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fabula e cronica

gustavo schaad Português Idiomas Portuguese 1 page

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Fábula

1. A raposa e o leão

Tinha a Raposa o seu covil bem fechado e estava lá dentro a gemer, porque estava doente; chegou à porta um Leão e perguntou-lhe como estava, e que a deixasse entrar, porque a queria lamber, que tinha virtude na língua, e lambendo-a, logo havia de sarar.

Respondeu a Raposa de dentro:

— Não posso abrir, nem quero. Creio que a tua língua tem virtude; porém é tão má vizinhança a dos dentes, que lhe tenho grande medo, e portanto antes quero sofrer com o meu mal.

Moral da história

A fábula do leão e da raposa nos ensina a sermos precavidos por mais que estejamos em situação de sofrimento.

2. A cigarra e a formiga

Havia uma cigarra que passou todo o verão a cantar, aproveitando os agradáveis fins de tarde e curtindo o tempo de forma despreocupada.

Mas quando chegou o gelado inverno, a cigarra já não estava alegre, pois estava faminta e tremendo de frio.

Assim, foi pedir ajuda à formiga, que havia trabalhado muito no verão. Pediu que a colega lhe desse alimento e abrigo. Ao que a formiga perguntou:

O que você fez durante todo o verão?

— Estive a cantar - respondeu a cigarra.

E a formiga lhe deu uma resposta grosseira:

— Pois então, agora dance!

Moral da história

Essa é uma das fábulas em que a moral pode ser comparada a um ditado popular, no caso: “Deus ajuda, quem cedo madruga”. Aqui, percebemos a importância do planejamento e do trabalho.

Fonte: https://www.culturagenial.com/melhores-fabulas-com-moral/

Crônica

Crônica Humorística: Esse tipo de crônica apela para o humor como forma de entreter o público, ao mesmo tempo que utiliza da ironia e do humor como ferramenta essencial para criticar alguns aspectos seja da sociedade, política, cultura, economia, etc.

Furto de Flor, de Carlos Drummond de Andrade

Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

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Idiomas Português Note on fabula e cronica, created by gustavo schaad on 08/09/2021.
Created by
gustavo schaad · Sep 2021
Updated
Sep 8, 2021
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