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Hisg 11- Revolução Americana

maria livia mariani História Geral Portuguese

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Hisg 11- Revolução Americana

  • Guerra dos Sete Anos: 1756-1763, foi um conflito entre a Grã-Bretanha e a França pelo controle comercial e marítimo de colônias localizadas nas Índias Orientais e na América do Norte.
  1. Representou um dos primeiros sinais de abalo do poderio europeu durante o chamado Antigo Regime.

    • Revolução
      • A Independência, também denominada por muitos de Revolução Americana, é um episódio controverso para os historiadores. Alguns deles alegam que a ruptura com a Inglaterra representou a formação de uma “nova ordem”, o que a caracterizaria como uma Revolução. Essa tese pode ser reforçada pelo fato de os colonos possuírem práticas políticas próprias, como a atuação de conselhos representativos das comunidades, o que garantia uma maior participação dos indivíduos nas decisões políticas. Como consequência disso, instaurou-se o desejo de consagrar a “liberdade” e de consolidar o direito de participar das decisões públicas, de ser admitido no mundo político, o que foi importante para o processo de Independência. Aceitando-se esses aspectos, é possível caracterizar a ação dos colonos como revolucionária. 
    • Independência
      • Por outro lado, existem historiadores que apontam as limitações desse movimento. Uma delas seria o fato de não existir, ainda naquele período, uma unidade entre os americanos. Por isso, a Independência não teria sido motivada pelo sentimento nacionalista em relação aos Estados Unidos, que de fato nem existia, mas sim por uma repulsão aos ingleses.
  2. Antecedentes

    • A colonização inglesa na América do Norte, em especial nas colônias do norte, não se caracterizou por um planejamento sistemático. Isso porque a situação interna conflituosa pela qual passava a Inglaterra entre os séculos XV e XVII, marcada pelo fi m da Guerra dos Cem Anos, pela Guerra das duas Rosas, pela Reforma Anglicana e pela Revolução Inglesa, impedia a atuação efetiva da metrópole na América. Somadas a isso, as características de algumas colônias fi zeram com que sofressem pouca interferência da metrópole, levando a um distanciamento desta. Foi comum, nesse caso, a prática do self-government, ou seja, o autogoverno pelos colonos da América.
  3. Interferência inglesa nas terras coloniais

    • A interferência cada vez mais forte da Inglaterra nos assuntos coloniais se deveu a alguns fatores específicos. Em primeiro lugar, era necessário recuperar os cofres ingleses após os gastos militares em várias guerras. Assim, o aumento da exploração sobre as colônias americanas era uma saída para esse problema. Além disso, a partir da segunda metade do século XVIII, a Inglaterra vivia os primórdios da Revolução Industrial, e a América poderia alimentar esse processo através do fornecimento de matéria-prima, como o algodão, além de representar um importante mercado consumidor para os produtos ingleses. Pode ser ressaltado, ainda, que os gastos ingleses com seu Império em expansão também contribuíram para o aumento da opressão.
    • No plano ideológico, foram fundamentais para a eclosão do movimento emancipacionista as ideias iluministas, em especial as de John Locke. Tais influências chegavam às colônias através dos filhos das elites que haviam estudado nas universidades inglesas. Locke defendia a teoria do contrato social e afirmava que o Estado deveria ser capaz de garantir os direitos naturais e inalienáveis dos indivíduos. A não garantia destes dava aos cidadãos o direito de se rebelarem contra o governo, caracterizando, portanto, o direito de resistência à tirania dos governos considerados injustos. Além disso, John Locke defendia que a participação política determinava a validade de uma lei. Posto que as leis a que estavam submetidos os colonos eram votadas exclusivamente pelo Parlamento inglês, sem o consentimento dos americanos, aquela situação inevitavelmente se tornaria insustentável.
    • No momento em que a Coroa aumentou a opressão por meio de um conjunto de leis repressivas, os colonos, influenciados pelo Iluminismo, questionaram a validade de tais atos, afirmando a máxima: “No taxation without representation” (Não à taxação sem representação).
  4. Leis Coercitivas (6)

    • Lei do Açúcar
      • Estabelecia impostos adicionais para a compra de açúcar e outros produtos estrangeiros, como artigos de luxo, vinho, café e seda. Com o aumento dos preços dos produtos estrangeiros, os colonos se viam na obrigação de comprar produtos diretamente dos ingleses ou das outras colônias inglesas, como o açúcar oriundo de colônias inglesas nas Antilhas. 
      • 1764
    • Lei do Selo
      • Essa lei determinava que documentos públicos, como jornais, cartazes e diplomas, fossem taxados. Eram encaminhados diretamente para os cofres da Coroa.
      • Revogação pelo Parlamento inglês no ano seguinte.
      • 1765
    • Atos Townshend
      • Taxavam produtos como chumbo, vidro, corantes e chá. "O massacre de Boston". Anulação das medidas por parte do Parlamento inglês.
      • 1767
    • Lei do Chá
      • Mesmo com os baixos impostos, os colonos não aceitavam o fato de estes serem cobrados pela Inglaterra. 
      • A Companhia das Índias Orientais, de origem inglesa, que comercializava o chá, era a principal prejudicada pela baixa dos preços e pela recusa dos americanos. Para promover a recuperação da Companhia, o Parlamento britânico, que possuía inúmeros acionistas na empresa, concedeu o monopólio da venda do chá na América à Companhia das Índias. 
      • Além de boicotarem o chá inglês, os colonos, que aumentaram o consumo de café e de chocolate, atacaram o carregamento de chá de três navios da Companhia no porto de Boston, disfarçados de índios, no episódio que ficou conhecido como a “Festa do chá de Boston”. 
      • 1773
    • Leis Intoleráveis
      • Entre as medidas, destacavam-se o fechamento do porto de Boston, até que todo o prejuízo do lançamento do carregamento de chá ao mar fosse indenizado; a suspensão de todos os benefícios anteriormente concedidos à colônia de Massachusetts; o impedimento de toda e qualquer manifestação pública contra a metrópole; a transferência dos julgamentos de crimes cometidos em território americano para os britânicos, além da obrigatoriedade da concessão de alojamento por parte dos colonos aos soldados ingleses.
      • 1774
    • Ato de Quebec
      • A intenção desse Ato era reforçar o domínio inglês sobre a região do Canadá, obtida após a vitória sobre a França na Guerra dos Sete Anos. Pelo Ato, o território do Quebec teve suas fronteiras fixadas ao sul no Rio Ohio e estaria limitado ao oeste pelo Rio Mississippi, impedindo, assim, a expansão dos colonos para o oeste. Além disso, o Ato de Quebec permitia a manutenção de leis francesas na região, assim como a tolerância religiosa naquela região de maioria católica. Publicado no mesmo ano das chamadas Leis Intoleráveis, o Ato foi visto como uma nova afronta e como uma aproximação da Inglaterra com o catolicismo.
      • 1774
  5. Guerra de Independência

    • Houve auxílio militar e cooperação comercial da França para os EUA
      • Foi fundamental para o início do processo revolucionário francês, devido à influência do ideal de liberdade e república.
      • EUA vencedores

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História Geral Mind Map on Hisg 11- Revolução Americana, created by maria livia mariani on 18/05/2017.
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