Fil 10- Kant
Slides in this set (8)
-
- O Iluminismo também representou a luta do homem contra o abuso do poder por parte das autoridades, de forma que todo tipo de autoritarismo deveria ser combatido como algo irracional e, portanto, inaceitável.
- Teve como principal representante Immanuel Kant.
-
- O que posso saber?
- O que devo saber?
- O que posso esperar?
- O que é o homem?
- Kant une empirismo e racionalismo em uma nova teoria do conhecimento, o criticismo.
-
Juízos analíticos e juízos sintéticos
- Juízos analíticos ou explicativos a priori: nascem da simples análise do objeto, baseando-se exclusivamente na razão – pensamento humano –, sem que seja necessária qualquer interferência dos sentidos – experiência.
- Juízos sintéticos ou ampliativos a posteriori: esses juízos se baseiam nas experiências humanas, nos sentidos, no empirismo.
- Mas Kant considera necessário unir razão e experiência, racionalismo e empirismo, em um mesmo e único conhecimento = juízos sintéticos a priori.
-
A nova revolução copernicana do pensamento
- O filósofo propõe uma mudança radical de perspectiva, segundo a qual o homem deixaria de olhar para fora de si, para os objetos do mundo, voltando-se para dentro de si, para sua própria razão, tentando compreender quais as condições que ele tem para conhecer, como é possível conhecer e como se dá o seu conhecimento sobre o mundo. Não há, portanto, uma predominância do sujeito sobre o objeto, como defende o racionalismo, e nem do objeto sobre o sujeito, como defende o empirismo, mas é na relação entre os dois que se alcança o conhecimento. A essa teoria do conhecimento, na qual há uma interdependência entre experiência e razão, chama-se criticismo kantiano.
-
As formas da sensibilidade e do entendimento
- *Formas a priori da sensibilidade;
- *Formas a priori do entendimento.
-
*Formas a priori da sensibilidade
- As formas a priori da sensibilidade chamadas pelo filósofo também de intuições puras, são o tempo e o espaço. Essas formas não existem como realidades em si mesmas, assim, não seria possível dizer que o espaço e o tempo têm realidades fora do próprio homem, assim como outros objetos do mundo físico. Tais formas existem no homem como ferramentas que tornam possíveis as experiências.
- Quando percebemos um objeto, por exemplo uma mesa, e pensamos em determinadas situações – em cima da mesa, embaixo, ao lado, antes, depois –, só é possível fazer tais afirmações porque experimentamos tal objeto, porque temos as condições do tempo e do espaço.
- Logo, sem tempo e espaço, o homem não poderia experimentar absolutamente nada.
-
*Formas a priori do entendimento
- As formas a priori do entendimento, o qual consiste na capacidade do intelecto humano de julgar, são também chamadas por Kant de categorias. As categorias, juntamente com o tempo e com o espaço, constituem o sujeito transcendental.
- Ao definir as formas a priori da sensibilidade e as formas a priori do entendimento, Kant buscou tornar possível a formulação de juízos sintéticos a priori. Para o filósofo, se o homem tem em si as faculdades de tempo e de espaço que lhe permitem processar os dados dessa experiência, dados estes pensados pelas categorias – lembrando que tanto tempo e espaço quanto as categorias fazem parte da natureza de todos os homens –, é possível, então, alcançar verdades que ampliem o conhecimento humano e ao mesmo tempo sejam universais e necessárias.
-
- Por “dever”, Kant compreende a ação ética que deve guiar-se única e exclusivamente pela racionalidade humana, a qual busca princípios ou valores racionais que fundamentarão a ação, livrando-se de todo e qualquer desejo subjetivo que possa desvirtuar a ação correta.
- Assim, para Kant, o homem é essencialmente livre porque é racional. Enquanto todos os outros seres seguem leis determinadas pela sua própria natureza, o homem é o único capaz de tomar decisões utilizando sua razão. A moral é, portanto, independente do mundo natural.
- Kant afirma que existem princípios a priori de moralidade, o que significa que o homem não precisa experimentar certa coisa ou viver uma situação concreta para saber o que deve ou não fazer. Utilizando sua razão, o homem é capaz de encontrar os princípios morais que devem ser colocados em prática.
- Há uma diferença fundamental entre ação por dever e ação correta. O homem pode agir corretamente, sem, no entanto, a ação ser por dever. Se a ação correta é realizada porque o sujeito tem interesses próprios, ele então ganhará alguma vantagem, será bem visto pelos outros homens, tendo agido corretamente, mas não por dever. A ação por dever é totalmente desinteressada, não havendo nela qualquer influência a não ser a da simples racionalidade, a qual determina que o sujeito deva agir de determinada maneira.
Information
- Description
- Filosofia Slide Set on Fil 10- Kant, created by maria livia mariani on 25/08/2017.
- Created by
- maria livia mariani
- Views
- 2
- Rating