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Verbos
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Cada verbo da língua portuguesa possui sua conjugação, ou seja, cada verbo se flexiona utilizando as desinências, que são osmorfemas que, associados aos verbos, nos dizem em que tempo, pessoa, número e modo eles estão. Um verbo regular utiliza sempre os mesmos morfemas para indicar que está em determinada pessoa, número, tempo e modo, vejamos:
Verbos regulares da 1ª conjugação:
Eu canto
Tu cantas
Ele canta
Nós cantamos
Vós Cantais
Eles Cantam
Eu amo
Tu amas
Ele ama
Nós amamos
Vós amais
Eles amam
Eu falo
Tu falas
Ele fala
Nós falamos
Vós falais
Eles falam
Observemos que o radical se repete sem alterações e que as desinências também se repetem. Na primeira pessoa do plural (nós), no presente do indicativo, sempre utiliza-se o morfema –amos.
Vejamos o mesmo com verbos regulares da 2ª conjugação:
Eu conheci
Tu conheceste
Ele conheceu
Nós conhecemos
Vós conhecestes
Eles conheceram
Eu vivi
Tu viveste
Ele viveu
Nós vivemos
Vós vivestes
Eles viveram
Eu comi
Tu comeste
Ele comeu
Nós comemos
Vós comestes
Eles comeram
Da mesma maneira, observamos que no caso dos verbos regulares, repetem-se os radicais e são acrescentados sempre os mesmos morfemas para marcar as flexões do verbo.
E os verbos irregulares, o que seriam? Fica fácil de deduzir, não é verdade? São aqueles que não correspondem a esta regularidade mostrada acima, que sofrem alguns acidentes e que tem os seus morfemas modificados, de modo que não podemos estabelecer um paradigma entre eles, nem prever que forma as desinências tomarão, pois vieram sendo modificadas ao longo do tempo, por conta da evolução da nossa língua.
Vejamos alguns verbos irregulares listados por Rocha Lima¹ em cada conjugação:
1ª conjugação
ESTAR
Nem todas as suas formas verbais são irregulares. O pretérito imperfeito do indicativo, por exemplo, é regular (estava).
Estou, estaremos, estivemos, etc.
DAR
Presente do indicativo: dou, dás, dá, dão.
Pretérito perfeito: deste, deu, demos, dei, deram.
VERBOS TERMINADOS EM –EAR E –IAR.
Passear, Principiar, Mobiliar, Apiedar-se, Aguar, Desaguar, Enxaguar, Minguar, Magoar, Obviar, etc.
2ª conjugação
CABER
Presente do indicativo: caibo.
Pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam.
CRER
Presente do indicativo: creio, crês, crê, cremos, credes, crêem.
OUTROS:
Dizer, Fazer, Ler, Perder, Poder, Querer, Saber, Trazer, Valer, Ver.
3ª conjugação
MEDIR, PEDIR, OUVIR
Apresentam irregularidade do radical na primeira pessoa do singular do presente do indicativo; no presente do subjuntivo; e nas pessoas do imperativo que são tiradas do presente do subjuntivo.
Presente do indicativo: peço, meço, ouço.
IR, VIR
Ambos apresentam violenta irregularidade.
Presente do indicativo: vou, vais, venho, vens, ides, vindes.
Pretérito imperfeito: ia, vinha, ias, vinhas, íeis, vínheis.
RIR
Presente do indicativo: rio, ris, ri, rimos, rides, riem.
Futuro do presente: rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão.
VERBOS ANÔMALOS
São verbos que possuem mais de um radical, é o caso dos verbos ser e ir.
Eu fui, vou, irei
Tu foste, vais, irás
Ele foi, vai, irá
Nós fomos, vamos, iremos
Vós fostes, vades, ireis
Eles foram, vão, irão
Eu sou, fui, serei
Tu és, foste, serás
Ele é, foi, será
Nós somos, fomos, seremos
Vós sedes, fostes, sereis
Eles são, foram, serão
VERBOS DEFECTIVOS São verbos que não têm conjugação completa. Por algum motivo específico, ou mesmo pelo simples desuso de alguns tempos, modos ou pessoas, não aparece uma ou mais das formas conjugadas. Vejamos alguns exemplos:
CHOVER, NEVAR, TROVEJAR – por serem impessoais, não aparecem na primeira pessoa: “trovejo”, “nevo”, “chovemos”.
ABOLIR, FALIR – não apresentam a primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Não há nenhum motivo específico, mas supõe-se que é pelo fato de o primeiro causar um som não muito agradável (eufonia) e de o segundo coincidir com a mesma forma do verbo falar.
Verbos irregulares são aqueles cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem as terminações dos demais verbos da conjugação a que pertencem.
Por exemplo, os verbos a seguir são REGULARES:
CANTAR - 1ª conjugação
(eu cantarei, tu cantarás, ele cantará, nós cantaremos, vós cantareis, eles cantarão)
COMER - 2ª conjugação
(eu comi, tu comeste, ele comeu, nós comemos, vós comestes, eles comeram)
PARTIR - 3ª conjugação
(eu parto, tu parte, ele parte, nós partimos, vós partis, eles partem)
Todos os verbos que possuem terminações diferentes das previstas para a sua conjugação, são chamados irregulares.
Por exemplo, o verbo FAZER (irregular), no futuro será FAREI, já o verbo COMER (regular) no futuro será COMEREI.
Observe que, se o verbo fazer fosse seguir a mesma regra dos verbos regulares, seu futuro seria FAZEREI.
Entre os verbos irregulares, segundo algumas particularidades, temos três denominações. Veremos aqui apenas uma delas, osVERBOS ANÔMALOS:
VERBOS ANÔMALOS - estes verbos não seguem as regras das terminações dos verbos regulares que pertencem à sua conjugação, e apresentam mais de um radical ao serem conjugados, dependendo do tempo ou da pessoa verbal.
Exemplos:
IR - eu vou, eu fui, nós fomos, tu irás
SER - eu sou, tu és, ele é, nós seremos, nós somos, eu era, tu eras, ele era, que ele seja.
TER - eu teria, tu tinhas, se ele tivesse, nós temos, eles terão.
Dentre as denominações dos VERBOS IRREGULARES da língua portuguesa, temos:
os VERBOS ANÔMALOS, que são aqueles que possuem terminações diferentes das terminações padrão para a sua conjugação;
os VERBOS ABUNDANTES, que são os verbos que apresentam mais de uma forma verbal para um mesmo tempo, conjugação e pessoa;
e os VERBOS DEFECTIVOS, os quais vamos estudar com mais detalhes neste artigo.
Vejamos abaixo a definição:
Pode-se dizer que os VERBOS DEFECTIVOS tem comportamento contrário ao dos verbos abundantes, pois enquanto estes apresentam mais de uma forma verbal para representar um mesmo modo, tempo e pessoa, aqueles apresentam uma ausência de algumas formas verbais, ou seja, não possuem determinadas formas conjugadas.
Vejamos os exemplos:
Verbo PARTIR (regular, 3ª conjugação, conjugado no presente do indicativo)
EU - parto
TU - partes
ELE - parte
NÓS - partimos
VÓS - partis
ELES - partem
Verbo ABOLIR (irregular, 3ª conjugação, defectivo, conjugado no presente do indicativo)
EU - ???
TU - aboles
ELE - abole
NÓS - abolimos
VÓS - abolis
ELES - abolem
Verbo COMER (regular, 2ª conjugação, conjugado no presente do indicativo)
EU - como
TU - comes
ELE - come
NÓS - comemos
VÓS - comeis
ELES - comem
Verbo REAVER (irregular, 3ª conjugação, defectivo, conjugado no presente do indicativo)
EU - ???
TU - ???
ELE - ???
NÓS - reavemos
VÓS - reaveis
ELES - ???
Os VERBOS ABUNDANTES são um dos tipos de verbos irregulares existentes na língua portuguesa. Como o próprio nome já diz, os verbos irregulares são aqueles que se diferenciam dos demais verbos pois não seguem regularmente as conjugações a que pertencem. Ou se diferenciam nas terminações, como é o caso dos verbos anômalos, ou não apresentam alguma forma verbal como é o caso dos verbos defectivos, ou podem ser, ainda, VERBOS ABUNDANTES, ou seja, apresentam mais de uma palavra correspondente à mesma forma verbal.
DEFINIÇÃO:
VERBOS ABUNDANTES são aqueles verbos irregulares que apresentam mais de uma forma de conjugação, ou seja, apresentam duas ou mais formas equivalentes para o mesmo tempo e pessoa.
A incidência de verbos abundantes se dá especialmente na forma do particípio do verbo, pois temos dois tipos de particípio, um com a forma regular, ou seja, com as terminações ADO, IDO, ADA e IDA, e um com a forma irregular, ou seja, com terminações diferentes destas previstas.
Vejamos alguns exemplos de verbos que possuem duas formas no particípio, ou seja, VERBOS ABUNDANTES:
ENCHER - enchido, cheio
FIXAR - fixado, fixo
CORRIGIR - corrigido, correto
ACENDER - acendido, aceso
ACEITAR - aceitado, aceito
ELEGER - elegido, eleito
ENTREGAR - entregado, entregue
EXTINGUIR - extinguido, extinto
FRITAR - fritado, frito
EXPELIR - expelido, expulso
LIMPAR - limpado, limpo
MATAR - matado, morto
Regulares e Irregulares
Anômalos
Defectivos
Abundantes
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- 3° Grau Português (06 - Verbo) Note on Verbos, created by Francine Matos on 23/10/2014.
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- Francine Matos
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