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Flashcards

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Mariana Lira Portuguese 26 cards

Cards in this deck (26)

  1. 1Passos para a gestão da comunicação das redes sociais1 - Monitorar as redes sociais (quem é o público, onde está, sobre o que está conversando, que tipo de informação ele busca; é necessário, tbm, saber o que a concorrência está fazendo, se suas ações nas mídias sociais estão tendo bom retorno; as necessidades dos consumidores dessa concorrência, que também são seus, estão sendo atendidas); deve-se buscar quem são os formadores de opinião, os influenciadores, fãs e desafetos de sua marca. O monitoramento é um raio-x do mercado e de como sua marca está posicionada. O resultado será um entendimento da presença da sua marca nas mídias sociais. 2 - identificação das redes sociais mais adequadas ou prioritárias para suas ações. 3 - definir os objetivos das ações (sem isso, não é possível medir o sucesso ou insucesso de uma ação) - objetivo é diferente de intenção. Enquanto as intenções são generalistas (aumentar a presença no facebook, por exemplo), os objetivos especificam (estabelecer uma base de fãs para a página no facebook com 300 pessoas em dois meses); 4 - crie uma estratégia (necessária para se atingir o que foi planejado);
  2. 2Passos para a gestão da comunicação das redes sociais5 - focar suas ações em uma única mídia social (apostar em todas ao mesmo tempo pode fazer com que se perca o foco); 6 - alinhar essa estratégia à estratégia e ao financeiro da organização (mídia social não é de graça); 7 - tenha certeza de ter os recursos necessários para atingir o que foi planejado; 8 - obedeça à uma sequência lógica de como devem ser estabelecidas as ações nas redes sociais, essencial para quem não tem nenhum noção e servindo como checklist para aqueles mais envolvidos.
  3. 3Sequência lógica para iniciar a aparição em redes/mídias sociais1 - seleção de pessoal envolvido com mídias sociais - melhor alternativa = usar um consultor externo, pois agiliza o aprendiza, agregado à um funcionário da organização, o qual conheça bem seu posicionamento estratégico. 2 - monitoramento das redes sociais (ponto de partida e de retorno para todo o processo, numa eterna retroalimentação - ipc - identificação de comunidades e influenciadores e avaliação de ações já executadas); 3 - definição da mensagem e do conteúdo que será criado; 4 - estabelecimento de perfis nas mídias sociais; 5 - alimentação das redes sociais (deve ser constante, para alimentar a relação com os usuário); 6 - avaliação de resultados (para medir o êxito/fracasso das ações - deve ser estabelecido um tempo realista para essa medição)
  4. 4classificação dos usuários, em termos de usabilidade das redes sociais (é uma pirâmide. Os mais ativos no topo e os inativos na base, representando a maioria. No entanto, esse posicionamento não é estático, mas móvel, podendo variar de uma rede social para outra)Criadores: atuam constantemente gerando conteúdo;
    Críticos: geram menos conteúdo, mas dedicam boa parte do tempo criando comentários sobre conteúdo previamente gerado;
    Espectadores: representam uma boa parte das redes sociais (sua atuação é ver o que os outros estão fazendo.
  5. 5Organização das redes sociaisAs comunidades ou redes sociais são organizadas em círculos concêntricos onde o centro representa a maior atividade e as bordas a menor.
  6. 6UsuáriosOs usuários são aqueles que sempre responderão rapidamente a um estímulo e produzem material espontâneo positivo ou negativo.
    Eles precisam ser abordados de forma rápida e cortês.
    Já os usuários comprometidos são aqueles que necessitam de uma abordagem mais demorada e contínua para responder aos estímulos.
    Eles sofrem influência dos usuários e representam a grande massa das postagens.
    Os usuários casuais são aqueles que têm uma participação pequena na geração de conteúdo.
    Normalmente eles são atraídos por ações pontuais.
    Mas não deixam de ser úteis na propagação de uma mensagem para outras redes e mídias sociais. Uma promoção no Twitter pode ser a única forma de fazer um usuário casual tuitar.
  7. 7Motivação nas redes sociaisOutro aspecto importante sobre o comportamento do usuário é a sua motivação.
    Alguns são motivados por necessidades individuais, querem, de alguma forma, se exibir, mostrar quem são e o que fazem.
    Eles possuem uma motivação egocêntrica e buscam uma satisfação pessoal.
    Outros usuários são motivados por necessidades coletivas.
    Querem de alguma maneira colaborar, ajudar e mostrar que são úteis ao grupo.
    Eles possuem uma motivação altruísta, buscando, no fundo, um reconhecimento do grupo.
  8. 8Fundadores do youtubeChad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, ex-funcionários do site de comércio on-line PayPal. Foi lançado oficialmente em junho de 2005
  9. 9Inovação e diferencialA inovação original era de ordem tecnológica, que eliminava as barreiras técnicas para maior compartilhamento de vídeos na internet.
    O diferencial estava na interface bastante simples e integrada, dentro da qual o usuário podia fazer o upload, publicar e assistir vídeos em streaming sem necessidade de altos níveis de conheci­mento técnico. O YouTube não estabeleceu limites para o número de vídeos que cada usuário poderia colocar on-line via upload, ofereceu funções básicas de comunidade, tais como a possibilidade de se conectar a outros usuários como amigos.
    Também gerava um endereço na internet e códigos que permitiam que os vídeos pudes­sem ser facilmente incorporados em outros sites.
    Exceto pelo limite de duração dos vídeos que podiam ser transferidos para o servidor, o que o YouTube oferecia era similar a outras iniciativas de vídeos on-line da época.
  10. 102006Em outubro de 2006, o Google pagou 1,65 bilhão de dólares pelo YouTube.
    No ano seguinte já era o site de entretenimento mais popular do mundo.
  11. 11Papéis do youtubeO YouTube representa claramente uma ruptura com os modelos de negócios da mídia e representa um novo ambiente do poder midiático.
    Ele tem rece­bido muita atenção da imprensa e agora faz parte, mesmo que aceito de maneira relutante, do cenário da mídia de massa.
    Mas também é utilizado com regularidade como veí­culo para o ensaio dos debates públicos sobre novas mídias e internet enquanto forças de desestabilização nos negócios e na sociedade, particularmente em relação aos jovens.
  12. 12RupturaTrata-se de espaço no qual o público ou as massas vão se elevando da base, de maneira que os assuntos de interesse que o cer­cam estejam relacionados à ausência de leis, crise de conhecimento e o colapso dos valores culturais.
  13. 13ConjecturasNo caso do YouTube, a convergência de “problemas como diversão e diversão como problema” é ainda mais ampli­ficada pelas inquietações adultas sobre a “divisão digital entre gerações”.
    As novas plataformas de mídias como o YouTube também fluem para a política.
    As mídias digitais atraem os jovens para o computador e ao acesso à internet.
    As mídias tradicionais, notadamente a TV, veem o YouTube como um “pânico moral”.
    Trata-se de um ciclo específico de coinfluência entre a representação da mídia e a realidade social em torno de assuntos de interesse público.
    Esse padrão de convergência da inquietação em relação à nova mídia e da inquie­tação moral como “pânico de mídia” e demonstra uma característica “intrínseca e recorrente” da modernidade.
  14. 14Problemas e tensões acerca do youtubeNele, os jovens são ao mesmo tempo agentes e vítimas - responsáveis pela maioria do conteúdo mundano do YouTube.
    Outra questão é a guerra dos direitos autorais, que demonstra de maneira especial­mente clara a complicada dupla identidade que a YouTube mantém.
    O YouTube precisa ser entendido como um negócio e como uma fonte cultural.
  15. 15O youtube é mídia de massa. Mas de que tipo?No You­Tube, novos modelos de negócio e ferramentas de produção mais acessíveis estão provocando novas e inesperadas interações entre a mídia alternativa e a mídia comercial de massa.
    Isso está regurgitando as inquietações sobre ques­tões de controle e autoridade da mídia.
    Essas incertezas podem explicar em parte a oscilação entre dois cenários explicativos predominantes: de um lado, o YouTube como um agente no cenário comercial da nova mídia e, do outro, como um site de criatividade ver­nacular e de contestação fora da lei.
    O YouTube não é somente mais um empreendimento de mídia e não é somente uma plataforma de conteúdo criado por usuários.
    É mais proveitoso entender o YouTube como ocupante de uma função institucional - atuando como um mecanismo de coordenação entre a cria­tividade individual e coletiva e a produção de significado.
    Também se estabelece como um media­dor entre vários discursos e ideologias divergentes voltados para o mercado e os vários discursos voltados para a audiência ou para o usuário. É preciso uma perspectiva centrada na audiência.
  16. 16O youtube enquanto rede socialpara uma pequena parcela de usuários, o You­Tube é um site de relacionamento social. Diferente dos sites mais óbvios de relacionamento, como o Facebook, em que as conexões sociais são basea­das em perfis pessoais e em “ser amigo” de alguém.
    No YouTube é o próprio conteúdo dos vídeos o maior veículo de comunica­ção e o principal indicador de agrupamentos sociais.
    Os usuários gastam seu tempo no site contribuindo com conteúdo, criando referências, construindo e cri­ticando vídeos reciprocamente, assim como colaborando (e discutindo) uns com os outros conforme constroem o “núcleo social” do YouTube.
  17. 17YoutubersHá um grupo de “usuários líderes” que iden­tificam e exploram oportunidades de maneira coletiva para aprimorar o modo de funcionamento do YouTube por meio de suas próprias práticas.
    As atividades desses “youtubers” (uma categoria que atua na própria comunidade) são importantes condutores do mercado de atenção e essenciais na cocriação de uma versão distinta da cultura emergente do YouTube.
  18. 18"Canais" no youtubeA diferença entre os “canais” (o nome dado às páginas de perfil de determinados colaboradores) “mais inscritos” e “mais vistos” revelam a audiência no YouTube.
    Essas duas categorias se colocam em extremidades opostas do espec­tro de envolvimento do YouTube.
    A categoria dos “mais vistos”, quanto aos vídeos, simplesmente mede o número de vezes que a página de um canal foi visualizada.
    Isso representa os canais que podem não despertar um nível especialmente elevado de intensidade ou envolvimento direto visível, mas que possuem o maior alcance.
    A categoria dos “mais inscritos” contém aque­les canais que a maioria dos usuários quer seguir (ou, talvez, declarar publi­camente que segue).
    No curso normal de sua prática cultural enquanto “youtubers”, esses usuários visivelmente mais engajados participam ativamente modelando, contestando e negociando a cultura emergente da rede social do YouTube.
  19. 19Mais que uma rede socialUmas das mais impressionantes características das atividades voltadas à comunidade dos “youtubers” é que elas acontecem dentro de uma arquite­tura que não foi projetada em primeira instância para participação colaborativa ou coletiva.
    Em comparação a outras redes sociais construídos em torno de conteúdo criado por seus usuários, a arquitetura do site não convida abertamente os usuários ao desenvolvimento de comunidades, colaboração ou trabalho de grupo orientado.
    O YouTube funciona como um “radiofusor” alternativo (mais do que uma rede social) passa pelos elementos visuais de interação cuja função é “filtrar” os aspectos de rede social do site para o usuário casual ou visitante iniciante.
    O design visual é dominado de maneira consistente por miniaturas de vídeos (thumbnails) e não por perfis de usuários, grupos ou trocas de mensagens.
  20. 20thumbnailsminiaturas de vídeos
  21. 21barreirasOs grupos estão longe de serem facilmente encontrados por meio de buscas por palavras-chave e, como os vídeos, os resultados são classificados de modo quantitativo.
    A impossibilidade de download e a ausência de con­trole de licenciamento por parte dos usuários criam sérias barreiras para a produção colaborativa.
    Também não há um convite “óbvio” para a colaboração com outros usuários, para remixagem ou citação dos vídeos de outros usuários.
  22. 22UsabilidadeO design da interface do YouTube pode não ser elegante, mas é famoso por sua “usabilidade”, pelo menos dentro das fronteiras de seus objetivos declarados.
    Seu propósito é fazer upload, transcodificar, atribuir palavras-chave e publicar vídeos.
    Sem dúvida, essa usabilidade constitui uma das razões para a mas­sificação de sua popularidade.
    Mas ela é aparentemente uni­forme e pode também ser vista de outra maneira.
    Tecnologias projetadas para participação ativa do usuário geral­mente apresentam uma conciliação do design entre dois extremos ideoló­gicos.
    De um lado está o ideal da “hackeabilidade” extrema, por ser aberta, manipu­lável e que permite experimentações complexas que apresentam um baixo grau de dificuldade.
    Do outro, está o ideal da “usabilidade” extrema, caracterizada por uma tecnologia percebida e apresen­tada permitindo fácil acesso a um conjunto predeterminado de operações simples. Quando as tecnologias se estabilizam e são amplamente adotadas, o meio-termo entre essas duas facetas sempre é alcançado.
  23. 23UsabilidadeQuando as tecnologias se estabilizam e são amplamente adotadas, o meio-termo entre essas duas facetas sempre é alcançado.
    No mundo ideal, as tensões entre essas duas dinâmicas concor­rentes nunca são completamente resolvidas.
    Desse modo, abre-se possibilidades para tecnologias altamente usáveis e acessíveis que também são expansíveis, adaptáveis e maleáveis.
  24. 24UsabilidadeMesmo a mais fácil e aparentemente simples das tecnologias pode oferecer possibilidades criativas que se esten­dem muito além de seus usos mais óbvios e intencionais.
    Essas possibilidades frequentemente adotadas (ou mesmo desbravadas) pelos usuá­rios, às vezes surpreende os próprios criadores dessa tecnologia.
    Da mesma maneira, embora o foco do design do YouTube seja a usabi­lidade e um conjunto simples e limitado de instrumentos, uma quantidade de usos interessantes e inovadores do YouTube teve origem em sua comuni­dade de usuários.
    Apesar de sua retórica comunitária, a arquitetura e o design do You­Tube convidam mais à participação individual do que à atividade colaborativa.
    Qualquer oportunidade de colaboração tem de ser especialmente criada pela própria comunidade do YouTube ou por meio de um convite especial.
    O YouTube não disponibiliza métodos integrados ou de rotina para captura de vídeos de outros usuários ou sua reutilização, tampouco disponibiliza o conteúdo de outrem com esse propósito.
  25. 25Usabilidadeentra­das colaborativas e remixadas de “vlogs” foram uma característica bastante notável.
    Para o YouTube, a cultura participativa não é somente um artifício ou um adereço, é, sem dúvida, seu principal diferencial.
  26. 26—

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Flashcards on Untitled, created by Mariana Lira on 20/08/2018.
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Mariana Lira
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