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CLASSIFICAÇÃO

Vanessa Suelen da Silva Portuguese

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CLASSIFICAÇÃO

  1. A classificação é o método mais seguro para a organização lógica dos assuntos dentro de uma coleção.

  2. Durante séculos a classificação bibliográfica tem sido a mais eficiente na organização lógica dos documentos e em sua recuperação.

  3. Barbosa (1972, p. 74) afirma que a localização dos documentos, que obedecem a uma sistematização através de uma linguagem artificial de códigos ou símbolos, colabora com o uso da coleção, pois reúne fisicamente os documentos com o mesmo assunto.

    • Essa sistematização segue o princípio da sequencia útil que e a organização dos documentos do assunto mais geral para o mais específico. Para Ranganathan, do assunto mais abstraio para o mais concreto.
  4. O Classification Research Group (CRG) surgiu em 1952 devido a necessidade do uso de sistemas mais especializados. O grupo, composto de professores, documentalistas e cientistas da informação, estudavam a criação de sistemas de classificação mais flexíveis.

    • O grupo CRG ficou conhecido pelos estudos e publicações de alguns sistemas de classificação facetada.
  5. CLASSIFICAÇÃO FACETADA

    • Desenvolvida por Ranganathan através de sua Classificação dos dois pontos (Colon classification)
      • Para o Colon Classification Ranganathan derivou do Universo dos Conhecimentos, 42 classes principais.
    • A contribuição mais notável de Ranganathan, não foi o sistema, mas sim "sua idéia de dividir os assuntos em categorias ou facetas, isto é, em , grupos de classes reunidas por um mesmo princípio de divisão" (BARBOSA, 1974, p. 74)
    • O sistema de classificação facetada permite maior flexibilidade aos sistemas, pois não são presos a uma hierarquia.
    • Classificação facetada é o sistema que agrupa termos estruturados, na base da análise de um assunto, para identificação de suas facetas, isto é, dos diferentes aspectos nele contidos (BARBOSA, 1974, p. 74).
    • Através da análise em facetas, é possível que assuntos complexos sejam representados pela junção de mais de uma faceta, e cada um indicando um conceitos diferente.
      • Análise em facetas: agrupa os termos derivados de um assunto em dois grupos:
        • Facetas
          • Quando se aplica ao Universo dos conhecimentos um princípio de divisão, ou seja uma diferença ou característica, ele se decompõe em partes, isto é, cada diferença usada origina uma faceta diferente (BARBOSA, 1974, p. 74).
          • Se aplicam diversas diferenças a um assunto até que ele seja subdividido em seus diversos aspectos/categorias ou facetas.
          • A quantidade de facetas derivadas varia de assunto e depende da necessidade de cada grupo
            • Exemplo: Meio de transporte é uma faceta e a divisão "pelo ambiente usado" dá origem as subfacetas terra, água, ar.
          • As facetas podem ser definidas como um conjunto de termos, e cada termo dentro de uma faceta é chamado de foco isolado, por Ranganathan, e de subclasse pelo CRG.
        • Subfacetas
          • Cada faceta terá então várias subfacetas, ou segundo Ranganathan, vários "arrays.
          • Grupos de termos coordenados, derivados pela aplicação de um mesmo princípio de divisão e mutuamente exclusivos.
          • Termos interligados, ou seja, coordenados com a classe que permitiu a divisão.
          • Ao separar as subfacetas, em caso de dúvida dos termos pertencerem a uma mesma subfaceta, é aconselhável usar o processo da interseção perguntando: Essa interseção é possível? Se for, então cada termo pertence a subfacetas diferentes.
    • Sistema analítico-sintético
    • COMO ORGANIZAR UM SISTEMA FACETADO
      • 1° PASSO: Definição do assunto e levantamento da terminologia
        • Definir as fronteiras do assunto;
        • Conhecimento profundo do assunto e da finalidade de uso.;
        • Listagem de terminologias em thesaurus, listas de cabeçalhos de assunto, dicionários técnicos,
      • 2° PASSO: Levantamento das facetas
        • Definição dos princípios de divisão para a listagem das facetas
        • Ranganathan, na sua Colon Classification, determinou apenas 5 facetas a que chamou de: P = Personalidade; M = Matéria; E = Energia; S = Space (local); T = Time (época). Posteriormente acrescentou mais duas divisões: ciclos (rounds) e níveis (levels)
        • O CRG adotou como preferenciais as seguintes: Todo/ Tipo/ Parte/ Material/Constituinte/Propriedade/Processos/Operações/ Agentes/Lugar/Tempo/ /Formas de apresentação
      • 3° PASSO: Levantamento das subfacetas
        • levantar as subfacetas e agrupar os termos dentro de cada uma, ou seja, reagrupar as subclasses de cada faceta
        • As subfacetas são estabelecidas através da aplicação de novos princípios de divisão
      • 4° PASSO: Decisão da ordem de citação das facetas e subfacetas (citation order)
        • ordem de aplicação dos princípios de divisão
        • ordem em que os elementos de um assunto complexo são citado
        • Ranganathan foi o primeiro a estudar esse problema. Daí ter fixado como ordem do seu sistema a fórmula PMEST, que obedece ao postulado da concreção decrescente
        • Para as subfacetas não existe uma ordem padrão de citação, mas alguns critérios são considerados:
          • a) as subfacetas que exercem uma função devem preceder as não funcionais;
          • b) as especiais são colocadas antes das comuns;
          • c) as dependentes devem ser postas depois daquelas das quais dependem;
          • d) as naturais antes das artificiais (usadas em ciência)
      • 5° PASSO: Agrupamento das subfacetas ou ordem dos arrays
        • 1) ordem crescente
        • 2) último-na-época
        • 3) ordem evolucionária
        • 4) proximidade de espaço
        • 5) ordem de complexidade crescente
        • 6) ordem convencional (canonical sequence)
        • 7) ordem da categoria favorecida
        • 8) ordem alfabética
      • 6° PASSO: Ordem de arquivamento (filing order)
        • inverso da ordem de citação, e reflete a ordem de arquivamento das fichas no fichário sistemático, e dos documentos na coleção
        • Geral antes do específico
      • 7° PASSO: Notação
        • Mecanizar a ordem das classes e mostrar a posição relativa de cada ama, ela deve ser elaborada de maneira bem flexível.
        • Elas devem ser estruturalmente expansivas, simples e breves
        • Usam letras maiúsculas ou números para as facetas e letras minúsculas para as subfacetas
      • 8° PASSO: Índice
        • Entre os existentes: alfabético (A/Z index); em cadeia (chain index) e rotativo (rotated index), o mais usado nos sistemas facetados tem sido o em cadeia.
  6. BARBOSA. Alice Príncipe. Classificações facetadas. Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 73-81, 1972.

    • Vanessa Suelen da Silva - 19/0117877

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Mind Map on CLASSIFICAÇÃO, created by Vanessa Suelen da Silva on 21/08/2021.
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