Filosofia Socrática
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- Método Socrático: Técnica educacional e teórica investigativa, que utiliza uma forma de análise rigorosa a cerca da dialética. Diferente de debates tradicionais cujo objetivo é persuadir o opositor, o Estilo Socrático manifesta a oposição ao diálogo rival como uma forma de arte que pretende agradar os ouvintes e assim como a norma culta que altera o ponto de vista através das emoções deixando de lado em algumas partes do discurso a lógica ou prova. Seu artifício era o de dividir o problema em questão assim discutindo matéria do debate, em questões menores, que em teoria poderiam ser respondidas de forma simples ou ao menos levariam o interlocutor a olhar o problema de diferentes maneiras entendendo os pontos chaves da questão, eliminando as contradições e, na conclusão levar ambos os falantes a solução da problemática. É um método que busca eliminar hipóteses inconsistentes, no qual uma hipótese é levantada, debatida e busca-se demonstrar que esta leva a contradições as quais não poderiam ser resolvidas tornando-as nulas, sem possibilidade de ser considerada com verídica ao fim do processo de diálogo e racionalização. Para alguns estudiosos, Sócrates criou a melhor filosofia no que se trata do campo do conhecimento, que tem como princípio construir o pensamento crítico e as informações relacionadas a certo assunto em vez da mera transmissão de palavras sem sentido. Ao confirmar que suas próprias opiniões possuem traços de ignorância o pensador demonstrava um tipo de sabedoria. Ele tinha como foco unir a propriedade necessária para realizar uma ação com a coragem de executá-la.
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Arte da Comunicação e Liberação Espírito
- O filósofo ateniense considerava sua missão "caminhar por aí (nas ruas, praças e ginásios) convencendo jovens e idosos a não se preocuparem tanto com o físico ou com bens materiais, mas antes com a perfeição espiritual" Defensor do diálogo como meio para à educação, Sócrates considerava muito importante a relação direta com os seus alunos - essa pode ser um possível motivo de não ter deixado textos escritos. Este se fazia acompanhar frequentemente por estudiosos de menor idade, alguns pertencentes às mais famosas e ricas famílias de Atenas. Para ele, ninguém é capaz de adquirir a capacidade de auto condução, e muito menos de influenciar os remanescentes, se não possuir a habilidade disciplinar de domínio interior. Depois dele, a noção de controle pessoal se transformou em um assunto central recorrente da ética e da filosofia moral. Também se formou aí o conceito de liberdade interior: "livre é o homem que não se deixa escravizar pelos próprios apetites e segue os princípios que, por intermédio da educação, afloram de seu interior". Sendo contrário ao modo de pensar de muitos sofistas, para os quais a autenticidade e a prática das atitudes corretas dependiam de circunstâncias, Sócrates valorizava acima de tudo a realidade e as virtudes - fossem elas individuais, como a coragem e a moderação, ou por meios de convívio, como a cooperação e a amizade. O pensador afirmava, no entanto, que só o conhecimento (ou seja, informações mais completas e não simples informações isoladas) conduz à prática da virtude em si mesma, que tem caráter único e indivisível. De acordo com crítico do senso comum, só age erroneamente quem desconhece a verdade e, por complemento, o bem. A busca da sabedoria é o caminho para a perfeição humana, dizia, introduzindo na história do pensamento a discussão sobre o motivo o qual somos instruídos a viver. O papel do professor é, então, o de ajudar o estudioso a caminhar nesse sentido, despertando sua colaboração para que ele consiga por si "iluminar" sua inteligência e sua consciência. Assim, o verdadeiro tutor não é um provedor de conhecimentos, mas alguém que desbloqueia os espíritos. Ele deve, segundo Sócrates, admitir a correlação ao exercer sua função iluminadora, permitindo que os aprendizes contestem seus argumentos da mesma forma que contesta os argumentos dos pupilos. Para o filósofo, só a troca de informações dá liberdade ao pensamento e a sua expressão - condições imutáveis para o aperfeiçoamento do ser humano.
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Dois Conceitos Principais Dialética
- Maiêutica: momento em que o filósofo, partindo da premissa de que nada sabia, levava o "adversário" a apresentar suas opiniões. Em seguida, fazia-o perceber as próprios erros e incertezas causariam um processo de depuração intelectual. Mas só a reformulação não levava à verdade - chegar a ela se baseava na segunda parte do processo. Aí, ocorria o "parto das ideias", período de reconstrução do assunto, em que o próprio interlocutor ia "polindo" as noções até chegar a real conclusão por aproximações recorrentes. O processo de transformar o indivíduo para ser cidadão e sábio devia começar pela educação e maturação do preceito pra gerar a possibilidade de alteração do argumento final.
- Ironia: O método é estabelecido ao fazer questionamentos ao espectador com uma série de perguntas até que uma contradição surja invalidando a proposta inicialmente colocada em questão. Para sair dessa indecisão, o a pessoa que possuí um posicionamento contrário teria que praticar o exercício da maiêutica, que significa a arte de dar a luz a um conceito que está oculto na essência do ser.
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- Turma 3ºB Alunos: Renan Ferrari, Pedro Lucas Fernandes
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- Renan Ferrari
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