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Absolutismo

beatriz tomaz pereira Portuguese 1 page

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Com o revigoramento do comércio e das cidades, formou-se um novo grupo social, a burguesia, composta principalmente por comerciantes. No entanto, a existência de vários senhores feudais e, portanto, de diferentes moedas e impostos encarecia as mercadorias e atrapalhava os burgueses. Dispostos a mudar essa situação, os burgueses aproximaram-se do rei em busca de proteção e favores; alguns reis, interessados no dinheiro da burguesia, passaram a fazer leis favoráveis a ela. Em troca da proteção recebida, muitos burgueses doavam dinheiro ao rei; a nobreza empobrecida com o fracasso das Cruzadas, também se aproximou do rei para pedir ajuda militar, a fim de reprimir as revoltas camponesas; os camponeses, por sua vez, recorriam ao rei esperando que ele os defendesse contra o abuso dos senhores feudais. Fortalecido, o rei pôde criar impostos, estabelecer uma moeda única para todo o território e usar o dinheiro das doações e dos impostos para criar um exercito profissional assalariado. Com isso, aos poucos, o rei foi impondo sua autoridade a todos os habitantes do reino. O papel e a atuação da Igreja Católica, nesse processo de centralização politica, variavam de uma região a outra. Alarmada pelas desordens e revoltas sociais do século XIV, a Igreja legitimou o poder dos reis e se tornou forte aliada dos governos monárquicos europeus. Em troca, podiam continuar a administrar suas próprias terras e eram isentos de impostos. Algumas monarquias europeias como a da França, evoluíram para o Absolutismo, regime político em que o rei tem poder de decretar leis, fazer justiça, criar e cobrar impostos. No regime absolutista, o rei estava acima da nobreza e da burguesia, colocando-se como mediador dos interesses desses grupos rivais. O rei equilibrava-se, procurando contentar tanto a burguesia como a nobreza: havia a doação de cargos como beneficio ou recompensa por lealdade e serviços prestados ao rei; nobreza também isenta de impostos e burguesia e povo pagavam os impostos. Os reis absolutistas justificavam seu poder recorrendo às obras que geralmente eles mesmos encomendavam de pensadores que procuravam estabelecer explicações para essa forma de governo. Eles ficaram conhecidos como teóricos do absolutismo. Entre eles temos: • Jean Bodin (1530 – 1596), autor de Seis Livros da República, jurista francês, para ele a ordem era a coisa mais importante. Sendo assim, um homem não poderia rebelar-se contra o soberano sem uma ordem de Deus. O monarca deveria governar impondo leis aos súditos e respeitando as leis da natureza e de Deus.

• Thomas Hobbes (1588-1679), autor de Leviatã, no qual desenvolveu a teoria de que os seres humanos em troca de segurança haviam conferido toda a autoridade a um soberano. Pois, obedecendo apenas a seus interesses particulares a vida seria uma guerra permanente onde “o homem é o lobo do homem”. Por isso, o poder do soberano sobre os súditos era absoluto.

• Jacques Bossuet (1627- 1704) sacerdote francês que escreveu Politica Segundo as Sagradas Escrituras, em que formula a Teoria do Direito Divino dos Reis, pela qual se considera o monarca o representante de Deus na Terra e, portanto, que só a ele se deve satisfações sendo que qualquer oposição a ele era considerada oposição ao próprio Deus.

• Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) viveu numa época em que a Itália ainda não tinha se unificado, era ainda formada por ducados e condados e defendia que a formação de um Estado moderno afastaria o perigo de uma dominação estrangeira, tornaria o Estado competitivo com os outros, enriqueceria com o desenvolvimento comercial, com as navegações e com a colonização. Daí escreveu O Príncipe, onde afirma que o monarca não deve ser julgado pelas atitudes que toma, mas pelos objetivos que pretende alcançar. “Os fins justificam os meios”. Muitos reis utilizaram os argumentos de Maquiavel, mas na Itália não rolou, sua unificação aconteceu apenas em 1870. Mas também houveram os que criticaram esse sistema político, como por exemplo,

Thomas Morus (1480 – 1535). Na obra Utopia descreveu a sociedade ideal usando como modelo uma ilha imaginária – Utopia- na qual não havia fome, injustiças sociais, guerras, nem governos impopulares e autoritários. Acreditava que os seres humanos eram bons e capazes de construir uma sociedade justa e harmoniosa. A população também idealizava sociedades e mundos diferentes daquele em que viviam, como por exemplo, a Cocanha, o Reino de Preste João e a Fonte da Juventude. Para conseguir riqueza e poder, a maioria das monarquias absolutistas europeias adotou um conjunto de ideias e práticas econômicas que foi chamado de Mercantilismo (também chamado de Capitalismo Comercial) pois seus defensores davam grande importância as atividades comerciais (mercantis). Princípios básicos:

• Metalismo: crença de que quanto mais ouro e prata uma nação possuísse mais rica ela seria.

• Balança comercial favorável: se o dinheiro era feito de ouro e prata, para reter as riquezas no país o ideal era exportar o máximo e importar o mínimo, para obter saldo positivo na balança comercial.

• Protecionismo: incentivo ao comércio, indústria e marinha nacional aumentando os impostos dos produtos estrangeiros para favorecer os produtos locais.

Colonialismo: o protecionismo contribuía para diminuir o volume das importações, mas pouco colaborava para as exportações. Então, as colônias devido ao Pacto Colonial, que propunha o monopólio do comércio da Metrópole com as mesmas, resolvia o problema. • Industrialismo: algumas Metrópoles incentivaram a produção manufatureira, pois acreditavam que a produção poderia gerar tanto lucro quanto a comercialização.

Exemplo de rei absolutista: Luis XIV, o Rei Sol – França: governou por 54 anos, exigia de seus súditos total obediência e lealdade e ocupava-se pessoalmente dos assuntos ligados ao governo. Agia de acordo com a frase: “O Estado sou eu”. Usou o exército para impor sua autoridade, mas procurou atender também aos interesses de setores da nobreza e da burguesia. Para a nobreza distribuía pensões, presentes e empregos bem remunerados; para a burguesia concedia prêmios em dinheiro e ajuda financeira às manufaturas isentando-as de impostos.

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Note on Absolutismo, created by beatriz tomaz pereira on 22/04/2018.
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