O GoConqr está de visual novo! Conte para nós o que você achou.

Mapa mental

ANTIBIÓTICOS

Raquel Pinheiro Farmácia Português

Conteúdo do mapa

ANTIBIÓTICOS

  1. PENICILINAS

    • São antibióticos betalactâmicos bactericidas por mecanismos desconhecidos, talvez pela ativação de enzimas autolíticas que destroem a parede celular bacteriana em alguns microrganismos.
    • Alguns microrganismos produzem betalactamases, que inativam antibióticos betalactâmicos; esse efeito pode ser bloqueado pelo acréscimo de um inibidor de betalactamase.
    • As penicilinas são distribuídas de maneira rápida nos líquidos extracelulares da maioria dos tecidos, particularmente quando inflamados.
    • Benzetacil (penicilina benzatina)
  2. METICILINA

    • A meticilina é um antibiótico betalactâmico de pequeno espetro pertencente ao grupo das penicilinas.
    • Usado para tratar infeções causadas por bactérias Gram-positivas suscetíveis, particularmente organismos produtores de beta-lactamase, como Staphylococcus aureus, que de outra forma seriam resistentes à maioria das penicilinas.
    • Como outros antibióticos beta-lactâmicos, a Meticilina atua inibindo a síntese de paredes celulares bacterianas. Inibe a ligação cruzada entre as cadeias de polímero de peptidoglicanos lineares que compõem um componente principal da parede celular de bactérias Gram-positivas. Faz isso unindo e inibindo competitivamente a enzima transpeptidase usada pelas bactérias para reticular o péptido (D-alanil-alanina) usado na síntese de peptidoglicano.
  3. VANCOMICINA

    • A vancomicina é um antibiótico bactericida que inibe a síntese da parede celular.
    • Ela bloqueia a incorporação no peptidoglicano das subunidades N-ácido acetilmuramico e N-acetilglucosamina, ao se ligar reversivelmente a estas moléculas. Com parede celular deficiente as bactérias não resistem às pressões osmóticas e morrem.
  4. CEFALOSPORINA

    • Antibiótico betalactâmico bactericida. Inibe as enzimas na parede celular das bactérias suscetíveis, interrompendo a síntese celular. Há 5 gerações de cefalosporinas.
    • Como todos os antibióticos beta-lactâmicos (e.g. penicilinas), as cefalosporinas interferem na síntese da parede celular de peptidoglicano via inibição de enzimas envolvidas no processo de transpeptidação.
    • Há resistência em algumas estirpes devido a disseminação de plasmídeos que codificam o gene da proteína beta-lactamase, que destroi o antibiótico antes que possa ter efeitos.
  5. QUINOLONAS

    • As quinolonas e fluoroquinolonas são grupos relacionados de antibióticos, derivados do ácido nalidíxico, usados no tratamento das infecções bacterianas.
    • São inibidores da enzima bacteriana DNA topoisomerase II (girase de DNA) e da DNA topoisomerase IV. Para muitas bactérias Gram-positivo (S. aureus), a DNA topoisomerase IV é a principal inibida pelas quinolonas. Em contraste, para muitas bactérias Gram-negativo (E. coli), o principal alvo das quinolonas é a DNA-girase.
    • Levofloxacina
  6. SULFONAMIDAS

    • São um grupo de antibióticos sintéticos usados no tratamento de doenças infecciosas devidas a microorganismos, também conhecidas como sulfas.
    • São inibidoras competitivas da enzima bacteriana sintetase de dihidroperoato[2] (são análogos do seu substrato o ácido para-aminobenzóico — PABA). A enzima catalisa uma reação necessária à síntese de ácido fólico, necessário para a síntese de precursores de DNA e RNA) nas bactérias. Consequentemente, o DNA bacteriano não é replicado e proteínas não são sintetizadas.
    • Como as células humanas obtêm o seu ácido fólico da dieta, e não possuem a enzima, não são afetadas. As bactérias, no entanto, são incapazes de absorvê-lo, e precisam produzi-lo, logo elas são afetadas nas doses usadas e param de se reproduzir.
  7. POLIMIXINA

    • São antibióticos com uma estrutura genética constituída de um peptídeo cíclico com uma longa cauda hidrofóbica. Elas quebram a estrutura da membrana celular bacteriana ao interagir com seus fosfolípidos.
    • Eles são produzidos por sistemas de sintase de peptídeos não-ribossômicos em bactérias Gram-positivas como a Paenibacillus polymyxa e são seletivamente tóxicas a bactérias Gram-negativas devido à sua especificidade pelas moléculas de lipopolissacarídeo que existem nas membranas externas das Gram-negativas.
    • Polimixinas não são absorvidas no trato gastrointestinal, e, portanto, outra via de administração deve ser escolhida, como parenteral ou por inalação. Elas têm menos efeito em organismos Gram-positivos, e são às vezes combinados com outros agentes (como Trimetoprim/polimixina) para aumentar o espectro de eficácia.
  8. Aminoglicosídeos, macrolídeos e tetraciclinas

    • MACROLÍDEOS são um grupo de antimicrobianos quimicamente constituídos por um anel macrocíclico de lactona, ao qual ligam-se um ou mais açúcares. Pertencem a este grupo azitromicina, claritromicina, eritromicina, espiramicina, miocamicina, roxitromicina, etc. O espectro de ação é semelhante, diferindo apenas na potência contra alguns microrganismos.
    • TETRACICLINAS antimicrobianos primariamente bacteriostáticos, quando em concentrações terapêuticas. Apresentam amplo espectro de ação, incluindo bactérias gram-positivas, gram-negativas aeróbias e anaeróbias, espiroquetas, riquétsias, micoplasma, clamídias e alguns protozoários.
    • Aminoglicosídeos são agentes que possuem um grupo amino básico e uma unidade de açúcar. A estreptomicina , principal representante da classe, foi isolada em 1944 de Streptomyces griseus, um micro-organismo de solo. Os aminoglicosídeos apresentam atividade melhorada em pH levemente alcalino, em torno de 7,4, onde estão positivamente carregados, facilitando a penetração em bactérias Gram negativo.
  9. CARBAPENÊMICOS

    • antimicrobianos da classe dos β-lactâmicos, a qual também pertencem as penicilinas, as cefalosporinas e os monobactâmicos, porém com espectro de ação significativamente mais amplo que esses outros. São drogas relativamente seguras e utilizadas com muita frequência para o tratamento de pacientes em terapia intensiva, sendo praticamente reservados para uso nesse contexto.
    • Os carbapenêmicos diferem das outras drogas com mecanismo de ação semelhante pois apresentam resistência à maioria das β-lactamases, que são enzimas que hidrolisam o anel β-lactâmico do fármaco, inativando sua ação bactericida. Entretanto, essa característica não os protege de todas as β-lactamases, como veremos mais adiante.

Informações

Descrição
trabalho de microbio
Criado por
Raquel Pinheiro
Visualizações
4
Avaliação

Fale Conosco

Sobre o que é sua mensagem?

O que você acha do novo visual?

Você gostou?