesar de Coelho não conceituar expressamente ideia, termo e nem juízo). Coelho afirma: "Quando se dá a exteriorização de idéias, ou seja, se elas são comunicadas a outras pessoas (por escrito, oralmente ou por qualquer outro meio), costumam-se adotar expressões diversas:
proposição ou enunciado." (Coelho, Fábio Ulhoa / Roteiro de lógica jurídica / Fábio Ulhoa Coelho. — 5. ed. rev. e
atual. — São Paulo: Saraiva, 2004. Pág. 7).
Já Tobias diz: "Termo é a expressão verbal (o sinal) da idéia; é diferente de palavra; por exemplo, o termo "alguns homens" é composto de duas palavras. O termo é o revelador exterior, o sinal que manifesta a idéia, assim como a idéia por sua vez é o revelador, o meio pelo qual se conhece a essência das coisas exteriores. Do mesmo modo que a bandeira é sinal da pátria, o termo é sinal da idéia. (Tobias, páginas 30/31)
- 8Ainda sobre proposição, juízo, termo, ideia e sua exteriorização, o ensinamento dos professores Coelho e Tobias coincide?Para Coelho, ideias exteriorizadas (comunicadas) recebem o nome de proposição ou enunciado. (Coelho, pág. 7)
Já para Tobias, o "termo é a expressão verbal (o sinal) da idéia". (Tobias, pág. 30)
Enquanto para o 1º autor, Coelho, ideia externalizada é o mesmo que proposição ou enunciado, para o 2º, Tobias, dá-se o nome de termo a tal fenômeno. Para Tobias, ainda, "a proposição é a expressão verbal do juízo." (Tobias, página 36). Coelho não conceitua expressamente ideia, termo e nem juízo.
Sintetiza Tobias: "Como o termo é a expressão verbal da idéia, a proposição é a expressão verbal do juízo.". (Tobias, página 36)
- 9O que é Lógica? (Parte 1)"A lógica é uma maneira específica de pensar; melhor dizendo:
de organizar o pensamento. Não é a única, nem é a mais apropriada
para muitas das situações em que nos encontramos, mas tem a sua
importância, principalmente no campo do direito." (Coelho, página 4)
"A Lógica, contrariamente ao que alguns pensam, não é Filosofia, porque não é estudo de causas supremas, isto é, não é estudo das coisas mais profundas de nada; simplesmente é um instrumento da Filosofia e de todas as ciência, cujo papel é pôr ordem nas operações da inteligência para que o homem consiga com facilidade e de modo certo a verdade." (Tobias, pág. 20) - 10O que é Lógica? (Parte 2)"A lógica não é instrumento de ampliação de conhecimentos, mas
de organização do raciocínio. É uma maneira de raciocinar. Consiste na articulação do pensamento de um jeito específico: a ligação de idéias,
tomadas umas como premissas de outras, com estrita observância de
determinadas regras estabelecidas pela própria lógica (o princípio da
identidade, da não-contradição, do terceiro excluído, as regras de
validade do silogismo categórico etc.). Um sistema de enunciados é
lógico, portanto, na medida em que seu repertório (os enunciados que
o integram) estiver articulado dessa forma específica." (Coelho, páginas 54/55) - 11O que é Lógica? (Parte 3)“De um lado existe a Lógica natural, empírica e espontânea, própria de toda pessoa, adquirida através da vida de modo inconsciente e, de outro lado, a Lógica científica, obtida através da crítica, dos livros e das aulas dos professores, própria só de quem estudou e usou a reflexão.
A Lógica, natural e científica, põe ordem nas operações da razão.
[...]
O coração, o centro da Lógica, é a operação própria da razão pela qual o homem de uma coisa conhecida passa a outra desconhecida. E como esta operação se chama raciocínio, este é propriamente o centro de toda a Lógica." (Tobias, pág. 27) - 12O que é Lógica ? (Parte 4)"A Lógica é a ciência que induz regras e ensina o uso das mesmas para o homem atingir a verdade; enquanto aplica as regras aos casos, torna-se também arte, isto é, um conjunto de regras ou preceitos que ensinam a fazer com perfeição alguma coisa. Em resumo, a Lógica é a ciência (ou a arte) da ordem nas operações da razão para que o homem, facilmente e sem erro, atinja a verdade. Em resumo, a Lógica é a ciência (ou a arte) da ordem nas operações da razão para que o homem, facilmente e sem erro, atinja a verdade." (Tobias, pág. 29)
"● A Lógica trata de raciocínios – sobre como, a partir de certos dados (premissas) chegar a uma conclusão.
● A lógica pode ser definida como a análise crítica de argumentos. Com a lógica tentamos clarificar os raciocínios, separando os bons raciocínios dos maus." (Apostila Tradução Livre Resumida da 1ª Parte do Livro
Introduction to Logic de H. J. Gensler
UFRN - Natal. Pág. 2) [https://danieldurante-en.weebly.com/uploads/2/2/9/3/22938190/apostila_logica_gensler.pdf] - 13O que é Lógica? (Parte 5)"A palavra “Lógica”, segundo sua etimologia, é o estudo do λóγος (Lógos), termo grego cujas algumas acepções (que nos interessa aqui) são: (1) Palavra, (2) Discurso, (3) Razão, (4) Proporção.
Assim, em um sentido muito amplo, a Lógica pode ser entendida como o Estudo do Pensar ou do Raciocinar. Neste caso, λóγος é tomada na acepção de Razão (cf, por exemplo, Hegel,
Enciclopédia das Ciências Filosóficas, 1830, §18-19). Esse sentido é, porém, mais amplo do que o adotado usualmente nos manuais de Lógica, nos quais, temos que:
Pensar se expressa por > Argumentos (< são esses que serão estudados na Lógica).
(Notemos, nesse caso, λóγος com a acepção de Razão, Discuso e Palavra.)
Podemos, então, dar a seguinte delimitação INICIAL.
LÓGICA: ESTUDO DA FORMA DO PENSAR EXPRESSO POR ARGUMENTOS"
(Introdução à Lógica Contemporânea. Lógica I e II - Prof. Ricardo P. Tassinari - Departamento de Filosofia - UNESP/Marília – 2013. Pág. 4) [http://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/RicardoTassinari/2013ILC.pdf] - 14O que é Lógica? (Parte 6)"(Sobre a impossibilidade de uma definição precisa da Lógica no início de seu estudo, veja GRANGER 1955, Introdução).
Às vezes, usa-se o termo “Lógica Simbólica” para designar a Lógica, enquanto esse estudo do argumento se utiliza da noção abstrata de signo na explicitação da forma dos argumentos, como sugerido pelo esquema apresentado anteriormente." (Introdução à Lógica Contemporânea. Lógica I e II - Prof. Ricardo P. Tassinari - Departamento de Filosofia - UNESP/Marília – 2013. Pág. 5)
[http://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/RicardoTassinari/2013ILC.pdf] - 15O que é Lógica? (Parte 7)"Por fim, será que podemos descrever TODAS as formas do pensamento correto? Essa é uma pergunta importante, na Lógica, e que, como veremos, acaba se relativizando ao FRAGMENTO
DA LINGUAGEM considerado. Segundo o fragmento considerado, ela terá respostas tanto afirmativa quanto negativa. De uma forma mais restrita, porém eficaz, o que nos importa aqui (e que devera ser levado em conta durante o decorrer desta disciplina para não
se exigir dela algo que, efetivamente, não se pretende) é que:
A LÓGICA CONTEMPORÂNEA ESTABELECE, PELO MENOS EM PARTE,
A FORMA DO PENSAR CORRETO.
Mais ainda, os resultados que a Lógica Simbólica fornece podem servir à fundamentação de boa parte das Ciências Contemporâneas, estabelecendo nela uma espécie de lingua characteristica universalis, como proposta também por Leibniz."
(Introdução à Lógica Contemporânea. Lógica I e II - Prof. Ricardo P. Tassinari - Departamento de Filosofia - UNESP/Marília – 2013. Pág. 5)
[http://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/RicardoTassinari/2013ILC.pdf] - 16Por que Estudar Lógica? (Parte 1)"1. Primeiro, por incrível que pareça, a lógica pode ser agradável. Fazer lógica é parecido com resolver um quebra-cabeças. A lógica vai desafiar seus processos de pensamento de
muitas maneiras novas, e seu rigor e clareza poderão te fascinar.
2. Segundo, a lógica pode melhorar sua compreensão filosófica. As questões que a filosofia propõe são extremamente profundas, tais como "Temos de fato livre-arbítrio?", "Podemos
provar ou refutar a existência de Deus?", "Como pode ser justificada uma certa crença moral?". O método filosófico de tratamento destas questões é racional. Envolve raciocínio e inferência. Se você não souber lógica, jamais poderá compreender com profundidade as
diversas abordagens filosóficas a estas questões." (Apostila Tradução Livre Resumida da 1ª Parte do Livro
Introduction to Logic de H. J. Gensler
UFRN - Natal. Pág. 2) [https://danieldurante-en.weebly.com/uploads/2/2/9/3/22938190/apostila_logica_gensler.pdf] - 17Por que estudar Lógica? (Parte 2)"3. Por fim, a lógica pode melhorar suas habilidades analíticas gerais. Você vem a vida toda raciocinando sobre as coisas, tirando certas conclusões, fazendo escolhas,... agora pode ser a primeira vez em que você vai parar para pensar sobre o próprio ato de raciocinar e tentar melhorar esta sua habilidade. A prática lógica será útil para qualquer área em que o raciocínio esteja envolvido: direito, medicina, finanças, arte (por que não?), jardinagem,..." (Apostila Tradução Livre Resumida da 1ª Parte do Livro
Introduction to Logic de H. J. Gensler
UFRN - Natal. Pág. 2)
[https://danieldurante-en.weebly.com/uploads/2/2/9/3/22938190/apostila_logica_gensler.pdf]
"Em resumo, a única certeza emanada da lógica é a de que, sendo
verdadeiro o antecedente (premissas) e válida a inferência (raciocínio),
será verdadeiro o conseqüente (conclusão). Nada mais. A utilização
dos recursos lógicos, por conseguinte, deve ser feita com
permanente atenção a este seu limite." (Coelho, pág. 34) - 18Qual a relação entre Lógica e Realidade?"Na verdade, nem o eleata errou ao demonstrar a inexistência do
movimento, nem nós estamos equivocados quando pensamos que o
movimento existe. Isso porque a lógica não confere, necessariamente,
com a realidade." (Coelho, pág. 3)
"A lógica, em suma, como creio resultar evidente da demonstração da inexistência do movimento por parte da filosofia eleática, não guarda absoluta correspondência com a realidade. Tal percepção é muito importante para o completo entendimento dessa maneira específica de pensar e, sem dúvida nenhuma, indispensável para a adequada utilização dos recursos lógicos, tanto no direito como na própria
vida." (Coelho, pág. 8)
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- Lógica Flashcards on Noções básicas de Lógica, created by Raphael Vaz Monteiro on 16/10/2017.
- Created by
- Raphael Vaz Monteiro
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