GoConqr has a new look! Let us know what you think.

Mind map

Cultura brasileira e identidade nacional- Renato Ortiz

Bárbara Brandão Portuguese

Map content

Cultura brasileira e identidade nacional- Renato Ortiz

  1. caráter ontológico à identidade brasileira

  2. DESAFIOS DE DEFINIR A ESPECIFICIDADE DO BRASILEIRO ENQUANTO nação

    • Assim, não se trata de indagar sobre a veracidade, ou não, de uma suposta identidade brasileira, mas indagar-se sobre quais valores e interesses estão orientando esta construção simbólica; quais grupos e propósitos estão presentes em sua elaboração.
  3. sentido da cultura popular e da identidade brasileira, desde meados do século XIX

    • a MEMÓRIA NACIONAL e a IDENTIDADE BRASILEIRA são CONSTRUÇÕES SIMBÓLICAS que dissolvem a heterogeneidade das culturas populares na homogeneização da NARRATIVA IDEOLOGICA
      • Assim, o Estado é a TOTALIDADE que transcende e organiza a realidade concreta, delimitando os contornos da identidade nacional.
  4. CONCEITOS: sincretismo, memória coletiva, mito, símbolo e totalidade

    • Estado, ideologia e hegemonia
  5. meados do século dezenove até a década de 1970

  6. Inicia por "Cultura Popular"

    • construção simbólica perspassada por relações de poder
      • Formada por uma pluralidade de discursos elaborados por diferentes grupos sociais, em momentos históricos distintos, a partir de múltiplas manifestações culturais.
        • Mas que não é e nunca será FIXA. Cultura NÃO é FIXA
          • "não há veracidade ou falsidade a serem aferidas, já que os próprios critérios de aferição variam, também, de acordo com a visão de mundo e os interesses daqueles que os verificam em cada tempo"
    • Perpassa perpassa pela história
      • narrativas simbólicas e políticas
        • interesses dos diferentes grupos sociais e em suas relações com o Estado.
          • "cultura e a identidade brasileira são consideradas e investigadas em sua historicidade, caso contrário corre-se o risco de abordá-las anacronicamente, portanto, tornando-as ininteligíveis"
            • Anacronismo: atitude ou fato que não está de acordo com sua época
      • Análise do caráter racista das interpretações acerca do ser brasileiros
        • legadas pelos precursores das Ciências Sociais no Brasil, a partir de meados do século XIX
          • RELAÇÃO ENTRE
            • QUESTÃO RACIAL E
            • A IDENTIDADE
            • resultaram nas primeiras tentativas de se pensar a cultura brasileira em sua especificidade.
      • A evolução da sociedade a partir de questões embrionárias como a sua colonização
        • A teoria do darwinismo social mostra de certa forma mostra isso, que a cultura de uma sociedade, suas evoluções e transformações se dão praticamente apenas em relação ao seu modo de colonização
          • Mas Ortiz comenta que:
            • "embora o evolucionismo fornecesse a matriz interpretativa da história das sociedades humanas, era preciso dar conta da peculiaridade da sociedade brasileira e explicar o hiato entre a teoria e a realidade social"
              • Como chaves de leitura, as noções de MEIO e RAÇA são tomadas como capazes de explicar a nossa especificidade social.
              • O SOCIAL
                • dependência ao AMBIENTE
                  • explicando, em parte, nossa peculiaridade em relação aos europeus colonizadores
                  • meio influenciando o social
              • A RAÇA
                • qualidades “negativas” de nossa composição racial
                  • desconsiderava o negro como parte da composição social e elegia o índio como elemento capaz, na relação com o branco, de traduzir a especificidade do nacional
                    • Todavia, a abolição do regime escravocrata impõe o negro como sujeito a ser considerado na trama social, ainda que socialmente em desvantagem.
                      • Para Silvio Romero e Nina Rodrigues, como observa Ortiz, o negro passava a desempenhar um papel mais importante que o índio na composição social
                        • A abolição do trabalho escravo foi determinante para a reavaliação das teorias da mestiçagem, com a inclusão do negro nas preocupações nacionais
                • MESTIÇAGEM
                  • fusão das três raças fundamentais e amalgamadas: o branco, o negro e o índio
                    • na fusão das raças, ao elemento branco são atribuídas as características e valores capazes de conduzir a nação à civilização.
                      • IDEAL NACIONAL: branquamento da sociedade, com incentivo às imigrações
                    • Isso não implica considerá-las em termos de igualdade
                • no final do século dezenove, o discurso da RAÇA começa a dar lugar ao de CULTURA
                  • sincretismo
                    • Sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes, com a manutenção de traços perceptíveis das doutrinas originais.
                  • Nos trilhos das transformações em curso, as TEORIAS CULTURALISTAS assumem um caráter privilegiado no debate sobre a IDENTIDADE BRASILEIRA
                    • o pensamento de Gilberto Freyre é paradigmático no interior destes debates
                      • a identidade nacional, como experiência da mestiçagem, através do culturalismo;
                        • enfatiza a relação intensa, material e simbólica que harmonizou os termos socialmente desiguais pela experiência da mestiçagem
                    • A virada do século – passando da Monarquia para a República, da economia escravocrata para a capitalista (em desenvolvimento), das teorias raciológicas para o culturalismo DE 1890- 1900 EM DIANTE
                      • FÁBULA DAS TRÊS RAÇAS
                      • No contexto das mudanças pós-1930
                        • 1950, o conceito de CULTURA ganha uma perspectiva sociológica e filosófica
                          • A cultura, nesse círculo, é pensada como uma objetivação do espírito humano, sobretudo um “vir a ser”; uma história que está por se fazer, como PROJETO SOCIAL
                            • Fundamentada na dialética do “vir a ser”, o pensamento isebiano centrou-se nos conceitos de alienação, colonialismo e situação colonial;
                        • Na análise do pós-1964,
                          • A importância do ESTADO como um dos elementos dinâmicos e definidores da PROBLEMÁTICA CULTURAL, apresentando-se como agente privilegiado de DIFUSÃO CULTURAL, evidentemente dentro dos limites do que convinha ao Regime Militar
                            • o planejamento das políticas governamentais extrapolava o campo do econômico e do administrativo, estendendo-se ao cultural
                            • INTEGRAÇÃO NACIONAL
                              • concebeu a cultura numa perspectiva funcional
                                • O Estado se empenha no desenvolvimento da CULTURA DE MASSA com estímulo à participação do capital privado, nos limites do controle estatal
                                • diante da ampliação do mercado de bens culturais, o Estado volta-se para outro tipo de intelectual disponível: os administradores, capazes de elaborar um planejamento cultural estratégico em sintonia com os rumos do desenvolvimento tecnológico. Atuando em órgãos como INC, DAC, Secretaria de Assuntos Culturais, SEAC, Embrafilm e Funarte, esse novos intelectuais inseriram a cultura numa perspectiva de mercado.
                                  • ênfase na difusão dos bens culturais, dinamizando a produção, a distribuição e o consumo
                          • Durante todo o REGIME MILITAR a cultura foi alvo de intensa normatização, com a criação de órgãos governamentais e planos estratégicos para desenvolvimento cultural, nos limites da Segurança Nacional.
                            • CULTURA COMO PATRIMÔNIO NACIONAL
                  • A PARTIR DE 1930: Enquanto as teorias raciais encontravam espaço no projeto político do Império e da República Velha,
              • Nos estudos de Euclides da Cunha, Sílvio Romero e Nina Rodrigues
              • Bonfim toma o social por análogo ao biológico depreendendo uma noção de imperialismo traduzida em termos de PARASITISMO SOCIAL
                • MESTIÇAGEM como um fenômeno renovador na composição nacional à medida que amenizaria os elementos negativos herdados dos colonizadores
              • Bonfim, pesquisador do nacional brasileiro foi influenciado por Darwin, mas tinha outra perscepção sobre a NAÇÃO E IDENTIDADE BRASILEIRA
                • pensar a realidade latino-americana, revelando uma perspectiva internacionalista que considerava as especificidades das relações entre nações hegemônicas e dependentes, o que era inédito nas discussões brasileiras.
    • Ortiz conclui seu estudo assentando a ideia de uma CULTURA POPULAR como PLURALIDADE de manifestações folclóricas
      • que não partilham, absolutamente, um traço comum, nem se inserem num sistema único, de forma coerente; ela é heterogênea e fragmentada,
        • Sendo mais adequado pensá-la no plural, como CULTURAS POPULARES
          • Isto porque correspondem à diversidade de grupos sociais, portadores de MEMÓRIAS DIFERENCIADAS
            • Recuperando o conceito de MEMÓRIA COLETIVA, essas manifestações folclóricas só se mantêm como memórias à medida que se ritualizam em um grupo social que as comportam.
              • MEMÓRIA COLETIVA: relaciona-se à vivência de grupos sociais
                • MEMÓRIA NACIONAL: não corresponde diretamente a um grupo que ritualiza enquanto tal, pois se situa em outro nível: o histórico, o ideológico, portanto, o virtual.
                • se relaciona a grupos sociais restritos
                  • a IDEOLOGIA se lança sobre o conjunto da sociedade, pois se pretende UNIVERSAL

Information

Description
Mind Map on Cultura brasileira e identidade nacional- Renato Ortiz, created by Bárbara Brandão on 14/11/2021.
Views
24
Rating

Feedback

What is it about?

What do you think of the new look?

How do you like it?