12- Filosofia Política Renascentista: Maquiavel
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- Florença (1469-1527)
- Corrente Filosófica: Humanismo Cívico Florentino
- Principais obras: O Príncipe; Os Comentários sobre a Primeira Década de Tito Lívio; A Arte da Guerra; Mandrágora
- “Não se aparte do bem, mas, havendo necessidade, saiba valer-se do mal.”
- Foi diplomata e, por isso, viajou para diversos locais e conheceu o jogo político enxergando as qualidades e defeitos dos sistemas. Escreveu O Príncipe quando estava exilado e o enviou a Lorenzo de Medici, que lhe concedeu perdão.
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- O Príncipe é como se fosse um manual de como conseguir e manter o poder, sendo que conquistar é mais simples do que manter. Para isso, é necessário virtu e fortuna. Virtu seriam virtudes, qualidades, que o governante teria de ter; fortuna seria sorte ou oportunidade. Até dá para conquistar com um dos dois, mas para manter o poder é necessário os dois, sendo que a virtu é importante para não perder oportunidades.
- Maquiavel também fala que o governante deve ter a força de um leão e a astúcia de uma raposa, isto é, ser forte e esperto.
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- Pela primeira vez uma obra falou de como a política é, e não de como ela deveria ser.
- Livro: Maquiavel está mais interessado no Estado como ele é de fato, e suas possibilidades reais (o mundo como ele é), do que no que ele deveria ser – Maquiavel é realista e, profundamente renascentista, está interessado nas questões de sua época. Segundo Isaiah Berlin, ao admitir a pluralidade de éticas, Maquiavel foi um precursor do liberalismo.
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- Livro: Maquiavel mostrou existirem duas éticas distintas: uma ética cristã, útil para salvar a alma (ser bom sempre, nunca mentir, não usar máscaras), e uma ética política, útil para salvar o Estado (ser mau quando necessário, mentir quando a situação exigir, parecer bom e piedoso).
- Em Maquiavel, a ética política é utilitária, ou seja, são morais todos os atos úteis à comunidade, ao passo que são imorais os atos que tiverem em vista a satisfação de interesses egoístas, que entrem em conflito com os interesses da coletividade. Rompeu-se, aqui, com a ideia dominante de que o príncipe deve ser sempre bondoso (no sentido cristão da palavra). Haveria, portanto, uma ragione di stato (razão de estado). Isso não significa que Maquiavel era um defensor da maldade e da corrupção – sua filosofia tem uma profundidade muito maior que essa –, mas defende a ideia de que o príncipe deve saber “não ser bom”, existindo, portanto, “crueldades mal usadas ou bem usadas”.
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- Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma, pelas leis, outra, pela força. A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. Como, porém, muitas vezes a primeira não seja suficiente, é preciso recorrer à segunda. Ao príncipe torna-se necessário, porém, saber empregar convenientemente o animal e o homem. [...] Nas ações de todos os homens, máxime dos príncipes, onde não há tribunal para que recorrer, o que importa é o êxito bom ou mau. Procure, pois, um príncipe, vencer e conservar o Estado.
- Nicolau Maquiavel. O príncipe,
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- O ideal seria ser temido e amado, mas se não for possível, deve-se ser temido, porque os humanos são egoístas e estando tão perto do poder, podem tentar toma-lo, assim, o governante deve ser temido para que não tentem te tirar do poder. Mesmo que não seja amado, não deve ser odiado, senão pode acontecer o que aconteceu na revolução francesa, assim, o povo deve também respeitar o governante. O governante deve fazer o bem aos poucos, para que o povo veja que ele está sendo bom, mas deve fazer o mal de uma vez só, para que temam, mas logo esqueçam os detalhes do acontecimento.
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- Maquiavel nunca disse isso, mas essa frase lhe foi atribuída pois exemplifica muito bem suas ideias.
- “Os meios serão sempre julgados honrosos e por todos louvados, porque o vulgo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados, e no mundo não existe senão o vulgo; os poucos não podem existir quando os muitos têm onde se apoiar.”
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- Livro: O termo “maquiavélico” sempre esteve associado à astúcia, falsidade e má-fé. Foi empregado, por exemplo, para caracterizar governos despóticos e políticos corruptos. Os dicionários apontam esse termo como “astuto”, “ardiloso”. De fato, o nome de Maquiavel foi considerado uma ameaça às bases morais da vida política. Mas isso, de maneira alguma, expressa o pensamento desse humanista: Maquiavel nunca foi maquiavélico.
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- Fontes: Coleção Poliedro Filosofia, YouTube TV Poliedro, YouTube Parabólica, YouTube Filosofia Total com Prof. Anderson e Ebook Guia do estudante
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- Ana Castro
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