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Stephanie Dias Língua Portuguesa Portuguese 21 slides

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  1. UMA OU VÁRIAS LÍNGUAS

    • UMA OU VÁRIAS LÍNGUAS
    • UMA OU VÁRIAS LÍNGUAS
  2. FATOR HISTÓRICO E SOCIOCULTURAL

    • Variação de idioma é uma expressão usada para expressar os nomes de pessoas que compartilham o mesmo idioma de diferentes maneiras de usá-lo. A diversidade da escrita e à geografia, cultura social, tempo e fatores de fundo podem ser evidenciados pelas funções cerebrais de dois usuários que usam a mesma língua e a interação entre eles . É importante destacar que são elementos históricos que podem formar uma identidade e manter uma estrutura de poder.
    • FATOR HISTÓRICO E SOCIOCULTURAL
  3. FATOR HISTÓRICO E SOCIOCULTURAL

    • Os fatores socioculturais são responsáveis tanto pelas mudanças linguísticas quanto pela tentativa de mantê-las estáticas. Nesse sentido, temos as instituições sociais, como as escolas; a tradição literária, os gramáticos e dicionaristas, e as academias de Letras; os meios de comunicação; o Estado com seus órgãos e entidades; e as diversas religiões, que se revestem da condição de defensores de uma língua intimamente conectada à cultura. O problema reside na questão de essa cultura ser um produto das classes socioeconômicas privilegiadas, fato que reduz o círculo de pessoas legitimadas a estabelecer mudanças.
  4. REGIONALISMOS

    • O regionalismo ocorre quando há um grupo particular de elementos linguísticos em uma localização geográfica delimitada. Geralmente, origina-se de fatores históricos da cultura regional, sendo uma forma de suas principais de expressões.
    • O Brasil, país com imensa extensão territorial, possui uma infinidade de regionalismos. Sua população foi formada pela mistura de diversas nacionalidades provindas da Europa e da África, que, por sua vez, misturaram-se com os nativos que habitavam a nação. Além disso, o povoamento do país ocorreu de forma desigual e em várias áreas diferentes e distantes entre si.
  5. EXPRESSÕES, GÍRIAS E SOTAQUES

    • No sul, os gaúchos e catarinenses foram fortemente influenciados por europeus (principalmente alemães e espanhóis). O típico "r" enfatizado na linha é um bom exemplo. No sudeste, vale citar o método de fala caipira em São Paulo, fruto da influência portuguesa nos séculos XVI e XVII.
    • Na fala mineira, as palavras faladas com um pouco de caipira, e as minúsculas também foram utilizadas para tornar a fala baixa e rápida, e com o estilo revolucionário da Inconfidência Mineira.
    • Ainda no sudeste, o Rio de Janeiro acabou se apropriando dos portugueses de Portugal. O melhor exemplo é o "s" com som "x" muito óbvio na ex-capital federal Na região Nordeste, destaque para a influência holandesa em Pernambuco, sobretudo no século 17, com Maurício de Nassau. E a região Norte acabou menos exposta à influência europeia, assim, o sotaque está mais atrelado às línguas indígenas, povos que sempre habitaram o país.
    • Ainda no sudeste, o Rio de Janeiro acabou se apropriando dos portugueses de Portugal. O melhor exemplo é o "s" com som "x" muito óbvio na ex-capital federal
    • Na região Nordeste, destaque para a influência holandesa em Pernambuco, sobretudo no século 17, com Maurício de Nassau.
    • E a região Norte acabou menos exposta à influência europeia, assim, o sotaque está mais atrelado às línguas indígenas, povos que sempre habitaram o país.
    • Mais do que os sotaques, a língua portuguesa falada tem um estilo próprio e diferente de acordo com a região do país. São palavras diferentes, gírias e expressões regionais que, mais uma vez, enriquecem a pluralidade cultural brasileira. Confira algumas palavras e seus “significados” em diversas localidades do país.
    • EXPRESSÕES, GÍRIAS E SOTAQUES
  6. GÍRIAS: REGIÃO CENTRO-OESTE

    • Arruinou – piorou de saúde
    • Carreta – carro
    • Dormir no macio – viver folgado
    • Empatar – atrapalhar
    • Madurar – amadurecer
    • Para de mula – perturbar
    • Tá chovendo duro –chover torrencialmente
    • Borracho - bêbado
    • Não dar conta – não conseguir fazer alguma coisa
    • Camela – bicicleta
    • Azangar – estragar-se
    • Abiscoitar – receber dinheiro, herdar
    • Azagaia – arma de caçar onça, como uma forca
    • Patife – mole, tímido, medroso
    • GÍRIAS: REGIÃO CENTRO-OESTE
  7. GÍRIAS:REGIÃO NORTE

    • Brocado – estar com fome
    • Capar o gato – ir embora
    • Égua de largura – muita sorte
    • Levou o farelo – morreu
    • Miudinho – pequeno
    • Teú – lagarto
    • Vigia bem – presta muita atenção
    • Gaiato – pessoa cheia de gracinhas
    • Paga uma aí – paga uma bebida
    • Popudinho – pessoa alcóolatra
    • Umborimbora?- vamos embora?
    • Zé ruela – abestado, besta
    • GÍRIAS:REGIÃO NORTE
  8. GÍRIAS:REGIÃO NORDESTE

    • Aperrear – encher o saco
    • Buchuda – gestante
    • Cafuringa – coisa muito pequena
    • Desmantelar – arruinar
    • Estrambólico – esquisito, extravagante
    • Fuzuê – barulho, confusão
    • Macambúzio – tristonho, pensativo
    • Amofinado – aborrecido
    • Azuretado - confuso
    • Botar as barbas de molho - tomar as devidas precauções
    • Guenzo – magro, esquelético
    • Rebole no mato – jogue fora
    • Sustança – força, vigor
    • GÍRIAS:REGIÃO NORDESTE
  9. GÍRIAS:REGIÃO SUL

    • Alçar a perna – montar a cavalo
    • Cacetinho – pão francês
    • Desabotinado – adoidado, estourado
    • Embretar-se – meter-se em apuros
    • Guri – menino
    • Lindeiro – vizinho
    • Solito – sozinho, isolado
    • Campo santo – cemitérioampo santo – cemitério
    • Maleva- bandido, malfeitor
    • Olada – ocasião, oportunidade
    • Tirana – cantiga e dança popular, acompanhada de viola
    • GÍRIAS:REGIÃO SUL
  10. GÍRIAS:REGIÃO SUDESTE

    • Bicuda – chutar a bola
    • Cambito – perna fina
    • É fria - é perigoso
    • Frisete - grampo para prender os cabelos
    • Larica -fome
    • Marombado -pessoa viciada em musculação, musculoso.
    • Paga pau - admirar algo ou alguém
    • Quebrado - sem dinheiro
    • Rolê - dar um passeio, volta
    • Tá ligado? - tá atento? Tá sabendo?
    • Bolado – preocupado
    • Da hora – legal
    • Jacú – bobo, ignorante
    • Trem- coisa, objeto
    • GÍRIAS:REGIÃO SUDESTE
  11. SINÔNIMOS E PALAVRAS POLISSÊMICAS

    • A Polissemia representa a multiplicidade de significados de uma palavra. Do grego polis, significa "muitos", enquanto sema refere-se ao "significado".
    • Portanto, um termo polissêmico é aquele que pode apresentar significados distintos de acordo com o contexto. Apesar disso, eles têm a mesma etimologia e se relacionam em termos de ideia.
    • Sinônimo é um adjetivo masculino que classifica uma palavra que, apesar de ser diferente, tem o mesmo significado (ou muito parecido) de outra.
    • Esta palavra tem origem no grego synonymós, e segundo a etimologia indica algo que tem o mesmo nome. A qualidade de um sinônimo ou a utilização de sinônimos é conhecida como sinonímia. A sinonímica é a ciência ou arte que estuda e faz a distinção dos sinônimos.
  12. SINÔNIMOS E PALAVRAS POLISSÊMICAS;

    • EXEMPLOS:
    • A letra da música do Chico Buarque é incrível.
    • A letra daquele aluno é inteligível
    • Meu nome começa com a letra D
    • A boca da garrafa de cerveja está com ferrugem.
    • O seu João continua mandando bocas para a vizinha do 1.º D.
    • E que tal se você fechasse a boca?
    • praia parecia um formigueiro no sábado.
    • O paciente queixou-se ao médico do formigueiro nas mãos.
    • Foi todo picado logo depois de pisar num formigueiro
    • Adversário e antagonista
    • Adversidade e problema
    • Alegria e felicidade
    • Alfabeto e abecedário
    • Ancião e idoso
    • Apresentar e expor
    • Belo e bonito
    • Brado e grito
    • Bruxa e feiticeira
    • Calmo e tranquilo
    • Carinho e afeto
    • Carro e automóvel
    • Cão e cachorro
    • Casa e lar
    • Contraveneno e antídoto
    • Diálogo e colóquio
    • Encontrar e achar
  13. PRECONCEITO LINGUÍSTICO

    • O preconceito linguístico é, todo juízo de valor negativo (de reprovação, de repulsa ou mesmo de desrespeito) às variedades linguísticas de menor prestígio social. Ele está diretamente ligado a outros preconceitos (regional, cultural, socioeconômico etc.) e, no Brasil, atinge principalmente as regiões mais pobres da nação e dos grandes centros urbanos. Seu fim pressupõe o ensino da adequação linguística nas escolas e o respeito por parte da mídia às diversas variantes da língua.
    • PRECONCEITO LINGUÍSTICO
  14. CAUSAS DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO

    • Preconceito socioeconômico: Entre todas as causas, talvez seja a mais comum e a que traga consequências mais graves. Isso se deve ao fato de membros das classes mais pobres, pelo acesso limitado à educação e cultura, geralmente, dominarem apenas as variedades linguísticas mais informais e de menor prestígio. Assim, são excluídos principalmente dos melhores postos no mercado profissional, e cria-se a chamada ciclicidade da pobreza: o pai pobre e sem acesso à escola de qualidade dificilmente
    • oferecerá ao filho oportunidades (pela falta de condição), e este, provavelmente, terá o destino daquele.
    • Preconceito regional: Junto ao socioeconômico, é uma das principais causas do preconceito linguístico. São comuns casos de indivíduos que ocupam as regiões mais ricas do país manifestarem algum tipo de aversão ao sotaque ou aos regionalismos típicos de áreas mais pobres.
  15. CAUSAS DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO

    • Preconceito cultural: No Brasil, há uma forte aversão por parte da elite intelectual à cultura de massa e às variedades linguísticas por ela usadas. Isso fica evidente, por exemplo, na música. Por muito tempo, o sertanejo e o rap foram segregados no cenário cultural por serem oriundos de classes menos favorecidas (muitas vezes, sem acesso à educação formal) e que se utilizam de uma linguagem bastante informal (a fala do “caipira” ou de um membro de uma comunidade em um grande centro, por
    • exemplo).
    • É muito importante destacar que ambos são estilos musicais extremamente ricos e são parte importantíssima da identidade cultural de milhões de pessoas
    • Racismo: Infelizmente, no Brasil, elementos da cultura negra ainda são segregados por uma parcela da população. Isso se reflete na linguagem, por exemplo, no significado de palavras de origem africana, como “macumba”, que, no Brasil, é ligada a satanismo ou feitiçaria, mas, na verdade, é um instrumento de percussão usado em cerimônias religiosas de origem africana.
  16. CAUSAS DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO

    • Homofobia: É comum que gírias ou expressões sejam rotuladas como específicas da comunidade LGBT e, consequentemente, repudiadas por aqueles que possuem aversão a esse grupo social. Basta se lembrar da polêmica em torno de uma questão da prova do Enem de 2018 que versava sobre o pajubá (dialeto criado pela comunidade LGBT).
    • CAUSAS DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO
  17. CONSEQUÊNCIAS DO PRECONCEITO

    • A principal consequência do preconceito linguístico é a acentuação dos demais preconceitos a ele relacionados. Isso significa que o indivíduo excluído em uma entrevista de emprego, por se utilizar de uma variedade informal da língua, não terá condições financeiras de romper a barreira do analfabetismo e, provavelmente, continuará excluído.
    • O cidadão segregado por apresentar sotaque de uma determinada região continuará sendo visto de forma estereotipada, sendo motivo de riso ou de chacota e assim por diante.
  18. PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO BRASIL

    • No Brasil, o preconceito linguístico é muito perceptível em dois âmbitos: no regional e no socioeconômico. No primeiro caso, é comum que os agentes estejam nos grandes centros populacionais, os quais monopolizam cultura, mídia e economia, como Sudeste e Sul. As vítimas, por sua vez, normalmente, estão nas regiões consideradas pelos algozes como mais pobres ou atrasadas culturalmente (como Nordeste, Norte e Centro-Oeste). Rótulos como o de “nordestino analfabeto” ou de “goiano caipira”,
    • infelizmente, ainda estão presentes no pensamento e no discurso de muitos brasileiros.
    • No segundo caso, o preconceito linguístico dirige-se da elite econômica para as classes mais pobres. Muitos usam a língua como ferramenta de dominação, visto que o desconhecimento da norma-padrão, de acordo com essas pessoas, representaria um baixo nível de qualificação profissional. Por essa razão, muitas pessoas permanecem nos subempregos e com péssima remuneração. Resumindo, o preconceito linguístico é um dos pilares de manutenção da divisão de classes no Brasil.
  19. FIM DO PRECONCEITO

    • A participação de escola, família e mídia na propagação do princípio da adequação linguística é fundamental para o fim do preconceito linguístico. Adequação linguística: princípio segundo o qual não se fala mais em “certo” ou “errado” na avaliação de uma determinada variedade linguística. Fala-se, pois, se a variedade em questão é adequada ou não à situação comunicativa (contexto) em que ela se manifesta.
    • Isso significa que, em um contexto formal ou solene, seria adequado o uso da linguagem formal (padrão, culta) e inadequado o uso de uma variedade informal (coloquial). Da mesma forma, em situações informais, deve-se usar uma variante informal (coloquial) em detrimento da linguagem formal (padrão, culta).
    • Exemplo: ⇒ Adequado: “E aí, cara, bão? Anima cine amanhã?” (contexto: um adolescente conversando com um amigo) “Bom dia, diretor Pedro! Eu gostaria de falar com o senhor sobre algumas questões de interesse da instituição.” (contexto: um estudante universitário dirigindo-se ao diretor de seu curso)
    • ⇒ Inadequado: “Olá, dileto confrade! Quereria eu convidá-lo para uma atividade casual, como ir ao cinema.” (contexto: um adolescente conversando com um amigo) “E aí, cara! Bão? Queria trocar uma ideia contigo sobre a facul.” (contexto: um estudante universitário dirigindo-se ao diretor de seu curso)
  20. VÍDEOS DE PRECONCEITO LINGUÍSTICO

  21. OBRIGADO PELA ATENÇÃO!

    • PARTICIPANTES:
    • STÉPHANIE E JÚLIA LOPES

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Língua Portuguesa Slide Set on trabalho, created by Stephanie Dias on 07/05/2021.
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Stephanie Dias
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