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África
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África
Características básicas do continente
- A África tem uma área de pouco mais de 30,3 milhões de km2 habitada por cerca de 1,2 bilhão de pessoas (16% da po- pulação mundial). Sua população está distribuída desigualmen- te entre 54 países, nove territórios e dois estados independentes não reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
- Em relação às características socioeconômicas, as que mais se destacam dentre os países africanos são a pobreza e a miséria.
- A economia da maior parte dos países africanos é sustentada pela mineração, responsável por cerca de 90% da receita proveniente da exportação. Na área rural, o uso do solo é dividido em pequenas lavouras de subsistência e em grandes áreas monocultoras, em que se destacam o café, a cana-de-açúcar, o cacau e o algodão na agricultura voltada para a exportação. Além disso, de modo geral, muitos países do continente dependem da importação de petróleo e de produtos industrializados.
- Em relação às características socioeconômicas, as que mais se destacam dentre os países africanos são a pobreza e a miséria.
- A África tem uma área de pouco mais de 30,3 milhões de km2 habitada por cerca de 1,2 bilhão de pessoas (16% da po- pulação mundial). Sua população está distribuída desigualmen- te entre 54 países, nove territórios e dois estados independentes não reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Colonialismo europeu
- O domínio europeu no continente iniciou-se com a expansão marítima realizada principalmente por Portugal, Alemanha, França e Inglaterra, que marcou o capitalismo comercial, iniciado no século XV. A dominação territorial com a finalidade de explorar os recursos naturais da África, bem como sua mão de obra, criou ou acentuou os problemas no continente.
- A ocupação europeia se consolidou com a instalação de de outros portos comerciais ao longo do litoral atlântico e índico.
- Esse longo processo de colonizaç ã o desestruturou os povos africanos, atingindo as economias locais e criando fronteiras artificiais que deram origem a guerras civis.
- Ainda durante o século XIX, a Europa vivenciou um grande avanço da industrialização, que elevou a necessidade de matérias- -primas baratas, bem como de um mercado consumidor. Por isso, cada país que se industrializava procurava garantir suas posses coloniais no mundo. Nesse contexto, entre 1884 e 1885, foi realizada a Conferência de Berlim, em que as potências europeias buscaram resolver suas disputas pelos territórios africanos, definir direitos de navegação e comércio e evitar conflitos entre si.
- Esse longo processo de colonizaç ã o desestruturou os povos africanos, atingindo as economias locais e criando fronteiras artificiais que deram origem a guerras civis.
- A ocupação europeia se consolidou com a instalação de de outros portos comerciais ao longo do litoral atlântico e índico.
- O domínio europeu no continente iniciou-se com a expansão marítima realizada principalmente por Portugal, Alemanha, França e Inglaterra, que marcou o capitalismo comercial, iniciado no século XV. A dominação territorial com a finalidade de explorar os recursos naturais da África, bem como sua mão de obra, criou ou acentuou os problemas no continente.
Divisões do continente
- São diversos os critérios que resultam na divisão do conti- nente em regiões. Considerando suas características espaciais e fisiográficas, como clima e vegetação.
- Porém, há outra divisão básica do continente africano, estabelecida por critérios culturais, religiosos e étnicos, que cria duas grandes regiões: a África Setentrional, ou Norte da África, e a África Subsaariana.
- Norte da África
- O Norte da África, chamado também de África Mediterrânea ou de África Setentrional, como vimos, é marcado pela cultura árabe baseada na religião islâmica.
- Nos séculos VII e VIII, a dominação do norte africano pe- los árabes difundiu, além da religião islâmica, a língua e outros aspectos da cultura árabe pela região. Com o enfraquecimen- to do Império Otomano no século XIX, algumas áreas desse domínio, tanto na Á frica como na Á sia, foram tomadas pelos Vale do Nilo MAR MEDITERRÂNEO Alexandria Cairo europeus.
- África Subsaariana
- As recorrentes crises na África Subsaariana têm raízes histó- ricas e políticas que devastaram as economias locais ou impossibi- litaram seu desenvolvimento. Essa devastação atinge diretamente a população: aproximadamente metade dos habitantes da região possui renda inferior a 1 dólar por dia. A instabilidade política na área é resultado de diferentes ri- validades e conflitos étnicos dentro de um mesmo país, além de disputas pelo controle das riquezas naturais.
- República da África do Sul
- Nos dias de hoje, o país exerce uma liderança política e econômica no continente, detendo cerca de 25% do PIB africano. A indústria da mineração é a base eco- nômica desse território, que possui as maiores reservas de ouro e manganês do planeta. Além disso, destacam-se na África do Sul as minas de diamante, platina e minerais estratégicos para a indústria bélica, como o urânio, o cobalto e o tungstênio.
- República da África do Sul
- As recorrentes crises na África Subsaariana têm raízes histó- ricas e políticas que devastaram as economias locais ou impossibi- litaram seu desenvolvimento. Essa devastação atinge diretamente a população: aproximadamente metade dos habitantes da região possui renda inferior a 1 dólar por dia. A instabilidade política na área é resultado de diferentes ri- validades e conflitos étnicos dentro de um mesmo país, além de disputas pelo controle das riquezas naturais.
- África Subsaariana
- Nos séculos VII e VIII, a dominação do norte africano pe- los árabes difundiu, além da religião islâmica, a língua e outros aspectos da cultura árabe pela região. Com o enfraquecimen- to do Império Otomano no século XIX, algumas áreas desse domínio, tanto na Á frica como na Á sia, foram tomadas pelos Vale do Nilo MAR MEDITERRÂNEO Alexandria Cairo europeus.
- O Norte da África, chamado também de África Mediterrânea ou de África Setentrional, como vimos, é marcado pela cultura árabe baseada na religião islâmica.
- Norte da África
- Porém, há outra divisão básica do continente africano, estabelecida por critérios culturais, religiosos e étnicos, que cria duas grandes regiões: a África Setentrional, ou Norte da África, e a África Subsaariana.
- São diversos os critérios que resultam na divisão do conti- nente em regiões. Considerando suas características espaciais e fisiográficas, como clima e vegetação.
O flagelo da AIDS
- Entre as muitas epidemias que afligem a população africana, a da AIDS talvez seja a mais brutal. A Á frica Subsaariana é a regiã o do mundo mais afetada pelo HIV, abrigando cerca de 70% da população mundial que vive com o vírus, segundo a UNAIDS. Além disso, nessa região, a maioria das pessoas que têm AIDS é composta de crianças e jovens com até 24 anos. Por causa da doença, os indicadores de saúde e bem-estar e de expectativa de vida no local retrocederam a patamares da década de 1950.
- Perspectivas
- No fim do século XX, com o encerramento da Guerra Fria, muitos países africanos que eram financiados pelas superpotências deixaram de receber recursos e armas para os governos e os gru- pos rebeldes, o que resultou na perda de relevância do continente no cenário internacional. Como consequência, um novo ciclo de guerras civis, movimentos separatistas e levas de refugiados eclo- diu em diversos países, e alguns deles perderam território. Já no início do século XXI, o aumento dos preços dos gêne- ros agrícolas, dos minerais metálicos e do petróleo no mercado internacional favoreceu a economia de muitos países que explo- ram recursos naturais, como aqueles que apresentam uma pecuária razoavelmente desenvolvida e que contam com sistema de escoa- mento. Esse cenário possibilitou o crescimento do PIB de Angola, da Nigéria, do Chade, da Guiné Equatorial e de outros países.
- O fortalecimento da UA e a ampliação de sua capacidade de diálogo e negociação com o restante do mundo são muito importantes para viabilizar novas condições favoráveis aos paí- ses africanos no comércio internacional. Um exemplo disso é a exportação de algodão de alta qualidade produzido, em grande parte, no oeste do continente e responsável pela geração de ren- da para manter mais de 15 milhões de pessoas
- No fim do século XX, com o encerramento da Guerra Fria, muitos países africanos que eram financiados pelas superpotências deixaram de receber recursos e armas para os governos e os gru- pos rebeldes, o que resultou na perda de relevância do continente no cenário internacional. Como consequência, um novo ciclo de guerras civis, movimentos separatistas e levas de refugiados eclo- diu em diversos países, e alguns deles perderam território. Já no início do século XXI, o aumento dos preços dos gêne- ros agrícolas, dos minerais metálicos e do petróleo no mercado internacional favoreceu a economia de muitos países que explo- ram recursos naturais, como aqueles que apresentam uma pecuária razoavelmente desenvolvida e que contam com sistema de escoa- mento. Esse cenário possibilitou o crescimento do PIB de Angola, da Nigéria, do Chade, da Guiné Equatorial e de outros países.
- Perspectivas
- Entre as muitas epidemias que afligem a população africana, a da AIDS talvez seja a mais brutal. A Á frica Subsaariana é a regiã o do mundo mais afetada pelo HIV, abrigando cerca de 70% da população mundial que vive com o vírus, segundo a UNAIDS. Além disso, nessa região, a maioria das pessoas que têm AIDS é composta de crianças e jovens com até 24 anos. Por causa da doença, os indicadores de saúde e bem-estar e de expectativa de vida no local retrocederam a patamares da década de 1950.
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- Beschreibung
- Mindmap am África, erstellt von Barbara Barbosa am 26/11/2020.
- Erstellt von
- Barbara Barbosa
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