19- David Hume
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- Origem: Edimburgo (Escócia) (1711-1776)
- Corrente Filosófica: Iluminismo/Empirismo
- Foi grande influente nas obras de Nietzsche e Kant
- Livro: Exerceu cargos diplomáticos na França, Alemanha, Holanda e Itália. Nesse percurso, entrou em contato com os principais intelectuais da época.
- Principais obras: Tratado sobre a Natureza Humana; Investigação sobre o Entendimento Humano; Diálogos sobre a Religião Natural
- “Quando entro mais intimamente nisto que eu chamo de eu mesmo, sempre tropeço em uma ou outra percepção particular, de calor ou frio, luz ou sombra, amor ou ódio, dor ou prazer.”
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- Se tudo vem dos sentidos, não da conhecer tudo, não dá pra conhecer algo por completo, só da pra falar da experiência que tivemos até o momento, assim, temos relação com o ceticismo, isto é, é necessário suspender o julgamento diante da não comprovação da verdade.
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- livro: Hume levou o empirismo às últimas consequências: as nossas sensações são os únicos fatos comprováveis.
- Aquilo que percebemos, os nossos dados ou a estimulação física dos órgãos dos sentidos e os sinais nervosos que eles emitem são a única realidade que conhecemos.
- Eu: Quanto mais recentes são as percepções, cronologicamente, elas serão mais válidas; quanto mais tempo elas estão somente na memória, são mais falhas.
- Se alguém te bate, você sente dor, e guarda na memória que dói, assim “O costume é, portanto, o grande guia da vida humana”. Entretanto, essa ideia não é absoluta, pois pode doer mais ou menos, e conforme o tempo passa, a memória pode ser falha.
- Questionou como o tradicional pressuposto da “relação causa-efeito” se tornou tão poderoso entre os humanos; esse pressuposto vinha desde os pré-socráticos.
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Critica as leis e a causalidade
- Hume é empirista, e acredita que o conhecimento vem da experiência sensorial, porém, ele diz que o homem acabou criando ilusões e sofismas (raciocínio enganoso) quando decidiram inventar leis com base nas regularidades da natureza e na relação de causa e efeito.
- Livro: Ao observarmos o nascer diário do Sol com nossos sentidos, por exemplo, dizemos que esse fenômeno ocorre graças a uma lei que rege os corpos celestes e, assim, acreditamos veementemente que o Sol nascerá todos os dias. Porém, esse conceito de “lei” ou de “causa” deriva tão-somente da nossa limitada experiência, do costume, da repetição e do hábito: o que nos garante que o Sol se levantará amanhã?
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- Livro: Apesar de essa filosofia ser radical, levando-nos a acreditar que “qualquer coisa pode produzir qualquer coisa”, é importante notar que nada disso demonstra que nossas expectativas em relação às leis ou às causas não sejam corretas – Hume não quer provar que amanhã o Sol pode não nascer. Ele quer dizer o seguinte: o fundamento de nossas expectativas não está na razão, mas, sim, no hábito, no costume, na repetição. Em consequência, toda ciência é apenas resultado de indução, não havendo conhecimento certo e definitivo, de modo que a única certeza que podemos ter é a probabilidade (eu: é provável que o sol volte amanhã, mas não podemos afirmar com certeza). Eis os pés de barro de toda a ciência ocidental. Hume diz que a causalidade e a aceitação da existência do mundo ao nosso redor, embora não possam ser provadas, são instintivamente impostas.
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- Percepções são pessoais, cada um percebe de uma forma, e só da para generalizar algo com uma palavra, ex.: todos têm sua percepção de árvore e a única generalização que deve ser feita é usar a palavra “árvore”. Da mesma forma, ele critica a identidade pessoal, pois dizer “eu” não significa falar sobre algo fixo que diz exatamente quem somos, “eu” se refere a diversas experiências sobre mim.
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- Livro: Em um jogo de sinuca, vendo uma bola branca bater numa vermelha, fazendo-a cair na caçapa, acreditamos que o primeiro evento (a bola branca batendo na vermelha) “causou” o segundo (a bola na caçapa). Como observamos isso ocorrer frequentemente, acreditamos ser algo que sempre ocorre. Mas, na verdade, tudo o que sabemos é que uma bola bate na outra: nada sabemos sobre a tal “causa”, conceito que inventamos para relacionar um com o outro. (eu: Tudo que vemos é uma bola bater na outra, não vemos a causalidade; os homens não tem a experiência da causalidade, a causalidade não está no mundo, mas é uma forma de compreender o mundo). A experiência nos mostra que um evento acompanha outro, mas não mostra nenhuma relação concreta entre eles.
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- livro: Para Hume, a noção de causa e efeito não é uma propriedade da natureza, mas uma criação humana para ordenar o que, em essência, é desordenado. É preciso notar que essas reflexões que ele inicia são, atualmente, aprofundadas pela física quântica, para a qual o sujeito, ao estudar a natureza, pode de alguma forma alterá-la: o sujeito não analisa o objeto de maneira neutra; sujeito e objeto são relacionais. o físico austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961) nos legou um importante exemplo nesse sentido. em um experimento, ele colocou uma caixa com um gato e um mecanismo para liberar gás de cianeto controlado pelo decaimento radioativo de um átomo. Se o átomo decai e libera o veneno ou não é algo aleatório e imprevisível. o fato é indeterminado até que abramos a caixa. o infeliz felino não estará vivo nem morto até que nós abramos a caixa. temos aí uma aplicação, na física, do caráter relacional entre sujeito e objeto.
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- Fonte: Ebook filosofia guia do estudante, Filosofia coleção Poliedro; canal youtube Parabólica
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- Ana Castro
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