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• Defesa de Capitu •
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• Defesa de Capitu •
Desde sua infância, Bentinho foi uma pessoa criativa e facilmente manipulável. Ele apenas percebeu seus sentimentos por Capitu depois de espionar uma conversa entre José Dias e sua mãe (D. Glória): no capítulo 12 "Na varanda", após ouvir a desconfiança do agregado que ele e Capitu estariam "em segredinhos....", "Sempre juntos..." ele deduziu que ama a Capitu e que Capitu o amava. Isto mostra que a carência que Bentinho possui em opinião própria e o quão fácil ele pode ser persuadido por outros e ,principalmente, por si mesmo, já que ele tirava conclusões próprias e iludia-se com elas.
- No capítulo 40 "Uma égua" bentinho diz: "A imaginação foi a companheira de toda a minha existência [...]" afirmando que ele tinha uma grande imaginação e que poderia, até mesmo, imaginar coisas irreais. Como por exemplo, no capítulo 100 em que ele imaginou/ouviu uma fada dizendo :"Tu serás feliz, Bentinho". José estava presente e não ouviu voz alguma.
- Bentinho foi uma pessoa reclusa e calada. Tais características deram origem ao seu apelido "Dom Casmurro". Ele também era possessivo e delirava com frequência, muitas vezes perdendo a noção do certo e do errado, além de revelar um lado altamente violento. Era muito obcecado por Capitu a ponto de desejar a morte de sua mãe para que ele pudesse ficar junto com ela: "Mamãe defunta, sem seminário".
- O ciúmes de Bentinho era surreal, a ponto de sentir zelo até mesmo de seres inanimados como o mar. No capítulo 106 "Dez libras esterlinas", Bento disse: "[...] Uma noite perdeu-se em fitar o mar com tal força e concentração, que me deu ciúmes.[...]
- Bentinho perdia o próprio controle durante suas crises de ciúmes. Por exemplo, no capítulo 75 "O desespero", depois de um rapaz passar pela rua e olhar para Capitu Bentinho corre e isola-se em seu quarto, tendo ideias desequilibradas: "[...] a vontade que me dava era cravar-lhe as unhas no pescoço, enterrá-las bem, até ver-lhe sair a vida com o sangue."
- Após o enterro de Escobar Bentinho começa a cegamente duvidar de Capitu. Porém, ele diz:" [...] era a antiga paixão que me ofuscava e me fazia desvairar como sempre". Significado de desvairar: perder a cabeça, ter alucinações.
- Depois que se convencer que Capitu o traiu, Bentinho tenta matar ao próprio filho e se matar, porém ao ser interrompido por Capitu ( que não sabia da intenção do marido de cometer suicídio e matar o próprio filho), ele hesita de tomar o veneno. Por que? Pois ele tinha consciência de que Capitu nunca o traiu.
- Capítulo 140 "Volta da Igreja": "Ficando só, era natural pegar do café e bebê-lo. Pois, não, senhor; tinha perdido o gosto à morte. [...] Qualquer que fosse a razão do ato, rejeitei a morte, e esperei o regresso de Capitu."
- Capítulo 137 "Segundo impulso": "Não sei que senti que me fez recuar. Pus a xícara em cima da mesa, e dei por mim a beijar doidamente a cabeça do menino."
- Vale lembrar que Bentinho era um advogado, logo, sabe muito bem como convencer as pessoas a acreditarem em suas palavras. Muitas vezes durante o livro Bentinho avança ou retrocede na história para sua própria conveniência. Durante todo o livro não ouvimos a versão de Capitu ou de outros personagens, tornando-se inviável que se culpe alguém que não foi dada a oportunidade de se defender.
- No Código Penal da época o adultério era crime "contra a segurança da honra e honestidade das familias e do ultraje publico ao pudor"., "Art. 280. Contra o co-réo adultero não serão admissiveis outras provas sinão o flagrante delicto, e a resultante de documentos escriptos por elle.". A lei da época dizia que não haveriam outras provas de considerá-los culpados e penalizá-los a não ser o flagrante. Fonte: https://jus.com.br
- Segundo a Presunção da inocência "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Hora alguma Capitu teve a oportunidade de se defender, embora tenha pedido no capítulo 138 "Capitu que entra" após de ser acusada de adultério:'"- Não, Bentinho, ou conte o resto, para que eu me defenda, se você acha que tenho defesa, ou peço-lhe desde já a nossa separação: não posso mais!
- Lei nº 11.106, de 28 de março de 2005, descriminalizou o adultério. O seu artigo 5º revogou clara e expressamente o artigo 240 do Código Penal Pátrio em vigor. OU SEJA, NOS DIAS ATUAIS, CAPITU NÃO PODE SER JULGADA, POIS MESMO SE COMETESSE O ADULTÉRIO, NÃO É MAIS CONSIDERADO UM CRIME. TENDO EM VISTA QUE O JULGAMENTO SERÁ FEITO EM 2017, NÃO HÁ COMO CONSIDERÁ-LA CULPADA DE ALGO QUE NÃO É UM CRIME.
- Vale lembrar que Bentinho era um advogado, logo, sabe muito bem como convencer as pessoas a acreditarem em suas palavras. Muitas vezes durante o livro Bentinho avança ou retrocede na história para sua própria conveniência. Durante todo o livro não ouvimos a versão de Capitu ou de outros personagens, tornando-se inviável que se culpe alguém que não foi dada a oportunidade de se defender.
- Depois que se convencer que Capitu o traiu, Bentinho tenta matar ao próprio filho e se matar, porém ao ser interrompido por Capitu ( que não sabia da intenção do marido de cometer suicídio e matar o próprio filho), ele hesita de tomar o veneno. Por que? Pois ele tinha consciência de que Capitu nunca o traiu.
- Bentinho foi uma pessoa reclusa e calada. Tais características deram origem ao seu apelido "Dom Casmurro". Ele também era possessivo e delirava com frequência, muitas vezes perdendo a noção do certo e do errado, além de revelar um lado altamente violento. Era muito obcecado por Capitu a ponto de desejar a morte de sua mãe para que ele pudesse ficar junto com ela: "Mamãe defunta, sem seminário".
- Bentinho foi durante toda sua infância manipulado a ser Padre, embora não tivesse vocação.
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- Literatura Mind Map on • Defesa de Capitu •, created by Rayris Marques on 25/03/2017.
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