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Funções da Linguagem

Thalita Ary Portugues Exame PMP Portuguese

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Funções da Linguagem

  1. A comunicação ocorre na interação de vários elementos integrados: um emissor, uma mensagem, um receptor para essa mensagem, que tem um tema, um assunto, um contexto, um referente.

    • Há outros elementos: a mensagem é transmitida por determinado “meio”, um “canal”, e utiliza um determinado sistema de signos conhecidos pelas partes, chamado “código”.
  2. FUNÇÃO EMOTIVA

    • O foco recai sobre o próprio “emissor”. O “eu” é o centro da mensagem, que se apresenta como subjetiva e pessoal. Por esse motivo, reflete o ânimo e as emoções.
    • Essa função da linguagem predomina em poemas líricos e em prosa intimista. Como marcas textuais, temos o uso de interjeições, exclamações, reticências, vocativos, verbos em primeira pessoa, adjetivos valorativos.
  3. FUNÇÃO FÁTICA

    • O foco da mensagem recai sobre o próprio “canal” em que ela é transmitida. Visa a testar, estabelecer, manter ou encerrar a comunicação.
    • Nessa função se encaixam as saudações, os iniciadores de conversa, os marcadores conversacionais de confirmação: alô? Tá ouvindo? Tudo bem? Como vai? Dá licença? Certo? Ok? Entendeu? Todos comigo? Hein? Falou... Ok.. Bom dia...
  4. FUNÇÃO APELATIVA OU CONATIVA

    • O foco recai sobre o interlocutor, o ouvinte. A finalidade é convencê-lo ou influenciá-lo. Por isso, é permeada por discurso em segunda pessoa (Tu e Você) e verbos no imperativo.
    • Por objetivar induzir o ouvinte a fazer algo, esta é a linguagem predominante em sermões e em propaganda.
  5. FUNÇÃO REFERENCIAL OU DENOTATIVA

    • A ênfase está no referente, isto é, no assunto, no conteúdo, na informação.
    • A linguagem tende a ser objetiva, expositiva, e por isso costuma fazer uso de recursos impessoalizadores como a terceira pessoa, tempos verbais afirmativos como o futuro e o presente do indicativo. A linguagem é concisa e objetiva, típica dos textos jornalísticos, didáticos, científicos e outros que tenham como finalidade primária informar ou ensinar
  6. FUNÇÃO POÉTICA OU CONOTATIVA

    • A ênfase está na própria mensagem, na forma em que é construída e transmitida (de forma criativa, elaborada, com recursos figurativos), diferentemente da função referencial, que foca no conteúdo em si.
    • ssa é a linguagem literária, por isso, encontraremos recursos como figuras de estilo ou linguagem (linguagem conotativa, figurada), neologismos, construções criativas e deliberadamente recheadas de polissemia e ambiguidade.
  7. Um texto pode ter indícios de várias funções de linguagem, mas uma será considerada predominante. Por exemplo, um texto poético pode também estar permeado pela linguagem emotiva, com muitas referências ao próprio narrador/eu-lírico e seus sentimentos. Porém, a função predominante será a poética.

  8. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA

    • O foco está no código utilizado na transmissão da mensagem. O código é usado para explicar o próprio código, ou seja, a língua explica a língua.
    • Esta aula é um exemplo, pois uso a linguagem para falar sobre a própria linguagem. Além disso, encontraremos a metalinguagem em verbetes de dicionários, em resenhas, em manuais de redação e gramáticas, em filmes que falam de filmes, em atores que interpretam atores, em poemas que falam sobre a poesia.
  9. Linguagem

    • Verbal
      • é aquele que se materializa em linguagem escrita ou falada
    • Não verbal
      • é o que usa outros elementos, que não a fala ou a escrita: imagens, música, gestos, escultura. Sinais, placas, pinturas, sons, linguagem corporal são todos elementos de linguagem “não verbal”. Comparem dois textos de mesma temática, mas escritos com linguagens diferentes
    • Em prova, é comum a banca trazer textos “mistos”, “híbridos”, com elementos verbais e não verbais, ao mesmo tempo. Teremos então imagens e palavras.
  10. texto literário

    • tem uma função estética, tem ênfase no plano da expressão, ou seja, a forma é essencial ao texto
      • no texto literário, com função poética, abundam recursos estilísticos, como ritmo, versificação, estrutura planejada, figuras de som (rimas, aliterações), linguagem figurada, conotativa... Um texto literário não pode ser resumido, não pode ser alterado sem prejuízo. Se trocarmos uma palavra de lugar, perdemos o efeito estético de uma rima, por exemplo.
        • Linguagem literária: Na curva dos cinquenta derrapei neste amor. (Carlos Drummond de Andrade)
  11. texto não literário

    • foco no plano do conteúdo, na informação, na referência que fornece, por isso pode ser resumido, reescrito de outras formas, sem prejuízo da mensagem original. Sua finalidade é utilitária (informar, convencer, explicar, documentar...), por isso preza pela objetividade, não pela forma.
      • Linguagem não literária: Aos cinquenta anos, inesperadamente, apaixonei-me de novo.
  12. INTERTEXTUALIDADE

    • Comunicação/diálogo entre textos (texto escrito, música, pintura, obra audiovisual...), isto é, ocorre intertextualidade quando um texto faz referência a outro, de forma implícita (de forma oculta, de modo que o leitor depende de seu conhecimento de mundo para identificar a referência) ou explícita (por exemplo, numa citação direta, com identificação da autoria do outro texto citado)
    • Citação: É a reprodução do discurso alheio, normalmente entre aspas e com indicação da autoria.
    • Epígrafe: Citação curta colocada em uma página no início da obra ou destacada no início de um capítulo. Normalmente abre uma narrativa com a reprodução de frase célebre que anuncia ou resume a temática do capítulo/obra que se inicia.
    • Paródia: é a criação de um texto a partir de outro, com finalidade humorística, irônica.
    • Paráfrase: é a criação de um texto a partir de outro, é uma reescritura de ideias com outras palavras. A paráfrase não tem finalidade humorística, mas sim reproduz, preserva e confirma a ideologia do texto original.
    • Tradução: é a reprodução de um texto de uma língua para outra.
    • Referência/Alusão: é uma referência a outro texto, mas de forma vaga, indireta, sem indicação. Depende do conhecimento de mundo do leitor para fazer sentido.
  13. Recorrência: O leitor deve buscar no texto aquela informação, sabendo que a resposta estará escrita com outras palavras, em forma de paráfrase, ou seja, de uma reescritura. É o tipo mais comum: a resposta está direta e literal no texto.

    • Inferência: O leitor deve fazer deduções a partir do texto. O fundamento da dedução será um pressuposto, ou seja, uma pista, vestígios que o texto traz. Deduzir além das pistas do texto é extrapolar. Geralmente questões de inferência trazem o seguinte enunciado: “depreende-se das ideias do texto”.
      • O pressuposto, embora traga informação implícita, está visivelmente registrado no teor daquelas palavras, está “marcado linguisticamente”, ao passo que o subentendido é uma insinuação, não marcada linguisticamente, ou seja, não está propriamente nas palavras, é extralinguístico, está nas entrelinhas.
        • Como se sair melhor nas questões de interpretação e compreensão: 1. Leia o texto todo. Leia outra vez, marcando as ideias centrais de cada parágrafo, que frequentemente vêm no seu início. 2. A ideia central na introdução e na conclusão é a tese. No desenvolvimento é o tópico frasal. 3. Questões de recorrência são resolvidas encontrando uma paráfrase. Questões de inferência exigem uma dedução baseada e pressupostos
          • Pessoal, vamos ver agora os principais raciocínios equivocados que fazem o aluno errar na hora da prova.
            • Extrapolar: Esse é o erro mais comum. O texto vai até um limite e o examinador oferece uma assertiva que “vai além” desse limite.
            • Limitar e Restringir: É o contrário da extrapolação. Geralmente se manifesta na supressão de informação essencial para o texto
            • Acrescentar opinião: Nesse tipo de assertiva errada, o examinador parafraseia parte do texto, mas acrescenta um pouco da sua própria opinião, opinião esta que não foi externada pelo autor.
            • Contradizer o texto. O texto original diz “A” e o texto parafraseado da assertiva errada diz “Não A” ou “B”. Para disfarçar essa contradição, a banca usará muitas palavras do texto, fará uma paráfrase muito semelhante, mas com um vocábulo crucial que fará o sentido ficar inverso ao do texto.
            • Tangenciar o tema. O examinador cria uma assertiva que aparentemente se relaciona ao tema, mas fala de outro assunto, remotamente correlato. No mundo dos fatos, aqueles dois temas podem até ser afins, mas no texto não se falou do segundo, só do primeiro; então houve fuga ao tema.

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Exame PMP Portugues Mind Map on Funções da Linguagem, created by Thalita Ary on 05/09/2023.
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Thalita Ary
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