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FARMÁCIA HOSPITALAR

Leticia Nunes Sousa Farmácia Portugiesisch

Mapa mental sobre farmácia hospitalar: unidade clínica, atividades no paciente e intersetoriais

Mapa mental: Farmácia hospitalar

Inhalt der Mindmap

FARMÁCIA HOSPITALAR

  1. Unidade clínica, administrativa e econômica, dirigida por farmacêutico, ligada hierarquicamente à direção do hospital ou serviço de saúde e integrada funcionalmente com as demais unidades administrativas e de assistência ao paciente.

    • Atividades Logísticas
      • As atividades de logística hospitalar englobam o planejamento, implementação e controle eficiente, ao correto custo, do fluxo e armazenagem de materiais médico-hospitalares, medicamentos e outros materiais
        • Dispensação
          • Principal atividade logística da farmácia hospitalar, sendo definida como o ato profissional farmacêutico de proporcionar um ou mais medicamentos a um paciente, geralmente como resposta à apresentação de uma receita elaborada por um profissional autorizado
            • Dose coletiva
              • A farmácia repassa os medicamentos em suas embalagens originais mediante requisição, que é feita em nome da unidade solicitante
            • Dose individualizada
              • Os medicamentos são fornecidos em nome do paciente, em doses individualizadas. Este tipo de sistema possibilita uma maior integração do farmacêutico com a equipe de saúde, um controle mais efetivo sobre os medicamentos
            • Dose unitária
              • O sistema de dose unitária permite que o farmacêutico prepare a folha de dispensação e o perfil farmacoterapêutico do paciente, o que possibilita um maior controle da terapia e minimiza drasticamente problemas relacionados a medicamentos e erros de medicação
            • O melhor sistema de dispensação dependerá das necessidades do hospital, bem como dos recursos disponíveis
        • Gases Medicinais
          • Segundo a Resolução CFF nº 470/08, o farmacêutico deve garantir a segurança e a eficácia dos gases e misturas de uso terapêutico e para fins diagnósticos, prezando pelo transporte, armazenamento e uso dos gases, inclusive orientando cuidadores e pacientes sobre o uso dos mesmos
        • Gerenciamento de Resíduos
          • O principal objetivo é minimizar a produção de resíduos e proporcionar seu encaminhamento seguro, visando à proteção dos trabalhadores e à preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente
            • RDC ANVISA 306/2004
        • Farmacoeconomia
          • Análise e comparação de custos e consequências das terapias medicamentosas aos pacientes, sistemas de saúde e sociedade, com o objetivo de identificar produtos e serviços farmacêuticos cujas características possam conciliar as necessidades terapêuticas com as possibilidades de custeio
    • Atividades de Manipulação/Produção
      • O objetivo da manipulação de fórmulas magistrais, oficinais e parenterais é proporcionar medicamentos com segurança e qualidade, adaptados à necessidade da população atendida, além de desenvolver fórmulas de medicamentos e produtos de interesse estratégico ou mesmo econômico
        • Boas Práticas de Manipulação em Farmácia
          • RDC Anvisa nº 67/2007
            • Para realizar atividades de manipulação, a farmácia deve dispor de áreas para as atividades administrativas, de armazenamento, controle de qualidade e dispensação e salas exclusivas para a pesagem e para a manipulação propriamente dita.
      • Antibióticos, Hormônios e Citostáticos
        • A RDC Anvisa nº 67/07 determina que, para a manipulação destas classes terapêuticas, as farmácias devem possuir salas exclusivas para cada classe, contendo uma antecâmara, com sistemas de ar independentes e de eficiência comprovada. Estas salas devem possuir pressão negativa em relação às áreas adjacentes, para evitar contaminação cruzada e proteger o manipulador e o meio ambiente
      • A Resolução CFF nº 486/08 dispõe sobre as atribuições do farmacêutico na área de radiofarmácia. O farmacêutico é responsável pela aquisição e controle de insumos, preparação e fracionamento de doses, marcação com radioisótopos de gerador ou precursores, marcação de células sanguíneas e controle de qualidade em ambiente hospitalar.
        • Radiofarmácia
      • Nutrição Parenteral
        • A manipulação de nutrição parenteral exige condições específicas e controladas, principalmente pela necessidade de esterilidade, apirogenicidade e ausência de partículas. Para isso, devem ser observados os aspectos destacados pela Portaria MS/SNVS nº 272/98, que determina o Regulamento Técnico para a Terapia de Nutrição Parenteral.
        • O farmacêutico é o responsável pela avaliação da prescrição, manipulação, controle de qualidade, conservação e transporte da nutrição parenteral.
  2. Atividades Focadas no Paciente

    • Farmácia Clínica
      • A ciência da saúde cuja responsabilidade é assegurar, mediante aplicação de conhecimentos e funções, que o uso do medicamento seja seguro e apropriado, necessitando, portanto, de educação especializada e interpretação de dados, motivação pelo paciente e interação multiprofissional
    • Atenção Farmacêutica
      • É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando a uma farmacoterapia racional e à obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida
      • Educação em saúde
      • Orientação farmacêutica
      • Dispensação
      • Atendimento Farmacêutico
  3. Atividades Intersetoriais

    • O ambiente hospitalar é extremamente complexo, demandando a ação conjunta de profissionais com diferentes formações para atingir seu objetivo maior, que é melhorar a saúde dos pacientes atendidos
      • Programas de Capacitação de Ensino
        • Toda farmácia hospitalar deve possuir programa de capacitação e educação permanente para os colaboradores. O ensino ocorre pela realização de estágios curriculares dos alunos do curso superior de farmácia ou especialização em farmácia hospitalar, palestras e cursos para equipe multidisciplinar, pacientes e público externo, entre outras atividades
      • Farmacovigilância
        • A Farmacovigilância é a ciência das atividades relativas à detecção, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou quaisquer outros possíveis problemas relacionados a medicamentos. Para execução das ações de farmacovigilância, faz-se necessária a coleta de informações junto aos profissionais diretamente envolvidos com o medicamento no ambiente hospitalar
      • Centro de Informações de Medicamentos (CIM)
        • Tem como função essencial a seleção e sistematização de informações atualizadas sobre medicamentos, de maneira a responder a demandas dos membros da equipe de saúde e da comunidade, visando promover o uso racional
    • Participação nas Comissões Hospitalares
      • Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT)
        • Diante da imensa oferta de medicamentos no mercado, cabe à CFT selecionar os medicamentos que melhor atendam às necessidades terapêuticas dos pacientes que utilizam aquele hospital
      • Comissão de Licitação e Parecer Técnico
        • Nos órgãos públicos, as compras de materiais e medicamentos devem obedecer à Lei Federal nº 8.666/93.
        • Elaborar editais de compras e especificação técnica
        • Participar de licitações e aquisições por meio de avaliação técnica
        • Colaborar de forma decisiva na qualificação de fornecedores
      • Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)
        • O farmacêutico é considerado parte fundamental na prevenção e controle das infecções hospitalares. É obrigatória a participação de um profissional de nível superior representante do serviço de farmácia do hospital na CCIH.
          • Participar da elaboração do guia de utilização de antimicrobianos e do manual de germicidas;
          • Monitorar as prescrições de antimicrobianos
          • Verificar a ocorrência de resistência microbiana e estabelecer rotina de dispensação de antimicrobianos
      • Comissão de Terapia Nutricional
        • Preparar as nutrições parenterais;
        • Garantir a qualidade das nutrições enterais
        • Auxiliar na avaliação do estado nutricional do paciente
      • Comissão de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
        • Seu objetivo é zelar pelo adequado gerenciamento dos resíduos resultantes das atividades técnicas desenvolvidas nos serviços de atendimento pré-hospitalares, na farmácia hospitalar e em outros serviços da saúde, atendendo às normas sanitárias e de saúde ocupacional.
    • Comissão de Gerenciamento de Riscos Hospitalares
      • Tem como objetivo desenvolver ações de gerenciamento de riscos hospitalares, como detecção de reações adversas a medicamentos; queixas técnicas; problemas com produtos para saúde, saneantes, kits diagnósticos e equipamentos

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Beschreibung
mapa conceitual farmacia hospitalar
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