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Hisg 14- Revoluções Liberais

maria livia mariani História Geral Portuguese

Hisg 14- Revoluções Liberais

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Hisg 14- Revoluções Liberais

  • Apesar dos esforços restauradores do Congresso de Viena, os movimentos liberais e nacionalistas não foram completamente sufocados. O século XIX seria, desse modo, marcado pelas tentativas de consolidação do modelo liberal e pela luta contra os vestígios absolutistas em várias nações europeias. Não se pode restringir apenas ao liberalismo o conteúdo desses movimentos, já que o crescente nacionalismo levaria ao surgimento de novos Estados. Além disso, os impactos da Revolução Industrial já podiam ser sentidos através da presença do operariado e de ideias socialistas de forma marcante, em especial a partir de 1848.
  1. Movimentos de 1820

    • Espanha
      • Ao retornar ao trono após a derrota de Napoleão, o rei espanhol, Fernando VII, jurou a Constituição, elaborada ainda durante o domínio francês sobre a Espanha. Não levaria muito tempo, no entanto, para o monarca suspendê-la. Seguiram-se outras medidas de caráter conservador, como a deportação de membros liberais do Parlamento espanhol, o retorno de privilégios do clero e da nobreza, a volta da atuação da Inquisição e o fechamento de órgãos de imprensa e universidades. 
      • Diante dessa situação, em 1820, iniciou-se em Cádiz um movimento contra a volta do absolutismo e a favor da constitucionalização. A revolta contou com a participação de militares que estavam embarcando para reprimir os movimentos de emancipação da América e chegou a Madri. Pressionado pelos acontecimentos, o rei jurou novamente a Constituição até que tropas da Santa Aliança fossem acionadas e reprimissem a insurreição.
    • Portugal
      • O Estado lusitano vivia uma situação peculiar, pois, mesmo após a derrota dos franceses bonapartistas, o país vinha sendo dominado por oficiais ingleses enquanto a família real se mantinha na nova sede do Império, o Brasil. A crise econômica era grave e, em 1820, eclodiu a Revolução do Porto. Como meio de solucionar a crise, os revolucionários desejavam o retorno do Brasil à condição de colônia e o fim do domínio inglês. Do ponto de vista político, no entanto, os revoltosos eram liberais e desejavam o retorno do rei e sua submissão a uma Constituição.
      • Em 1821, D. João VI retornou a Portugal e jurou a Constituição de inspiração espanhola. Contrariando o desejo da Revolução, no entanto, o príncipe D. Pedro permaneceu no Brasil, que acabou não retornando à condição de colônia e se tornou independente um ano mais tarde. 
    • Península Itálica
      • A Península Itálica, ainda marcada pela fragmentação, assistiu a movimentos de caráter nacionalista. No reino de Nápoles, governado por Fernando IV, militares associados ao grupo nacionalista dos carbonários obrigaram o rei a se submeter a uma Constituição. Agitações liberais também foram sentidas nas regiões da Lombardia e de Veneza, que estavam sob o domínio austríaco. Mais uma vez as tropas da Santa Aliança atuaram, reprimindo os movimentos. 
    • Grécia
      • A região da Grécia fazia parte do Império Turco-Otomano e, em 1821, um movimento nacionalista e liberal iniciou a luta pela Independência grega. Internamente, a luta contava com o apoio de grande parte da população e, externamente, com o auxílio da Inglaterra, França e Rússia, que possuíam interesses econômicos e estratégicos na região. 
      • Pelo Tratado de Adrianópolis, em 1829, a paz foi selada e a Independência da Grécia reconhecida pelos seus aliados. Interessante notar que parte das nações que compunham a Santa Aliança lutou, nesse caso, a favor de um movimento de tendência liberal e nacionalista. Tal atitude acabou gerando um desentendimento entre os membros da Santa Aliança, que, a partir de então, se enfraqueceu.
  2. Revoluções de 1830

    • França
      • Um ultrarrealista (Carlos X) assumiu o poder. Descontentamento da população. Medidas repressoras adotadas por Carlos X: • a dissolução da Câmara dos Deputados; • a elevação do censo eleitoral; • a limitação à liberdade de imprensa. Oposição às medidas do rei. Deposição de Carlos X. A alta burguesia optou por manter a monarquia.
      • Ultrarrealistas
        • Defendiam a restauração aos moldes absolutistas e o retorno de seus privilégios.
      • Constitucionalistas
        • Representantes da alta burguesia, entendiam serem necessários o poder real, somado ao respeito à Constituição, e os limites impostos pelo Legislativo  ao poder do rei.
    • Bélgica
      • Inspirados pelos eventos revolucionários de julho na França, um grupo de católicos nacionalistas deu início à luta pela Independência da Bélgica em relação à Holanda. A rebelião começou em Bruxelas após a apresentação de uma ópera em homenagem ao rei holandês. Após a bem-sucedida ruptura, foi instituída uma monarquia parlamentar, baseada em uma Constituição liberal e que garantia os direitos individuais. 
    • Península Itálica
      • No norte da Península Itálica, nas regiões de Parma, Módena e Romagna, novos movimentos ocorreram e foram sufocados por tropas austríacas. Vários líderes foram exilados e, entre eles, encontrava-se Giuseppe Mazzini, que, no exterior, fundou a associação da Jovem Itália, uma sociedade secreta cujo objetivo era reforçar os ideais nacionalistas e de unificação da região italiana. 
    • Confederação Germânica
      • Na região que corresponde à atual Alemanha, composta de uma série de reinos e que sofria forte influência austríaca e prussiana, as repercussões dos movimentos de julho na França também puderam ser sentidas. Por pressão dos movimentos liberais, príncipes da região de Hanover e da Saxônia foram obrigados a se submeter à Constituição, mesmo que outorgadas. Com auxílio de tropas austríacas, no entanto, os movimentos foram contidos e as constituições suspensas.
    • Polônia
      • Na região da Polônia, controlada majoritariamente pela Rússia, foi formado um governo nacionalista com sede em Varsóvia. As divergências internas, no entanto, levaram à repressão do movimento pelas tropas russas do czar Nicolau I.
  3. Revoluções de 1848 - A Primavera dos Povos

    • França
      • • o fortalecimento do Poder Legislativo; • a redução do censo eleitoral; • a retomada da bandeira tricolor; • a adoção do liberalismo econômico; • o fomento ao desenvolvimento industrial; • o controle pela alta burguesia dos setores de ferrovias, bancos e minas de carvão e ferro.  , além de censurar a imprensa republicana.
      • Uma grave crise econômica tomou conta da França; fome; oposição cheia de gente (liderada pelos republicanos), queriam a ampliação de liberdades democráticas e aumento na produção de alimentos. Durante a chamada Campanha dos Banquetes, tornavam-se também cada vez mais visíveis as influências dos trabalhadores e dos ideais socialistas. O proletariado de Paris se rebelou e derrubou a Monarquia de Julho. Assim, outros movimentos de caráter nacionalista eclodiram por todo o continente.
    • Império Austríaco
      • Movimento liberal; participação da burguesia e dos trabalhadores, exigindo a ampliação do direito ao voto e a destituição de Metternich, ministro austríaco, símbolo do conservadorismo do Congresso de Viena; outorga de uma Constituição; apesar de ter participado dos protestos que depuseram o ministro austríaco, a alta burguesia retirou seu apoio às transformações e lutou pela volta de um poder central fortalecido. Isso se justifica pelo temor deste setor abastado em relação à radicalização do movimento; restauração do absolutismo.
    • Confederação Germânica
      • Pouco após os eventos de Viena, barricadas foram erguidas em Berlim por trabalhadores e burgueses, fazendo com que o rei da Prússia, Frederico Guilherme IV, convocasse uma Assembleia Constituinte. Rapidamente, o movimento se expandiu para o restante da Confederação Germânica, e os liberais de vários Estados se reuniram em Frankfurt com o objetivo de eleger uma Assembleia Nacional Constituinte pelo voto universal. A nova Constituição estabelecia um regime parlamentar, sendo o rei da Prússia imperador da Confederação. 
      • Diante das pressões da Áustria, que não desejava a hegemonia prussiana na região, Frederico Guilherme rejeitou tal proposta. Prontamente, os demais príncipes germânicos também recuaram diante da possibilidade da radicalização popular. No final de 1848, a Assembleia foi dissolvida e o movimento liberal contido. 
    • Península Itálica
      • Na Península Itálica, envolvida também pela Primavera dos Povos, o rei das Duas Sicílias, Fernando II, foi forçado a se submeter a uma Constituição, que, após a repressão comandada pelo rei, foi anulada. Mais ao norte, Milão e Veneza revoltaram-se contra o domínio austríaco, mas foram reprimidos pelas forças da Áustria. Na região da Toscana e em Roma, foram proclamadas repúblicas sob o comando de Giuseppe Mazzini. Naquele contexto, até o papa Pio IX foi forçado a deixar os Estados Pontifícios, mas tropas francesas restabeleceram a soberania da Igreja na região.

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História Geral Mind Map on Hisg 14- Revoluções Liberais, created by maria livia mariani on 25/06/2017.
Created by
maria livia mariani · Jun 2017
Updated
Jun 25, 2017
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