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Artrite Reumatoide

Vitória Carolina Bitencourt Medicina Residência Médica Português

Conteúdo do mapa

Artrite Reumatoide

  1. Doença autoimune, inflamatória crônica

    • Sinovite periférica
      • Evolui para erosões ósseas com deformidades irreversíveis
  2. Patologia

    • HLA principal fator genético: alelo HLA-DRB1 associada a AR
    • Fatores de risco: presença do HLA-DRB1 SE e anticorpos contra peptídeos citrulinados cíclicos
      • Provável fatores ambientais como tabagismo e infecção peridontais
  3. Clínica

    • Sequelas
      • Mão em Z- desvio ulnar dos dedos, desvio radial do punho, subxação
      • Deformidade em casa de botão
      • Deformidade em pescoço de cisnei
      • Atrofia interóssea
      • Pannus em metacarpofalangeanas
        • Pannus- exsudato inflamatório pela membrana sinovial
      • Mão em dorso de camelo
    • Varia na sua apresentação clínica, gravidade e prognóstico
    • A forma mais comum é a poliartrite simétrica de pequenas e grandes articulações, caracter crônico e destrutivo que compromete a funcionalidade
      • Simétrica
      • Pequenas articulações das mãos
        • Articulações proximais do punho
          • Artrose- distais
        • Metacarpofalangeanas e Interfalangeanas proximais
      • Pés
        • Metatarsofalangeanas
    • Artrite: edema articular com dor a palpação
      • Duração de mais de 6 semanas
      • Evolução insidiosa, mas pode ocorrer inicio rápido
      • Rigidez matinal- duração maior de 30 minutos
        • PPode ser a manifestação inicial da doença e sinal de reativação
      • Outras articulações: ombros, cotovelos, joelhos, quadris, tronozelos, temporomandibular e coluna cervical
        • Joelho: sinal da tecla do piano- percussão da patela
        • Sinovite de punho com acometimento de nervo mediano- manifesta como síndrome do túnel do carpo
        • Coluna:
          • Subluxação atlantoaxial: mais comum
            • Dor cervical crônica- C1 e C2
            • Rx de perfil: afastamento do arco anterior do atlas do dente do axis: mais de 3 mm
            • Artrodese cirúrgica- fixação
          • Impacção atlantoaxial
    • Manifestações sistêmicas
      • Fadiga, astenia, febre, mialgia, perda de peso
      • Podem preceder ou acompanhar o quadro articular
      • Linfadenopatia, nódulos reumatoides, vasculite cutânea, doença intersticial pulmonar, serosite, episclerite e escleromalácia perfurante
        • Doentes mais graves e piores prognósticos
        • Nódulos: geralmente nas fases extensoras dos cotovelos, normalmente indolores, profundos, infiltração linfociticas, associado ao FR positivo
        • Vasculites: inflamação dos vasos sanguíenos de pequeno (infarto periungueal), médio (ulcerações e necrose) associado a altos títutlos de Anti CCP e FR
        • Pericardite: assintomático com derrame pericárdio achado no eco
        • Derrame pleural: pequeno, estéril, glicose baixa
        • Aterogênese acelerada sem necessariamente vasculite
        • Síndrome de Sjogren
          • Isolada ou associada a artrite reumatoide
          • Acometimento oftamológico
          • Síndrome seca: Xerostomia e Xeroftalmia
          • Infiltração da glândula lacrimal podendo haver perfuração da córnea
          • Episclerite e esclerite
          • Escleromalácia perfurante: espessamento da esclera e observa diretamente os vasos da coróide
        • Síndrome de Felty
          • Artrite+neutropenia+esplenomegalia
          • Artrite de longa data, grave, com altos tílutos de de FR
          • Predisposição a infeção
    • AR inicial
      • Poliartrite aguda
      • Rigidez matinal prolongada- mais de 2 horas
      • Sinovite persistente nas mão
  4. Diagnósticos diferenciais

    • Osteoartrite e osteoartrose
      • Acomete articulações distais
      • Interfalangeanas distais
      • Primeira carpometacarpiana
      • Primeira metatarsofalangeana
      • 2 ou 1 articulação, sem rigidez matinal
  5. Exames Complementares

    • Fator reumatoide
      • Se negatico solicitar anti-CCP
    • Proteína C reativa
    • VHS
    • Exames laboratoriais normais não excluem diagnóstico
    • Exames adicionais para excluir outros diagnóstico como Fan no lupus
    • RX
      • Mãos (AP+oblíqua), punhos (AP) e pés (AP +P)
      • Deformidade, presença de pannus
      • Aumento das partes moles e osteopenia justa articular
      • Diminuição do espaço articular e erosões ósseas
    • Para o tratamento com metotrexato
      • Hemograma, plaquetas, TGO, TGP, anti-HCV, HbsAg, Anti-HIV, creatinina e rx de tórax
  6. Diagnóstico

    • Considerar achado clínico e exames complementares
    • Pelo menos uma articulação com sinovite, não explicado por outra doença
    • Exclui da avaliação: interfalanges distais a primeira metatarsofalangeana e carpometacarpiana
    • ACR- Critérios- pontuação maior que 6
  7. TRATAMENTO

    • Iniciado mais breve possível nas primeiras 12 semanas
    • Medicamentos Modificadores do Curso da doença MMCDs
      • Previne os danos estruturais
      • Melhora capacidade funcional
    • Paciente com mais de 6 pontos nos critérios e excluidos outros diagnóstico
      • inicio o tratamento na APS - METOTREXATO
    • Contraindicação ou artrite indiferenciada- não fecha o diagnótico
      • Antimaláricos
        • Hidroxicloroquina e cloroquina
      • O especialista substitui por outro MMCDs
    • Vacinação
      • Calendário deve ser atualizado antes do inicio de tratamento
      • Após o uso de imunossupressor atertar-se as vacinas de vírus vivo atenuado como Febre amarela, tríplice, poliomelite, tetra, varicela
    • Identificar e tratar os riscos cardiovasculares, incentivar parar o tabagismo para melhor resposta do tratamento
    • Dor e edema
      • Predinisona 10 mg dia ou antiinflamatório- ibuprofeno de 8 em 8 horas
      • Menor dose e menor tempo para alívio dos sintomas
      • Corticoide e antiinflamatório necessário por 1 a 2 meses no começo da ação MMCD
        • Com a remissão de sintomas é feito o desmame
        • Suplementar Ca (1200mg) e Vit D (8.000 ui) caso corticoide mais de 3 meses
    • MMCDS
      • Metrotexato
        • Contra-indicação
          • Hipersensibilidade, TB sem tratamento, Infecça2o bacteriana e fungica, Hepatite B e C, etilismo, gestação, doença renal crônica, TGO e TGP 3 vezes maior que o normal, neoplasia, supressão de medula
        • Não usar na APS
          • Citopenias isoladas (anemia, leucopenia ou trombocitopenia) ou bicitopenias
          • TGO e TGP acima do normal
          • Doença Renal crônica com taxa de filtração glomerular entre 30 e 60ml/min
        • Orientações
          • Avaliação dos fatores de risco de toxicidade- alcool- nivel educacional; comprometimento, acesso a exames regulares;
          • Exames: hemograma, plaquetas, TGO, TGP, creatinina, raio-x de to1rax, anti-HIV, HbSAg e doença renal crônica
          • Avaliar as contra indicações
          • Mulheres devem usar ACO e homens não devem conceber, caso queiram devem parar antes, 3 meses
          • Calendário vacinal deve ser atualizado antes
        • Uso
          • Comprimidos, injeção SC ou IM- tomar 1 vez na semana
          • Iniciar com 10 a 15 mg oral- aumentar 5 mg a cada 1 mês de acordo com a resposta
          • Remissão clínica obtida em 6 meses
        • Eventos adversos
          • anemia, neutropenia, nauseas, vomitos, mucosite, elevação de enzimas de enximas hepáticas e penumonia intesrticial
        • Acompanhamento
          • Consultas mensais no inicio, com dose estável aumentar para cada 3 meses
            • Solicitar TGO, TGP, hemograma, plaquetas
          • Avaliar a evolução da artrite, avaliando a dor e o edema/ e avaliar a atividade da doença pelo VHS. e PCR
          • Atenção as infecções
          • Suspensão do medicamento
            • pneumonia intersticial, nauseas e vômitos graves, supressão medular, aumento de TGO e TGP 3 vezes do normal
          • Diminuir a dose
            • Caso manifestação moderada com citopenia isolada e na progressão dessa, suspender
            • Elevação de TGO e TGP 1 a 3 vezes que o normal, caso persista, suspender
      • Hidroxicloroquina
        • Retinopatia (não é necessário avaliação do oftalmo) , hipersensibilidade e cardiopatia
        • Consultas mensais, se não houver queixas as consultas são trimestrais
        • Avaliação oftalmológica dentro do primeiro ano de início e anualmente após 5 anos de medicação
      • FALHA NA MONOTERAPIA
        • Após 3 meses de tratamento otimizado com dose plenas, substitui o MMCD ou adiciona
          • Sulfassazina e leflunomida
        • Após 6 meses e dois esquemas eu posso adicionar MMCD biológicos
          • Imunomoduladores- Anti-TNF alfa
            • Certolizumabe, rituzimabe, etanercepte
  8. Quando encaminhar

    • No diagnóstico com 6 ou mais pontos ou em caso de alta suspeita, com 3 ou mais articulações comprometidas, rigidez matinal e teste de squezze positivo
  9. Epidemiologia

    • Prevalência de 1% na pop brasileira adulta
    • Pico de incidência entre 30 e 50 anos
    • Acomete 3 vezes mais mulheres do que homens
  10. Na APS

    • Janela de oportunidade terapeutica: os 12 primeiros meses, especialmente nas 12 primeiras semanas
      • Melhor prognóstico
    • Tratamento precoce básico e encaminhamento para o reumatologista
  11. EXAME FÍSICO

    • Palpação de todas as articulações
    • Teste do aperto- Squeeze test
      • Comprimi as articulações metacarpolfalangeanas e metatarsofalangeanas
  12. Fatores de mau prognóstico

    • mulheres, tabagismo, baixo nível socioeconômico, início da doença em idade precoce, altos níveis de FR e anti-CCP, provas inflamatórias elevadas, manifestações extra-articulares, edema de articulações, presença precoce de erosões

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PIC ETAPA 6-2BIMESTRE
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