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Karl Marx
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Karl Marx
O Capital
- 3 volumes
Critica a Economia Clássica
- Falta de perspectiva histórica
- Produção é uma atividade social
- Assume diversas formas e modos, dependendo da organização social e das técnicas de produção
- Na época em questão, vigorava o modo capitalista
- Confusões e distorções geradas pelo estudo errado do capitalismo:
- Crença de que o capital é um elemento universal em todos os modos de produção
- Toda atividade econômica pode ser reduzida a uma série de trocas
- Superficialmente, um sistema de troca aparenta ser um sistema de igualdade e liberdade
- Aparentemente, as diferenças entre as necessidades e a produção dos indivíduos dão origem à troca
- Suposto resultado: harmonia social e econômica
- Só no capitalismo os “instrumentos de produção” e “o trabalho acumulado” são a fonte de renda e do poder da classe social dominante
- Mercadoria
- 2 características essenciais:
- Uma coisa que, por suas propriedades, satisfazia às necessidades humanas
- Valor de uso
- O depositário material do valor de troca
- Relação entre a quantidade dessa mercadoria que se poderia conseguir em troca de uma certa quantidade de outra ou outras mercadorias
- Meio através do qual todas as mercadorias podiam ser direta e quantitativamente comparadas
- Uma coisa que, por suas propriedades, satisfazia às necessidades humanas
- Todas tem valor de uso
- Todas são produzidas apenas pelo trabalho humano (físico e mental)
- 2 características essenciais:
- Uma pequena classe de pessoas (capitalistas) monopoliza os meios de produção e a grande maioria dos produtores diretos (operários) não pode produzir independentemente, por não terem eles qualquer meio de produção
- Cada produtor individual produz somente para o mercado; ninguém sabe ou se preocupa com quem irá consumir a mercadoria que produziu ou quem produz a mercadoria que irá consumir; as relações sociais entre produtores não são diretas ou imediatas
- Confusões e distorções geradas pelo estudo errado do capitalismo:
- Para estudar os modos de produção, deve-se isolar as características que são essenciais e particulares a determinado modo de produção
- Na época em questão, vigorava o modo capitalista
- Assume diversas formas e modos, dependendo da organização social e das técnicas de produção
- Produção é uma atividade social
- Falta de perspectiva histórica
Marx procura entender como o capital surgiu e como se perpetuou
Há inúmeras formas de propriedade: cada modo de produção particular tem suas formas particulares de propriedade, e essas formas determinam a distribuição
- Produção e distribuição não são independentes uma da outra
- Toda produção é uma apropriação da natureza por parte de algum indivíduo
- Propriedade (apropriação) é uma precondição da produção
- Propriedade comum (comunal) e não propriedade privada
- Propriedade (apropriação) é uma precondição da produção
Interessado em explicar a natureza da relação social entre capitalistas e trabalhadores
- Relação entre salários e lucro
Rejeita o valor de uso como determinante de preço
- “Como valores de uso, as mercadorias são, acima de tudo, de diferentes qualidades, mas, como valores de troca, são meramente quantidades diferentes”
- Valor de uso não é a base para valor de troca
- O único elemento comum a todas as mercadorias e diretamente comparável em termos quantitativos é o tempo de trabalho necessário para sua produção
- Mercadorias como valores
- O valor é uma relação social qualitativa com uma dimensão quantitativa
- “O valor de um bem está para o valor de qualquer outro, como o tempo de trabalho necessário para a produção do outro”
- Para que uma sociedade seja produtora de mercadorias, são necessários 3 pré-requisitos:
- Haver um grau tão grande de especialização, que cada produtor, individualmente, produzisse sempre o mesmo produto (ou parte de um produto)
- Essa especialização exige, necessariamente, a completa “separação do valor de uso do valor de troca”
- Exige um mercado amplo, bem desenvolvido, que precisa do uso generalizado da moeda, como equivalente de valor universal, mediando todas as trocas
- O produtor só deve produzir para vender no mercado e, com o produto de suas vendas, comprar no próprio mercado os produtos de que necessita
- "As relações que ligavam o trabalho de um indivíduo ao dos demais aparecem não como relações sociais diretas entre indivíduos no trabalho, mas como relações entre objetos”
- Assim, em uma sociedade que produz mercadorias, os valores de uso produzidos pelo trabalho útil não poderiam ser consumidos e usados sem o funcionamento a contento da troca no mercado
- "As relações que ligavam o trabalho de um indivíduo ao dos demais aparecem não como relações sociais diretas entre indivíduos no trabalho, mas como relações entre objetos”
- O valor é uma relação social qualitativa com uma dimensão quantitativa
- “O trabalho que forma a substância do valor é trabalho humano homogêneo, o gasto de uma força de trabalho uniforme”
- Trabalho útil
- Trabalho cuja utilidade é representada pelo valor de uso de seu produto, ou que se manifesta tornando seu produto um valor de uso
- Causa do valor de uso das mercadorias
- É a fonte de toda utilidade proporcionada pelas mercadorias, e a troca é meramente o pré-requisito necessário para o próprio funcionamento de uma sociedade que produz mercadorias
- Trabalho abstrato
- Cria valor de troca
- Gasto de força de trabalho humano
- Apenas o tempo de trabalho socialmente necessário é contado
- “O tempo de trabalho socialmente necessário é o que é preciso para produzir um artigo em condições normais de produção e com o grau médio de habilidade e intensidade existente na época”
- "O trabalho qualificado só conta como trabalho simples intensificado ou como trabalho simples multiplicado quando se considera uma determinada quantidade de (trabalho) qualificado igual a uma quantidade maior de trabalho simples"
- Trabalho útil
- Mercadorias como valores
As condições históricas necessárias para a produção de mercadorias não são idênticas às necessárias para a existência do capitalismo
- Na produção simples de mercadorias, em um sistema não capitalista, produzem-se mercadorias para venda com o fim de adquirir outras mercadorias para uso (Mercadoria - Dinheiro - Mercadoria)
- No sistema capitalista, o objetivo é o lucro, portanto o sistema de trocas se da como Dinheiro - Mercadoria - Dinheiro', onde Dinheiro' > Dinheiro
- D' - D = Mais Valia
- Força motora que impulsiona o capitalismo
- O objetivo do capitalismo não é o valor de uso e nem o lucro de uma única transação, mas sim o processo incansável e interminável da obtenção de lucros
- Capitalista: coloca o dinheiro em circulação para obter mais lucro (avarento racional)
- Avarento: guarda seu dinheiro para não perdê-lo
- O objetivo do capitalismo não é o valor de uso e nem o lucro de uma única transação, mas sim o processo incansável e interminável da obtenção de lucros
- Não se dá na circulação, mas sim na produção
- Diferença entre o valor da força de trabalho como mercadoria (ou trabalho potencial) e o valor da mercadoria produzida, que incorpora o trabalho concretizado (ou o valor de uso consumido da força de trabalho)
- Força motora que impulsiona o capitalismo
- D' - D = Mais Valia
- No sistema capitalista, o objetivo é o lucro, portanto o sistema de trocas se da como Dinheiro - Mercadoria - Dinheiro', onde Dinheiro' > Dinheiro
- Na produção simples de mercadorias, em um sistema não capitalista, produzem-se mercadorias para venda com o fim de adquirir outras mercadorias para uso (Mercadoria - Dinheiro - Mercadoria)
No esquema de circulação, o capital industrial pode ser identificado em 3 estágios:
- Capitalista como comprador: seu dinheiro é transformado em mercadorias
- Consumo produtivo das mercadorias compradas: capital passa pelo processo de produção e o resultado é uma mercadoria de valor maior do que os elementos que entraram em sua produção
- Capitalista volta ao mercado como vendedor: suas mercadorias são transformadas em dinheiro
- D-M… P… M’-D' (sendo M' e D' representantes de M e D acrescidos de mais-valia
Força de trabalho = capacidade de trabalhar ou trabalho potencial
- Quando vendida como mercadoria, seu valor de uso é a execução do trabalho (concretização do trabalho potencial)
- Incorporado à mercadoria, dando-lhe valor, gerando mais-valia
- A força de trabalho é meramente trabalho potencial (vendido pelo trabalhador como mercadoria); o valor de uso da força de trabalho é o verdadeiro trabalho executado
- O valor da força de trabalho é igual ao valor de subsistência da família de um operário
- Essa subsistência não é biológica ou fisiológica mínima, mas um “produto do desenvolvimento histórico”, que depende “dos hábitos e do grau de conforto” a que a classe operária estiver acostumada
- Trabalho necessário X Trabalho excedente
- Quando vendida como mercadoria, seu valor de uso é a execução do trabalho (concretização do trabalho potencial)
Quando o capitalista gasta seu dinheiro na compra das mercadorias necessárias ao processo produtivo, o capital resultante (sob a forma de mercadorias) é dividido em:
- Capital constante
- Instrumentos, máquinas, prédios e matérias-primas (meios não humanos de produção); mercadorias que só transferem seu próprio valor ao valor do produto final
- Capital variável
- Força de trabalho que o capitalista compra; seu valor aumenta quando o trabalho potencial comprado se transforma em trabalho real incorporado a uma mercadoria produzida
- Capital constante
Acumulação primitiva
- Processo de criação da classe operária sem propriedades, economicamente indefesa e dependente
- Criação de uma classe capitalista rica, com controle monopolista sobre os meios de produção
Consequências da concorrência e da acumulação:
- Concentração econômica
- Tendência à queda da taxa de lucro
- Desequilíbrio e crises setoriais
- Alienação e crescente miséria da classe operária
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- Mind Map on Karl Marx, created by Rafaela Esequiel on 01/04/2017.
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- Rafaela Esequiel
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