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- GEOLOGIA 10º
- As rochas, arquivos que relatam a história da Terra
- Ciclo das rochas
- Rochas sedimentares: formadas à superfície ou perto dela, a partir de deposições de
- sedimentos que, posteriormente, experimentam uma evolução, sendo compactados e
- ligados entre si.
- Rochas magmáticas: resultantes da solidificação de magma.
- Rochas metamórficas: originadas a partir de rochas preexistentes que experimentam
- transformações mineralógicas e estruturais, mantendo-se no estado sólido. Essas
- transformações são devidas a condições de pressão e de temperatura elevadas ou à
- acção de fluidos de circulação.
- Fig. 1 – Ciclo das Rochas
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- Rochas sedimentares
- Ocorrem fundamentalmente duas fases na génese de rochas sedimentares:
- sedimentogénese e diagénese.
- Sedimentogénese: conjunto de processos físicos e químicos que compreendem a
- elaboração dos materiais que vão constituir as rochas sedimentares, o transporte e a
- deposição desses materiais.
- o Erosão: remoção dos materiais previamente alterados das rochas, por
- agentes erosivos. Os materiais (clastos ou detritos) são transportados.
- o Sedimentação: deposição desses materiais, que passam a denominar-se
- por sedimentos. Primeiro depositam-se os detritos mais densos e pesados e
- depois os menos densos e menos pesados. Se não houver perturbações, a
- sedimentação realiza-se de forma regular, sendo que os sedimentos
- formam camadas horizontais, não deformadas – estratos.
- Diagénese: conjunto de processos físicos e químicos que intervêm após a
- sedimentação e pelos quais os sedimentos evoluem para rochas sedimentares coerentes.
- No decurso da diagénese os sedimentos são compactados, desidratados e cimentados,
- ficando ligados entre si.
- Rochas magmáticas e rochas metamórficas
- Rochas magmáticas: os magmas formam-se no interior da Terra e são misturas
- complexas de minerais fundidos, cristais em suspensão, e gases. O magma é menos
- denso que o ar e que as rochas envolventes, por isso pode, quando sujeito a pressões,
- movimentar-se, aproximando-se da crosta. Ao fazê-lo, consolida, formando rochas
- magmáticas.
- o Rochas magmáticas intrusivas ou plutonitos: rochas resultantes da
- consolidação do magma no interior da crosta. Apresentam, geralmente,
- minerais desenvolvidos, identificáveis à vista desarmada, devido ao
- arrefecimento lento e em profundidade que é propício ao crescimento e
- desenvolvimento dos cristais. Ex: granito.
- o Rochas magmáticas extrusivas, vulcânicas ou vulcanitos: rochas
- resultantes da consolidação do magma à superfície. Os minerais são de
- pequenas dimensões, podendo existir matéria não cristalizada. Esta
- textura indica um arrefecimento rápido do magma. Ex: basalto.
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- Rochas metamórficas: As rochas, em consequência do dinamismo terrestre, podem ser
- deslocadas para zonas com diferentes condições. Se afundam na crosta, ficam sujeitas a
- maiores pressões e temperaturas e, por vezes, a um ambiente químico diferente.
- Embora mantendo o estado sólido, alteram-se. Os principais factores de metamorfismo
- são a temperatura, a pressão, os fluidos de circulação e o tempo.
- A medida do tempo geológico e a idade da Terra
- Idade relativa e idade radiométrica
- Idade relativa (datação relativa): baseia-se no princípio da sobreposição de estratos e
- na existência/presença de fósseis de idade em determinadas camadas.
- o Princípio da sobreposição de estratos: numa série de rochas
- sedimentares não deformadas, o estrato A que se encontra sobre o estrato
- B é mais antigo do que este; ou seja, um estrato é mais velho que aqueles
- que o recobrem e mais novo dos que os que lhe estão subjacentes.
- Idade absoluta (datação absoluta/radiométrica): baseia-se na desintegração de
- isótopos radioactivos que se desintegram espontaneamente. Os isótopos-pai
- desintegram-se em isótopos-filho mais estáveis. O tempo necessário para que metade
- dos isótopos-pai de uma rocha se desintegrem em isótopos-filho, denomina-se por
- semivida.
- A Terra, um planeta em mudança
- Princípios básicos do raciocínio geológico
- Catastrofismo: alterações à superfície da Terra são provocadas por catástrofes
- ocasionais.
- Uniformitarismo: alterações ocorridas à superfície são provocadas por processos
- naturais, graduais e lentos.
- O uniformitarismo pressupõe que:
- o As leis naturais são constantes no espaço e no tempo
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- o Princípio do actualismo – as causas que provocaram determinados
- fenómenos no passado são idênticas às que provocam o mesmo tipo
- de fenómenos no presente
- o A maioria das mudanças geológicas é gradual e lenta.
- Neocatastrofismo (teoria actualmente aceite): aceita os pressupostos do
- uniformitarismo, mas atribui também um papel importante aos fenómenos catastróficos
- como agentes modeladores da superfície terrestre.
- Mobilismo geológico
- Litosfera: camada mais exterior, rígida, constituída por crosta continental, crosta
- oceânica e uma parte do manto superior.
- Astenosfera: camada sólida mas plástica, constituída por uma parte do manto superior
- e uma parte do manto inferior.
- Tipos de limites das placas litosféricas:
- Limites divergentes: situam-se nas dorsais oceânicas e são zonas onde é gerada nova
- crosta. Geralmente as dorsais têm um vale central chamado rifte, onde há ascensão de
- material.
- Limites convergentes: verifica-se a destruição de placas litosféricas zonas de
- subducção: uma placa (a mais densa) afunda sob a outra (menos densa), sendo
- destruída. (A crosta oceânica mergulha sob a continental)
- Limites conservativos: situam-se no limite de falhas transformantes que cortam
- transversalmente as dorsais e ao longo das quais não se verifica destruição nem
- alastramento, mas apenas deslizamento de uma placa em relação à outra.
- Formação do sistema solar
- Provável origem do Sol e dos planetas
- Teoria nebular reformulada (teoria actualmente aceite): esta teoria consiste na
- existência de uma nébula formada por gases e poeiras que, devido a forças gravíticas, se
- achatou e aumentou a sua velocidade de rotação, dando origem a que no seu centro se
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- formasse um proto-sol. Este “disco” achatado tinha a matéria mais densa mais próxima
- do centro e a menos densa mais afastada deste. Essa matéria, começou por chocar uma
- com a outra e agregar-se, formando planetesimais, aos quais se agregaria mais matéria
- (a este choque e agregação de matéria dá-se o nome de acreção). Os planetesimais
- continuaram a chocar entre si, dando origem a proto-planetas que, devido a mais
- acreção e diferenciação, deram origem a planetas.
- Planetas, asteróides e cometas
- Planetas principais: descrevem as suas órbitas directamente em torno do Sol.
- Planetas secundários ou satélites: descrevem translações em torno dos planetas
- principais.
- Asteróides: corpos rochosos de forma irregular que se deslocam geralmente entre as
- órbitas de Marte e Júpiter.
- Cometas: corpos muito primitivos dos sistema solar, rochosos, com órbitas muito
- excêntricas relativamente ao Sol. São constituídos por núcleo, cabeleira e cauda.
- Meteoróides: corpos de dimensões variáveis, provenientes do espaço, que se tornam
- incandescentes ao atravessar a atmosfera. O rasto luminoso deixado por eles ao
- atravessar a atmosfera chama-se meteoro. Quando uma parte dos meteoróides consegue
- atingir a superfície, tem o nome de meteorito.
- Meteoritos Composição Percentagem
- Sideritos (férreos)
- Ligas de Fe-Ni
- Troilite (SFe)- não existe na Terra
- Cobalto
- 90 Fe – 4 a 20 Ni
- 8
- 0,5
- Aerólitos
- Olivina
- Piroxenas
- Ligas de Fe-Ni
- Plagióclases
- Troilite
- 40
- 30
- 10 a 20
- 10
- 6
- Siderólitos
- (petroférreos)
- Ligas de Fe-Ni
- Silicatos, principalmente plagióclases
- (feldspatos) + minerais ferromagnesianos como
- piroxenas e olivina
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- Quadro 1 – Tipos de meteoritos e sua composição
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- A Terra – acreção e diferenciação
- A diferenciação da Terra foi provocada por energia de diferentes fontes:
- Calor resultante do impacto dos planetesimais;
- Calor resultante da compressão dos materiais constituintes;
- Calor resultante da desintegração radiactiva.
- A Terra passou de um corpo homogéneo para um corpo zonado, com núcleo denso,
- essencialmente constituído por ferro, uma crosta, composta de materiais pouco densos, e o
- manto, formado por materiais de densidade intermédia, compreendido entre o núcleo e a
- crosta.
- Em consequência da diferenciação formou-se ainda a atmosfera e a hidrosfera.
- Sistema Terra-Lua
- Génese da Lua
- Teoria da fissão: esta teoria sustenta que a rotação da Terra primitiva seria tão
- rápida que, devido à força centrífuga, uma porção dela se separou e foi arremessada
- para o espaço dando origem à Lua.
- Teoria da co-acreção ou concepção binária: teoria que afirma que a Terra e a Lua se
- formaram, simultaneamente, a partir da condensação da nébula solar primitiva.
- Teoria da captura: teoria que preconiza que a Lua se teria formado noutro local do
- sistema solar e que, devido à força gravitacional da Terra, foi capturada e começou a
- orbitar em torno desta.
- Teoria da colisão com injecção (teoria mais aceite actualmente, pois é apoiada por
- dados geoquímicos, geofísicos e gravitacionais): o impacto de um grande planetesimal
- provocou a volatilização e ejecção de parte do interior e superfície da Terra, ainda em
- formação. Posteriormente, este material sofreu acreção e diferenciou-se, formando,
- deste modo, a Lua.
- A Lua tem uma baixa força gravítica, daí que não tenha atmosfera nem hidrosfera. A
- superfície da lua é formada por zonas negras, os “mares”, planos e constituídos por basaltos e
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- “continentes”, acidentados, constituídos por rochas claras, feldspáticas, que reflectem
- bastante a luz.
- A face da Terra – continentes e fundos oceânicos
- Áreas continentais
- Escudos: rochas que afloram; formam os núcleos dos continentes.
- Plataformas estáveis: zonas de escudos que não afloram porque estão cobertos de
- sedimentos.
- Cinturas orogénicas recentes: cadeias resultantes de colisões entre continentecontinente
- ou placa oceânica-continente.
- Fundos oceânicos
- Fig. 2 – Corte através de uma área continental
- Fig. 3 – Estrutura dos
- fundos oceânicos
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- Domínio continental
- Plataforma continental: faz parte da crosta continental e prolonga o continente sob o
- mar.
- Talude continental: limite da parte imersa do domínio continental; tem declive
- acentuado.
- Domínio oceânico
- Planícies abissais: de profundidade compreendida entre 2500 e 6000m. Por vezes
- podem existir fossas.
- Dorsais: situam-se na parte média ou bordas oceânicas. Contêm um vale central –
- rifte.
- Métodos para o estudo do interior da geosfera
- Métodos directos
- Observação e estudo directo da superfície visível
- Exploração de jazigos minerais efectuada em minas e escavações
- Sondagens
- Métodos indirectos
- Planetologia e astrogeologia: as técnicas aplicadas no estudo de outros planetas do
- sistema solar podem ser usadas no estudo da Terra.
- Métodos geofísicos
- o Gravimetria: estudo de variações no campo gravítico da terra – anomalias
- gravimétricas. A presença de rochas menos densas dá origem a anomalias
- gravimétricas negativas; a presença de rochas mais densas, leva a
- anomalias positivas.
- o Densidade: comparação da densidade de rochas presentes a diversas
- profundidades.
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- o Geomagnetismo: estudo das alterações no campo magnético da Terra.
- o Sismologia: estudo dos sismos e da propagação das ondas sísmicas.
- o Geotermismo: estudo da energia térmica da Terra.
- Vulcanologia
- Vulcanismo eruptivo
- Um vulcão surge quando material sólido, no manto terrestre, passa ao estado líquido,
- devido a um desequilíbrio entre a pressão e a temperatura, e ascende à superfície terrestre.
- O magma pode preencher espaços no interior da crosta, formando grandes reservatórios,
- as câmaras magmáticas, ou reservatórios de menores dimensões, as bolsadas magmáticas. Em
- Fig. 4 – Esquema estrutural de um vulcão
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- torno destes reservatórios existem rochas, sobre as quais o magma exerce grande pressão,
- denominadas por rochas encaixantes.
- Assim, surge uma abertura – cratera – por onde é ejectada rocha no estado líquido –
- magma – e material incandescente, originando uma erupção vulcânica, em que há libertação
- de material no estado de fusão ígnea (lava) e materiais sólidos (piroclastos).
- O magma formado em profundidade sobe através de fracturas na crosta terrestre. Quando
- o magma chega à superfície passa a designar-se por lava.
- A ascensão do magma não tem que se fazer necessariamente por uma só chaminé
- principal. Pode também subir por fissuras mais pequenas – chaminés secundárias.
- Ao longo de sucessivas erupções, vão-se depositando, em redor da cratera, lava
- consolidada, cinzas e fragmentos rochosos, constituindo assim o cone vulcânico.
- Um vulcão é considerado activo no caso de ter entrado em erupção recentemente, ou pelo
- menos durante períodos históricos.
- Um vulcão do qual não há registo de existência de actividade, que se apresenta bastante
- erodido e do qual não há registos de erupção é considerado extinto.
- Vulcões que não estejam completamente erodidos e dos quais não existem registos de
- actividade são considerados vulcões adormecidos.
- Podem formar-se, na parte superior dos vulcões, grandes depressões chamadas caldeiras.
- As caldeiras têm forma circular e paredes íngremes e podem formar-se devido ao
- afundimento da parte central do vulcão, após fortes erupções, em que grande quantidade de
- materiais é rapidamente expelida, ficando um vazio na câmara magmática. A existência de
- fracturas circulares e o peso das camadas superiores provocam o abatimento do tecto da
- câmara.
- Podem também ocorrer erupções fissurais nas quais a lava é expulsa através de fendas
- alongadas.
- Tipos de erupções (ver P. 170 livro, Erupções Havaianas, Estrombolianas, Vulcanianas, Peleanas)
- Erupções explosivas: as lavas são muito viscosas, fluem com dificuldade e impedem a
- libertação de gases, o que provoca a ocorrência de explosões violentas. Por vezes a lava
- não chega a derramar, constituindo estruturas arredondadas chamadas domas ou
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- cúpulas, dentro da cratera. A lava pode chegar a solidificar dentro da chaminé formando
- agulhas vulcânicas.
- Erupções efusivas: a lava é fluida, a libertação de gases é fácil e a erupção é calma,
- com derramamento de lava abundante. Se os terrenos onde ocorre a erupção forem
- planos, a lava pode constituir mantos de lava. Se houver declive acentuado podem
- formar-se correntes de lava.
- Erupções mistas: assumem aspectos intermédios entre as erupções explosivas e as
- erupções efusivas. Observam-se fases explosivas, que alternam com fases efusivas.
- Vulcanismo residual
- Fumarolas: emissões de gases e vapores em regiões com manifestações de vulcanismo.
- o Sulfataras: quando abundam os compostos de enxofre.
- o Mofetas: quando abunda o dióxido de carbono.
- Géiseres: repuxos intermitentes de água e vapor.
- Nascentes termais: águas subterrâneas sobreaquecidas devido ao calor dissipado nas
- regiões vulcânicas. Se essas águas têm origem magmática, designam-se por águas
- juvenis.
- Vulcões e tectónica de placas
- Vulcanismo associado a fronteiras divergentes – predominantemente do tipo efusivo.
- Vulcanismo associado a fronteiras convergentes – predominantemente do tipo
- explosivo.
- Vulcanismo intraplacas – do tipo efusivo, associado à existência de pontos quentes
- relacionados com a presença de plumas térmicas.
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- Sismologia
- Sismo
- É movimento vibratório e brusco da crosta terrestre, devido, muitas vezes, a uma
- libertação de energia (sob o efeito de tensões causadas, na maioria das vezes pela
- movimentação das placas litosféricas; a litosfera acumula energia que é libertada quando a
- pressão é suficientemente forte para provocar a ruptura do material) em zonas instáveis do
- interior da Terra, que ocorrem num período de tempo restrito, em determinado local e que
- se propaga em todas as direcções (ondas sísmicas). Depois da ruptura acima referida, dão-se
- várias outras rupturas secundárias – réplicas. Também antes do abalo principal se podem
- sentir sismos de fraca intensidade, denominados por abalos premonitórios. O ponto em que a
- energia se liberta é denominado por hipocentro e o ponto que se encontra à superfície,
- verticalmente sobre este, chama-se epicentro. O estudo dos fenómenos relacionados com a
- ocorrência de sismos constitui a sismologia.
- Fig. 5 - Formação de um manto de basalto e de uma cadeia vulcânica a partir de um
- ponto quente na extremidade de uma pluma térmica / Formação de uma cadeia de ilhas
- a partir de um ponto quente.
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- o Macrossismos: sismos sentidos pela população.
- o Microssismos: sismos imperceptíveis, que não causam danos significativos.
- Causas dos sismos
- Sismos tectónicos: são devidos a movimentos tectónicos. (A, B e C). Podem ter
- origem em forças de vários tipos:
- o Compressivas (A): os materiais são comprimidos, tendendo a diminuir a
- distância entre as massas rochosas.
- o Distensivas (B): levam ao estiramento e alongamento do material,
- aumentado a distância entre as massas rochosas.
- Fig. 6 - Representação do foco ou hipocentro, plano da falha e
- epicentro de um sismo
- Fig. 7 – Causas dos sismos
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- o Cisalhamento (C): os materiais são submetidos a pressões que provocam
- movimentos horizontais, experimentando alongamento na direcção do
- movimento e estreitamento na direcção perpendicular ao movimento.
- Sismos de colapso: são devidos a abatimentos em grutas e cavernas ou ao
- desprendimento de massas rochosas.
- Sismos vulcânicos: são provocados por fortes pressões que um vulcão experimenta
- antes de uma erupção e por movimentos de massas magmáticas relacionados com
- fenómenos de vulcanismo.
- Efeitos dos sismos – ondas sísmicas
- Ondas sísmicas: movimentos vibratórios de partículas que se propagam a partir do
- foco, segundo superfícies concêntricas.
- o Ondas de volume (profundidade)
- Ondas P
- as partículas vibram paralelamente à direcção de
- propagação;
- a propagação produz-se por uma série de impulsos de
- compressão e distensão através das rochas;
- propagam-se por todos os meios;
- são também chamadas ondas de compressão ou
- longitudinais;
- provocam variações do volume do material.
- Ondas S
- as partículas vibram num plano perpendicular à direcção
- de propagação;
- apenas se propagam em meios sólidos;
- provocam mudanças da forma do material;
- podem também chamar-se ondas transversais.
- o Ondas superficiais (ondas L)
- Ondas de Rayleigh e ondas de Love
- Resultam da interferência de ondas P e S;
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- Ondas de Love: partículas vibram horizontalmente;
- Ondas de Rayleigh: partículas movimentam-se
- elipticamente.
- Sismograma
- Determinar a distância epicentral (para distâncias >100km)
- [(Diferença tempo chegada S e P)-1] x 1000 = DE km
- Sismos e tectónica de placas
- Fronteiras convergentes
- Fronteiras divergentes
- Fronteiras transformantes
- Sismos intraplacas
- Fig. 8 - Sismograma
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- Descontinuidades internas da geosfera
- A constituição e as propriedades físicas dos materiais terrestres variam com a
- profundidade, condicionando assim a velocidade das ondas P e S. A velocidade das ondas
- sísmicas aumenta com a rigidez dos materiais e diminui proporcionalmente à sua densidade.
- A reflexão e refracção das ondas sísmicas permitem localizar três superfícies de
- descontinuidade:
- Descontinuidade de Mohorovicic – profundidade média de 40km, separa a crosta do
- manto.
- Descontinuidade de Gutenberg – profundidade de 2883km, separa o manto do núcleo
- externo.
- Descontinuidade de Wiechert/Lehmann – profundidade de 5140km, separa o núcleo
- externo do núcleo interno.
- Para cada sismo existe uma zona de sombra sísmica, compreendida entre ângulos
- epicentrais de 103º e 143º, onde não são recebidas ondas P nem ondas S directas.
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- Andreia Dias1275
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