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03 - PONTOS A LEMBRAR
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03 - PONTOS A LEMBRAR
- Tomar decisões é escolher entre diversas alternativas existentes, com o objetivo de resolver problemas ou aproveitar oportunidades. Em outras palavras, a decisão sempre envolve escolher um caminho (curso de ação ou comportamento a ser seguido) entre duas ou mais alternativas (opções) diferentes. Nesse sentido, se não existirem alternativas a serem escolhidas (ou seja, se existe apenas uma única opção disponível), não há decisões a serem tomadas. O Custo de Oportunidade é uma maneira de “mensurar o custo” de determinada escolha. Em outras palavras, o Custo de Oportunidade busca indicar o “valor que se perdeu” (“valor que se deixou de ganhar”) em função de se ter optado por uma alternativa ao invés de outra.
– Elementos do Processo Decisório
- Tomador de decisão: É a pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alternativas futuras de ação. Objetivos: São os objetivos que o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações. Preferências: São os critérios que o tomador de decisão usa para fazer sua escolha. Estratégia: É o curso de ação que o tomador de decisão escolhe para atingir seus objetivos. O curso de ação é o caminho escolhido e depende dos recursos que o tomador de decisões dispõe. Situação: São os aspectos do ambiente que envolve o tomador de decisão e que afetam sua escolha. Alguns desses aspectos estão fora do seu controle, conhecimento ou compreensão. Resultado: É a consequência ou resultado de determinada estratégia. Alguns autores ainda incluem mais um elemento (nesse caso, seriam 07 elementos): Estado da Natureza: são as condições de incerteza, risco ou certeza que existem no ambiente de decisão que o tomador de decisão deve enfrentar4 .
Etapas do Processo Decisório (Fases do Processo Decisório)
- 1- Identificação da Situação;
- Busca-se identificar e mapear a situação, o problema ou a oportunidade. Essa etapa procura definir a situação, diagnosticar as causas dos problemas e definir os objetivos da decisão.
- 2- Diagnóstico (Obtenção de Informações)
- Nessa etapa, buscam-se obter informações sobre a situação, o problema ou a oportunidade, com o objetivo de reduzir a incerteza sobre a situação ou o problema
- 3- Geração de Alternativas;
- Trata-se da etapa na qual são criadas alternativas (cursos de ação) para a solução dos problemas ou aproveitamento das oportunidades.
- 4- Avaliação, Comparação e Escolha das Alternativas
- Nessa etapa, as alternativas são avaliadas e comparadas, com o objetivo de se escolher aquela alternativa que seja mais adequada à solução dos problemas ou ao aproveitamento da oportunidade.
- 5- Implementação da Alternativa Escolhida
- Trata-se de implementar a alternativa escolhida. Ou seja, consiste em transformar a alternativa escolhida (o curso de ação escolhido) em ação efetiva
- 6- Avaliação da Decisão (dos resultados)
- Trata-se da etapa em que as alternativas (cursos de ação) escolhidas são monitoradas e avaliadas. Aqui, busca-se avaliar se o problema foi resolvido ou se a oportunidade foi aproveitada, e quais foram os resultados e consequências da decisão tomada.
- 1- Identificação da Situação;
– Classificações das Decisões
Decisões Centralizadas x Decisões Descentralizadas
- XAs decisões centralizadas, por serem tomadas pela alta cúpula da empresa, normalmente, estão mais alinhadas aos objetivos organizacionais. Além disso, é mais fácil de controlar os resultados organizacionais, pois somente o chefe tem o poder de decidir (então esse controle é feito mais de “perto”). Contudo, como as decisões são tomadas no topo da hierarquia, muitas vezes, podem ser tomadas por algum “chefe” que não detenha as informações necessárias acerca do assunto sobre o qual irá decidir (as informações que chegaram até ele podem ser pobres e insuficientes), portanto, há um risco que as decisões tomadas sejam inadequadas e longe da realidade “local”. Além disso, essa centralização causa maior lentidão no processo de tomada de decisões. Nas decisões descentralizadas, pelo fato de o poder estar “pulverizado” entre os diversos níveis da organização (inclusive nos níveis mais baixos), há uma melhora no tempo da tomada de decisão (decisões mais rápidas), bem como uma melhoria na qualidade da informação para a tomada de decisão. Portanto, as decisões tendem a ser mais assertivas para a realidade “local”. Contudo, são decisões menos uniformes (ou seja, cada indivíduo “decide” de um jeito diferente). Vale ressaltar que a descentralização contribui, ainda, para a motivação dos funcionários dos níveis mais baixos (afinal, eles se sentem mais “importantes” por estarem decidindo). A descentralização das decisões exige formas flexíveis de gestão, horizontalização de estruturas, descentralização de funções e incentiva à criatividade.
Ambientes de decisão
- Certeza
- o tomador de decisões tem informações confiáveis e suficientes, que lhe dão condições de “saber”, com segurança, quais serão os resultados
- o tem todas as informações sobre o problema, as alternativas são “óbvias” e os resultados são claros
- nível operacional
- Risco
- •Informações dão apenas uma "ideia" dos resultados
- É possível calcular as Probabilidades (Objetiva e Subjetiva)
- Nível Tático
- Incerteza
- Pouquíssima ou nenhuma informação
- Não é possível ter qualquer "ideia" dos resultados
- Nível Estratégico
- Turbulência (ambiguidade): trata-se do ambiente em que os objetivos não são claros e não são bem definidos. A turbulência também ocorre quando o ambiente muda
- Classificações das decisões de acordo com as condições ambientais
- Computação: É o tipo de decisão que ocorre no ambiente de certeza. Ocorre quando todas as informações (alternativas e resultados) são adequadas e suficientes. Trata-se de decisões programadas, ou seja, decisões “padronizadas”, utilizadas para responder a situações cotidianas, que ocorrem regularmente. Nesse caso, as máquinas e computadores são ferramentas que auxiliam e trazem excelentes resultados.
- Julgamento: É o tipo de decisão que ocorre no ambiente de risco. As alternativas são incertas e discutíveis. Contudo, os resultados são certos e claros. Trata-se de decisões não programadas.
- Compromisso: É o tipo de decisão que ocorre no ambiente de incerteza. As alternativas são certas. Contudo, os resultados são incertos e ambíguos. Trata-se de decisões não programadas.
- Inspiração: É o tipo de decisão que ocorre no ambiente de turbulência/ambiguidade (mudanças rápidas). Ocorre quando todas as informações (alternativas, resultados, causas e objetivos) são incertas, desconhecidas e insuficientes. É caracterizada pela confusão e pelo caos. As pessoas discordam das alternativas e dos resultados e, muitas vezes, decidem por intuição e inspiração.
- Certeza
Modelos de Tomada de Decisão
- Racional (Clássico)
- O tomador de decisões tem o objetivo claro; O problema é bem diagnosticado e definido e as alternativas e critérios de decisão são conhecidos e bem definidos; O tomador de decisões tem todas as informações possíveis sobre o assunto a ser decidido e as informações são confiáveis, precisas e mensuráveis; O tomador de decisões é capaz de identificar todas as opções relevantes (cursos de ação) de forma imparcial e racional (utilizando a “razão”); O tomador de decisões é capaz de escolher a opção que maximiza os resultados
- Tem por objetivo maximizar os resultados, através de escolhas coerentes Busca decisões ótimas Decisões racionais, lógicas e baseadas na razão
- Racionalidade Limitada
- O indivíduo tem uma capacidade limitada de processar informações (capacidade cognitiva limitada); Leva em consideração os “desvios de percepção” existentes entre diferentes indivíduos; As informações são insuficientes, variáveis ou imperfeitas; As situações são complexas; Busca decisões satisfatórias e suficientes
- Intuitivo
- É modelo “menos racional” O indivíduo confia em sua intuição para tomar decisões; Trata‐se de um processo cognitivo inconsciente. O indivíduo se baseia em experiências passadas para tomar decisões; Apoia‐se em associações holísticas ou conexões difusas entre informações divergentes; A decisão é rápida e influenciada por componentes afetivos (ou seja, normalmente envolve emoções).
- Racional (Clássico)
Estilos de Tomada de Decisão
- Estilo Analítico: O tomador de decisões é racional e tem alta tolerância à ambiguidade (tem alta complexidade cognitiva). Ele é cuidadoso e tem capacidade de se adaptar a novas situações. Suas decisões são tomadas com base em muitas informações e muitas alternativas são avaliadas. É orientado para as tarefas (desempenho).
- Estilo Diretivo: O tomador de decisões é racional e tem baixa tolerância à ambiguidade (tem baixa complexidade cognitiva). Ele é eficiente, lógico e toma decisões rapidamente. Suas decisões são tomadas com base em poucas informações e poucas alternativas são avaliadas. Foca no curto prazo e é orientado para as tarefas (desempenho).
- Estilo Conceitual: O tomador de decisões é intuitivo e tem alta tolerância à ambiguidade (tem alta complexidade cognitiva). Ele é criativo e tem uma visão ampla das coisas. Suas decisões são tomadas com base em muitas informações e muitas alternativas são avaliadas. Foca no longo prazo é orientado para as pessoas (relações pessoais)
- Estilo Comportamental: O tomador de decisões é intuitivo e tem baixa tolerância à ambiguidade (tem baixa complexidade cognitiva). Ele se preocupa com as pessoas e com o desenvolvimento de sua equipe. Além disso, ele evita conflitos e busca a aceitação. Ele despreza a utilização de dados e informações para a tomada de decisões. Foca no curto prazo e é orientado para as pessoas (relações pessoais).X
Processos Heurísticos
- Os processos heurísticos consistem em “guias de bolso” (“regras simplificadoras”) utilizados para reduzir as demandas de processamento de informações, reduzir o tempo e os recursos empreendidos no processo decisório e, consequentemente, facilitar e simplificar o processo de tomada de decisão.
- Disponibilidade
- o indivíduo julga e toma decisões baseado em experiências e eventos passados que estão prontamente “disponíveis” em sua memória.
- O evento pode estar prontamente disponível na memória em razão da frequência com que ele ocorre, ou então em razão das “emoções” que ele desperta.
- Representatividade
- o indivíduo julga e toma decisões baseado em “estereótipos”. Ou seja, o indivíduo busca acessar “casos semelhantes” em sua memória, para poder compará-los com a situação atual. A base para a tomada de decisões são “modelos mentais de referência”.
- Âncora e Ajustamento
- o indivíduo toma sua decisão baseado em alguma referência que serve como base de comparação. Ou seja, o tomador de decisões parte de um valor inicial (valor “âncora”) e depois faz os ajustes necessários para tomar sua decisão. Esse “valor âncora” irá influenciar a decisão.
Vieses que Interferem no Processo de Tomada de Decisão
- Excesso de confiança: Os indivíduos que possuem habilidades intelectuais e interpessoais mais fracas apresentam maiores probabilidades de superestimar sua capacidade e desempenho
- Viés de Confirmação (Evidência Conformadora): Os indivíduos tendem a buscar informações que “confirmam” (corroboram) suas escolhas anteriores e desprezar aquelas informações que são “contrárias” a essas escolhas (Decisão tendenciosa)
- Escalada de Comprometimento: Indivíduo toma alguma decisão malsucedida, e se vê como responsável pelo fracasso decorrente dessa decisão. Portanto, tende a aumentar o comprometimento, para tentar “recuperar o prejuízo"
- Erro de Aleatoriedade: Tendência do indivíduo buscar dar algum “sentido” para eventos aleatórios (Superstições)
- Viés da Compreensão Tardia: Tendência do indivíduo de achar que ele “já sabia” do resultado de algum evento, depois que esse evento ocorreu
- Aversão ao Risco: Tendência do indivíduo de preferir um resultado “certo” ao invés de um resultado “arriscado”
Ferramentas de Auxílio ao Processo Decisório
- Diagrama de Ishikawa: Auxilia o tomador de decisão a identificar as causas de determinado problema. Diagrama de Causa‐Efeito (Gráfico Espinha de Peixe)
- Diagrama de Pareto: Regra do 80/20, 80% dos “resultados” (“problemas”) provêm de 20% de ”causas”. Auxilia o gestor a “focar” (priorizar) nos aspectos que mais geram impacto na situação analisada.
- 5W2H: Tem por objetivo facilitar o planejamento das atividades. Auxilia o gestor a traçar os planos de ação para que os objetivos sejam alcançados. Auxília na tomada de decisão.
- GUT Ferramenta utilizada para priorizar os problemas.
- Diagrama de Dispersão Possibilita ao gestor identificar se há ou não relação entre duas variáveis.
- Brainstorming Utilizada com o objetivo de criar alternativas criativas para solução de problemas ou para o aproveitamento de oportunidades.
- Brainwriting É a versão "escrita" do brainstorming. utilizada com o objetivo de criar alternativas criativas para solução de problemas ou para o aproveitamento de oportunidades.
- Paradigma de Rubinsteins É uma ferramenta que permite organizar, em um diagrama, as relações de causa e efeito existentes em uma situação (ou em um problema) para, depois, serem formuladas alternativas para resolver o problema ou a situação.
- Análise do Campo de Forças De um lado, encontram‐se as forças positivas (ou propulsoras), que tendem a impulsionar o comportamento. De outro lado, as forças negativas (ou restritivas), que tendem a inibir, restringir ou eliminar o comportamento.
- Análise de Vantagens e Desvantagens Consiste em elencar as vantagens e as desvantagens das alternativas disponíveis para cada decisão
- Diagrama de Árvore de Decisões Permite ao tomador de decisões visualizar a “sequência” do processo decisório. Permite que o tomador de decisões visualize o desdobramento de cada alternativa (de cada curso de ação), e também “visualize” as decisões seguintes.
- Tabela de Decisões Funciona basicamente como o Diagrama de Árvore de Decisões. Contudo, nesse caso, os dados são dispostos em uma tabela.
- Modelo Multicriterial O tomador de decisões cria diversos critérios e, posteriormente, estabelece “pesos” para cada um desses critérios. Depois, o tomador de decisões dá “notas” para cada uma das alternativas
- Análise do Ponto de Equilíbrio Possibilita ao gestor analisar de que maneira as mudanças ocorridas nos custos fixos e nos custos variáveis afetam os custos totais.
- Técnica do Grupo Nominal Ferramenta de tomada de decisões em grupo. Reúne‐se, presencialmente (fisicamente), um grupo de “especialistas” na área da decisão a ser tomada.
- Técnica Delphi Questionários são enviados a um grupo de “especialistas” na área da decisão a ser tomada. Ou seja, os membros não se reúnem fisicamente. Busca‐se evitar que os membros sejam influenciados com as ideias de outros membros.
- Método Cartesiano Metodologia Sistemática baseada em 04 princípios: Dúvida Sistemática (ou Evidência); Análise (ou Decomposição); Síntese (ou Composição) e Enumeração (ou Verificação).
Modelo de tomada de decisão de Taylor
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- Concursos Públicos Políticas públicas II Mind Map on 03 - PONTOS A LEMBRAR, created by Laerte Bezerra on 21/04/2024.
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