A PRÁTICA REFLEXIVA E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO CORPORATIVA

Niciane Castro
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REIS, G. G.; SILVA, L. M. T.; ÉBOLI, M. A prática reflexiva e suas contribuições para a educação corporativa. REGE, v. 17, n. 4, p. 403-419, 2010.

Resource summary

A PRÁTICA REFLEXIVA E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO CORPORATIVA
1 INTRODUÇÃO
1.1 Educação corporativa
1.1.1 Compreendida como elemento-chave para a competitividade e para a consecução das estratégias de negócios
1.1.1.1 Vinculação com a gestão de competências organizacionais e individuais
1.1.2 Conexões com a própria dinâmica da aprendizagem organizacional
1.1.2.1 Adoção de práticas nos níveis individual, grupais e organizacionais
1.1.2.2 Ações que vão além de programas estruturados
1.1.3 Alicerce central para a construção da modernidade
1.1.3.1 Educação permanente e o desenvolvimento da capacidade de aprender "aprender a aprender"
1.1.3.2 Desenvolvimento da prática sistemática de reflexão
1.2 Conjunto de competências requeridas dos indivíduos que desdobram em iniciativas de educação corporativa (Meister, 1999)
1.2.1 Aprendendo a aprender
1.2.2 Comunicação e colaboração
1.2.3 Raciocínio criativo e resolução de problemas
1.2.4 Conhecimento tecnológico
1.2.5 Conhecimento de negócios globais
1.2.6 Desenvolvimento de liderança
1.2.7 Autogerenciamento de carreira
1.2.8 Interpretar informações para empregá-las no trabalho e tomar decisões
1.3 Paradigmas educacionais
1.3.1 Contempla a complexidade e a inter-relação entre conhecimentos e saberes
1.3.1.1 Importância da prática reflexiva no aprendizado, desenvolvimento e atuação profissionais
1.3.1.1.1 Prática reflexiva
1.3.1.1.1.1 Se baseia na premissa de que a experiência no ambiente organizacional é potencialmente uma das principais formas de aprendizado e, de outro lado, na proposição de que o exercício da reflexão é uma estratégia que maximiza o aprendizado a partir da experiência
1.4 Perspectiva baseada em práticas
1.4.1 Modo de adquirir conhecimento em ação, construindo-o a partir de um contexto de interação
1.5 Objetivo
1.5.1 Resgatar os principais conceitos relacionados à prática reflexiva, propondo aplicações no contexto da educação corporativa
2 EDUCAÇÃO CORPORATIVA E SEU CONTEXTO
2.1 Perspectiva histórica (Souza, 2005)
2.1.1 1ª Revolução Industrial
2.1.1.1 Surgiu a preocupação com a sistematização do conhecimento e a universalização do acesso ao ensino
2.1.2 2ª Revolução Industrial
2.1.2.1 Educação fundamentada no desenvolvimento do raciocínio, em valores éticos e na acumulação do conhecimento de forma organizada
2.1.3 3ª Revolução Industrial
2.1.3.1 Educação torna-se um pré-requisito para o cidadão em três dimensões: produção, consumo e vida social
2.1.3.2 Sociedade do conhecimento
2.2 Gestão das organizações
2.2.1 Até a 3ª Revolução, predominava o paradigma taylorista/fordista
2.2.1.1 Divisão entre o trabalho manual e o intelectual
2.2.1.2 Divisão social da educação
2.2.2 Com a 3ª Revolução Industrial, estabelece-se a gestão flexível nas organizações
2.2.2.1 Desenvolvimento de pessoas com autonomia, iniciativa e dinamismo, voltadas para o autodesenvolvimento e para a aprendizagem contínua
2.2.2.2 Educação permanente
2.2.2.2.1 Sem separação entre o tempo para o estudo e o tempo para o trabalho
2.3 Educação Corporativa ou Universidade Corporativa
2.3.1 Forças centrais que sustentam (Meister, 1999:1)
2.3.1.1 A emergência da organização não-hierárquica, enxuta e flexível
2.3.1.2 O advento e a consolidação da “economia do conhecimento”
2.3.1.3 A redução do prazo de validade do conhecimento
2.3.1.4 O novo foco na capacidade de empregabilidade/ocupacionalidade para a vida toda em lugar do emprego para a vida toda
2.3.1.5 Uma mudança fundamental no mercado da educação global
2.3.2 Entender educação corporativa como um programa educacional voltado para o desenvolvimento de competências individuais e organizacionais, que tem como missão favorecer o alcance das metas organizacionais
2.3.2.1 Ferramenta estratégica organizacional
2.3.3 Princípios de sucesso da educação corporativa (Eboli, 2004:59)
2.3.3.1 Competitividade
2.3.3.2 Perpetuidade
2.3.3.3 Conectividade
2.3.3.3.1 Gestão do conhecimento
2.3.3.3.1.1 Geração
2.3.3.3.1.2 Assimilação
2.3.3.3.1.3 Comunicação
2.3.3.3.1.4 Aplicação
2.3.3.4 Disponibilidade
2.3.3.4.1 Realização da aprendizagem “a qualquer hora e em qualquer lugar
2.3.3.4.1.1 Prática reflexiva
2.3.3.5 Cidadania
2.3.3.6 Parceria
2.3.3.6.1 Atuação dos líderes como educadores: responsabilidade no processo de aprendizagem de suas equipes
2.3.3.7 Sustentabilidade
2.3.4 Postura educacional ativa e construtivista
2.3.4.1 Favorecer o desenvolvimento da capacidade crítica, estimulando as pessoas a pensar, refletir, questionar e construir de forma criativa
2.3.5 Novos métodos de aprendizagem
2.3.5.1 Proporcionem experiências inovadoras e ajudem os funcionários a construir o seu próprio conhecimento, enfrentar desafios e encontrar soluções, por meio da incorporação da atitude de aprender a aprender no cotidiano do seu trabalho
3 PRÁTICA REFLEXIVA
3.1 - Racionalidade técnica e + prática profissional (Schön, 2000)
3.2 Exame cuidadoso e questionador de conhecimentos, pressupostos, conclusões (Dewey, 1979)
3.2.1 Experiência-ação
3.2.2 Capacidade de julgamento daquele que reflete
3.3 Reflexão contínua – sobre a ação e na ação – como trilha para a evolução e melhoria da atuação profissional (Schön, 1983)
3.4 Reflexão e Aprendizado na Ação e na Solução de Problemas
3.4.1 Reflexão na ação: durante o próprio fluxo da prática
3.4.2 Reflexão sobre a ação: nas pausas e momentos que sucedem à prática, que realiza um exame distanciado e retroativo, além de elaborações sobre ações futuras
3.4.3 As práticas, geralmente relacionadas às situações de solução de problemas, são condições para o aprendizado e aprimoramento contínuo do desempenho e para a construção do “talento artístico” na atuação profissional.
3.4.4 Situações, problemas e imprevistos
3.5 Reflexão sobre a Ação e o Aprendizado a partir de Experiências
3.5.1 Atuação diária do profissional
3.5.2 Revisitar experiências
3.5.3 Observar as emoções nelas presentes
3.5.4 Reavaliar a experiência e seus resultados
3.5.5 Fluxo contínuo de experiências, no qual o profissional deve refletir antes, durante e após suas ações
3.5.5.1 Fortalece o aprendizado contínuo a partir das experiências
3.6 Reflexão Crítica e a Revisão de Pressupostos e Perspectivas
3.6.1 Examina os pressupostos, crenças e valores pessoais estabelecidos (HEDBERG, 2009)
3.6.2 Revisa “perspectivas de significados”
3.6.3 Elemento central da aprendizagem transformativa (MEZIROW, 2000, 2009).
3.6.4 Etapas
3.6.4.1 Dilema desorientador
3.6.4.1.1 Contexto ou variável que coloca em cheque perspectivas existentes, mobilizando a pessoa e dando início a uma revisão de posturas que origina a aprendizagem transformativa
3.6.4.2 Autoexame, envolvendo sentimentos diversos: medo, raiva, vergonha, etc.
3.6.4.3 Reflexão crítica de pressupostos e valores pessoais.
3.6.4.3.1 Psicológicas/intrapessoai
3.6.4.3.2 Sociolinguísticas/interpessoais
3.6.4.3.3 Epistêmicas
3.6.4.4 Exploração de possíveis novos papéis e ações.
3.6.4.5 Planejar ações.
3.6.4.6 Adquirir conhecimentos e habilidades necessários aos planos.
3.6.4.7 Experimentação de novos papéis.
3.6.4.8 Fortalecer competências e autoconfiança nos novos papéis.
3.6.4.9 Integração das novas perspectivas à atuação da pessoa.
3.6.5 Aspectos envolvidos
3.6.5.1 Crítica à retórica
3.6.5.2 Crítica à tradição
3.6.5.3 Crítica à autoridade
3.6.5.4 Crítica ao conhecimento
3.6.6 Revisão de perspectivas envolve um aprendizado que se encaminha para a experimentação e o fortalecimento de novas premissas e, consequentemente, de novas ações, até mesmo no contexto da prática gerencial (CUNLIFFE, 2004)
3.7 Reflexão: do Nível Individual para o Nível Organizacional
3.7.1 Prática reflexiva: processo direcionado à aprendizagem da organização e que abrange reflexão na ação e sobre a ação, reflexão na solução de problemas, reflexão crítica (Hoyrup, 2004)
3.7.1.1 Revisão de pressupostos organizacionais
3.7.1.2 Relevante no desenvolvimento de lideranças
4 EDUCANDO O PROFISSIONAL REFLEXIVO NAS ORGANIZAÇÃO
4.1 Ciclo de criação do conhecimento (Vicere e Fulmer, 1998)
4.1.1 Estabelece conexão lógica entre as diferentes estratégias de desenvolvimento, de maneira a orientá-las e sintonizá-las com esforços voltados ao aprendizado organizacional
4.1.2 Caracteriza o desenvolvimento profissional como um processo sistemático que integra diferentes abordagens, partindo da aprendizagem individual e expandindo-se para o grupo, para o nível organizacional, gerando disseminação de conhecimento
4.1.3 Componentes do modelo
4.1.3.1 Experiência
4.1.3.2 Perspectiva
4.1.3.3 Aprendizagem
4.1.3.4 Conhecimento
4.1.3.5 Desafio e nova aprendizagem
4.2 Prática reflexiva
4.2.1 Processo contínuo que leve da experiência à aprendizagem individual
4.2.2 Encaminhamento sistemático que vá do aprendizado individual ao organizacional
4.2.3 Articular e sintonizar a própria educação corporativa com um circuito mais abrangente de aprendizagem e de geração de conhecimento
4.2.4 Incorporar a educação de profissionais
4.2.4.1 “Talento artístico”
4.2.4.2 Realização sistemática
4.2.5 Ponto de vista educacional
4.2.5.1 Teoria e Prática
4.2.5.2 Conhecimento e Atuação
4.2.6 Envolvimento e participação das lideranças
4.2.6.1 Desenvolvimento de líderes organizacionais
4.3 Exemplos de Práticas Concretas
4.3.1 Nível individual
4.3.1.1 Práticas reflexivas pessoais, com maior ou menor grau de estruturação e de revisão de perspectivas pessoais
4.3.1.2 Prática reflexiva em programas em sala de aula, com foco na reflexão individual
4.3.1.3 Utilização de diários (journals), para registro e análise sistemáticos das experiências e acontecimentos críticos
4.3.1.4 Mapas conceituais
4.3.1.5 Exercícios de autoavaliação
4.3.1.6 Parceiros de aprendizagem: colegas de quem podem ser obtidos feedbacks ou com quem podem ser debatidos aspectos específicos da prática
4.3.1.7 Processos de feedback
4.3.1.8 Coaching individual como diálogo reflexivo e como suporte à reflexão crítica e à revisão de perspectivas pessoais
4.3.2 Nível grupal/organizacional
4.3.2.1 Exame de dilemas desorientadores em processos grupais – revisão de pressupostos, perspectivas de significado e “teorias em uso”
4.3.2.2 Prática reflexiva em programas em sala de aula, com foco na reflexão grupal, coletiva
4.3.2.3 Utilização de experiências estruturadas e do ciclo de aprendizagem em programas de desenvolvimento
4.3.2.4 Reflexão a partir do compartilhamento de casos e histórias pessoais (storytelling)
4.3.2.4.1 Relações internas
4.3.2.4.2 Relações externas
4.3.2.5 Reflexão a partir da análise de incidentes críticos
4.3.2.6 Reflexão crítica sobre aspectos da conduta organizacional ética, a partir da exposição a situações e dilemas fictícios, tal como na forma de vinhetas
4.3.2.7 Coaching reflexivo em grupos e em times de projetos
4.3.2.7.1 Enfâse questionamentos e a reflexão crítica
4.3.2.8 Utilização de ciclos do tipo investigação-ação
4.3.2.8.1 AGIR-DESCREVER-AVALIAR-PLANEJAR
4.3.2.9 Comunidades de prática
4.3.2.10 Aprendizados a partir de erros
4.3.2.11 Debater e compartilhar visões
4.3.2.12 Compartilhar conhecimentos/experiências
4.3.2.13 Intercâmbio intensivo de feedback
4.3.2.14 Experimentação de ideias
4.3.2.15 Questionar o pensamento grupal e pressupostos coletivos
4.3.2.16 Identificar, observar e debater “descontinuidades” (mudanças significativas e seus resultados) e “experiências de pico” (eventos de desempenho excepcional)
4.3.2.17 Avaliação formativa
4.3.2.18 Reflexão imaginativa
4.3.2.19 Caso Astrazeneca
4.3.2.19.1 Experiência com pesquisa-ação, coaching e reflexão em grupos
4.3.2.19.1.1 Aprendizado de times globais de pesquisa e desenvolvimento
4.3.2.20 Caso Kraft
4.3.2.20.1 Reunião diária das células de produção para analisar resultados obtidos no dia anterior, visando repetir experiências que deram certo, corrigir erros e buscar sugestões de melhoria e de soluções para os problemas
4.3.2.20.1.1 Ação vinculada às iniciativas gerais de educação corporativa da companhia
4.4 Articulação com os esforços mais amplos de educação de uma organização
4.4.1 Inserção da reflexão, como metodologia, em diferentes tipos de programas desenvolvidos pela organização
4.4.2 Universidade corporativa (Allen, 2002)
4.4.2.1 Ferramenta estratégica que orquestra atividades que cultivam geração de conhecimento, bem como aprendizado individual e organizacional
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
5.1 A prática reflexiva propõe-se a promover aprendizados e mudanças a partir da ação, num processo de tomada de consciência que envolve uma observação distanciada, e pode ser integrada às diferentes oportunidades de aprendizagem (cursos, educação a distância, desenvolvimento de lideranças, etc.) oferecidas pelos sistemas de educação corporativa.
5.2 Devem estimular uma postura ativa nas pessoas, de forma que elas busquem, continuamente, por meio do pensamento crítico, do questionamento e da reflexão, tanto no nível individual como grupal, soluções criativas e inovadoras para os dilemas e imprevistos que emergem no cotidiano organizacional
5.3 Futuras pesquisas
5.3.1 Analisar justamente essas especificidades, identificando práticas reflexivas que melhor se ajustem a cada uma delas
5.3.2 Identificar tipos de práticas reflexivas que têm sido empregados pelas empresas nos sistemas de educação corporativa já em andamento
5.3.3 Pesquisar que tipos de estratégias reflexivas se alinham melhor às diferentes oportunidades de aprendizagem (cursos, educação a distância, desenvolvimento de lideranças, etc.) oferecidas pelos sistemas de educação corporativa
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